Em Linhas Gerais

“Torço para que a Justiça Rondoniense faça alguma coisa para moralizar os gastos, da publicidade oficial” -por Gessi Taborda

PRECIPITADO

E não é que Pelé defendeu a permanência de Blatter, na Fifa! Realmente, como disse uma vez Romário, Pelé calado é um poeta. Se Pelé tivesse esperado um pouco mais, não teria necessidade de falar essa besteira. Afinal, Blatter renunciou quatro dias após sua reeleição.

 HAVAN SEM CRISE

A crise está em todo lugar, principalmente nas manchetes dos jornais, nos acalorados debates de economistas e até nas ruas. Mas na rede de lojas Havan o que existe nesse momento é otimismo. A campanha “menos crise e mais otimismo” saiu da cabeça do vitorioso empresário Luciano Hang, o fundador e presidente da Havan.

Hang começou sua carreira de empresário de sucesso com um só empregado numa lojinha de tecidos com 40m2. Hoje comanda a maior rede de grandes lojas de departamentos do Brasil. Ao lançar a campanha “Menos crise e Mais otimismo”, saudou o funcionários da empresa garantindo que “ninguém será demitido pela crise”. A Havan, que tem uma grande loja em Porto Velho, comemora nesse mês seu 29º aniversário de fundação. No primeiro quadrimestre desse ano ela conseguiu aumentar em 45% seu faturamento.

 ANOTE

União, estados e municípios gastaram R$ 220 bilhões na saúde em 2013, com sistemáticas reclamações dos governadores, obrigados a aplicar mais de 12% de seus orçamentos no setor. E mesmo assim ela continua a mesma porcaria de sempre. No caso de Rondônia, as deficiências fizeram surgir um novo tipo de sacanagem contra a população que necessita: os “coiotes” que atuam na Policlínica Osvaldo Cruz. Socorro, MP! Socorro, deputados!

 CONFIRMADO

A coluna bem que registrou na semana passada que uma nova Operação de combate a corrupção endêmica de Rondônia iria acontecer nessa semana. Confirmando a nota de Em Linhas Gerais, a PF está desenvolvendo a Operação Cerburus, que já prendeu Vitorino Cherque, ex-secretário adjunto da Casa Civil da gestão de Confúcio e ex-prefeito de Mirante da Serra.

Outros agentes públicos com as mãos sujas pela corrupção estão na mira dos “homens de preto”. O combate à ladroagem de dinheiro público em Rondônia vai motivar outras ações policiais. Tem muitos nomes na mira dos MPs, do estado e da União.

 SEM FAZER NADA

Dia desses li uma nota numa coluna desses especialistas em puxar-saco que uma “empresa de comunicação” reuniu um time de poderosos de A a Z, simplesmente para apresentar uma nova logomarca de um manjado sistema de comunicação (?) que, como é sabido, nutre-se das gordas verbas públicas para blindar governantes que ainda não aceitaram a ideia de que as chamadas “verbas de publicidade” tem de seguir o critério republicano de rateio e distribuição.

 É DE PERDER A PACIÊNCIA

Embora seja do conhecimento público que o “tal empresário” tem contas a ajustar nas cercanias do Judiciário (herança de espertezas praticadas no desempenho de cargo político), ao ser paparicado por gente de poderes que deveriam estar acelerando os processos do “poderoso empresário” do setor midiático, acabei perdendo as esperanças de que a roubalheira com chancela de publicidade irá acabar.

Ainda torço para que a Justiça Rondoniense faça alguma coisa para moralizar os misteriosos e direcionados gastos de dinheiro público, com o disfarce da “publicidade oficial”. Ou será melhor chamar o FBI para fazer alguma coisa? Afinal, só depois da ação dessa polícia americana a alta cartolagem da CBF começou a dançar miudinho.

 SURREAL

“CMTUR finaliza instalação de sinalização turística”. Este é o título de um dos factóides enviados ontem pela Comdecom da prefeitura municipal de Porto Velho. É coisa tão ínfima que um prefeito com simancol nem teria coragem de apresentar isso como notícia. E não pense o leitor que para colocar 12 placas em quatro distritos fez isso com recursos próprios. Para esse “enorme feito”, o dr. Mauro Nazif precisou contar com a parceria das empresas Jirau

e Bplan, que ninguém sabe e ninguém viu. Muito suspeita esse tipo de parceria.

 DIFICULDADES

Mesmo sendo uma simples rotina na administração de uma cidade onde haja prefeitos verdadeiramente operosos, em se tratando de Porto Velho é necessário reconhecer a grande dificuldade do feito. Não deve ser fácil colocar 12 placas de sinalização turística numa cidade onde turismo não passa de conto da carochinha ou truque de madame.

 MUDANÇA RADICAL

Liderando uma gestão medíocre, não se poderia esperar que Mauro Nazif fosse contar com um profissional de fato na comunicação social. Mas dessa vez o “pavãozinho” dos trombeteadores do prefeito exagerou na dose do caradurismo. Para dizer que a “Funcultural aposta em parceria com a Bancada Federal” (sic), o factóide tasca na abertura: “A mudança radical de estratégia adotada pela direção da Fundação Municipal de Cultura (Funcultural) começa a trazer resultados positivos para Porto Velho”. Afirmação exagerada ou pura bazófia. Com o time que cuida dessa (a)fundação, impossível acontecer mudança radical. Ora, entre os deputados federais de Rondônia não deve existir mais do que um que tenha alguma aptidão com a cultura.

 FINO SABOR

A convivência promíscua entre os vendedores de “quentinhas” e o governo rondoniense é coisa antiga. Até hoje a roubalheira é motivo de ações no Judiciário. Esse negócio de fornecer “quentinhas” para órgãos públicos, sistema penitenciário, e hospitais e mais o escambau é um negócio mal cheiroso. Dessa vez a Justiça, por decisão da Juíza Inês Moreira da Costa bloqueou R$ 1.552.082,24 da (que não se perca pelo nome) Fino Sabor, para resguardar o pagamento de eventual dano ao patrimônio público, decorrente de superfaturamento licitatório, que está sendo apurado no Judiciário.

 MEIO-AMBIENTE

Dia Mundial do Meio-Ambiente. Celebrada todos os anos em 5 de junho, a data simbólica tem como objetivo maior ampliar cada vez mais o debate em torno desta temática: “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado”. Na verdade, a cada ano – e a cada novo assunto –, temos a certeza do quão importante é a participação e a conscientização de cada cidadão na reconstrução de um mundo não apenas habitável, mas sustentável. E mais uma vez não há nenhuma programação conhecida elaborada pelas instituições públicas rondonienses para marcar a data. Uma pena, pois o estado (e principalmente o município de Porto Velho) figura no lamentável mata dos desmatamentos e da destruição dos recursos naturais que precisam ser preservados para garantir a vida humana no planeta.

 DESONERAÇÃO

O governo quer tirar direitos adquiridos da indústria para economizar e fechar as contas. A Fiesp divulgará esta semana pesquisa mostrando forte impacto da medida sobre a debilitada produção industrial. Mais de 50% das empresas do setor vão demitir, decisão que a política anterior contribuiu para adiar. E a Fiero? Embora represente a indústria, ela não está nem ai para esse debate.

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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