Direto de Rolim

Resultado das eleições para Governo do Estado ficou dentro do esperado – Por Fernando Garcia

Dentro do normal

O resultado das eleições para Governo do Estado ficou dentro do esperado, onde o confronto para o segundo turno ficou com os candidatos Rogério e Rocha, sendo que o timoneiro do palácio Rio Madeira, saiu com uma boa margem frente ao senador Marcos Rogério. Esperava-se muito do também candidato Léo Moraes, baseado em resultados das eleições que disputou seguidamente, entretanto, o que se observou foi uma candidatura apática, começando pela capital onde concentra seu maior reduto eleitoral. Apesar de ter vindo de um berço político portovelhense, Léo Moraes, se elegeu vereador, dois anos depois deputado estadual, em seguida candidato a prefeito chegando a disputar o segundo turno com Hildon Chaves e posteriormente se elegendo deputado federal, querendo quebrar barreiras de forma impaciente.

Abaixo do esperado

Com desempenho abaixo do esperado, Léo Mores, amargou uma longínqua terceira colocação quando todos esperavam que ele, por ter sido bem votado em outras oportunidades, pudesse ser o virtual candidato a disputar o segundo turno das eleições. Seu baixo rendimento eleitoral em Porto velho nestas eleições, ficaram os reflexos de que encontrará dificuldades para sua futura pretensão, que é ser prefeito da capital, onde sem dúvida, deverá bater chapa com a deputada federal Mariana Carvalho, que fez um turbilhão de votos para o Senado Federal. Ademais, Mariana Carvalho, deverá contar com o apoio de Marcos Rocha, caso se reeleja e provavelmente terá as bênçãos do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que já está pavimentando sua caminhada para daqui a quatro anos, ao palácio Rio Madeira.

Vexame eleitoral

O ex-senador Expedito Júnior, sofreu mais um baque na política rondoniense por quatro vezes consecutiva, contando com a candidatura de 2010, quando ficou de fora ainda em meados da campanha eleitoral do primeiro turno, quando institutos de pesquisas lhe consagrava primeiro colocado. O ex-senador Expedito Júnior, já passou por vários dissabores nas campanhas políticas, onde perdeu um mandato de deputado federal e outro de senador da República. Nas últimas campanhas em que disputou o Governo do Estado, mesmo não se elegendo conseguiu alavancar a candidatura do filho, elegendo-o duas vezes para deputado federal, mas dessa vez, a candidatura como senador não prosperou para ele nem tampouco para o filho Expedito Neto. Expedito Neto, lançou sua ex-assessora, Joliane Fúria, que deu Shwo de votos bem à frente com mais de 20 mil votos somente em Cacoal. Praticamente Expedito Júnior, se despede da política de forma melancólica amargando uma fragorosa derrota em dose dupla, com a despedida do filho Expedito Neto, da Câmara Federal.

Rolim ausente

Apesar de as pesquisas sempre terem evidenciado o nome do ex-governador Ivo Cassol, como forte candidato ao governo o que não aconteceu por questões jurídicas eleitorais, com as candidaturas de familiares a diversos cargos, como senador, deputado federal e estadual, o nome de Ivo Cassol, não deixa de sair arranhado dentro desse contexto político, posto, que nenhum deles se aproximaram de uma vitória, ficando bem distante das expectativas. Rolim de Moura, com um contingente eleitoral de mais de quarenta mil eleitores, mais uma eleição ficou de fora sem eleger ninguém, voltando ao início dos anos 80, quando o município elegia somente candidatos forasteiros. Todos gostam de falar em democracia demasiadamente, todavia, desde que ele seja um dos contemplados da fila para gozar dos direitos, entretanto, dos noves candidatos da cidade para deputados estaduais essa palavra não valeu para manter um consenso, redundando totalmente num vexame generalizado, restando ainda um fio de esperança na condução de Luiz Cláudio, para a Câmara Federal, no lugar de Lebrão, que está envolvido em “Maus Feitos”.

