Em Linhas Gerais

Será que nenhum órgão de fiscalização vai apurar a contratação de ônibus velhos da Rovema- por Gessi Taborda

PENSAMENTO

Vai. E ser der medo, vai com medo mesmo. É assim que se chega lá.

DESEJAR DE FATO

Eleicoes1Quem é verdadeiramente candidato a enfrentar a sucessão de Mauro Nazif, o prefeito (ainda) lamentável dessa desamada cidade de Porto Velho? Essa é uma pergunta com que deparo sempre e acho difícil, nesse momento, saber uma resposta conclusiva.

Ora, há vários nomes pontilhando como possíveis candidatos mas ainda não tive todos os indícios de que esses postulantes desejam de fato ganhar a parada, desejam de verdade ser candidato ou apenas buscam aferir o grau de evidência de seus nomes.

Só lançar o nome ou até mesmo uma pré-candidatura não resolve. É preciso demonstrar de fato o desejo de ser um candidato, pronto para enfrentar todos os ônus de uma candidatura.

Qual o motivo de abrir a coluna com esse tema? Na verdade me lembrei de um encontro casual com o dr. Amado Rahal (o melhor diretor geral que o Hospital de Base já teve) numa roda de amigos, quando quis saber minha opinião sobre sua possível candidatura no próximo ano. E foi exatamente isso que lhe disse, da questão da vontade, da decisão firme de entrar nessa batalha ferrenha.

ODACIR

odacir-soaresCheguei a imaginar ainda no primeiro semestre que o ex-senador Odacir Soares (dono de um império radiofônico) estava mesmo decidido a ser o candidato competitivo para enfrentar Mauro Nazif. Hoje não tenho mais essa convicção. A decisão de permanecer ligado ao grupo político do (ainda) senador condenado Ivo Cassol (embora demonstrasse interesse em buscar um novo partido) não é uma postura adequada de quem está decidido a encampar uma candidatura e oposição, pois não dá segurança àqueles que até pretendiam caminhar juntos do ex-senador para apear de vez Mauro Nazif da vida pública.

LEO MORAES

Leo MoraesO nome do deputado (que já foi vereador e fez oposição a Mauro Nazif) Leo Moraes para ter todas as condições de consolidar uma candidatura com o apoio integral de seu partido (PTB) para a disputa municipal. Se desperta confiança em seus correligionários, ainda carece de demonstrar com atos indiscutíveis o segmento que pretende representar nessa corrida.

O colunista não tem ainda os elementos para afirmar que a candidatura de Leo Moraes não passa de uma falsa disposição. É mais ou menos o mesmo mistério que envolve o nome da deputada federal Mariana Carvalho (apontada como candidata natural do PSDB). Essa “disposição falsa” pode comprometer a eleição de muitas pessoas que, por exemplo, sonham em disputar uma vaga na vereança.

EDGAR

EDGAR-DO-BOI-CAPAA coluna chegou a noticiar uma dessas supostas candidaturas como algo praticamente consolidada. Falamos de Edgar do Boi, presidente estadual do PSDC, que aparentemente tem o consenso de um grupo unido em torno de seu nome.

Entrementes às várias postulações que vão costeando o alambrado, Edgar age como quem não está exatamente identificado com a candidatura. Está levando adiante um difícil trabalho de articulação, num clima de incertezas sobre suas próprias pretensões.

PREFEITO OBSCURO

Mauro2Difícil entender a motivação do prefeito em adotar mais uma medida obscura para o transporte coletivo de Porto Velho, na tentativa de superar o caos criado por sua própria decisão com a tal “solução emergencial” para substituir o consórcio que vinha operando o sistema na capital rondoniense.

Como obteve apoio do Judiciário na esdrúxula decisão de fazer a meia-sola do transporte com a tal da Ocimar; o prefeito volta a agir sem levar em a greve de cobradores e motoristas. E como se o alerta entrasse por um ouvido, e saísse pelo outro.

