Em Linhas Gerais

Só foi escalado para a disputa (Maurão de Carvalho) pela falta de nome de expressão – por Gessi Taborda

CRISE

Não é segredo para ninguém (sobretudo os mais próximos) que a histórica coluna de décadas de existência no jornalismo rondoniense, andou passando por uma crise séria, de exaurimento de seu criador e mantenedor, sentido logo após a confirmação de sua aposentadoria. Passado tantos anos a escrever e estudar o comportamento da política, especialmente a de Rondônia, não houve como escapar de um sentimento de descrença e cansaço, levando à perda de estímulo para continuar. Comecei a refletir pela inutilidade de manter a coluna já que praticamente nada mudou significativamente na política do estado desde que começamos em Linhas Gerais. Era como se deixassem de ter importância nos tempos atuais.

Então, antes de perder a fé nas palavras, de perder o respeito por elas, o criador e redator da coluna preferiu dar um tempo na sua jornada, praticamente acreditando que era inviável continuar.

REFLEXÃO

E foi assim que voamos para os Estados Unidos, que passamos dias e dias na Região dos Lagos, no Rio, procurando ponderar se teríamos outras maneiras de desopilar das costumeiras trapalhadas políticas gestadas nas fronteiras de Rondônia. Bem, os insistentes pedidos de retorno chegados a este jornalista motivam seu retorno hoje. Devo reafirmar que estamos repensando a coluna para esses próximos dias em virtude do ano eleitoral. E com uma certeza nova: a política, principalmente como é feito por aqui, não é a coisa mais importante do mundo. Com seus conhecidos personagens ela (a política) é uma grande tristeza para quem insiste em acreditar numa mudança de rumos, numa nova era de resgate da cidadania, da honestidade pública e dos valores herdados das verdadeiras famílias. E assim, aqui estamos com o propósito de seguir em frente.

ÓDIO

Sempre afirmo perante colegas que não costumo odiar ninguém. Mas é mentira, uma mentira vil. Eu odeio especialmente os políticos corruptos de Rondônia, e também as autoridades que fecham os olhos para os aéticos e corruptos bem sucedidos exatamente pelo clima de leniência. Afinal, como não sentir ódio para iniciativas propostas apenas com o objetivo de queimar recursos públicos, sem a menor justificativa. Não é esse o exato objetivo de Maurão de Carvalho em apoiar a criação de um canal de TV para a Assembléia? Ou você não desconfia que essa (Deus nos Livre!) TV não terá audiência mas será um enorme cabide de emprego e uma tremenda fábrica de fakes e publicidade para o culto à personalidade de alguns membros daquela Casa. Só as (qua!qua!qua!qua!) autoridades do controle externo não enxergam isso.

SEM CARISMA

Bem que a chamada imprensa domesticada tentou revestir o fato como algo extremamente importante no cenário politico do estado e não conseguiu. Falo do evento promovido pelo (P)MDB no domingo aqui na capital rondoniense  tentando alavancar os pré-candidatos Valdir Raupp, Confúcio Moura e Maurão de Carvalho, esse último apontado como o nome para disputar o governo rondoniense.

Evento sem maiores repercussões no seio da comunidade. Em plena segunda o assunto não era comentando fora do circuito partidário. Não chamou a atenção do povão, exceto dos partidários arregimentados para lotar o local da festa.

E há uma explicação simples para tal fato: Maurão, ungido candidato ao governo, tem uma forte limitação de carisma e dai não decola, não deslancha.

É claro quem gravita em torno do presidente da Assembleia Legislativa, principalmente por receber alguma prebenda não concordará com essa afirmação. Isso não muda nada: Maurão de não tem capacidade de se conectar com o eleitor que vai decidir quem será o próximo governador.

CORRUPÇÃO

A situação do (p) MDB rondoniense não é animadora. Aqui também o eleitorado segue a tendência de fugir dos grandes partidos. E bom reconhecer que a citação dos caciques do partido (Valdir Raupp e Confúcio Moura) em casos de corrupção afeta inexoravelmente a imagem (P) MDB, adentrando cada vez mais um processo de degradação.

Maurão de Carvalho está numa posição vantajosa para a disputa por ser o dirigente máximo da Assembleia. E ele vem usando a máquina da instituição a seu favor, especialmente custeando uma caríssima campanha publicitária que, pelo menos a grosso modo, desrespeita e legislação no quesito impessoalidade. É pura promoção eleitoral.

TEM MAIS

Embora tenha vários mandatos eletivos no currículo (por sua ascendência em grotões do Estado) o deputado não tem carisma algum em regiões de alta densidade eleitoral e de grande importância econômica. Possivelmente o partido do cacique Raupp esteja apostando que ele consiga melhorar essa imagem de “ignorantão” do mundo político. A chance de dar certo é muita pequena.

Antes de entrar no (P) MDB o deputado Maurão gravitava em torno de Ivo Cassol. Mas não chegava a ser um satélite. E foi por isso que não conseguiu a tão sonhada candidatura de governador ou senador. Cassol sabia da maneira ambígua de Maurão fazer política no âmbito do legislativo, onde sempre cultivou posições voláteis.

E o Maurão de agora não mudou nada. Não tem discurso para unificar o partido de Raupp em torno de sua candidatura. Não tem projeto ou programa para mobilizar a população.

GESTÃO RUIM

Há várias denúncias de irresponsabilidades na Assembleia Legislativa na gestão de seu presidente, especialmente na administração de pessoal com um inchaço injustificável da folha. Há também uma enorme desconfiança com os gastos de publicidade (verdadeiro desperdício de dinheiro público) e até decisões favoráveis às mordomias de parlamentares com viagens desnecessárias, alto custo de diárias, etc, etc.

Tudo isso alimenta a imagem de que a gestão do presidente da Assembleia é ruim ou péssima para a maioria da população. Os deputados buscam mascarar essa percepção pública com a propaganda de que “investem” no Estado com as propostas de emendas orçamentárias, como se esse dinheiro não saísse exatamente o bolso do contribuinte.

FALCATRUAS

O deputado anunciado como pré-candidato ao governo pelo (P)MDB ainda tem na sua longa ficha de parlamentar casos que precisam ser convenientemente esclarecidos. Os “bons amigos” de Maurão nas legislaturas anteriores incorreram em falcatruas pesadas. Alguns desses seus “melhores amigos” ainda estão presos ou foragidos. O nome de Maurão apareceu com destaque nas investigações que apuraram as irregularidades tanto nos tempos em que a presidência foi exercida por Natanael Silva e pelo deputado Irmão Valter.

É claro que as acusações do passado não serão minimizadas nessa disputa eleitoral. O entusiasmo anunciado pela mídia amestrada como resultado da festa de domingo para a confirmação da pré-candidatura de Maurão pode terminar em pouco.

NÃO COMEÇOU

Na verdade a decisão do MDB rondoniense com o evento não significa muita coisa. Isso pelo fato do jogo ainda não ter começado. Aquele evento não passou de um pequeno aquecimento. No momento não uma militância acesa. É claro que entre vários pretendentes o nome de Maurão é mais conhecido. Afinal, como presidente da Assembleia ele atrai os holofotes. Mas até agora ninguém uma militância disposta a defender candidatos do (P) MDB com unhas e dentes. Maurão não é o tipo do político convocado para os grandes embates. Ele – como se viu de novo – acaba sendo aquela que se oferece. E dessa vez deu sorte: O MDB rondoniense não tinha nenhum outro nome para entrar em campo.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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