Em Linhas Gerais

Vereadores deveriam se indignar com essa viagem do presidente da casa -por Gessi Taborda

PAREM DE METER A MÃO

PoliticoA corrupção é (ou deveria ser) uma das maiores preocupações das autoridades públicas rondonienses. A cada dia ela deixa de ser um acontecimento pontual para se tornar uma praxe política.

Ninguém escapa dessa praga que está presente até em pequenos (e mais novos) municípios do estado, como aconteceu agora com Buritis, onde a Justiça precisou determinar o afastamento do prefeito e de vários vereadores pegos com a boca na botija.

É preciso marcação cerrada para tirar da vida pública gestores que insistem manejar o dinheiro público como se fosse propriedade particular, de onde os governantes podem tirar vantagem, enriquecendo-se ilicitamente.

Se a Justiça e órgãos do controle externo não agirem de forma rigorosa, metendo na cadeia esse tipo de ladrão do colarinho branco, não veremos tão cedo as mudanças de comportamento desse pessoal acostumado a meter a mão no erário, estimulado pela impunidade.

 VEREADORES CALADOS

CamaraAté na câmara municipal de Porto Velho, pelo visto, existe da parte dos vereadores uma falta de compreensão do que é coisa pública. Deve ser por isso que não reagiu a denúncia de que o presidente da casa foi dar uma esticada a Belém levando a tiracolo o motorista, num verdadeiro weekend custeado com o dinheiro público, incluindo gordas diárias.

Diante do muxoxo dos vereadores, para eles quando se fala da coisa pública, em qualquer nível – federal, estadual e municipal –, fica a impressão de que todos podem pôr a mão. Por isso seria natural pagar “passeios” disfarçados na agenda oficial, com o dinheiro do contribuinte.

 NÃO, NÃO PODE SER ASSIM!

CamaraAfinal, é coisa pública. Certo? Não. Fica também a impressão de que todos podem levar vantagem. Certo? Também não. É coisa pública porque é financiada por nós, que pagamos impostos e taxas, e delegamos poderes, por meio do voto, para que alguém administre esse bem chamado município, estado ou nação.

O conjunto dos vereadores deveria – em casos como esse – respeitar o preceito da dignidade e honestidade, mas não é assim que funciona. E os erros são fomentados pela inércia dos próprios representantes que elegemos, incapazes de identificar num fato como esse a quebra do decoro parlamentar, reforçado pelo patrocínio das despesas do motorista, incluindo-se além das despesas com as passagens aéreas as robustas diárias.

Já que os próprios vereadores não tomam iniciativa para exigir mais respeito com os recursos públicos, as esperanças dos cidadãos ficam depositadas numa ação do Ministério Público e do TCE exigindo do presidente da Câmara o ressarcimento aos cofres públicos desse dinheiro praticamente jogado fora.

 CEDO DEMAIS

amir-lando-o-caraAmir Lando reapareceu na cidade. Ontem foi visto fazendo compras numa loja de departamentos da Avenida Jorge Teixeira. O histórico político do PMDB rondoniense – que chegou a ser Ministro da Previdência – ainda está acreditando na possibilidade de assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, “diante de uma realidade nada positiva para Rondônia, que tem alguns dos membros da bancada com possibilidades de sofrer cassação”.

Sobre a disputa eleitoral do próximo ano, Amir simplesmente disse que não está decidido por uma candidatura a prefeito, cargo que já quis disputar e acabou sendo barrado pelo seu partido que, na época, preferiu não ter candidato próprio. Em relação à disputa de 2018 para a sucessão do governo estadual, Amir Lando considera cedo demais para tomar uma decisão desse gênero.

 PUTAS E ADOLESCENTES

congresso22A Câmara dos Deputados criou anteontem 13 comissões especiais para debater projetos polêmicos e atingem temas sensíveis tanto às alas conservadoras quanto às mais liberais. Se por um lado haverá comissão para discutir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, por outro um grupo vai trabalhar sobre um projeto que regulamenta a prostituição. Os profissionais do sexo, segundo o projeto, poderão atuar de forma autônoma ou em cooperativa e terão direito a aposentadoria especial com 25 anos de serviço.

