Em Linhas Gerais

Apoiadores da 1ª hora rompem com governo. E Hildon só falará em reeleição em Julho – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Nada é mais triste do que a morte de uma ilusão”. ARTHUR KOESTLER, escritor, filósofo e crítico literário nascido em 5 de setembro de 1905, em Budapest, e morto em 3 de março de 1983, em Londres.

EDITORIALZIM

Isso não é uma crítica. É apenas uma constatação: o governo do coronel Marcos Rocha é completamente despreparado para exercer a chefia do estado ou dar relevância ao seu papel de mandatário rondoniense. Marcos Rocha nunca desempenhou papel de destaque na gestão pública. Teve sim cargos muito bem remunerados, onde sua ação era reduzida ao simples papel de cumpridor de ordens, de batedor de continência. Essa afirmativa ganha ainda mais peso diante das suas iniciativas em relação ao combate da Covid19. Elas revelam um personagem sem firmeza, mal assessorado e sem a transparência necessária dessas ações, sobretudo aquelas em que milhões de reais são destinados a negócios sem transparência total, como a compra de hospitais e equipamentos.

É realmente intrigante os motivos pelo qual se baseia o governo estadual com seus decretos restritivos à atividade da economia, determinando um lockdown caipira contra a capital rondoniense e mais um outro município ligado a Porto Velho (Candeias do Jamari), ameaçando de prisão pessoas que saírem às ruas sem portar um documento (uma espécie de salvo conduto) declarando o motivo de sua presença nas ruas para trabalhar ou simplesmente ir a estabelecimentos que ainda se mantém de portas abertas, como supermercados, drogaria e uns pouco mais.

E o governo toma essa decisão de impedir o direito constitucional de ir e vir dos cidadãos que pagam impostos sem se lastrear em nenhuma decisão científica válida. Tudo, pelo visto, levado às últimas consequências pelo achismo dos membros de seu Olimpo. Cercado de áulicos, o governador eleito na esteira do bolsonarismo nem consegue enxergar o tamanho da insatisfação (crescente) da população com sua desastrada gestão. Ele tem, graças à sua maneira claudicante e infeliz de exercer o mandato, afastado de seu convívio até apoiadores da primeira hora, como o empresário Jaime Bagattoli, de Vilhena, que conseguiu 212.077 votos, contribuiu decisivamente no financiamento da campanha do coronel Marcos Rocha. Ora, se Rocha decidiu romper com esse tipo de companheiro após ouvir o canto da sereia de algum puxa-saco, imagine quem seria capaz de ficar de seu lado, confiando na sua (inexistente) liderança…

Diante de tudo o que vivemos nesse período em que Rondônia lamentavelmente ganhou esse governo inoperante, claudicante, incapaz de resolver qualquer problema do estado que se arrasta por mais de década, não resta aos moradores desse estado que já foi a grande fronteira para o desenvolvimento do país simplesmente esperar que sua duração passe o mais rapidamente possível. Com suas decisões nessa pandemia não há outra afirmação possível além daquela que coloca na sua responsabilidade a quebra inimaginável dos dias vindouros.

O pior de tudo isso é que esse governo tipo lambã acaba buscando aprovar junto ao Legislativo propostas altamente danosas para a população como um todo, especialmente nesse momento em que o estado se depara com um horizonte tisnado pelos inevitáveis efeitos da pandemia. É exatamente agora que o governo do coronel Marcos Rocha insiste em manter (ou dar) privilégios fiscais a enormes empresas aqui instaladas, como é o caso da Energisa, escondendo da população e até de deputados como esse privilégio fiscal vai onerar todo o povo, de forma totalmente injusta. Espera-se mesmo que esse propósito do governador e de seu séquito não prospere. Se tal gesto inexplicável se consumar, alguém (até o próprio povo) terá de pagar mais impostos ou abrir mão de serviços públicos fundamentais.

Não há muito dificuldade da parte dos deputados estaduais compreender porque é fundamental negar ao governante do momento esse objetivo totalmente irresponsável. Ele hipoteticamente até poderia ser pensado se houvesse garantias de que a sociedade rondoniense fosse receber um beneficio social pelo menos equivalente à renúncia da receita fiscal que o governante pertence conceder.

