Em Linhas Gerais

Assembleia Legislativa se fecha em copas sobre deputada cassada – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será sempre servo”. PAULO FRANCIS, jornalista nascido em 2 de setembro de 1930, no Rio, e morto em 4 de fevereiro de 1997, em Nova Iorque. Foi também crítico de teatro, diretor e escritor, com passagem por todos os grandes jornais brasileiros, incluindo o Pasquim.

 EDITORIALZIM

Quem poderia responder hoje a pergunta mais importante do momento: como ficaremos todos quando essa pandemia for superada e a reclusão domiciliar chegar ao fim? Eu mesmo não sei e nem tenho conseguido essa resposta na manifestação das autoridades e dos políticos veiculadas nas redes sociais. Nessa garimpagem diária apenas constato a existência de uma fase de mistificação, especialmente no segmento da saúde, com o embate dos defensores do isolamento radical e os contrários, os que pedem a flexibilização como alternativa fundamental para não quebrar ainda mais a economia.

 Acredito que apenas num ponto de vista estamos todos de acordo: tudo está mudando o resultado mexe e vai mexer com todos nós. E nem poderia ser diferente, pois tudo o que ocorrer na vida tem um propósito. Talvez seja importante para todos nós fazermos uma pergunta aparentemente capciosa: Para que serve o coronavírus em nossos tempos? Se formos levar em conta a agudização do aspecto político dessa pandemia veremos que no Brasil ela serve ao lamentável propósito da esquerda em desestabilizar um governo que venceu as eleições com larga margem de votos. O período é de muita turbulência e por isso difícil de saber para onde vamos após essa enorme rebordosa.

 E sobre as finalidades dessa pandemia? São várias as hipóteses possíveis para refletirmos. Uma delas é que a maior parte da sociedade, hoje, inverte as prioridades ditadas na Bíblia, que deixa claro que devemos colocar a família em primeiro plano, e na sequência vem o desenvolvimento espiritual e o trabalho. Reflete-se também, além da sobrevivência, na questão econômica, financeira, no emprego, no trabalho e tanta polêmica que se instalou no bojo das atitudes tomadas por governantes, magistrados, políticos e pelas reações diversas da própria sociedade.

 É um período dominado pela incerteza e pela turbulência e por isso fica difícil dizer o que virá depois, afinal os partidos e os militantes da chamada esquerda, desalojados do poder e interrompidos na “obra” de implantar no país um estado socialista de dentro para fora, destilam ódio e dedicam suas energias debilitadas pela falta do dinheiro público desviado e obtido na maior ladroagem de todos os tempos, a detratar o governo eleito e mais do que isso, o próprio país.

 O confinamento a que estamos sujeitos é uma lição de vida que se não vai mudar radicalmente o estilo de cada um, deixará marcas a serem observadas que não são só as de emprego, caixa, retomada e tudo mais que tem ficado no rastro da pandemia. A perda de vida é inestimável. Tomara que essas marcas influam na racionalidade, na produtividade, na objetividade e, por certo, na valorização das relações humanas.

 Como jornalista, hoje aposentado, nunca pensei viveria uma situação como essa. Uma freada de arrumação tão abrupta, tão inesperada, e tão intensa. Em pleno século XXI. Mas, leitor, não estou na eminência do desespero. Acostumei-me com a ideia de que tudo que ocorre tem um propósito para nos ensinar a viver, a nos curar de nossos defeitos e a nos libertar de ingenuidade.

 Quais são as finalidades dessa pandemia? A mais importante, pelo menos no meu caso de quase septuagenário, é que devemos colocar a família em primeiro plano (como sempre diz o Bolsonaro) e também o nosso país acima de tudo. A vida moderna impôs aumentarmos continuamente nossas necessidades e com isso a obrigação de trabalhar cada vez mais. O resultado está aí: uma sociedade com muitos problemas psicológicos. A família estabelece a solidária fraternidade.

