Justiça

Câmara instala comissão sobre catástrofes climáticas

O grupo parlamentar foi formado após as chuvas intensas e as enchentes que deixaram 50 mortos no Rio Grande do Sul

A Câmara dos Deputados instalou, na quarta-feira (25/10), uma comissão especial sobre desastres naturais e catástrofes climáticas. O objetivo é promover medidas sobre a temática, com a propositura de novas leis para melhorar o sistema de prevenção e resposta aos eventos no Brasil.

De acordo com a Casa Baixa, a comissão foi criada logo após o ciclone extratropical que causou chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul, vitimando 50 pessoas, em setembro. A instituição do grupo também levou em conta as ondas de calor extremo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, que registraram recordes de temperatura.

De acordo com a Casa Baixa, a comissão foi criada logo após o ciclone extratropical que causou chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul, vitimando 50 pessoas, em setembro. A instituição do grupo também levou em conta as ondas de calor extremo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, que registraram recordes de temperatura.

Após votação de chapa única, o deputado Leo Prates (PDT-BA) foi eleito presidente da comissão. Os deputados Jorge Goetten (PL-SC), Bohn Gass (PT-RS) e Meire Serafim (União-AC) foram definidos como vice-presidentes. O novo grupo parlamentar contará com a relatoria do deputado Gilson Daniel (Podemos-ES) e contará com 34 membros titulares e suplentes.

Para Prates, a ideia é compilar iniciativas e consolidar uma matriz nacional que possa dar uma resposta imediata aos casos, atuando antes, durante e depois de desastres. “Espero que a gente tire as diferenças políticas de lado e possa deixar um legado para que o Brasil possa avançar. A crise climática já é do presente, mas ela terá um maior ou menor impacto dependendo do nosso trabalho”, defendeu.

A comissão deve se reunir no dia 7 de novembro para apresentação do plano de trabalho do relator e deliberação de requerimentos dos deputados, como a convocação de nomes para serem ouvidos em audiência pública. Inicialmente, estão previstos 12 meses de atuação.

Plenário debate panorama brasileiro

O Senado Federal promoveu, nesta quinta-feira (26), uma sessão de debates temáticos sobre os desastres naturais mais recorrentes no país e os fenômenos climáticos, como o El Niño. Autoridades e especialistas participaram do momento, que foi conduzido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

“O Brasil, nos últimos meses, testemunhou a ocorrência de eventos extremos em todo o seu território. No Amazonas, faltou água com a seca nos rios. Em Santa Catarina, no Paraná e no litoral de São Paulo as chuvas castigaram duramente dezenas de cidades com perdas de vidas. O Rio Grande do Sul, por sua vez, foi duplamente penalizado. Primeiro, uma seca aguda. Em seguida, ciclone e enchentes”, afirmou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, em depoimento enviado à sessão.

Alckmin destacou ainda que, atualmente, o Brasil tem cerca de 1.000 municípios em situação de emergência. Segundo ele, o governo federal tem trabalhado em três frentes principais: na reconstrução das cidades, na agenda regulatória junto ao Congresso e em ações emergenciais.

Presente no plenário, a coordenadora de Monitoramento e Alerta do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) da Defesa Civil, Rosane Vieira, fez um alerta para o tema que deve ser cada vez mais frequente. “Precisamos preparar as defesas civis, os municípios e a população para enfrentarem as catástrofes, fortalecendo as políticas públicas. Por conta das mudanças climáticas, os desastres ficarão cada vez mais frequentes e mais severos. Infelizmente, esse é o nosso cenário”, frisou.

Cenário deve ser mais intenso

Diretora substituta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Alvalá explica que, desde a criação do órgão em 2011, o Brasil registrou um período de mais seca. Entre 2012 a 2019, houve a ocorrência de desastres, mas que não causaram tantas mortes quanto os casos recentes. A partir de 2020, há registros de catástrofes mais impactantes.

“Esse eventos foram acontecendo mais próximos, mais frequentes e com chuvas mais fortes e intensas, que culminaram em mortes, desaparecidos e grandes prejuízos econômicos. A tendência é que se aumente, com o planeta mais quente e combinado a fenômenos naturais, como o El Niño, que contribue para chuvas mais torrenciais na região Sul e para a falta de chuva no Norte e Nordeste.”

Órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Cemaden divulga um boletim de previsão de riscos geo-hidrológicos diariamente, em um índice que vai de “baixo” a “muito alto”. 

Segundo a gestora, o centro monitora 1.038 municípios considerados prioritários em relação a desastres naturais. A previsão do órgão serve para alertar as defesas civis dos municípios que estão nas regiões com riscos entre “moderado” e “muito alto”, tendo o intuito de servir como motivador para as cidades acionarem seus planos de prevenção.

“De modo geral, os eventos têm acontecido e o que nós vemos são muitas ações durante os desastres. Aí a necessidade de os municípios estabelecerem planos de prevenção, preparação e contingência. Essas iniciativas são cruciais para realmente sairmos desse patamar de assistência durante e após os desastres, que demandam custos mais altos, e que tem menos investimentos em ações e iniciativas que foquem na preparação”, pontuou Regina.
FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]