Numa questão dessa monta não se pode esconder debaixo do sigilo fiscal de qualquer ordem. Não há justificativas para se conceder benefícios fiscais que chegam à estratosfera dos bilhões, especialmente à corporações mesquinhas que não se afastam um milímetro de seu interesse em esfolar o povo com a cobrança exorbitante na prestação de seus serviços ao povo. Até agora não se sabe, nem o povo ou seus representantes no parlamento qual poderia ser o custo-benefício dessa “bondade” que o governante de hoje está tentando tudo para efetivá-la…

Espera-se que os deputados deixem de lado a tendência antiga de agir apenas como obedientes servidores de quem ocupa a cadeira do palácio do executivo. Se a lucidez chegar a tempo as desculpas esfarrapadas do governante não vingará. As mentes mais lúcidas do parlamento não irão ser sócias da hecatombe econômica e política pré-anunciada para um estado ainda muito longe de se consolidar como ente econômico capaz de andar com suas próprias pernas. Vamos todos continuar a vigilância cidadã para evitarmos uma queda abissal de nosso estado. E assim, deputados interessados em salvar um legado político terão cuidado em não se associar a um governo inconsequente e incompetente. A ignorância continua comprometendo o futuro rondoniense.

ATÉ JULHO

Embora algumas fontes cheguem a afirmar que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, é “candidatíssimo” à reeleição, ele próprio recomenda a todos esperar um pouco mais por essa definição. Segundo próprio Chaves o assunto “só terá definição” no começa de Julho. No radar do prefeito portovelhense a preocupação maior “agora” é trabalhar pelo bem comum dos moradores do município da capital. E isso é o que vem fazendo para terminar com gargalos que ao longo de décadas não mereceram atenção dos antigos gestores. O prefeito espera também definições políticas do Brasil sobre a questão de “quando” serão realizadas as eleições desse ano.

GRUPO FORTE

Embora não esteja pronto a anunciar uma decisão de concorrer ou não ao pleito, o prefeito não esconde que tem dialogado muito com seu grupo político sobre a formação ampliada desse grupo e seu fortalecimento. Pelas expressões do prefeito Hildon Chaves é uma preocupação em analisar as posições dos membros de sua família, muitos deles interessados em vê-lo longe da disputa.

Políticos colocados numa órbita próxima do prefeito da capital garantem que ele está “eleitoralmente” firme já tendo um grupo com mais de  30 pré-candidatos a vereador interessados a dar continuidade ao trabalho de fazer de Porto Velho uma cidade condizente com seu status de capital, melhorando como ninguém a cidade para garantir qualidade de vida ao seu povo.

DETERMINAÇÃO

Mesmo ainda indeciso sobre participar ou não do próximo pleito Hildon Chaves continua agindo como um administrador de coragem e determinação em tocar obras importantes, mesmo nesse período de pandemia. Destaque-se seu esforço especialmente no segmento da urbanização e mobilidade urbana. Regiões e bairros esquecidos por décadas tem recebido gama de melhoramentos, principalmente pavimentação asfáltica. Áreas de lazer voltadas para prática de esportes também tem sido inauguradas pelo prefeito nesse período.

Essa determinação do prefeito coloca na iminência de solução antigas propostas (algumas tentadas por antecessores que fracassaram) como a recuperação e remodelagem a Praça da Estação da Madeira Mamoré (no centro) que deverá ser inaugurada nos próximos 90 dias.

INVESTIMENTOS

O prefeito explicou em sua conversa com a coluna reconhecer como “muito grave” o aumento das dificuldades econômicas em razão da pandemia. Para ele a queda do PIB é uma evidência de como vai demorar “a recuperação” das perdas econômicas do período, com reflexos graves na questão do “emprego” em todo o país. Hildon imagina que em Porto Velho os reflexos imediatos “serão menores” do que em outras cidades do país pelo “simples fato de que as finanças pública do município” está atualmente num quadro de equilíbrio fiscal, “graças ao trabalho” de sua gestão fechando “ralos por onde o dinheiro” dos impostos eram desviados e acabando com “a prática da corrupção e dos desvios”.

Nesse cenário o prefeito se anima a falar de investimentos. Ele acredita que a cidade está pronta para receber investimentos totalizando mais de um bilhão de reais, já em negociação adiantada, especialmente na área de portos e também de saneamento básico. Isso concretizado abrirá oportunidade de milhares de empregos, especialmente no segmento da construção civil. Em termos de saneamento básico a licitação sai, como espera, possivelmente até o mês de novembro. Com isso a capital vai finalmente entrar na privilegiada relação das cidades com 100 por cento de saneamento para sua população.