COMO DANTES

Mauro2Será que nenhum órgão de fiscalização vai apurar rigorosamente os fatos dessa bizarra contratação de ônibus velhos da Rovema? Afinal, quanto isso vai custar ao cidadão-contribuinte-eleitor? A adoção da tarifa a custo zero objetiva tem objetivos eleitorais? Essa contratação atende as normas legais da licitação pública?

Se na desastrada ação da “solução emergencial” órgãos como TCE e até a Câmara Municipal – o denodo do vereador Everaldo Fogaça foi essencial – decidiram defender os interesses da cidade, mesmo com o manifesto apoio da autoridade togada ao prefeito, agora, diante dessa bizarra repetição do mesmo erro esses órgãos irão cumprir seu papel fiscalizador? O que esperar do MP?

FERINDO DIREITOS

Mauro2O prefeito parece acreditar que mais uma vez o povo vai pagar o pato e tudo ficará por isso mesmo, sem nenhuma providência adotada por quem tem a obrigação de punir os praticantes de má gestão. Essa decisão de Mauro só irá irritar ainda mais os ânimos de cobradores e motoristas e vai, isso sim, aumentar o caos do transporte público.

As pesquisas costumam apontar a saúde, educação e segurança pública como as áreas de maior preocupação  dos rondonienses. Para os moradores de Porto Velho , além das prioridades elencadas, a locomoção de pessoas, associada ao direito de ir e vir, é um tema cada vez mais recorrente não só na seara do legislativo municipal, mas em outros fóruns. O prefeito Nazif, pelo visto, tem ferido esse direito prioritário dos moradores da capital. Não é possível acreditar que tratando do tema sem mostrar transparência nas decisões, Nazif conseguirá manter-se impune  diante das autoridades dispostas a cumprir seu papel de defender o cidadão-contribuinte-eleitor.

CRITICA

Mauro2A balbúrdia que domina o transporte coletivo de Porto Velho (com o sistema paralisado) e soluções do tipo meia-sola, afeta duramente a imagem do prefeito Mauro Nazif. Esse é o motivo da blitz publicitária desenvolvida pela prefeitura, especialmente no meio televisivo, em torno das 100 (seria mais adequado usar o vocábulo “sem”) obras.

Na esperança de tapar o sol com a peneira, a prefeitura considera “uma obra importante” a simples complementação de colocar sarjeta na Vieira Caúla, avenida que tem servido de ralo para torrar dinheiro público nos últimos 13 anos. E mesmo assim, as obras não tem sequer aparência de estarem concluídas. Cercado de aspones o prefeito não consegue nem implementar uma política correta de comunicação de crise com o povo. Afinal, seu chefe de comunicação não entende bulhufas do que é jornalismo e muito menos comunicação democrática e pública.

FANTASMA

DILMACada vez mais isolada, Dilma Roussef hoje é um fantasma no Planalto: o fantasma de uma presidente que não preside, de uma administradora que não administra e de uma articuladora que não articula. Comanda um ‘não governo’ que se arrasta diante das denúncias de corrupção, fraudes e incapacidade administrativa. Nenhuma das decisões tomadas recentemente tem surtido o efeito esperado e, o que é pior, arrasta ainda mais o governo federal para o olho do furacão. O que muitos esperavam aconteceu: nem entregando o seu governo nas mãos do padrinho Luiz Inácio Lula da Silva e do PMDB, e se tornando refém de seus próprios aliados, a presidente Dilma Rousseff (PT) conseguiu alcançar seus propósitos mais urgentes.

E MARIANA FALOU!

marianaNossa linda deputada federal tucana é mesmo uma moça prodígio, com ideias profundas. Tanto assim que desabafou ontem, numa nota distribuída à mídia: “A educação não pode ser tratada como uma moeda num jogo de interesses políticos”. Profundo, não! Para a linda Mariana Carvalho, “o MEC precisa explicar como o Brasil vai se tornar uma pátria educadora”. Isso parece a charada da esfinge: “Decifra-me ou te devoro”.

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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