 Outra constatação importante: precisamos melhorar o nosso padrão de higiene. Precisamos cobrar das autoridades investimentos no saneamento básico. É assim que trata a higiene pessoal em termos coletivo. Hoje pela situação de vivermos sem a tão necessária rede de esgotos, essa higiene é praticada individualmente. É preciso que nossas autoridades tenham um planejamento preventivo para esses vírus que são recorrentes. O coronavírus está no mundo desde 1960.

 Estamos cercados de esperanças. O Brasil, afetado duplamente, na questão da saúde pública e da política mesquinha, rasteira, fora as consequências já sabidas disso tudo, sairá mais amadurecido, embora, ainda, com ressentimentos a serem superados. Como essa mesma era da incerteza está dando, pela massificação da informação na mão de cada um, a possibilidade de se enxergar quem é quem de verdade e a verdade de cada um, na cena nacional.

 Sabe, leitores, da minha parte garanto: assim como cumpro o confinamento por ser de grupo de risco, passei a valorizar muito mais pequenos detalhes do dia-a-dia da vida, pelos quais passava antes em disparada, na corrida (com que sentido?) pela mesma sobrevivência que lutamos agora, cada um a seu jeito e possibilidades. Descobri que não preciso de muito para sobreviver e então estou preparado para fortalecer a mente no equilíbrio, no bom-senso, na fé, na esperança e no amor ao próximo, investindo na simplicidade, uma vez que a complexidade leva a decadência.

 SUGESTÃO AO PREFEITO

 Porto Velho tem a sorte de possuir um prefeito operoso nos dias de hoje. Mesmo com a chuva continuada o prefeito Hildon Chaves leva avante as ações de manutenção das vias com a operação tapa buracos. Também não para o serviço de asfaltamento da cidade, coisa que nunca se via anteriormente na estação chuvosa.

 Então, considerando que estamos sofrendo com essa pandemia aqui na capital, com o surgimento de novos casos comprovados de contaminação, quero sugerir ao prefeito pedido de uma leitora da coluna. Como medida de diminuição do avanço das infecções, fica desde já a sugestão de se utilizar tratores e equipamentos da chamada Secretaria de Obras e, então, acoplá-los às máquinas pulverizadoras (do tipo agrícola mesmo) e proceder à desinfecção periódica com cloro ou outro produto igualmente eficiente dos passeios públicos e logradouros de maior circulação.

 ALÉM DO COVID19

A Secretaria de Estado da Saúde alerta a população para o risco de aumento de casos de leptospirose nessa época de chuvas. A maior parte das contaminações, segundo a mesma a fonte, acontece em Porto Velho. A doença é causada pela bactéria leptospira, presente na urina principalmente de ratos, que com as chuvas se mistura à água de valetas, lama, lagoas, cavas e até mesmo nos locais com formação de enchentes. Em 2019, foram registrados 25 casos de leptospirose em todo Estado de Rondônia, dos quais sete em Porto Velho, cidade com maior contingente habitacional de Rondônia e, como a maioria, sem sistema de saneamento básico.

 CONTAMINAÇÃO

 A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados – roedores, caninos, suínos, bovinos, equinos, ovinos, caprinos e, eventualmente, mamíferos silvestres. A penetração da bactéria ocorre através da pele com pequenos ferimentos ou lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através das mucosas. A doença pode levar à morte se não for tratada de modo correto e precocemente.

 Os primeiros sintomas da leptospirose são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, cansaço e calafrios. Dores abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e desidratação também são frequentes.

 CASSADA

 Demorou prá dedéu a decisão do Tribunal Regional Eleitoral cassando o mandato da deputada estadual Cássia das Muletas, acusada de abuso do poder econômico em 2018. A decisão do TRE rondoniense é importante, mas não coloca um ponto final nessa querela, pois a parlamentar poderá entrar com recurso apelativo sem ter de abandonar sua cadeira na Assembleia rondoniense. A acusação contra a deputada aceita pela corte eleitoral é grave, realçando o perfil dos “Muletas” em ações de corrupção política. Cássia teria se beneficiado, no período da campanha, com 200 mil reais de partido ao qual sequer sua sigla, o Podemos, estava coligada.

