Em Linhas Gerais

Tribuna da Assembleia é tipo passarela da demagogia – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Com uma semana, você conhece a China, com um mês, você tem uma opinião sobre a China e, com um ano, você percebe que não sabe nada sobre a China”. Opinião de um brasileiro que mora na China a mais de 10 anos, colhida pelo mineiro Max Oliveira, dono da MaxMilhas.

EDITORIALZIM

Pelo menos no sábado (28) o panorama de uma capital totalmente sitiada pelo medo não desapareceu com o anúncio de flexibilização das medidas de fechamento do setor de comércio e serviço pelo governo estadual. A cidade continuava demonstrando seu medo ante o tal Covid19, com praticamente tudo fechado. A quarentena decretada pelas autoridades do governo continuou dando todos os sinais de ruína econômica, afetando a produção e o comércio. Sei não: acredito que podemos chegar a um nível pior de escassez, castigando os consumidores em tradicionais lugares de compras de produtos de alimentação.

O governo do coronel Marcos Rocha e as principais lideranças políticas do estado ao decidir pela flexibilização das medidas de contenção do vírus não anunciaram nenhum grande alívio para as empresas paradas e sem produção. O círculo vicioso não será quebrado pela nova postura do governante. Não basta ir ao trabalho para sobreviver se não reconquistarmos o volume de produção do período anterior.

Embora o governo busque negar sempre, os fatos demonstram claramente que Rondônia é um estado em que as finanças não são nada dessa Brastemp vendida nas propagandas oficiais, atualmente veiculadas em todas as mídias, num despudor total. Faz tempo que o setor privado rondoniense pede uma ação econômica mais coordenada a nível de governo, especialmente as dos segmentos que geram mais empregos. É certo dizer que não estamos tão ruins como outros estados da federação, mas isso não desmente a realidade de que o estado vive há tempos uma contração econômica que já levou centenas de empresas, inclusive de grande de porte, a encerrar suas atividades.

Agora mesmo assistimos ao fechamento de um grupo multinacional holandês, o Makro, encerrando suas atividades na capital. E o que não falar do fim de grandes hotéis, uma clara demonstração de que a política do governo (se é que existiu) para o setor de turismo fracassou totalmente.

É claro que a crise do Coronavirus19 não é uma crise econômica. É uma crise sanitária. Só que ela fica muito pior com as restrições econômicas determinadas pelas autoridades governamentais. Ora, o governo rondoniense não conseguiu, até hoje, apresentar à sociedade um programa econômico e de investimentos. Como conseguirá compensar o impacto econômico da quarentena praticada até agora e que, mesmo distensionada, irá continuar?

Como vai pagar trabalhadores que ficarão sem seus empregos vítimas dessa quarentena mal feita que paralisou a economia no estado? Onde arrumará recursos para ajudar os informais que estão sem meios de colocar alimento na mesa de suas famílias? Estamos no mato sem cachorro com essa crise da pandemia aqui no estado. A crise, diriam muitos, é uma grande oportunidade para emergirem-se o líderes. O problema é que o coronel Marcos Rocha não é líder, assim como também não dá para ver alguém com perfil de líder nas outras instituições do estado. Enquanto a grande maioria da população padece – especialmente os mais pobres – os chefes e membros das instituições do Poder agindo de forma irresponsável, sempre na busca de garantir para si os seus benesses inaceitáveis.

Na Assembleia Legislativa deputados (de todos os partidos) fazem da tribuna da Casa uma verdadeira passarela para a demagogia, com discursos de que estão destinando recursos e mais recursos (das emendas) aos municípios como meio de amenizar dificuldades no setor da saúde. Ora, não se resolve o colapso da saúde do estado com a compra de materiais básicos de laboratórios, como máscaras ou luvas. O buraco é mais embaixo: é a falta de leitos, de equipamentos de ventilação, de vagas nas UTIs.

Não faz muito tempo a Assembleia foi classificada por um ex-governador (Jerônimo Santana) como uma gaiola de ouro. E parece ainda continuar sendo. É uma instituição que custa muito dinheiro aos contribuintes. É tanto dinheiro à disposição de 24 deputados que a própria Assembleia garantiu que vai fazer retornar ao tesouro do estado uma soma de aproximadamente 50 milhões de reais colocada no seu orçamento. Os deputados ainda não demonstraram real interesse em reduzir drasticamente os custos do parlamento.

