Em Linhas Gerais

Com a diplomação de Hildon e Edgar, o município de Porto Velho ganha um novo alento – por Gessi Taborda

 FILOSOFANDO

“Não existe nada que seja inteiramente verdadeiro. Todas as verdades são meias verdades.” ALFRED NORTH WHITEHEAD (1861/1947), filósofo e matemático britânico que escreveu em parceria com Bertrand Russell o livro “Principia Mathematica”, classificado como uma das mais importantes obras literárias da Inglaterra no século XX.

 VALA COMUM

Com a diplomação feita pelo TRE na tarde de ontem dos candidatos eleitos na eleição de outubro, onde o destaque ficou para o prefeito Hildon Chaves e seu vice, Edgard (do Boi) Tonial; um novo alento toma conta do município de Porto Velho, exatamente por ver chegar pela primeira vez na prefeitura, desde que a capital passou a escolher pelo voto seu Executivo, um gestor que não usa o figurino dos políticos.

Agora devidamente diplomado pelo Tribunal Eleitoral, resta a Hildon, vitorioso fenômeno das urnas, escapar da vala comum dos prefeitos anteriores, escorraçados da vida pública.

Sem traquejo partidário, o prefeito tucano vai ter de aprender rápido a operar com o mercado político, onde a moeda é muito diferente daquela plataforma vivida no segmento da educação privada, onde Hildon é uma liderança incontestável.

 CONCHAVOS

Hildon Chaves ganhou a eleição exatamente por fugir ao padrão dos concorrentes. Sua imagem de empresário de sucesso, escolhido para disputar o cargo sem os costumeiros conchavos realizados pelos caciques e pelas raposas felpudas acostumadas a controlar o poder, foi seu grande diferencial.

Agora, já diplomado, encara uma nova realidade, até para montar o “staff” de seus principais colaboradores. Pelos nomes que vier a anunciar como secretários será possível imaginar se livre do paradoxo das influências dos controladores das máquinas partidárias que – como é praxe – tentarão garantir seu quinhão no comando da prefeitura.

 REFÉNS

Hildon Chaves não é o primeiro prefeito da capital a se comprometer em pilotar uma gestão inovadora, colocando a máquina da administração a serviço do povo. E todos (inclusive o prefeito que sai agora) deixaram a cadeira de prefeito renegados pela maioria da população, reféns que foram do status quo da política paroquial e periférica.

Todos nós que moramos nessa tão desamada Capital esperamos que o novo prefeito renegue a praxe do modus operandi dos prefeitos anteriores. Que ele, a partir janeiro, comprove que saberá como mudar, resgatando assim o seu compromisso de campanha. Se isso acontecer, Hildon Chaves será excluído da vala comum dos antecessores inviabilizados para continuar na vida pública.

 REELEIÇÃO

O Supremo Tribunal Federa julgará, até o dia 20, Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que pode limitar a reeleição de presidentes de assembleias legislativas em todo o Brasil. A decisão não provocará nenhum tipo de ebulição entre parlamentares do Estado. Aqui, como se sabe, Maurão de Carvalho já está reeleito e vai apenas tomar posse formal no cargo, onde ficará até 2018.

 O QUE SE OUVE

O informe é auspicioso, mas ainda não foi oficialmente confirmado pelo próximo prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. Ontem se dizia que a próxima gestão vai usar servidores de carreira da Prefeitura em cargos de chefia nas principais secretarias municipais. Se isso acontecer, as indicações políticas serão reduzidas os servidores reconhecidos por terem realizado um bom trabalho em suas funções serão valorizados. No sistema praticado pelos últimos prefeitos, cargos como os de titulares do Decom, só para exemplificar, eram ocupados por indicações de empresários do segmento.

 PRÓXIMO

Até agora falta confirmação oficial sobre quem está ou não confirmado para o secretariado de Hildon Chaves. O nome de um advogado cotado para a chefia do gabinete do novo prefeito que, segundo fontes, acabou saindo da lista foi, exatamente como o personagem de Le Carré em “O Espião que Veio do Frio”, reabilitado, independente de seu comprometimento no 1º turno das eleições em apoio ao principal oponente do prefeito tucano.

 CORREÇÃO

O objetivo é criar parâmetros capazes de por um ponto final nas falhas de distribuição de medicamentos da rede pública de saúde de Porto Velho. Enquanto não for possível informatizar toda a rede, o pensamento defendido por integrantes da equipe de transição do novo prefeito é o de implantar pontos fixos para a distribuição dos medicamentos. O prefeito vai assumir, segundo disse fonte, conhecendo tudo sobre licitações em andamento para a compra de remédios pela Secretaria de Saúde.

 OPINIÃO

Leitor contumaz da coluna escreve e com certa dose de razão que Temer, Aécio, Cunha, Jucá, Rodrigo Maia, PMDB e PSDB todos tentam barrar a Lava Jato, coisa que Dilma nunca fez. Curioso, né?

 PROTESTOS

Fonte qualificada da coluna, com trânsito fácil em Brasília, explicou os motivos pelos quais os militares e bombeiros ficaram fora da reforma da Previdência.  O motivo é simples. O Palácio do Planalto avaliou, vendo as redes sociais, que os policiais militares e bombeiros de todo o país iriam para as ruas protestar. E todo mundo sabe que protesto de policiais e bombeiros pode levar a encrenca grande.

 TEMER EM RO

O presidente  Michel Temer poderá estar na inauguração da Usina de Jirau, em Porto Velho, no próximo dia 16. A Informação é do senador Valdir Raupp. A solenidade começará às 09h.

 CANTATA

O lamentável prefeito Mauro Nazif foi incapaz de dar a Porto Velho no fechamento de sua gestão uma iluminação natalina. Todavia, talvez imaginando ser possível obter o perdão dos moradores da capital, anuncia um evento natalino para hoje.

Trata-se da Cantata de Natal organizada pelo Conselho Municipal de Educação (CME) com a participação das escolas municipais de música Francisco Laio, Som na Leste, Jorge Andrade e da Orquestra Lira Dourada, da escola Joaquim Vicente Rondon. O concerto natalino será na sede do conselho, que está instalado no prédio onde já funcionou a Intendência Municipal, a Câmara Municipal e a Prefeitura de Porto Velho, na rua José Bonifácio, antiga Ladeira Comendador Centeno, próximo ao camelódromo da avenida Rio Branco.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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