Na parte portuária, pelo menos dois gigantes da economia mundial, como a Cargill, estão determinadas e investir pesadamente na ampliação e modernização da infraestrutura portuária rondoniense. Isso também abrirá milhares de oportunidades de trabalho no estado.

É DE GRAÇA

O Brasil é o único país do mundo a oferecer vacinação gratuita mas, apesar disso e em função da pandemia do novo coronavírus, está ocorrendo no País baixa procura por vacinas. O alerta foi dado pela pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Isabella informou que existem 36 mil salas de vacinação no Brasil e que as coberturas antes da Covid-19, para poliomielite, por exemplo, estavam em torno de 80 % quando o ideal é 95%. Citou também que 19 Estados brasileiros já estão com circulação de sarampo. Em relação à vacinação contra a gripe, para as crianças e pessoas com doenças crônicas, as coberturas não foram as desejadas.

CRÔNICA

Sou do tempo em que escola ensinava de verdade. E foi assim, na minha tenra idade, lá no distante Grupo Escolar, que dona “Kita”, a minha primeira professora no existente distrito de “Vermelha” me ensinou as vogais e consoantes, as suas combinações para escrever palavras e os demais rudimentos da linda “última flor do Lácio”. E a gente aprendia não só escrevendo como, também, lendo. Líamos até poesias de grandes mestres, como Olavo Bilac. E foi assim, por aprender bem o português, que vim parar numa redação de jornal, primeiramente como revisor (e o começo foi mesmo penoso. Só me davam para revisar a sessão de pequenos anúncios. Demorou para chegar aos textos dos demais jornalistas e articulistas do Diário de Limeira, hoje extinto. Estou fazendo esse preambulo para justificar o principal motivo do meu completo afastamento da mídia do establishment de hoje, especialmente da mídia televisiva. Sim, parei com rádio e TV não só pelo seu comprometimento panfletário com a virulência das discursos da esquerda. Foi principalmente a contaminação da língua pátria que me afastou dessa mídia mambembe agredindo constantemente o português pelo desconhecimento de sua importância cultural para nós todos.

Aproximando-me dos 70 anos de vida chego em certos dias a quase desistir de escrever depois de mais 50 anos de jornalismo (maior parte em veículos impressos) e recolher-me à minha insignificância, deixando de lado essa mania (ou vício) de imaginar que ainda há um número significativo de pessoas interessadas em ler essas mal traçadas publicadas agora nas quintas feiras. Então aqui estou eu esgrimindo as teclas desse computador nesse torvelinho tristonho daquilo que hoje está no redemoinho da imprensa cada vez mais emasculada e sem coragem de cumprir com seu verdadeiro papel social.

A cobertura midiática da pandemia tem evidenciado uma desagradável realidade: não só a sociedade está ameaçada pelo Covid-19, mas também nosso idioma enfrenta a contaminação do desprezo às regras gramaticais que regem o falar e escrever corretamente. Com isso, diariamente, assistimos aos noticiários com construções equivocadas e malabarismos linguísticos que passam longe das primeiras lições dos bancos escolares, num claro desrespeito até mesmo aos princípios elementares da comunicação de massa, em que a clareza da mensagem deve prevalecer.

Como é ensinado nas escolas, o Português é nosso rico patrimônio imaterial, merecedor de todo respeito, principalmente quando a informação transita pelos veículos de grande alcance social; porém, no mundo da notícia, é notório que a elegância da língua é atropelada pela pressa, pois o fato não respeita normas. Logo, os noticiários do fim de tarde, nas tevês abertas, são os que mais agridem a “última flor do Lácio”, com visíveis erros de concordância e regência. Além do emprego de formas verbais inexistentes, como: “seje” e “esteje”. Isso fica nítido nas matérias ao vivo, quando o repórter é obrigado a improvisar.

Nesse contexto, a ausência do chamado “plural metafônico” preocupa os educadores, pois muitos ignoram esse fenômeno gramatical marcado pela alternância do timbre de voz, por conta da vogal tônica presente nas palavras. Ou seja, é preciso mudar de entonação, quando determinado vocábulo passa para o plural. Esse assunto, presente no ensino médio, está ligado à Ortofonia, um capítulo da Fonética que trata da pronúncia correta das palavras. Conteúdo que deveria ser constantemente observado pelos profissionais de rádio e TV.

