Em Linhas Gerais

Tomara que o vírus extermine aqueles que há muito tempo prejudica o Brasil – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Para o meu sangue, minha honra, meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade. Brasileiros, que nossa palavra de ordem seja, a partir de hoje, ‘Independência ou Morte!’”. D. PEDRO I, às margens do Rio Ipiranga (SP) em 7 de Setembro de 1822.

EDITORIALZIM

Quem pode me dizer quando chegará ao fim essa guerra contra o Covid19? Imagino que ninguém sabe a data certa. Isso, por si só, já é motivo de preocupação para todos nós, talvez um pouco menos para quem já está rodeando os 70 anos de vida e, até por isso, não tem grandes projetos para o futuro. Eu vou confessar: tenho medo do que virá pela ai após o fim dessa guerra. O pós guerra sempre foi muito difícil para a grande maioria da sociedade, o que mostra a história dos conflitos. Quando ouço alguém afirmando não ter “medo de nada” não sei até que ponto esse alguém tem consciência do tamanho das dificuldades com que se defrontará a sociedade, especialmente aquela parte mais fragilizada, mais pobre. O flagelo que estamos vivendo conseguiu desorganizar a vida de toda a população, não só no Brasil, mas no mundo.

O isolamento social nos colocou diante de incertezas enormes, mostrou mais uma vez a imprevisibilidade da vida, trouxe medo e incertezas em relação ao futuro com as mudanças na configuração das relações sociais. Certamente grande parte das pessoas de hoje (especialmente as mais pobres) já estão enfrentando transtornos de depressão, ansiedade e outros conflitos que acabam em disfuncionalidades nos lares. Os índices que medem o grau de violência doméstica divulgados recentemente demonstram claramente que isso está acontecendo.

Não ter medo de nada é com certeza um boa sensação mas é melhor ter precaução com o que virá em seguida à pandemia. Será com certeza uma aventura perigosa que poderá machucar muita gente para sempre, especialmente se as instituições da República não recuperarem a credibilidade, e os políticos idem. E enquanto não tivermos motivos para acreditar que as nossas instituições voltarão a ser republicanas, cada uma cumprindo o seu papel sem invadir competências de outras então continuaremos sofrendo as pressões psíquicas pelo medo da corrupção na política, nas instituições públicas e privadas, gerando desemprego e mais mazelas sociais ampliadas.

As mulheres, explicam estudiosos do assunto,  são quem mais sofrem com a sobrecarga psicológica, pois os índices de ansiedade entre as mulheres configuravam-se em altas taxas mesmo antes da pandemia. O atual cenário estimula o esse aumento, pois na maioria das famílias as mulheres tendem a acumular diferentes atividades e maior senso de responsabilidade e cuidados quando comparados aos homens.

O confinamento no Brasil começou em 20 de março. O abalo psicológico veio logo depois quando muito mais do que a preocupação em não se contaminar, as famílias também passaram a perceber os entraves que tinham para garantir a estabilidade da condição financeira da família tendo de “ficar em casa”. As possibilidades de um aumento significativo dos índices de ansiedade sentidos pela população, poderá gerar problemas mais graves em parte da população nos momentos posteriores a pandemia.

A pandemia da covid-19 tem promovido uma grande transição em nossa sociedade, um caminho sem volta, ou seja, não voltaremos a viver como antes e precisaremos desenvolver estratégias para avançarmos rumo ao futuro, com o novo normal, buscando equilibrar nossas ansiedades. O enclausuramento está relaxado em muitas cidades do Brasil, inclusive em Porto Velho, a capital rondoniense. Mesmo diante dessa constatação é fácil notar que estamos muito longe da interação social que vivíamos até princípio desse ano de 2020 pelas relações presenciais.

Não temos ainda as escolas funcionando, as igrejas, os clubes de futebol, etc, etc. Isso é mesmo um martírio. Os  seres humanos ainda precisam de interação social, por meio de relações humanas presenciais, pois nos desenvolvemos como pessoas acostumadas com a escolha em sair de casa quando assim desejássemos. Desta forma, com a falta de movimento das escolhas, estimula-se a tendência em desenvolver uma melancolia, devido à situação ser vivenciada de maneira forçada.

