Em Linhas Gerais

O mundo político está invertido em relação à ética graças à impunidade que não acaba – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Uma nação em crise não precisa de plano. Precisa de homens”. EUGÊNIO GUDIN, foi ministro da Fazenda entre no governo Café Filho. Também foi delegado brasileiro na Conferência Mundial Monetária, em Brentton Woods, nos Estados Unidos, quando se criou o Fundo Monetário Internacional, o FMI, e o Banco Mundial. Foi também vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas.

EDITORIALZIM

Eu não sei por qual motivo a postura moralizadora da classe política e do Judiciário não consegue chegar de verdade a instituições republicanas e da democracia, como soem ser o poder legislativo, no que tange aos milionários gastos do parlamento com a mentirosa e desnecessária propaganda feita por todos os meios da mídia, como acontece agora mesmo, aqui em Rondônia.

Levando-se em consideração que essa prática nefanda do Legislativo e também do governo não entra no cardápio do Judiciário, mais austero nesse quesito as maiores barbaridades continuam acontecendo. Não dá para acreditar que isso vai continuar impunemente por muito mais tempo.

É isso mesmo: não dá para acreditar que o deputado Laerte Gomes já tenha conseguido uma blindagem para manter a prática perdulária e desrespeitosa com o cidadão que paga imposto; especialmente lembrando-se da mais recente operação da polícia e do MP, com buscas e apreensões nos suntuosos gabinetes da Assembleia e em agências de publicidade aqui na capital rondoniense.

O mundo político por essa parte do Brasil está invertido em relação à ética, austeridade, e responsabilidade social e econômica há muito tempo. Boa parte daqueles que foram guindados ao comando do legislativo rondoniense acabaram suas carreiras presos, desmoralizados e até foragido da Justiça. Certamente por acreditar na impunidade ou por confiar numa blindagem inexplicável o presidente da Assembleia continua queimando o dinheiro público promovendo com a propaganda a grande ilusão, a mentira inventada por um marqueteiro pago a peso de ouro.

A esperança de que o atual presidente Laerte Gomes faria uma gestão transparente do legislativo estadual, descartando os métodos anteriores de fabricar ficções publicitárias para manter na penumbra a péssima qualidade da representação popular do parlamento e a ruptura da classe política com os verdadeiros interesses da população está se esvaindo.

O deputado Laerte Gomes antes de chegar a Assembleia era crítico dos gastos de propaganda com o dinheiro público pelas instituições republicanas. Mas hoje, possivelmente pressionado por companheiros de parlamento e pelo lobby de agências de publicidade, que continuam funcionando a todo vapor, o velho Laerte esqueceu esse compromisso de campanha permitindo a queima de recursos públicos (isso tudo após a recente operação policial realizada em gabinetes da Assembleia e em agências de publicidade) em publicidade laudatória para dizer que a Assembleia rondoniense é referência nacional na seriedade e na austeridade, algo totalmente distante de comprovação.

E como os órgãos de controle externo do estado continuam tolerantes com aqueles que queimam o dinheiro do contribuinte também o governo de Marcos Rogério está queimando dinheiro público em propaganda que enriquece donos de agências de publicidade e veículos alinhados ao seu (des)governo, quando poderia aplicar essa pilha de dinheiro em benefício da população do estado.

Até quando?

Há uma pergunta que não quer calar: quando os tais órgãos da fiscalização externa; quando a Justiça vai tomar uma medida séria para impedir que esses gestores torrem milhões de dinheiro público com publicidade fake, com o único objetivo de fazer apologia a deputados e, no caso do Executivo, ao péssimo governador rondoniense, especialmente agora quando o estado está diante de uma enorme crise fiscal?

Os políticos que estão no poder agora aqui no estado continuam tão trapalhões como os anteriores. Esquecem dos antigos panacas que foram presos (na Assembleia vários) e processados. No caso da Assembleia o atual presidente vive falando em economia mas mantém o mesmo esquema trágico do passado. Exatamente por manter na folha uma maioria absoluta de comissionados não empossa em quantidade verdadeiramente significativa os escolhidos em concurso público, sempre postergados em seu direito ao cargo para o qual foram aprovados.

