Justiça

Senado rejeita indicação de Lula e acende alerta para Flávio Dino no STF

STF

A Casa enterrou a possibilidade de Igor Roque permanecer à frente da Defensoria Pública da União

O placar foi apertado, mas o recado foi claro: com 38 votos contrários e 35 favoráveis, o plenário do Senado enterrou a possibilidade de Igor Roque permanecer à frente da Defensoria Pública da União.

Roque chegou a ser sabatinado e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa em julho, mas passou a ser criticado pela oposição depois que a Defensoria organizou um seminário sobre aborto legal, em agosto.

O evento foi cancelado, e a indicação de Roque sofreu ataques e foi perdendo fôlego. Como a votação é secreta, o governo não sabe exatamente de onde veio a derrota.

É raro que uma indicação do presidente da República seja reprovada no Senado. Por isso, o recado foi claro para o presidente Lula e pode minar a possível indicação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, à vaga aberta com a aposentadoria da ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF).

Dino já tem sido aconselhado a baixar o tom contra senadores da oposição, justamente para evitar desgaste. E Lula, segundo fontes do Planalto, tem recebido recomendações para deixar o assunto esfriar, empurrando a indicação ao Supremo para 2024. Mas núcleos do PT e conselheiros do presidente acham que a cadeira não deve ficar vaga por muito tempo.

Fogo amigo?

Ao Quarta Instância, integrantes do Supremo disseram não acreditar que Dino possa sofrer rejeição dos colegas de Casa, já que o ministro também é senador — ele se licenciou para comandar a pasta de Justiça e Segurança Pública. Para um dos ministros da Corte, ficaria muito “desconfortável” o Senado reprovar alguém da própria Casa.

Outro ministro diz que o aviso do Senado pode acender o alerta no gabinete presidencial e levar o presidente Lula a escolher uma figura menos combativa e mais conservadora, como o Advogado-Geral da União, Jorge Messias.

Outra urgência: a PGR

Integrantes do Supremo lembram que, passado um mês do fim da gestão de Augusto Aras, o presidente Lula ainda não escolheu quem vai comandar a Procuradoria-Geral da República (PGR), cargo “perigoso demais para ficar sem uma boa escolha”, avalia um ministro.

O perigo está nas atribuições do cargo, visto que cabe ao procurador-geral pedir a abertura de investigações contra autoridades, como o próprio presidente da República.

Elizeta Ramos, à frente da PGR interinamente, tem feito a lição de casa para ser efetivada. Sob o comando dela, o Ministério Público se manifestou no Supremo a favor da operação deflagrada na última sexta-feira (20) para investigar o suposto monitoramento ilegal de celulares por parte de servidores da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin. Elizeta também garantiu aos integrantes da CPMI do 8 de Janeiro que vai tratar com celeridade a avaliação do relatório final da comissão.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]