Em Linhas Gerais

Rede TV acertou em cancelar o debate, frustrou aqueles que estão apostando na ofensiva do ódio – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.” FERNANDO SABINO (1923/2004), escritor mineiro, de Belo Horizonte, ganhador dos prêmios Fernando Chinaglia, Jabuti e Machado de Assis de literatura. Foi, também, nadador do Minas Tênis Clube, recordista de nada de costas.

 INTENÇÃO

Em tempos de vacas magras para o comércio, essa pode ser uma notícia alvissareira. Economista com vivência no ambiente de negócios rondonienses comentou ontem com o colunista que pelo menos a intenção dos consumidores em comprar bens duráveis nesse último trimestre do ano é maior em relação ao mesmo período do ano de 2015. Essa boa notícia deve melhorar o otimismo do comércio, mas, como comentou o especialista, ainda justifica cautela do setor porque mesmo com o crescimento da intenção de compras, “o comércio ainda ficará distante do padrão histórico para períodos de fim de ano”.

 BOM DIA BRASIL

A irresponsabilidade do prefeito foi matéria do Bom Dia Brasil de ontem (25), mostrando o prejuízo que a gestão (???) mequetrefe de Mauro Nazif está causando aos estudantes dependentes do transporte escolar. São praticamente milhares de estudantes (especialmente na zona rural) que deixaram de frequentar as aulas. O prefeito que recentemente fez aquele discurso comum aos políticos carreiristas, de que tudo estava muito bem na sua gestão, parou de pagar, por mais de três meses, a empresa de ônibus contratada para o serviço. Até ontem nenhuma autoridade dos órgãos externos de controle anunciou qualquer medida para por um ponto final nessa atitude criminosa, que pune exatamente a juventude escolar. Quem ainda teve coragem de votar nesse prefeito mequetrefe deve estar corado de vergonha diante de mais esse descaso dessa gestão agonizante.

 ELOGIO FÁCIL

Para os eternos áulicos de quem está no Poder, o (argh!) governador Confúcio Moura está bem na foto. Para quem analisa de forma independente o barco governamental, o quadro está muito longe desse cenário idílico trombeteado por deputados e outros políticos sempre dispostos ao elogio fácil. E o próprio governador Confúcio, blogueiro acostumado a fazer confissões de seu fracasso na Internet contribui para reforçar essa visão.

 COLOCANDO A CARAPUÇA

Ao colocar a carapuça de omisso, reconhecendo que “tem político de nosso Estado incentivando o crime ambiental inaceitável” (sem dar nome ao tal político), Confúcio não explicou, por exemplo, porque não fez nada para desmascarar o político, e muito menos qual seria, para ele, “o crime ambiental” aceitável.

 SALVO PELO MAURÃO

Nessa semana, quando por suas decisões titubeantes Confúcio quase provoca mais uma greve dos servidores públicos, a coisa só não complicou porque Maurão de Carvalho, presidente da Assembléia, salvou a horta do governo com recursos para cobrir o valor que Confúcio pretendia arrancar do contracheque dos servidores cortando benefícios ou aumentando descontos da categoria.

 SÓ MILAGRE

O sonho e o planejamento de Confúcio para 2018 estão indo por água abaixo. Além de todas as complicações políticas, ele ainda continua com investigações e inquéritos sobre a prática de corrupção na sua longa gestão, que vão dos escândalos registrados na área da Saúde até as obras superfaturadas, como o tal Espaço Alternativo.

 SEM CONSAGRAÇÃO

Confúcio vai entrar em 2017 sem a tão sonhada consagração como governador rondoniense. Chegará ao ano eleitoral de 2018 sem a menor chance de ser tratado como “o queridinho” de Rondônia, especialmente pela classe dos servidores (usada como ferramenta para sua primeira vitória), dos pequenos produtores e comerciantes. Já nesse ano de eleição de prefeitos a avaliação do governador é negativa.

 SENADO

Pelo que se sabe, Confúcio vai querer disputar o Senado. No PMDB – dizem – só conseguirá legenda por milagre. O apoio ostensivo que deu à candidatura de Pimentel na corrida sucessória de Porto Velho contribuiu para diminuir seu poder de fogo dentro do partido, onde Valdir Raupp tem o maior cacife. Pelo visto, se não buscar nova filiação partidária, Confúcio vai, naturalmente, ficar fora da próxima disputa. Ou terá – seguindo o exemplo de Ernandes Amorim – de sair para disputa de um cargo mais baixo. Como se sabe, Confúcio Moura ainda não ocupou uma cadeira na Assembléia Legislativa.

 OFENSIVA DO ÓDIO

A decisão da Rede TV de cancelar o debate entre os candidatos que disputam esse segundo turno da eleição é, na verdade, uma boa contribuição para baixar a temperatura da disputa e frustrar aqueles que estão apostando na ofensiva do ódio para tentar reverter a tendência do eleitorado favorável ao candidato Hildon Chaves.

Lamentavelmente o debate na televisão nesse segundo turno não serviu para o confronto de ideias e propostas. O que se viu foi o aumento da ofensiva do ódio contra o candidato Hildon Chaves, líder na preferência do eleitorado de Porto Velho. As acusações contra o tucano que nunca disputou eleições ultrapassaram o limite da sanidade. Os telespectadores da Rede TV se livraram desse teatro do absurdo.

 MAIS UM

Faltando cinco dias para a eleição ainda haverá mais um debate, promovido pela TV (Globo) Rondônia. Todos analistas políticos que acreditam na boa vantagem de Hildon na preferência do eleitorado, acham impossível mudar esse cenário.

Assim, o candidato apoiado por nomes como Nilton Capixaba (investigado no Escândalo das Sanguessugas), o clã de Carlão de Oliveira (foragido da Justiça); Ivo Cassol e até o PMDB derrotado no primeiro turno deve, não deverá renunciar à tática da agressividade que marcou a campanha.

 LEITE DERRAMADO

Ontem circulava intensamente nos bastidores que os adversários de Hildon Chaves estão prontos a promover novas maldades contra o candidato tucano, inclusive uma pesquisa de última hora colocando aquele que terminou o primeiro turno em segundo lugar na liderança nesse momento. O bombardeio promovido pelo time de Leo Moraes não deverá ser outra coisa senão o choro do leite derramado do candidato que preferiu o pugilato e não o debate sadio.

 SORTUDO

Charles Pinheiro parece fazer parte daquele grupo que nasceu virado prá lua. Conseguiu se eleger prefeito de Vale do Paraíso e nem terá preocupação com o trabalho da transição no pequeno município. Deve ser por isso que voltou a ocupar o cargo de chefe de gabinete do deputado estadual Laertes Gomes, garantindo faturar os estipêndios desse último trimestre, grana mais do que suficiente para assegurar um gordo natal. E bate o bumbo…

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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