Se na Assembleia o atual presidente mantém no cargo mais importante (o de Diretor Geral) um petista comissionado, no governo do estado Marcos Rocha mantém como chefe de sua Casa Civil o sujeito que conseguiu falir uma rede de supermercados com mais 30 anos de existência. Enquanto órgãos da esfera do Judiciário não tomar medidas efetivas, esses dirigentes patetas continuarão pagando com dinheiro do contribuinte as propagandas mentirosas veiculadas nas emissoras de rádio, tv, e nas rede sociais. Com tanta burrice em prática, certamente esses políticos que hoje estão no comando das importantes instituições do estado não terão nunca mais a performance gloriosa que os colocou no poder.

ESTAGNAÇÃO

Embora o governo tente tapar o sol com a peneira usando uma massiva propaganda para dizer que a economia rondoniense vai muito bem o povo sabe, e não é de hoje, que a situação econômica do estado não é muito diferente da situação do país. A nossa economia é de intensa nebulosidade e de pouca expansão. É fácil constatar que ela vem de uma estagnação de praticamente 8 anos. E em determinados setores vivemos um sufoco paralisante. Isso é, por exemplo, o que acontece no segmento do saneamento básico, onde a estatal Caerd só andou para trás no cumprimento de sua obrigação de dotar o estado de água tratada e esgotamento sanitário.

JOGADO FORA

É oportuno lembrar que, caso a montanha de dinheiro usado para pagar os enormes salários da cúpula dessa empresa que sofreu tanto com o domínio do sindicalismo petista e muitas outras coisas inúteis, com certeza os rondonienses estariam numa situação melhor de saneamento básico.

Mas a gastança no governo sempre foi para as coisas mais inúteis (como a propaganda) que não significaram nada para o cidadão-contribuinte-eleitor.

A eficiência administrativa nunca esteve acima dos conchavos e interesses politiqueiros. Foi isso que permitiu a colocação de gente deplorável, no aspecto da competência, para dar as cartas naquela empresa usada como moeda de troca eleitoral. E foi isso que impediu investimentos nas áreas de infraestrutura sanitária no estado.

Segundo consta a paquidérmica Caerd está procurando, agora, dar uma cartada capaz de contribuir para novos rumos.

Trata-se de terceirizar o segmento do esgotamento sanitário, através de uma concorrência pública a ser aberta proximamente. Se servir para livrar aquela estatal de abrigo de apaniguados políticos e do número excessivo de chupins atuando numa mirífica gestão compartilhada pode até ser uma coisa boa.

JANELA

Termina sexta-feira (3) o prazo para trocas de partidos sem o risco da perda do mandato. Até agora poucas informações disponíveis entre os parlamentares de Porto Velho. Mas, diz uma fonte, elas devem acontecer já que pelo menos há uns 4 vereadores avaliando ganhos e perdas desse troca-troca.

HOSPITAL

A Escola do Legislativo foi criada aqui quando o mafioso do Carlão era o presidente da Assembleia. O objetivo nunca foi outro senão fazer política demagógica com uma camada da população fácil de ser enganada.

E como sempre, ninguém sabe quanto o legislativo gasta com aquela sinecura transformada num cabide de emprego para cabos eleitorais de “amigos do rei”.

A escola funcionou um tempão pagando régio aluguel em prédio alugado sem concorrência pública. Hoje a escola tem sua sede no antigo prédio da Assembleia. Na verdade não ensina nenhuma coisa verdadeiramente útil para formar mão de obra de jovens com idade para entrar no mercado de trabalho.

Se houvesse preocupação de fato em estar ao lado das verdadeiras aspirações do povo, aquele prédio poderia ter voltado à sua condições de hospital, reduzindo o iminente risco de um colapso maior da rede pública de saúde nesse momento de crise do Covid19.

Sabe-se lá quais o motivos que levam os deputados a descartar essa possibilidade de ampliar os leitos hospitalares em Rondônia. Talvez pelo fato de um hospital não servir para o empreguismo eleitoral e para gerar rendas transversas. Dar uma destinação dessa àquele histórico prédio é um outro desafio ao presidente Laerte Gomes.

SENTENÇA

Um notório picareta da mídia na web rondoniense, chamado de jornalista acaba de ser condenado por danos morais,  em sentença do Juiz Luiz Delfino Cesar Júnior, numa ação movida pelo colunista.