 SEM COGITAR

MaurãoÉ certo que ao perder a indicação para a disputa pelo governo em 2014 para Jaqueline Cassol, a relação entre o deputado Maurão de Carvalho com o ex-governador esfriou muito.

Maurão, que chegou a pensar em encerrar a carreira política acabou se reelegendo mais uma vez. Deu a volta por cima ao se tornar candidato único na disputa pela mesa da Assembleia Legislativa, onde faturou o primeiro mandato de presidente. Como presidente da Assembleia o parlamentar vive um momento de grande exposição na mídia e já está cotado por vários políticos como “candidato natural” para a disputa do governo em 2018.

Maurão, por sinal, evita se posicionar sobre uma possível nova candidatura ao governo. “Hoje eu não cogito”, diz. O deputado, calejado muitas disputas eleitorais acrescenta: “Quem se posiciona como candidato muito cedo é porque sabe que não tem chance de ganhar”.

 TRUQUE DE MADAME

CamaraOntem recebi um press-release da Câmara anunciando que a vereadora comunista (??) Elis Regina está p* da vida com o prefeito Mauro Nazif, de quem até recentemente era uma aliada confessa. Pelo informe, a vereadora promete forçar a Câmara a propor uma ação de improbidade contra Gilson Nazif (irmão do prefeito) que mesmo sem ser titular de coisa alguma está dando as cartas na Semob, onde o titular não passa de uma marionete.

E tudo isso – sempre de acordo com o informe – porque Gilson não cumpre palavra assumida com os vereadores em relação à operação tapa buracos que, pelo visto, é a única ação visível desse prefeito lamentável.

 É DO BARALHO

CamaraA mim a querela entre vereadores e prefeito serve só para ilustrar como nós, moradores da cidade, estamos no mato sem cachorro. Tapa buracos! Se o caradurismo dessa gestão não fosse tão exagerado eles deveriam ficar pelo menos corados diante dessa situação de abandono em que uma mera operação tapa-buracos acaba mexendo com os nervos da edilidade.

Essa situação realça ainda mais que a prefeitura no comando desse Nazif não vai conseguir aplicar soluções inovadoras na gestão de seus serviços e recursos com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de nós, cidadão que pagamos os  impostos.

 A MENTIRA DE SEMPRE

prefeito-Mauro-NazifO prefeito que ai está comprova cada dia no cargo que não passa de mais um gestor mequetrefe, rodeado por um séquito de “luas pretas” sem se preocupar com o nepotismo ou até com a própria cidadania republicana. É exatamente esse prefeito que quando era deputado e estava na disputa pelo paço garantiu que Porto Velho seria a “cidade digital”, vendendo a falsa imagem de que ele era o homem das inovações tecnológicas.

A verdade é que com ele Porto Velho avança (se é que isso pode ser chamado de avanço) na direção contrária, pois vivencia um prefeito que deve entrar na história como um dos responsáveis pelo atraso em que estamos.

 EDILIDADE MIOPE

CamaraE só os vereadores ainda não parecem ter percebido isso: a promessa da campanha de Nazif de que nossa capital seria reposicionada como uma das principais cidades da região norte, com uma gestão inovadora e criativa. Ora uma “cidade inteligente” com um prefeito do nível desse Nazif, só mesmo no conto da carochinha.

E com vereadores que demoraram mais de dois anos para descobrir, finalmente, que a prefeitura passou a ser uma espécie de feudo familiar que – reclamam eles – não dá bola nem para Câmara, vai ser difícil visualizar no horizonte quando Porto Velho terá sua governança com capacidade de planejar e desenvolver soluções, de forma definitiva e contínua, para seu crescimento sustentado e com foco no benefício ao cidadão.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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