O pior de tudo é perceber que vivemos em plena crise da fé. Uma constatação palpável é a progressiva perda da fé. Hoje, os meios de comunicação tornam públicas e universais notícias, afirmações e desmistificações que antes eram sonegadas para as multidões. Sem a fé, instituições, governos, seitas, agrupamentos, partidos, não têm como manter coesos seus seguidores. O Nazismo, com sua crença na superioridade ariana fanatizou um povo, teoricamente imune, pela sua cultura, àquela barbárie. Na guerra que provocou, a besta-fera andou solta de ambos os lados, deixando os sensatos em dúvida quanto à sanidade humana.

Atualmente, democracia é apregoada como o melhor sistema para manter um povo feliz. Mas sua sobrevivência depende de fé. O império romano caiu quando a corrupção fez o povo perder a fé em seus imperadores e deuses. Nossa democracia está correndo o mesmo risco. Uma corrupção avassaladora está difícil de debelar. Ela corrói sua credibilidade e provoca a perda da fé na representação popular. Oxalá o atual vírus diminua aqueles que estão prejudicando há muito tempo nosso país.

PREVARICADORES

Todos os dias temos denúncias de corrupção praticadas em municípios de Rondônia com desvios de dinheiro público destinado ao combate da Covid. Essa foi a primeira coluna a dar destaque nesse tema, levantado primeiramente pelo advogado Caetano Neto, lá em Vilhena, quando alertou que boa parte dos municípios estava decretando estado de calamidade exatamente para usar os recursos sem fazer licitações públicas, gastando dinheiro a rodo ou simplesmente montando caixa dois para a campanha eleitoral desse ano.

Os estados e municípios, em sua maioria, estão muito lentos na apuração de chocantes casos de corrupção. Falta transparência nas compras e contratações com as verbas repassadas pelo governo federal. O Judiciário, que anda palpitando tanto, tem se omitido diante desta roubalheira.
O governo federal entra nessa confusão que tem sido a vida dos brasileiros, acrescentando a crise sanitária, a política e com agravantes na economia, num suceder de crises absolutamente desnecessárias.

Parece incontestável que, hoje, temos um governo que não rouba e não deixa roubar. Mesmo que venha a fazer nomeações de cunho político, certamente não vai afrouxar a vigilância e quem prevaricar vai cair. Não se pode prejulgar. Também existe um núcleo de ministros de reconhecida excelência, a começar pelo comando da economia, das estatais, na agricultura, na infraestrutura, nas minas e energia e na presença de oficiais generais de carreira ilibada no Palácio do Planalto. Na pandemia, foi rápido em socorrer os menos favorecidos, as empresas, estados e municípios. Por tudo isso, agentes públicos se aproveitando dessa pandemia para se envolver em corrupção é melhor colocar as barbas de molho diante da real possibilidade de irem parar na cadeia.

VACINAÇÃO

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe foi prorrogada pelo Ministério da Saúde, até o dia 30 de junho. A campanha teve três fases, sendo que a terceira, dividida em duas etapas, iria até o dia 5 de junho. Porém, o baixo índice de vacinação de grupos prioritários motivou a prorrogação. Os grupos prioritários da terceira fase são formados por pessoas com deficiência, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, professores e pessoas de 55 a 59 anos de idade.

A população dos grupos prioritários das fases anteriores da campanha que ainda não foram vacinados podem procurar pela vacina até o dia 30 de junho. Em Porto Velho, o grupo com menor adesão à campanha são as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, informa a gerente de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Elizeth Gomes. A estimativa é vacinar 41 mil crianças. “Pouco mais de dez por centro do público foi imunizado até agora. Pedimos aos pais que atenda o chamado e leve os pequenos até um posto de vacinação, sempre observando as regras de prevenção e distanciamento”.

NOVO COMANDO

O coronel PM Alexandre Luís de Freitas Almeida, novo comandante da Polícia Militar de Rondônia (PMRO), que assume o cargo antes ocupado pelo coronel PM Mauro Ronaldo Flôres Corrêa. Ao assumir o comando da PM o coronel prometeu melhorar o nível dos equipamentos tecnológicos para o combate ao crime, garantindo maior segurança aos cidadãos.

MALÁRIA

O estado de Rondônia registrou nos primeiros quatro meses do ano, 3.199 casos de malária, o que representa acréscimo de 38% no número de casos comparando com o mesmo período em 2019. Para conter o avanço da doença, equipes do Programa Estadual de Controle da Malária da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) estão em campo e já realizaram ações de combate ao mosquito vetor da malária nos municípios de Mirante da Serra e Candeias do Jamari.

