Em Linhas Gerais

O mau do Brasil são os maus políticos. Ainda não houve a esperada depuração – Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O povo indignado do Brasil está decidido a fazer do país uma pátria livre do comunismo e dos traidores responsáveis pela destruição da economia com a corrupção desenfreada”. GESSI TABORDA, jornalista aposentado.

EDITORIALZIM

A chegada de Messias Bolsonaro na presidência da república colocou em Brasília uma marca incômoda para todos aqueles, políticos ou não, amamentados pelo dinheiro público nas negociatas que se tornaram a praxe das relações políticas após o domínio do petismo e de seus satélites.

O presidente brasileiro nunca foi simpático aos políticos que instituíram no nosso país o método do “toma lá da cá”. Mas a ojeriza ao presidente aumentou muito diante de uma realidade que ninguém pode negar: os escândalos de corrupção deixaram de ecoar no governo federal. Ao não aceitar o roubo no governo e não praticar o tráfico de influência, estancando uma das gênesis da corrupção no poder político, o presidente tornou-se inconveniente para políticos acostumados com as tetas do poder, motivo bastante para ser alvo de uma trama capaz de tirá-lo do comando do país, mesmo tendo um mandato constitucional e respaldado por milhões de eleitores.

É compreensivo as pressões políticas urdidas contra o presidente pelos políticos do Congresso e também pela mídia inconsolável com o fim do jorro de bilhões de reais destinados aos grandes veículos, televisivos ou não, que se comportaram ao longo das décadas da esquerda no Poder como “amestrada” e ponto de sustentáculo dos grandes corruptos e ladrões brasileiros.

Na semana que passou, quando o golpe em desenvolvimento pelo segmento político de Brasília e do Judiciário começou a ser desmascarado com a entrevista de Roberto Jefferson numa live, noticiou-se a reunião de políticos com ministros do STF, secretamente, na residência oficial de um presidente de uma das casas do Congresso para tramar em favor do impeachment de Jair Bolsonaro.

Essa informação apenas realçou que os dirigentes do poder não agem para demonstrar espírito público no cumprimento de suas responsabilidades. Eles vão querer interferir cada vez mais no comando do Brasil, mantendo o presidente eleito com as mãos amarradas.

O Congresso atual, vá lá, não é o mesmo ajuntamento de corruptos do passado. Na Câmara, por exemplo, vários nomes novos foram eleitos para resgatar o compromisso de transformar a política brasileira, impedindo a continuidade descarada da corrupção no poder público brasileiro.

Infelizmente muitos destes novos deputados estão sucumbindo à chantagem daqueles que não querem largar o osso e procuram mesmo todo os meios, inclusive o golpe do parlamentarismo branco, para fraudar o justa escolha do povo nas urnas, inviabilizando o governo de Bolsonaro. Querem que o presidente entregue o cargo ou seja impedido de continuar nele, embora não haja contra o governo nenhuma denúncia de corrupção como as do passado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sabe não possuir qualquer possibilidade de se firmar como alternativa de poder para almejar a presidência da República. E assim presta seus nefandos serviços ao governador paulista, João Dória, um oportunista de olhos agarrados ao Planalto. E para tanto reúne em seu batalhão de insanos a própria esquerda para garantir a sua reeleição (mudando a CF) ainda nessa legislatura e, se der, numa legislatura vindoura, imaginando que vai renovar o mandato de deputado federal na próxima disputa.

Nesse cenário em construção no seio do parlamento nacional é lamentável ver a inércia dos deputados federais e senadores de Rondônia, sem nenhum protagonismo na defesa dos ditames da Constituição especialmente na norma de que todo “o poder emana do povo e em seu nome é exercido”.

O que temos na representação política rondoniense, lamentavelmente, ainda é uma carcaça burocrática que serve e se serve dos interesses passageiros de políticos como Rodrigo Maia e Alcolumbre, seguidos agora por um séquito de governadores (tipo Dória), prefeitos e até vereadores pouco se lixando por decretar a bancarrota do Brasil em nome de interesses meramente eleitorais e de poder anti-republicano.

É certo que entre os políticos rondonienses nem todos são burros. Acabarão descobrindo o desastre político que ameaça àqueles que mantém essa imagem de passividade, de distanciamento nessa estratégia de derrubar um presidente eleito pelo simples fato de suas falas destrambelhadas ou até bizarras. Não se posicionar já a favor do presidente em relação, por exemplo, a abertura do comércio e das atividades econômicas fechadas nessa fase do Covid19 é um grande erro. O desastre para tentar a reeleição já estará feito agora.