Agora ou nunca

Maios uma vez o presidente Bolsonaro, demonstra força política em Rondônia, onde dois candidatos ao governo do estado disputarão o segundo turno das eleições, ostentaram seu nome durante o primeiro turno. Os dois Marcos, aguardam ansiosamente quem será o ungido pelo presidente Bolsonaro, se ele virá a Rondônia, ou apenas gravará um vídeo declarando seu apoio, visto, que existem outras paragens bem mais representativa e que precisa de atenção especial, uma vez que está atrás do placar eleitoral sendo necessário reverter a situação em outros territórios de maior expressão eleitoral. Bolsonaro, sem dúvida tem uma dívida com Marcos Rogério, que precisa ser saldada ainda neste segundo turno, onde precisa declarar seu apoio inconteste ao Rogério, que na CPI do Covid-19, foi um monstro consagrado, demonstrado toda sua lealdade ao Presidente. A promessa de oferecer um ministério pra Marcos Rogério é deveras salutar, mas se o presidente perder as eleições em nada adianta esse gesto de benevolências que envolvem muitas incertezas.

Articulações silenciosas

Enquanto Rogério e Rocha continuam na corrida em busca do assento da cadeira número um do Estado, as “costuras políticas” já avançam no parlamento estadual para a presidência da Casa de Leis. Com quase cinquenta por cento de deputados reeleitos, deixa claro a possibilidade de o atual presidente Alex Redano, dirigi novamente à Assembleia legislativa ano que vem, onde manteve bons trâmites com os colegas durante esse período. O nome do deputado estadual Jean de Oliveira, está sendo ventilado para disputar a presidência, mas alguns colegas do parlamentar acham melhor ele evitar futuros aborrecimentos, embora ele já vai para o quarto mandato consecutivo e, conhece muito bem todas as nuances do Poder legislativo.

Determinação

O empresário do agronegócio Jaime Bagattoli, mais uma vez demonstrou confiança em sua candidatura e, desbancou a candidata ao Senado, Mariana Carvalho, dada como certa a sua vitória pelos institutos de pesquisas e veículos de comunicações. A campanha de Jaime Bagattoli, ganhou corpo assim que a sua equipe de marketing, liberou o vídeo gravado pelo presidente Bolsonaro, dando seu apoio incondicional e independente das conversas mantidas pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, apoiador de Mariana Carvalho. Nos últimos cinco dias da campanha, o nome de Bagattoli, decolou de forma surpreendente não somente no interior como na capital, contrariando os palpiteiros de plantão, que só falavam que na eleição passada ele teve bastante votos por causa da onda Bolsonaro, ele provou que também tem seus méritos e desta vez cravou uma vitória espetacular.

Buscar as emendas

Em Rolim de Moura, o prefeito Aldo Júlio, abraçou as candidaturas de Expedito Júnior e Expedito Neto, depositando todas as expectativas na dupla pai e filho, onde ambos tiveram uma votação medíocre, inclusive  em todo o Estado, principalmente em Rolim de Moura, que ficou abaixo da média. Resta saber agora, se o prefeito vai a Brasília encontrar com Neto, Mariana e Lúcio Mosquini, Jaqueline e outros, para manterem as emendas que estão para vir para a capital da Zona da Mata. Mariana Carvalho, trouxe algumas emendas para Rolim de Moura, mas uma de suas importantes ações foi agilizar o funcionamento da UPA, que já estava pronta há mais de dois anos e sem prestar serviços à comunidade. O alcaide rolimourense, tem que aproveitar esses vinte e poucos dias que faltam para o segundo turno e, direcionar as obras para pavimentação dos estacionamentos esparramados no centro da cidade que está horrível, com a chegada das chuvas vai ser um verdadeiro lamaçal, e após as eleições nem precisa falar o que vai acontecer, o governo vai centrar na folha de pagamento principalmente o resto do décimo terceiro, ganhando ou perdendo.

