Direto de Rolim

A polêmica sobre a doação de um terreno de propriedade do município de Rolim de Moura, para construção de um frigorífico de frango – Por Fernando Garcia

Em discussão

A polêmica sobre a doação de um terreno de propriedade do município de Rolim de Moura, para construção de um frigorífico de frango, está sendo muito questionado por diversos setores da sociedade rolimourense, apesar, que a Câmara de Vereadores, ainda não votou, mas, pelo que se sabe o posicionamento da maioria é favorável. A proposta por parte de alguns assessores do “casarão de madeira”, é de que tal empreendimento vai gerar mais de quinhentos empregos diretos e indiretamente, embora, segundo previsões de pessoas experientes no ramo, pelo os comentários que ele tem acompanhado sobre o frigorífico que pretende se instalar na capital da Zona da Mata, a possibilidade é de que o empreendimento vai gerar quatro vezes mais as estimativas dos assessores e, que ele apesar de estar no ramo há muitos anos, já está torcendo para que tudo se traduza em realidade, enfatizou o empresário.

Preservação

A prefeitura pretende doar 21 alqueires de terra, que tempos atrás era para ser construído um curtume e a empresa desistiu. Pelo visto, o que está causando certo debate acerca da doação do sítio para construção do frigorífico de frango, se aprofunda nas questões das normas ambientais que são bastante criteriosas, devendo ser analisados e observados esses requisitos. Na verdade, é uma área que praticamente ficou abandonada há quase vinte anos, que sem dúvida já está em processo de floresta secundária, passando por regeneração natural. O projeto está na Comissão de Meio Ambiente, aguardando parecer, onde provavelmente alguns itens devem serem analisados e debatidos, podendo inclusive sugerir, que parte do sítio possa ser uma reserva como Parque Ecológico.

Inoportuno

Ninguém entendeu direito a decisão da Secretaria Municipal de Saúde, de retirar o atendimento de pessoas com suspeita de Covid-19, do Sentinela, para o Posto Norte Sul. Mesmo tendo caído o número de infectados pelo Covid 19, A Semusa, não deveria encaminhar os pacientes suspeitos para se misturarem as demais pessoas que buscam diariamente o atendimento no referido posto de saúde. Foi realmente uma atitude bastante inconsequente, visto que no local atende dezenas de pacientes inclusive idosos e mulheres grávidas, que dessa maneira ficam totalmente vulneráveis.

Portarias rechonchudas

A prefeitura de Rolim de Moura, enviou para Câmara de Vereadores, o pedido de votação para novas portarias que englobam valores diferentes, para os novos ocupantes de cargos da (UPA), Unidade de Pronto Atendimento. Os cargos variam de valores e alcançam até mesmo o montante recebido pela Secretária de Saúde, Simone Paes, demonstrando que realmente é uma secretaria muito poderosa, embora, essas mesmas quantias não são percebidas pelos mesmos funcionários que trabalham no hospital e em outras casas de saúde pertencente ao município de Rolim de Moura, onde as portarias são bastante mixurucas. Nesse entendimento, os vereadores fizeram justiça, eliminando o valor de 7 Mil Reais, que nesse caso, teria dois valores iguais o de secretário. No momento, o melhor é a prefeitura normalizar primeiro os atendimentos diferenciados da UPA, até que o Governo Federal, faça o repasse necessário, para que os trabalhos fluam em outras especialidades, portanto, devagar com o andor.

Pelos bastidores

Alguns assessores da prefeitura quase que diariamente estão em gabinetes de vereadores, as vezes em busca de soluções salutares para o município, embora, até o momento ninguém sabe quem é o líder do prefeito Aldo Júlio. Enquanto isso, ventila-se nos bastidores da Câmara de Vereadores, que existe uma forte negociação vindo do palácio senador Olavo Pires, para que a Casa de Leis, crie o cargo de Procurador do Legislativo, cujo argumentos seria parar agilizar alguns processos de interesse do município, uma vez, que o Assessor jurídico, estaria trabalhando de forma lenta e nos mínimos detalhes, obstaculizando algumas ações de interesse de alguns “gaviões de prefeitura”. Para quem conhece o Assessor Jurídico, Dr. Jorge Galindo, certamente sabe que dessas prerrogativas ele não abrirá mão, pois além de íntegro, é funcionário concursado da Câmara de Vereadores. A Casa de Leis, tem que criar em seu organograma, é o cargo de engenheiro civil, para acompanhar as obras no município, principalmente as de pavimentações asfálticas, que em sua grande maioria são de péssimas qualidades que por questões de falta de fiscalização do legislativo mirim, os prejuízos são inerentes.

Observância

É preciso colocar freios nas empresas que participam de licitações e, depois que ganham as concorrências, desistem da construção das obras sem nenhuma justificativa plausível. Tem que utilizar critérios bem definidos para participarem de certames licitatórios, evitando dessa forma que os munícipes levem prejuízos com desistências de empresas sem compromissos, muitas delas conhecidas como “pasta debaixo do braço”, sem estrutura nenhuma, mas, seguras através de conchavos com alguns gestores da administração pública. Outra regra que precisa acabar também, são os esquemas de licitar uma obra por preços baixos, para depois buscar o realinhamento de preços, medidas totalmente repugnantes que não atende aos princípios da legalidade e moralidade. Dinheiro que vem do Governo Federal, não faz repasse financeiro para corrigir distorções de obras públicas, ficando o município com as responsabilidades para conclusão das mesmas, o que realmente termina acabando no bolso do contribuinte.

Eleição por aclamação

A convenção do (MDB) ocorrida no último sábado 22, para escolha do presidente do diretório, ficou longe daquelas mobilizações históricas que contava com a presença de medalhões da política local e, que muitas vezes batiam chapas e os votos eram disputados acirradamente. O atual presidente do Diretório Municipal de Rolim de Moura, ex-vereador por quatro mandatos consecutivos, Hamilton Pires, notadamente conhecido como casquinha, estava à frente da agremiação por quatro anos e, pontuou que devia passar o batente para outro companheiro, que por aclamação, elegeu a professora Albertina Marangoni, que também convive nas hostes emedebistas há várias décadas. O vereador Renatão do Frigorífico, em breve relato da tribuna, advertiu a falta de entrosamento entre a classe política, referindo principalmente aos seus companheiros de partido, que precisa manter aliança entre eles, bem como as pessoas que deram seu voto de confiança, praticamente numa advertência ao prefeito Aldo Júlio.

Lamentações

O prefeito Aldo Júlio, em seu pronunciamento falou das suas dificuldades, mas, afirmou que está no rumo certo e que vai fazer uma Rolim de Moura diferente. Fez um desabafo que em dez mês de mandato até aquele momento não tinha recebido a visita de um senador do seu partido, enquanto em Ji-Paraná, o senador Marcos Rogério, colocou uma emenda de 40 milhões para o município central do Estado. O alcaide também falou  que o partido (MDB), tem 22 pessoas nomeadas, talvez, questionando a linha de raciocínio do vereador Renatão, em ter dito que as pessoas só são lembradas em épocas de campanha onde são constantemente chamados para almoçar etc. O que se sabe é que o prefeito Aldo Júlio e o ex-presidente do (MDB), após o processo eleitoral se distanciaram por circunstâncias até agora não declaradas, entretanto, em seu discurso, Aldo Júlio, teceu diversos elogios a conduta de Casquinha, inclusive responsável pela sua filiação ao partido do qual saiu vitorioso em duas campanhas.

AUTOR: FERNANDO GARCIA-  COLUNA PORTA ABERTA  –  JORNALISTA DO JORNAL FOLHA DA MATA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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