ROUBALHEIRA

Pandemia vira roubalheira de governadores e prefeitos que enxergaram no COVID-19, uma oportunidade de ouro para meter os dois pés na jaca, dando o drible da vaca nas leis de controle fiscal. Ao que tudo indica, os estragos que a pandemia fará ao país serão fichinha perto de outras monstruosidades que já ocorrem em todo o território nacional. Sairemos dessa tragédia que nos proporcionou a China, muito mais pobres do que entramos e a culpa não poderá ser atribuída unicamente à paralisia da atividade econômica, mas principalmente à roubalheira feérica cujos sinais já começam a aparecer do Oiapoque ao Chuí. A festa do Corona correndo solta nas licitações sem concorrência. Aqui em Rondônia a primeira denúncia foi formulada pelo advogado Caetano Neto, de Vilhena, cidade onde floresce e ainda exerce enorme poder o clã da corrupção política dos Donadons. Não deve ser mera coincidência.

RAZÃO

O físico e cosmólogo de renome mundial, Stephen Hawking (1942-2018) estava coberto de razão quando afirmou que “a ganância e estupidez é o que irá acabar com o mundo”. Pode existir algo mais estúpido do que defender a esquerda e achar que o condenado Lula, responsável pelo desvio de bilhões no Brasil, merece complacência?

CULPADOS

E o que os deputados de Rondônia fizeram ou deixaram de fazer em relação à sacanagem de Rodrigo Maia fazendo voltar a cobrança do DPVAT ao deixar caducar a MP feita pelo Bolsonaro, apenas para avançar no golpe contra o presidente. E enquanto isso acontece esses deputadoszinhos de Rondônia ficam enchendo nossa caixa do correio eletrônico com seus releases sobre “liberação de verba” (na maior parte tudo cascata) para isso e aquilo por não terem nada de relevante para apresentar nos seus mandatos. Você vai ter de pagar o DPVAT por culpa dessa bancada de m*.

LEMBRANÇA

O competente radialista de Porto Velho, Macelio Pinheiro de Lima, lembrando existir, aqui mesmo na capital rondoniense, vereadores que estão de quarentena a 4 anos. São os tais acostumados a aparecer só nos anos de eleição.

CHINESES

A informação está circulando desde ontem: Pedras preciosas em estado bruto saem de Minas com destino ao gigante asiático em contêineres com preço abaixo do mercado. Em Curvelo e Corinto, negócio gera R$ 50 mi. Chineses estão invadindo a região central de Minas em busca de pedras semipreciosas. Eles estão de olho também nas riquezas minerais de Rondônia.

BILHÕES

Mais de 5 milhões de brasileiros recebem na quarta-feira (22) o equivalente a cerca de R$ 4,3 bilhões de auxílio emergencial. E a partir de hoje (23) a Caixa inicia o pagamento da segunda parcela para os inscritos no CadÚnico.

ESTÁVEL

O último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura de Porto Velho revelou que os casos de Covid19 estão estabilizados em 110 com três óbitos. O boletim ainda não informou o número de pessoas contaminadas que foram curadas.

PORTAS ABERTAS

Em Porto Velho a Secretaria Municipal da Fazem foi reaberta ontem para atendimento público presencial. Os contribuintes serão atendidos com as cautelas exigidas nessa pandemia, como o uso de máscaras. Os serviços disponíveis são: parcelamento, negociação de dívidas não inscritas em dívida ativa, recepção de defesa administrativa, recepção de documentos em geral e abertura de processos diversos.

CRIMINOSOS

A pandemia provocada pelo novo coronavírus e a política de distanciamento social adotada por praticamente todos os governos em diferentes níveis alterou até o modo de agir dos criminosos. Grupos organizados, diante da nova realidade, mudaram seu campo de atuação para golpes eletrônicos aproveitando que a maior parte da população está muito mais tempo ligada na internet e nas redes sociais. De acordo com fonte do segmento da Segurança, os pedidos de socorro emitidos de dentro de residências envolvendo violência cresceram perto de 20% desde o início do isolamento social.

LUCRANDO

Enquanto a pandemia do Coronavirus afetou negativamente os negócios das grandes centrais de distribuição de alimentos, os supermercados e assemelhados mantêm um nível estável de vendas de frutas, verduras e legumes, pois a quarentena está obrigando as pessoas a fazerem suas refeições em casa. Os supermercados podem até não estar ganhando mais dinheiro do que antes da crise mas mantém estável seus lucros.

