Direto de Rolim

Corrida para o Senado Federal em Rondônia, pelo que se observa está totalmente embolada entre três candidatos – Por Fernando Garcia

Candidaturas
A corrida para o Senado Federal em Rondônia, pelo que se observa está totalmente embolada entre três candidatos, segundo dados de uma pesquisa recente, onde as duas deputadas federais Mariana Carvalho e Jaqueline Cassol, continuam empatadas, ambas mantendo um por cento a frente do ex-senador Expedito Júnior, que na verdade podemos considerar um empate técnico entre os postulantes. Como a coluna já tinha citado o vai e vem do ex-senador Expedito Júnior, em decorrência de alguns fatores para ajustar sua candidatura, que de repente foi surpreendido pelo não acolhimento do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves e, do candidato ao governo do estado, Marcos Rogério, que teve de engolir o nome do vilhenense Jaime Bagattoli, que é do quadro do PL como candidato ao Senado, visto que o nome a ser apoiado por ele seria o de Expedito Júnior.
Rocha na frente
Depois de toda celeuma causada envolvendo o nome de Ivo Cassol, como candidato ao Governo de Rondônia e, posteriormente indeferido pelo STF, agora que a campanha começou a ganhar rumo em todos os níveis, principalmente para ao Senado e ao Governo Estadual. O timoneiro do Estado, coronel Marcos Rocha, continua ditando o rumo da campanha entre seus opositores mantendo uma boa performance eleitoral, que segundo divulgações de Institutos de Pesquisas, ele continua bem avaliado e bem distante do segundo colocado, senador Marcos Rogério. Faltando doze dias para as eleições, o deputado federal, Léo Moraes, precisa de mais desenvoltura para emparelhar sua candidatura entre os dois Marcos, senão, ficará totalmente fora da disputa e assim voltar suas atenções para o palácio Tancredo Neves, em 2024.

Dificuldades
O candidato ao Senado empresário Jaime Bagattoli, surpresa nas eleições de 2018, onde fez uma “montanha de votos” quando era desconhecido, mas pegou a onda Bolsonaro, dessa vez, vai ter que recorrer aos préstimos do presidente para alavancar sua candidatura que anda muito morna. Como o presidente Bolsonaro, já afirmou que não virá no primeiro turno das eleições em Rondônia, neste caso, a situação da surpresa das eleições passadas, ficará bem abaixo das expectativas. Outra situação difícil de avaliar também, será a presença de o presidente Bolsonaro vier à Rondônia, caso o segundo turno das eleições seja disputada pelos dois Marcos, embora, a possibilidade maior de ele apoiar inegavelmente seria Marcos Rogério, que tem demonstrado toda sua lealdade desde a CPI da pandemia. Nas eleições de 2002 para o Senado, o temido instituto de pesquisas, Ibope, deu vantagem numérica para Expedito Júnior em primeiro lugar, entretanto, a vinda do candidato Luís Inácio da Silva, declarando seu apoio à candidata Fátima Cleide, mudou totalmente o quadro eleitoral onde as duas vagas foram vencidas por Valdir Raupp e Fátima Cleide, em primeiro lugar.

Diferente
Quem acompanhou as campanhas passadas recordam como eram feitas, tocadas na força do dinheiro, onde candidatos a deputados estaduais eram alvos de grandes ofertas por parte dos candidatos a deputados federais, senadores, governadores e, até mesmo um bom correligionário político. Não que esses comportamentos já sucumbiram, pelo contrário, ainda funciona de forma acintosa com o dinheiro do Fundão, que corre em abundância e os presidentes das siglas irrigam uma minoria de suas preferências. Essas eleições estão sendo uma verdadeira miscelânea, onde os candidatos que detém as verbas oriundas do partido, os presidentes e candidatos majoritários pulverizam a maioria dos candidatos a deputados estaduais, cedendo certo número de contratações de “formiguinhas”, onde o dinheiro não passa pelas mãos dos referidos candidatos. Essa é uma forma que os detentores das verbas do Fundão, encontraram para legalizar várias candidaturas sem repassar a grana para o interessado.

Forasteiros
A campanha eleitoral vai afunilando e os candidatos vão imprimindo ritmo mais forte, em Rolim de Moura por exemplo, o número de candidatos conhecidos como paraquedistas, estão surgindo de todos os cantos a procura do precioso voto. Com quatro candidatos a deputados federais, conhecido como da capital da Zona da Mata, professora Luzenir Mota, dr. Lauro Lopes, Luiz Cláudio e Expedito Neto, esse último com domicílio eleitoral em Porto Velho, uma enxurrada de postulantes aos mesmos cargos estão se alojando em Rolim de Moura, prometendo mundos e fundos em troca de uns votinhos. Não é diferente também a intensa movimentação de candidatos forasteiros a deputados estaduais, basta passar em frente a rede hoteleira da cidade e tirar as conclusões, dado ao grande número de veículos estacionados no local com adesivos de aventureiros de outras paragens a procura de um passaporte para Assembleia Legislativa.