 ATÉ O PESCOÇO

 Quem conhece um pouco da história política dessa família com base eleitoral em Jaru não chegou a ficar surpreso com a decisão do TRE rondoniense, afinal “Muletas” passou a ser sinônimo de envolvimento até o pescoço em operações de corrupção investigados na Assembleia, como a “Dominó”.

 Aliás, foi por esse tipo de circunstância que a parlamentar cassada entrou na política, para substituir o ex-deputado João das Muletas, que se tornou inelegível por decisão da Justiça Eleitoral.

 DO BALACOBACO

 Na política rondoniense famílias manchadas por escândalos diversos (muitos por roubalheira dos recursos públicos) acabam se dando muito bem, colecionando mandatos e se perpetuando no poder. Algumas dessas famílias, mesmo com a ficha suja na esfera eleitoral, conseguem fortalecer o sistema de castas nos diversos níveis do poder no estado, especialmente no legislativo estadual e também no nível do comando municipal.

 A família de Cássia das Muletas apareceu na política primeiramente com o cunhado Amauri dos Santos, protegido especial do ex-presidente da Assembleia (um dos poucos que não teve o nome ligado à corrupção) Sidney Guerra, baiano de Caculé, que também foi prefeito de Jaru, apoiando seu ex-segurança. Com o apoio o ex garçom e ex segurança elegeu-se vereador e depois prefeito. E foi assim: o irmão foi quem introduziu João da Muleta, um sujeito simpático que virou deputado.

 Essa não é a única família do balacobaco enraizada na Assembleia e na política do Estado. Uma muito mais expressiva é a família Donadon, nome também presente na galeria dos ex-presidentes da Assembleia. Nada parece abalar seus membros. Nem os processos, as condenações e a cadeia de alguns de seus nomes mais ilustres. Eles estão sempre na ribalta e nem precisam esconder o sobrenome tão presente na crônica policial que registra políticos corruptos no estado.

 SILÊNCIO TOTAL

 A cassação da deputada que usa o nome “Muletas” não foi sequer mencionada no portal informativo da Assembleia. Mais uma vez o portal bem de acordo com a “ética” da confraria que já produziu dezenas de casos de corrupção no meio político e nem assim teve qualquer caso submetido à sua comissão de ética. Parece que um mea-culpa não está no almanaque da austeridade da presidência atual do legislativo rondoniense.

 SEM EFICÁCIA

 Se fosse tinha esperança de usar a hidroxicloroquina para tratar a contaminação do Covid19 pode tirar o cavalo da chuva. O judiciário decidiu ontem ser contra sua utilização. Jair Bolsonaro, o presidente da República (que república, qua! qua! qua!) está ficando careca de defender seu uso. Bolsonaro, como os próprios ministros do Judiciário, não entende nada de saúde, mas muitas autoridades no assunto, pelo mundo, estavam concordando com a utilização dessa droga no combate do vírus.

 Acabou! Ontem o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), presidido pelo ministro Dias Toffoli, manteve o entendimento de que o remédio não tem eficácia e segurança comprovadas. Até o momento, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a substância somente para pacientes hospitalizados e em estado grave e a critério do médico do caso.

 CORRETO

 A PM vai agir corretamente se tomar providências contra aqueles que resistem ao isolamento social, promovendo aglomerações em espaços públicos e até mesmo nas vias. Aqui na minha rua já percebi um grupo acostumado a se reunir nos finais de semana com som automotivo alto e muito cerveja quebrar o isolamento. Eu até já chamei a polícia, mas não aconteceu nada.

 Agora há também as denúncias infundadas, como essa de que pessoas estão usando o parque da cidade para o lazer. É mentira: passo pelo local todos os dias e sou testemunha de que o Parque está fechado, sem acesso.

DE LABORATÓRIO

 O jornalista Cláudio Humberto divulgou ontem uma informação comprometedora sobre o surgimento do coronavírus: o surto do novo coronavírus pode ter começado após um acidente de trabalho no laboratório Instituto de Virologia de Wuhan, na China, segundo informam jornais americanos.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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