EM QUEDA

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 2,5% na passagem de março para abril. Com o recuo, o indicador foi para 95,6 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o menor nível desde novembro de 2019. Segundo a CNC, a redução foi provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Essa foi a primeira medição do ICF desde o início das medidas de quarentena, em meados de março.

MAUS POLÍTICOS

Faço questão de transcrever aqui a opinião do meu amigo Paulo Saab, com quem trabalhei quando ele era o chefe da comunicação da Ceagesp e tinha uma festejada coluna (PS) que tive a honra de editar no Debate Regional, um veículo com sede na cidade de Barra Bonita (SP). “Impressiona ver como persistem na cena da vida pública nacional os políticos profissionais, de carreira, cuja vida pessoal e familiar é dedicada única e exclusivamente a usar da máquina pública em seu favor, deixando os interesses verdadeiros da população brasileira à margem de suas atitudes. A praga da utilização dos recursos públicos em favor de interesses particulares é inerente ao ser humano.  No Brasil é vírus”.

SEM CONTROLE

Um vírus que sempre existiu mas era mantido um pouco sob controle (não justifica, mas sempre foi assim). Sendo verdade é preciso dizer, após a chegada do PT ao poder, em diversas instâncias, a utilização do tesouro para a ampliação e manutenção do poder político, através de alianças espúrias com a banda podre da iniciativa privada e do chamado meio político, escancarou as porteiras de qualquer pudor ou resistência ética. Um ponto importante neste contexto é o de que, mais uma vez, os interesses nacionais verdadeiros ficaram subalternos dos interesses políticos pessoais, grupais, partidários, e tudo é feito na perspectiva da destruição, manutenção, tomada, do poder e do acesso aos cofres públicos.

RECEITUÁRIO

Eles persistem, insistem e raramente se vê em algum um mínimo amor ao país. O Brasil, para essa camada elitista que se aboleta nos gabinetes luxuosos, cercados de privilégios, mordomias e puxa-sacos, e se escondem, também atrás da autoridade de seus cargos, existe para que, arrogantemente, sangrem o tesouro nacional em seu favor. O diagnóstico vem sendo feito. O remédio, a educação da massa, a melhoria de sua qualidade de vida para acabar com os currais, nunca entra no receituário. Não há um dia sequer que termine sem que deixe de ser noticiada uma novidade no campo da ousadia criminosa. O que há com o Brasil, afinal, onde não existe mais constrangimento, pudor ou ética?”

MUITO MAL

Rondônia sempre foi um estado muito promissor por suas imensas riquezas naturais e por sua população operosa. Pena que o estado colecionou ao longo dos anos de sua emancipação governadores despreparados (alguns até chucros) e cercados de medíocres mais preocupados em arrumar o seu lado financeiro do que visar o bem estar dos rondonienses.

Com o atual governador o situação não está sendo diferente. Sem conhecimento das mumunhas da política e cercado de um esquadrão de incompetentes, Marcos Rocha não conseguiu em mais de um ano de mandato não consegue dar uma dentro, embora esteja gastando uma fortuna com propaganda em todo tipo de mídia. O desempenho do governador coronel eleito na onda do bolsonarismo é de baixíssimo nível.

UM MANDATO SÓ

A grande maioria de seus eleitores já não escondem o arrependimento de tê-lo eleito. E mesmo diante das démarches de sua imagem abalada, o governo continua mantendo na chefia de sua comunicação uma pessoa sem profissionalismo, com dificuldades de pelo menos rabiscar uma comunicação política inteligível.

Agora Marcos Rocha fica ainda muito pior perante a opinião pública pelas denúncias, algumas formuladas pelos seus próprios colaboradores, sobre inconsistências no gasto de dinheiro destinado ao combate do Covid19, na compra de equipamentos e materiais por valores suspeitos, como seus próprios colaboradores do alto escalão confessaram a deputados estaduais que, dizem fontes, podem abrir uma CPI para ver o tamanho do rombo.

Se esse governador não fizer logo o ajuste necessário para melhorar o padrão de seu secretariado com certeza será mais um político rondoniense de mandato único. Até agora pelo que se ouve, o coronel Marcos Rocha não está pessoalmente envolvido em qualquer falcatrua. E nem precisará estar para sair pela porta dos fundos da política. Basta continuar cercado de áulicos e interessados em obter as benesses dos cargos de alta cúpula.

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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