TERRORISMO

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) quer incluir os grupos antifascistas – que ganharam notoriedade nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro no fim de semana – entre as facções terroristas. É o que prevê o Projeto de Lei 3083/20, que dá nova redação ao Art. 2º e ao respectivo §2º, da Lei 13.260, que disciplina o terrorismo.

BADERNEIROS

Antifascistas uma ova. Antifascistas eram os partigiani, combatentes corajosos que minaram dentro de casa o fascismo italiano. No Brasil o que temos de verdade são black blocs, que não combatem o fascismo nem sabem o que é isso. Quebrar vitrines a pedradas e bastonadas é coisa de vândalo, de bandido, que se divertem causando prejuízo a quem não tem nada com isso.

TREMEDEIRA

Situação fica cada vez mais tensa na Assembleia Legislativa de Rondônia diante do informe de que a Polícia Federal devera passar maia uma vez, muito em breve, no Palácio do Legislativo, na capital, Porto Velho, em busca de novas provas de maracutaias denunciadas nessa legislatura. A coisa chegou a um nível de desespero que deputados estaduais andaram espalhando por ai um fato inusitado: a presença de um espião ligado a instituições de investigação externa para vazar informações comprometedoras dos parlamentares.

MOMENTO GRAVE

Vivemos um momento muito grave e preocupante de violação do devido processo legal e, com ele, da liberdade no Brasil: o STF ordenou busca e apreensão de aparelhos celulares e computadores de uso pessoal de 29 cidadãos no âmbito do Inquérito 4781, conhecido como o Inquérito das Fake News. Neste inquérito o STF se coloca na posição de vítima, investigador e julgador, ao mesmo tempo. Não há imparcialidade e devido processo legal que resistam a isso. A justificativa legal, de que o artigo 43 do Regimento Interno do STF autoriza abertura e condução de inquéritos diretamente pela corte, é malabarismo jurídico para justificar o injustificável. O artigo 43 estabelece essa possibilidade apenas para infrações penais cometidas “na sede ou dependências do tribunal”, o que obviamente não alcança a internet.

LIBERDADE

Por ora está adiada a votação na Câmara da proposta que pretende coibir a divulgação de Fake News na internet. A proposta dessa nova legislação é um enorme risco a implantar a censura à livre expressão no Brasil. Pesquisas de institutos importantes afirmam que o povo brasileiro é favorável a esse controle. Bem, tais institutos erram constantemente no resultado de suas pesquisas. Mas não é impossível que uma enorme maioria tenha se posicionado desse jeito, exatamente por ter respondido questionário confuso ou indagação maliciosa.

Devemos julgar as ações políticas não por suas intenções, mas por seus resultados. E é inegável que um dos perversos resultados de uma lei como a proposta seria um grave risco à liberdade de expressão. Ninguém, exceto talvez os criadores e disseminadores mal intencionados, é favorável às fake news, especialmente quando estas afetam o processo democrático de um país. Mas estas práticas já podem ser combatidas e penalizadas pela legislação atual. A ideia de uma lei que dê poderes ao Estado para avaliar o conteúdo do que é publicado, podendo até mesmo bloquear previamente determinadas publicações, é muito perigosa. Sem uma definição clara do que é “desinformação” ou “conteúdo manipulado”, a lei abre brecha para criminalização de ativismo político, social e até do exercício do jornalismo. Simples discordâncias de opinião podem resultar em guerras judiciais. Não podemos colocar em risco nossa liberdade de expressão. Para combater a desinformação, nada melhor do que ainda mais liberdade e a eterna vigilância da sociedade.

CRIME INEXISTENTE

Segundo especialistas no Código Penal brasileiro não existe o crime de Fake News, assim como não existe o crime de homofobia. Um estudioso do direito disse à coluna que a censura em redes sociais vem acontecendo muito antes do atual governo, relatadas por usuários desde 2016. As principais redes sociais, Facebook e Twitter, vem cometendo abusos em relação ao que chamamos de controle de conteúdo, violação de várias normas. A coisa tem ficado pior a cada ano.

BARREIRA CHINESA

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 17 novas barreiras comerciais no exterior para produtos brasileiros entre março e maio deste ano. Desse total, dez foram barreiras impostas pela China, duas pela Argentina, duas pela Índia e as demais por México, Arábia Saudita e União Europeia.

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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