Prestígio político

Em Cacoal mais uma vez funcionou a força do jovem prefeito Adailton Fúria, que conseguiu eleger o seu vice-prefeito Cássio Gois, com 14. 778 votos e desbancar Glaucione Rodrigues, que teve uma votação pífia. Na eleição passada Glaucione conseguiu eleger o seu vice-prefeito da época, Cirone Deró, que agora reelegeu com farta votação perfazendo quase 11 mil votos. O prefeito Fúria, além de eleger Cássio Gois para deputado estadual, conseguiu passar mais de vinte mil votos para sua esposa Joliane Fúria, somente em Cacoal, ex-assessora do deputado federal Expedito Neto, foi convidada pelo próprio deputado para preencher vagas destinadas para as mulheres e, consequentemente somar para ele, acabou sendo surpreendido por Joliane com votação expressiva. Uma observação foi a falta de votos do deputado Expedito Neto, no cômputo geral principalmente na Capital do Café, Cacoal, não figurando da lista dos dez mais votados, perdendo para Chrisóstomo, Fátima Cleide e Sílvia Cristina, que tiveram menos de novecentos votos, realmente um verdadeiro fiasco nas urnas.

Capital da soja

Vilhena que há décadas foi representada pelo Coronel, Arnaldo Martins, como deputado federal, que assumiu no lugar de Expedito Júnior em meados dos anos 80, também depois de longos anos conseguiu eleger por dois mandatos consecutivos, Natan Donadon, como deputado federal. Vilhena sempre foi uma cidade bastante politizada, já teve governador de forma transitória, professor Ângelo Angelim e da mesma forma senador da República, Chico Sartóri, que era primeiro suplente de Amir Lando, ficando no cargo cerca de nove meses. Com a vitória do empreendedor do agronegócio Jaime Bagattoli, para o Senado Federal, Rondônia deverá cravar avanços significativos nesses oito anos de mandatos do senador, principalmente se o presidente Jair Bolsonaro, conseguir vencer as eleições no segundo turno, os incrementos nas áreas agrícolas irão decolar de maneira satisfatória.

Foram desatentos

Dos nove candidatos a deputados estaduais em Rolim de Moura, o nome mais ventilado para se eleger sem dúvida era o do médico Dr. Ferrari, que já vem fazendo um trabalho voluntário há exatamente quase oito anos. Na eleição passada saiu candidato mas por questões jurídicas eleitorais, foi muito prejudicado, mesmo pontuando com quase 8 mil votos naquela ocasião. Já nesta eleição, apesar de quites com a Justiça Eleitoral, cometeu falhas quando não fez uma boa nominata dentro do (PSDB), embora, tivesse componentes como o ex-prefeito de Porto Velho e ex-deputado federal Carlinhos Camurça e o atual deputado estadual Jhony Paixão, o partido não conseguiu votos suficientes para eleger um deputado estadual. Foram falhas clamorosas por parte de quem formatou essa nominata, pois, é inadmissível convocar um cidadão para ser candidato a deputado estadual e, computar menos de 50 votos, aliás, até uma candidatura feminina para cumprir determinações da Justiça Eleitoral, os responsáveis em fazê-la tem que ter visão da importância de somar com uma votação razoável.

Prejuízos

Muitos usuários da Energisa, estão insatisfeitos pela prestação de serviços da empresa no município de Rolim de Moura, principalmente os que residem nas linhas vicinais. Os usuários reclamam bastante da demora da empresa em atender os casos que exigem urgências, chegando a demorar até nove dias para restabelecer o atendimento, como ocorreu com um morador na Zona Rural, sentido Norte, que foi vítima do descaso operacional da empresa. Revoltado com o trabalho de fornecimento de energia através da Energisa, o reclamante um ancião de 75 anos de idade, procurou um advogado para tentar ressarcir os prejuízos diante da falta de ação da empresa que não prestou o auxílio necessário, quando o fornecimento foi interrompido devido avarias na rede de transmissão, embora, ele tenha solicitado o restabelecimento. Em decorrência dessa omissão, o ancião perdeu quase quarenta quilos de carnes e ficou sem água para uso rotineiro das suas labutas diárias, uma vez que utiliza água de poço e precisa da força elétrica.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA PORTA ABERTA –  DIRETO DE ROLIM

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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