Gasolina
Nessa reta final todo o cuidado é pouco pois na ânsia de obterem votos a qualquer preço, alguns candidatos bem pontuados em pesquisas eleitorais podem “cair do cavalo”. Prática bastante utilizada por alguns candidatos nos últimos dias de campanha, com a intenção de sacramentar as eleições, fazendo algumas doações de campanha para certos eleitores, geralmente alguns litros de combustíveis, poderá colocar tudo a perder com esse método desleal que desequilibra o pleito eleitoral diante de seus concorrentes, poderão sofrer um baque com essa prática abusiva através de uma denúncia. Durante uma campanha ao governo do estado, em um debate, um dos candidatos chegou a afirmar ao adversário que a campanha dele cheirava a gasolina, numa alusão ao esquema de
distribuiçãode combustíveis aos eleitores na eleição do segundo turno naquele ano.

Estacionou
Há quase dois meses em Rolim de Moura, o fluxo das obras que estavam em andamento em parceria com o governo está praticamente parado. A empresa Rondomar, que ganhou as licitações precisa acelerar o prometido e, aproveitar essa onda de sol escaldante para fazer os vinte e sete quilômetros de recapeamento doado pelo governo. Se ficar embromando demais o começo das obras, logo entraremos no período chuvoso complicando mais a situação, sem falarmos que temos que aproveitar o máximo esse gesto de benevolência do governador, Marcos Rocha, que ainda tem mais de três meses de administração do seu primeiro mandato. O prefeito Aldo Júlio, precisa colocar pilha em cima da empresa Rondomar, e continuar o mais rápido possível os trabalhos de recapeamentos e aproveitar para concluir esses estacionamentos abandonados, estão horríveis e gerando insatisfação dos empresários, comerciantes e da comunidade.

Na frente
A candidata ao Senado, deputada federal licenciada, Mariana Carvalho, pelas pesquisas que tem saído nos últimos dias vai ditando as regras do jogo, demonstrando que Porto Velho, está decidida a ter uma representante no Senado Federal, assim como foi em 2002 quando elegeu a professora Fátima Cleide. Com a polarização de candidatos ao Senado no interior do Estado, nomes como Jaqueline Cassol, Bagattoli, Expedito Júnior e por último a liberação do atual senador Acir Gurgacz, a disputa eleitoral se torna um terreno altamente fértil e praticamente imbatível dentro de um eleitorado com mais de 330 mil votos, o que sem dúvida fica mais sóbria nessa questão, principalmente porque os demais se digladiam no interior, fazendo com que ambos tenham fatias divisíveis entre si. Como a coluna já abordou este assunto em outras narrativas, Porto Velho, desde as eleições de 86, sempre foi o calcanhar de Aquiles do ex-senador Expedito Júnior, que sempre teve um desempenho eleitoral sofrível entre osportovelhenses, mesmo morando e tendo negócios a quase 30 anos na capital do Estado.

Cuidado
Embora a candidata a senadora Mariana Carvalho, esteja bem avaliada em pesquisas no cômputo geral, principalmente em sua cidade Porto Velho, isso não quer dizer que esteja tudo garantido e, precisa adentrar e fazer parte dessa fatia no interior, pois, nessa reta final a capital também receberá uma avalanche de visitas de seus concorrentes. Ademais, a eleição para o Senado, é bastante diferente ao governo, que conta a possibilidade de um segundo turno, sendo totalmente diferente o que requer atenção redobrada, afinal, eleição as vezes se define até mesmo num pronunciamento errôneo de quem está em vantagem. Toda à atenção é pouca, como dizia o pai desse baiano degustador de farinha seca, “que um rabo bem botado muitas vezes parece nascido”. A entrada do senador Acir Gurgacz, na disputa ao Senado, ainda que tardiamente também beneficia diretamente a postulante Mariana Carvalho, uma vez que o senador goza de uma boa receptividade do eleitorado da BR 364, especialmente na região central do Estado, o que certamente atinge em cheio a caminhada de Expedito Júnior, que tem como coordenador de campanha o ex-prefeito e ex-deputado estadual, Jesualdo Pires.

AUTOR: FERNANDO GARCIA –  COLUNA PORTA ABERTA –  DIRETO DE ROLIM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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