O tal “jornalista” sempre foi ativo em negociatas, vendendo proteção a políticos em troca de verbas de publicidade e cargos para seus apaniguados, alguns membros de família.

Quando esse pulha levantava os piores fakes no seu “observador” (hahahaha!) contra esse jornalista agora aposentado, uma parte dos “coleguinhas” (alguns se diziam meus amigos) repercutiam as aleivosias do canalha contra mim. Pois bem: esses “coleguinhas” terão a hombridade de repercutir a decisão da Justiça favorável ao autor dessa coluna???

SEM PLANO

A decisão da Justiça determinando o arquivamento da decisão do governo Marcos Rocha flexibilizando as regras de isolamento em função da Covid19 em Rondônia foi uma derrota acachapante para o governador que, a grosso modo, não tem a menor credibilidade no judiciário. A juíza que acatou o pedido do MP e decidiu impedir a decisão anunciada pelo governador, de flexibilizar o isolamento, por entender que há um fracasso total desse governador no segmento da saúde. Foi a própria magistrada que concordou com os argumentos do MP de que o governo não tem plano nenhum.

FALTA TUDO

“Não há plano de combater à pandemia, não há garantias de kits de testes, não há EPI e não há UTIs suficientes”, afirmou a magistrada em sua decisão. Mas isso não é tudo: a juíza disse que não há profissionais da saúde suficientes nos hospitais e unidades de saúde do estado para atender uma previsível situação de colapso no sistema em virtude do coronavírus.

MEDIOCRE

O argumento da sentença judicial que proibiu o decreto de flexibilização do isolamento do Covid19 em Rondônia feito pelo governador foi uma revelação tácita de que este não é só um governo medíocre mas também patético. Aliado a tudo isso, ao secretariado medíocre mantido pelo coronel governador, há secretários municipais despreparados para a função e uma classe empresarial liderada por fantoches do governo sempre procurando benesses que agridem a moralidade e a ética.

SONEGADORES

São esses líderes empresariais que se aliam a uma classe política também irresponsável. Foi a Assembleia que permitiu, com a aprovação de leis oportunistas, atender agora a mais de170 mil sonegadores, a maioria milionários, que deixaram de recolher impostos cobrados dos cidadãos, livrando-os de pagar os impostos devidos mesmo após condenados, numa anistia por encomenda.

Se essa multidão de sonegadores anistiados pelos políticos pagassem o que devem ao tesouro, certamente haveria recursos para investir na saúde pública do estado e até em programas para o desenvolvimento econômico.

LADAINHAS

Os políticos vão abdicar dos salários e benefícios para ajudar a saúde pública? Vão cortar IMPOSTOS para produtos hospitalares? Vão facilitar a VIDA do enfermeiro, do médico, etc? Enquanto isso não acontecer, não me venham com ladainhas políticas.

IDIOTIA

Ontem fique sabendo ao ligar a televisão que uma pessoa morreu pelo Covid19 em El Salvador.

O que me interessa isso, eu que moro em Porto Velho, Rondônia, e nem conheço El Salvador? Essa é a prova inegável de que essa imprensa brasileira está disposta a atrapalhar o máximo e não ajudar o Brasil a sair dessa crise… A imprensa se transformou na último fronteira dos idiotas!

LIMPEZA

A Prefeitura de Porto Velho, através da Subsecretaria de Serviços Básicos (Semusb), continua realizando vários serviços de limpeza em diversos pontos da capital. Apenas duas equipes estão realizando os trabalhos, com o esquema de revezamento adotado pela secretaria para diminuir os riscos de disseminação do vírus. Em apoio ao combate ao coronavírus todos os servidores durante o trabalho estão usando EPI’s, como máscaras e luvas para a proteção individual.

VACINAÇÃO

Começa hoje a vacinação de idosos (com mais de 60 anos) contra a gripe H1N1, H2N3 e Influenza B, pelo sistema drive thru (sem a necessidade de descer do carro) no pátio do Porto Velho Shopping. Essa vacinação é importante nestes tempos de Covid19. O vírus da Influenza também provoca complicações respiratórias graves em idosos, pacientes imunodeprimidos e pessoas com outras doenças, o mesmo público vulnerável ao coronavírus. A imunização contra a gripe garante menos casos que necessitem de cuidados intensivos, aumentando o número de leitos para quem contrair a nova doença. Também ajuda no diagnóstico.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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