Em Linhas Gerais

Tic Tac: Quem ficou rico as custa do dinheiro público, trate de arrumar bons advogados, antes do Natal- por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.” CÍCERO (106 a.C/43 a.C). Nasceu numa rica família da Roma Antiga, onde foi cônsul da República Romana em 30 a.C. Foi um dos maiores oradores e escritores da Roma Antiga, onde também foi advogado de sucesso e político proeminente.

 BRUZUNDANGAS

Não. Explicações dadas ontem por juristas e operadores do direito sobre o desfecho do julgamento no STF que salvou Renan Calheiros, o presidente do Senado e do Congresso, não deverão servir de linimento para um povo no limite da paciência com políticos e instituições, cada vez menos representativos das aspirações da maioria dos brasileiros. Explicar que não havia base legal para afastar Calheiros da presidência do senado não é o mesmo que convencer a nós, meros pagadores de impostos dessa República que na verdade nada tem de republicana. Cada vez mais aumenta nosso sentimento de que o Brasil está transformado no país das bruzundangas.

 DE COSTAS

Na opinião de um simples escrevinhador de matérias jornalísticas e dessa coluna, ao salvar Renan o STF virou as costas para o povo brasileiro. Aliás, vou mais além: virou a Casa da Mãe Joana. Como acreditar na Justiça brasileira depois dessa?

Réu por peculato (desvio de dinheiro público) e também no alvo de outros 11 inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal), o senador Renan Calheiros (PMDB) virou as costas para o oficial de Justiça, deixando-o esperando por mais de seis horas. E olha que o oficial de justiça tentou notificar Renan a deixar o cargo de presidente por duas vezes, sem sucesso.

 PEITOU O STF

O senador simplesmente se recusou a deixar o cargo, com o apoio da Mesa Diretora do Senado — sepultando aquela máxima de que ‘decisão judicial não se discute, cumpre-se’. Renan aguardaria até o julgamento da decisão no plenário do Supremo e ainda saiu atirando contra o Judiciário, como fez anteriormente, quando chamou um magistrado de ‘juizeco’. Peitou a Justiça.

Diante desses fatos, o que não deverá ocorrer em estados como Rondônia onde se verifica nos dias de hoje o crescimento de intocáveis – alguns até condenados – que mantém influência nos diversos níveis do poder, mesmo quando foragidos da Justiça?

Certamente os “nossos corruptos” passarão acreditar que dá para vencer o judiciário. Afinal, após ser alvo da manifestação de domingo em todo o Brasil, o réu Renan saiu vitorioso. O Judiciário virou as costas para o país e se curvou, em um dia de vergonha suprema.

 INCREDULIDADE

Deu no jornal: “As expectativas no empresariado em relação a Temer vêm se deteriorando tão rapidamente que está ficando difícil encontrar nesse meio pessoas que ainda acreditam nas chances do presidente de chegar a 2018.”

 PARA O ANO

O mentor intelectual da turma do quibe para realizar no apagar das luzes dessa gestão municipal licitações está desolado. Uma decisão recente melou o esforço concentrado para fazer esse procedimento na contratação de serviços de informática. Segundo fontes o negócio era renovar um discutível contrato com a empresa que atende além da prefeitura a Assembleia Legislativa. Essa definição agora só vai acontecer na gestão do novo prefeito.

Outra derrota da turma do quibe acontecerá na licitação para o transporte coletivo urbano em caráter definitivo. Certamente o novo prefeito vai derrubar um jabuti colocado na árvore que, como disse um analista, sacramentaria o monopólio de quem fosse contratado pelo menos por 15 anos.

 VÁRIOS NOMES

Quem vivia confortado com a ideia de que traquinagens do passado na captação de dinheiro público e no recebimento de propinas em Rondônia não viriam à tona é melhor se precaver. Nesse final de ano não haverá apenas o bimbalhar dos sinos natalinos. Ontem uma fonte qualificada garantia que vários nomes de políticos e burocratas rondonienses estarão na lista dos denunciados pela Odebrecht.

 MÍDIA

E tem mais: a fauna rondoniense é suprapartidária, adentrando por segmentos de quem está fora de cargos políticos no momento. Fala-se inclusive em esquemas de agências de publicidade, de grupos de comunicação, membros do mundo togado e até de jornalistas notórios por suas vinculações com nichos importantes do Poder. Tem muita gente que ficou rica rapidamente e vai descobrir as agruras de ter de devolver tudo e ainda custear caros advogados.

 SONEGADORES

Se o governo tiver coragem de enfrentar os grandes sonegadores, disse ontem à coluna um analista de finanças públicas, vai conseguir fôlego para tocar as atividades da gestão rondoniense praticamente até o seu encerramento em 2018. Segundo tal analista “essa tática” já foi adotada no Estado, quando “Jerônimo Santana estava no governo e trouxe para do Paraná um certo Garanhão” que, com simples reuniões de contribuintes, aumentou em mais de 100% a arrecadação de tributos.

Sem medidas adicionais para o combate da sonegação, disse o analista, a crise na gestão de Confúcio deve aumentar e a população vai sentir ainda mais o efeito da calamidade que vai se instalando no estado.

 ESCONDIDO

Ninguém do governo divulga a verdadeira situação da saúde pública no estado. E, de acordo com uma fonte do setor, a situação está longe de ser cor-de-rosa. O comentário de ontem dava conta de que o governo de Confúcio vai virar o ano com dezenas de milhões de restos a pagar. Municípios, instituições sociais, fornecedores e hospitais terão repasses menores. Com essa empurrada da dívida do ano para o próximo exercício a melhor alternativa para os usuários do sistema e evitar ficar doentes.

 VAGAS NO IFRO

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), abriu as inscrições para o processo seletivo especial 2016/2 para o Curso Técnico em Informática para Internet Concomitante ao Ensino Médio, na modalidade EaD. São 980 vagas ofertadas em 12 polos/campi do IFRO, com ingresso no segundo semestre deste ano. As inscrições devem ser feitas até o dia 15 de dezembro presencialmente nos polos ou campi da instituição.

 NA BOA

Até hoje – e sem uma explicação plausível – vários servidores acusados de participação no rombo praticado contra a Assembleia Legislativa (alguns chegaram a ser presos) pela quadrilha liderada por Carlão de Oliveira, ex-presidente da ALE, continuam ocupando cargo de confiança – ou de simples aspone – quando deveriam estar exonerados há muito tempo. Certamente o presidente da Casa, deputado Maurão de Carvalho, não deve estar a par dessa situação.

 VENENO

O brasileiro consome em média 5,2 litros per capita de agrotóxico. No Centro-Oeste, a média é bem mais alta. A revelação foi feita por Carla Bueno, da Campanha Permanente contra o Agrotóxico. O termo utilizado para amenizar a resistência ao agrotóxico, com o projeto de lei 3.200, vai considerar os defensivos agrícolas como “defensivos fitossanitários”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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