Recentemente seu presidente, Laerte Gomes, anunciou a demissão em massa de centenas de servidores contratados sem concurso público, como uma forte sinalização de que a Casa entraria num círculo de economia do dinheiro público. Muita gente acreditou no processo moralizador quando viu a enorme lista de demissão publicada no Diário Oficial do parlamento. Ledo engano: não demorou muito e as recontratações de demitidos começaram. Alguns felizardos de maior QI (quem indica) retornaram à folha com salários maiores.

Aliás, um pouco antes da Assembleia ter se tornado cenário de uma ação da polícia e do MP, o atual presidente quase dobrou, por exemplo, os estipêndios do diretor de comunicação. É todo esse dinheiro que instituições públicas torram em mordomias e má gestão que faz falta agora para recuperar o sistema de saúde em escombros. Dificilmente os chefes políticos rondonienses, do governo e do parlamento, estão realmente dispostos a mudar a situação de desordem política e implementar a austeridade como prática de gestão. Esse apego às benesses do poder é o que nos faz acreditar nas dificuldades para vermos um estado melhor após essa pandemia.

O governo e os políticos rondonienses precisam se reinventar em todos os sentidos. O exercício do poder, dos cargos muitas vezes concedidos pelo meio político não pode ser a fonte de prosperidade de alguns enquanto a população precisa ralar sério para conseguir o simples pão do dia.

A POBREZA

A Justiça Federal decidiu impedir a decisão governamental que mudaria o sistema de quarentena, liberando para funcionar segmentos como lotéricas e igrejas. A primeira decisão implodindo essa vontade governamental foi de uma Juíza, da cidade do Rio de Janeiro.

Isso não muda entretanto a realidade de que as medidas impostas por autoridades sanitárias em praticamente todo o país terão um efeito verdadeiramente devastador na economia familiar, principalmente para as famílias mais carentes, mais pobres. Aliás, como sempre, são os pobres que são sempre os mais castigados.

Imagine a situação, por exemplo, daquele sujeito que passava o dia inteiro vendendo frutas nas esquinas mais movimentadas que agora não pode mais voltar à noite para sua casa sem qualquer dinheiro, sem o mínimo necessário para comprar o pão reclamado pelos filhos!

Se não pode trabalhar, como o garção vai dar de comer aos seus filhos, vai poder pagar as contas? Como viverão essas pessoas colocadas agora em quarenta nessa situação de total precariedade e de absoluta impotência diante dessa crise da pandemia do Coronavirus19? Não acredito que possa existir um nível de angústia maior para uma pessoa do que não poder ganhar a vida!

HORA DA VERDADE

Quem se endividou  leviana e irresponsavelmente, explorando momentos de alta liquidez nos mercados é quem mais vai sofrer com essa crise mundial. Agora é a hora da verdade, com dificuldades para rolar a dívida. Riscos altos para os mais fracos. Curiosamente, as políticas ousadas partem sempre de governos que se dizem voltados para o social.

Não precisa ser economista para constatar que o velho Dólar mostra como nunca sua força. Nesse cenário, abandonar os que estão no ponto da falência pode fazer a crise fugir completamente do controle. Mesmo os governantes menos capazes vão perder o sino diante dos grandes riscos de perturbação da ordem nas ruas e até nos campos.

PANDEMÔNIO

Ao que tudo indica, a epidemia do coronavírus entrará numa curva descendente, inclusive pela chegada de vacinas e outros meios de controle de sua propagação. A fase da transição no entanto deverá chegar às famílias numa onda de insatisfação e medo que provocará um efeito cascata. Portanto, é preciso habilidade na gestão destas dificuldades e pleno exercício da autoridade diante das ameaças de confronto social. Governante que demonstrar fraqueza poderá pagar caro. Mostrar otimismo agora é uma postura irresponsável. Negar o furacão é muito perigoso!

ATÉ MAIO

O prefeito Hildon Chaves prorrogou por 60 dias o vencimento da cota única do Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbana (IPTU), como uma das medidas adotadas para minimizar os impactos do decreto de calamidade pública sobre o comércio de Porto Velho, visando conter o novo coronavírus. De acordo com a legislação, o pagamento (sem desconto) da cota única do imposto pede ser feito anualmente até o dia 31 de março. Porém, com novo decreto assinado pelo prefeito na quarta-feira (25), o prazo fica estendido para 31 de maio, em função da crise econômica causada pela pandemia do Covid-19 no Município.

FORTUNAS

O deputado federal Léo Moraes passou a defender com maior intensidade a taxação das grandes fortunas. O Imposto sobre Grandes Fortunas é um tributo previsto na Constituição brasileira de 1988, mas que ainda não foi regulamentado. Trata-se de um imposto federal, ou seja, de competência exclusiva da União para sua instituição e aplicação.