Como exemplo, temos a palavra ‘p/ô/rto’ que, ao ser pluralizada, deve ser pronunciada com a vogal tônica aberta, “p/ó/rtos”. O mesmo acontece com tij/ôlo — tij/ó/los, ou ainda: amist/ô/so — amist/ó/sos, coraj/ô/so — coraj/ó/sos, teim/ô/so — teim/ó/sos, /ô/lho — /ó/lhos. Ou, também, “soc/ô/rro” que sofre mutação para “soc/ó/rros”, principalmente na clássica construção do meio hospitalar “primeiros-socorros”. Contudo, o leitor deve entender que essa mudança de timbre só ocorre quando houver a passagem do singular para o plural. Outro detalhe: tais vocábulos paroxítonos, ao serem escritos, não são acentuados em hipótese alguma, sob pena de contrariar as regras de acentuação. Ou seja, não recebem acento circunflexo (^) nem agudo (°), como foi registrado na exemplificação acima, pois o processo de abertura da vogal só acontece no ato da fala. Nada muda na escrita.

Embora a lista de tais termos que sofrem essa mutação sonora seja extensa, nem todas as palavras da nossa língua apresentam essa mesma característica. O vocábulo “r/ô/sto” jamais será pronunciado “r/ó/stos’, em caso de passagem para o plural. Todavia, há um termo ligado às tragédias de grandes proporções que sempre solicita, não só a presença de ênfase na metafonia (ao ser pronunciada), mas também requer o registro só na forma plural; caso contrário, a pronúncia tende a ser desastrosa, além de gerar comicidade, como já aconteceu em algumas reportagens televisivas. Trata-se do substantivo masculino “destr/ó/ços”, que jamais aparecerá em sua forma singular, cujo sentido se traduz pela ideia de objetos lançados longe, após um sinistro. Muitas vezes, isso decorre de um acidente aéreo, em que a aeronave se fragmenta em várias partes, ou seja, ficam apenas os destroços.

INEXORÁVEL

O coronavírus segue sua marcha inexorável desnudando aqui e alhures a politicagem que insistem em continuar dando guarida a espertezas de políticos e gestores públicos na erosão do dinheiro público. As batalhas estão sendo travadas nesse momento aqui em Rondônia, com a Polícia Federal nas ruas levando a cabo ações contra quem espera arrancar facilmente dinheiro público sem levar em consideração a legislação que protege o erário contra a ação de ladrões de colarinho branco. Ai está a mais recente operação (Operação Dúctil) cumprindo mandatos de busca e apreensão em vários municípios rondonienses, como Porto Velho, Rolim de Moura e São Miguel do Guaporé apurando a má aplicação de recursos federais recebidos para o combate à Covid19. Em Rondônia mais uma vez o governo do estado é alvo como suspeito em compra de insumos e equipamentos hospitalares utilizando-se de fraudes e dispensas de licitação. Se Marcos Rocha permitir a continuidade dos esquemas inexplicáveis na Sesau poderá, ele mesmo, complicar-se no futuro na arena do Judiciário.

CARTERINHA

Há um discreto movimento de advogados criminalistas para barrar a carterinha de advogado ao ex-juiz Sérgio Moro na seccional da OAB do Paraná.

SERÁ

O governador de Rondônia não está satisfeito com seu decreto que implantou o “lockdow” em Porto Velho. Consta que boa parte da população não está respeito as determinações, especialmente na área suburbana. Isso pode leva-lo a decretar o toque de recolher como outras cidades. Tem gente próxima ao coronel defendo essa ideia maluca.

COISA NOSSA

Vergonha para as federais que, apesar do aperto, têm milhões de reais mensais repassados pelo MEC e há 70 dias “estudam” ferramentas para ministrar aulas virtuais. Há relatos de que há professores, servidores públicos, priorizando contratos com faculdades particulares, pelas quais dão cursos online.

DO BARALHO

Graças a esse Congresso esquerdista, foi aprovada a lei que obriga a usar máscara dentro de casa e permite a agentes violar os domicílios para verificar se a família está obedecendo o Estado. Agora vão derrubar a maior liberdade que todos tinham: o direito de reunião. A última instância da família violada por essa ditadura da esquerdalha: a família. Às vezes dá vergonha ser brasileiro!

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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