MEU DEUS!

Não pude acreditar que aproveitadores políticos dessa crise provocada pelo Covid19 chegariam a esse ponto de insensatez. O governador de São Paulo, de acordo com o noticiário dos principais veículos do rádio e tv do Brasil, passou uma orientação bizarra à rede de atendimento hospitalar: eles devem atestar como motivo de óbito o Covid19 para causas não identificáveis de mortes das vítimas. Dias antes o presidente Bolsonaro questionou os números de São Paulo quando defendia a mudança da quarentena horizontal: “Tem que ver o que está acontecendo aí. Não pode ser um jogo de números para favorecer interesse político”, disse.

SEM REAGIR

O governo rondoniense não tomou ainda nenhuma decisão no âmbito do Judiciário para suspender a dívida rondoniense com o governo federal, especialmente a história “Dívida do Beron” criada nos tempos em que Valdir Raupp era governador. Foi ele quem entregou o Banco do Estado de Rondônia para a intervenção do Banco Central e depois aceitou passivamente a liquidação do banco rondoniense assumindo uma dívida praticamente impagável que arranca milhões de reais todo mês dos contribuintes do estado. Nesse momento uma grande parte dos estados brasileiros conseguiram suspender suas dívidas através de liminares na Justiça.

SUMIU

O prédio da histórica Vepesa, onde foi metralhado Olavo Pires, ex-senador, em plena campanha eleitoral para o governo rondoniense, sumiu do mapa. A demolição foi feita pelo empresário Kazan Roriz, também um empresário goiano, como foi o senador metralhado na frente de sua loja. Kazan é dono da franquia Pirelli no estado. O proprietário da Fox Pneus não anunciou o seu projeto para o enorme espaço da antiga Vepesa na Avenida Jorge Teixeira.

Multimilionário, Kazan Roriz chegou a se insinuar pela via da política, quando tentou colocar seu nome numa disputa estadual. Acabou esquecendo o projeto pela pressão sofrida na própria família. Esse ano, esse controvertido personagem ainda não deu nenhuma dica se pretende reviver sua aspiração eleitoral.

CHINESES

Embora não seja do conhecimento da maioria da opinião pública, a China já tem presença marcante no comércio rondoniense. Sua participação vai desde a geração de energia até o comércio de autopeças. E segundo fontes bem informadas do meio econômico os chineses estão interessados em comprar até times de futebol. Até a genuinamente rondoniense Rondobrás tem a presença de chineses no seu capital.

NOTIFICADOS

Até o final da última semana Rondônia tinha 746 casos notificados de Covid19 e só 6 casos confirmados da doença e mais 155 esperando o resultado dos testes. Entre os nomes mais importantes da sociedade de Porto Velho contaminado pela doença está o presidente da Fiero, Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, Marcelo Thomé.

DO GOVERNO

A corrida de integrantes do governo para se filiar no Patriota sinalizou que este deverá ser o partido prestigiado pelo coronel Marcos Rocha nas eleições municipais. Segundo se informou entraram no partido o chefe de Casa Civil do Governo de Rondônia Júnior Gonçalves, vereadora Carla Redano – Ariquemes, secretária de Ação Social Luana Rocha, Secretário de Estado de Saúde Fernando Máximo, Anderson Dias – Vilhena, Marcos Sução – Ouro Preto do Oeste, Everton Almeri Esteves – Ji-Paraná, Adeilso da Silva,  Coronel Derzete Silva – Guajará Mirim, Celso Adame – Cacoal, Flávio Derzete da Mota e Euclides dos Santos Pinto – Ariquemes.

FECHADO

Pelo menos até o final dessa semana a política do prefeito Hildon Chaves para o combate ao Covid19 deverá permanecer inalterada. O prefeito garantiu que respeita a opinião do presidente Bolsonaro mas seguirá a postura independente que tomou para o município da capital rondoniense. “ Nós vamos continuar com comércios fechados, shoppings fechados, enfim, com o recolhimento domiciliar que é o que tem dado certo no mundo inteiro”, enfatizou Hildon Chaves.

ADIAMENTO

As eleições municipais desse ano podem ser adiadas de verdade. A discussão está cada vez mais aprofundada em Brasília. Há uma justificativa lógica para isso: a destinação de todo o dinheiro que seria gasto com a realização do pleito seja destinado ao combate do Covid19. Há um pensamento crescente entre políticos e pessoal da própria Justiça: os brasileiros podem suportar mais um ano com os atuais prefeitos e vereadores.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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