Em Linhas Gerais

Léo Moraes precisa saber que aproximadamente 75% dos eleitores rejeitam ataques em debates e em programas eleitorais

FILOSOFANDO

“Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos nossa inteligência: não falar com eles.” SCHOPENHAUER (1788/1860). Depois de assistir o debate (??) da Record entre os candidatos à prefeitura de Porto Velho, nada melhor para a reflexão do que este ensinamento do filósofo alemão do século XIX. O pessimismo de Arthur Schopenhauer continua valendo para os dias atuais.

 NADA DE NOVO

Para quem tinha esperanças de ver a campanha eleitoral de Porto Velho terminar com debates mais limpos, mais propositivos, aquele realizado pela Record (SIC) rondoniense no domingo não trouxe nada de novo.

O que se viu foi a total falta de espírito público do candidato do PTB. Ficou claríssimo: seu único objetivo nessa campanha, depois de ficar marcado como perdedor nas pesquisas de intenção de votos do Ibope (no primeiro e segundo turnos), foi o de desqualificar o adversário Hildon Chaves.

 GROTESCO

No debate do último domingo o espetáculo grotesco apresentado pelo pupilo de Nilton (leia-se “Escândalo das Ambulâncias”) Capixaba, o presidente do PTB rondoniense, chegou às raias do absurdo de utilizar casos retirados do baú do tempo do império (sem a menor importância no contexto atual) para desqualificar o tucano que, de acordo com o Ibope, lidera com uma grande vantagem a preferência do eleitorado.

 GRUPELHOS

Como diziam observadores políticos com trânsito no legislativo estadual, “até os grupos de negociatas” que estavam claramente apostando suas fichas no candidato moço, estavam desconcertados com o modus operandi do seu preferido. Os observadores começavam a admitir que desse jeito, ele nunca chegará ao comando do município. “Ele se esqueceu do compromisso assumido no encontro da OAB, de fazer uma campanha limpa, dentro da ética, começando a baixaria quando não terminou o primeiro turno na liderança”, disse uma fonte com trânsito no gabinete o jovem deputado do PTB.

 PEGOU MAL

Pesquisas realizadas por especialistas demonstram que, naturalmente, 75% do eleitorado, aproximadamente, rejeita político que fala mal do adversário só por estar interessado em ganhar de qualquer jeito e não ter proposta. Se quem coordena a campanha de Leo levasse isso a sério, possivelmente a disputa pela prefeitura da capital rondoniense não teria descambado para esse espetáculo degradante, seria mais sadia, didática e propositiva.

De acordo com o estudo sobre esse estilo na disputa eleitoral, só um segmento pequeno assimila positivamente esse comportamento agressivo de insultos constantes ao concorrente. Se a tática se repetir no último debate (o da Globo) o jovem candidato pode motivar uma debandada ainda maior dos seus (ainda) simpatizantes.

 ALTERNÂNCIA

Até aqui, o resultado eleitoral apenas confirma o balizamento colocado pela coluna ainda antes da definição dos candidatos a essa corrida pela sucessão municipal. Quem é leitor de Em Linhas Gerais sabe de há muito que a população de Porto Velho estava ansiosa para promover a alternância da gestão municipal. E de preferência que ela acontecesse (como tudo indica que vai acontecer) sem a presença dos políticos tradicionais, ou de candidato cercado por grupos e nomes rechaçados pela vontade popular.

 CANSAÇO

Cansada das gestões incapazes e subservientes aos grupos econômicos, e políticos sempre agarrados nas tetas do erário, a maioria da população não perderia mesmo a oportunidade de colocar na prefeitura alguém novo, com um perfil mais apropriado para por um ponto final caminhada de caranguejo, sustentada pelos prefeitos anteriores e pelo atual, Mauro Nazif. É isso que colocou Hildon Chaves como o mais votado no primeiro turno e líder no segundo turno, em pesquisas do Ibope.

 AVALANCHE

Finalmente três dias antes da eleição do domingo termina a propaganda eleitoral no rádio e na TV. Com isso a população vai se livrar do festival de ataques promovidos pela campanha do candidato do PTB ao tucano Hildon Chaves.

 REFRESCO

Como a Justiça Eleitoral decidiu punir o jovem deputado Leo pelos excessos de ataques (simples truques de madame) ao seu concorrente líder das pesquisas, o eleitor possivelmente será poupado do espetáculo vergonhoso em que se transformou o espaço da coligação comandada pelo PTB no horário eleitoral a partir de hoje.

Mas não há garantias de que no último debate, que será realizado pela TV Rondônia (Rede Globo) o telespectador não seja mais uma vez assistente desse teatro do absurdo com sua avalanche de ataques que deixará Leo Moraes aclamado como “o candidato da baixaria” eleitoral, como nunca se viu antes na política rondoniense.

 RECOLHENDO OS FLAPS

Marqueteiros que estavam imersos na campanha do PTB pela disputa da cadeira onde (ainda) está sentado Mauro Nazif, já estão dando “stop”, convencidos de que a eleição de domingo já está definida a favor do candidato tucano. Aparentemente esse é o clima. Todavia em política nunca há certeza definitiva, principalmente levando-se em conta que há um índice grande de eleitores que só decidem seu voto horas antes de ir para as urnas.

 REFLEXOS

Uma suposta derrota de Leo Moraes na disputa pela prefeitura de Porto Velho terá potencial para encurtar a carreira de alguns caciques políticos do estado. Afinal, máquinas partidárias que sustentam nomes como o de Valdir Raupp, Ivo Cassol, Nilton Capixaba entre outros menos votados estão dando apoio ao jovem político, oriundo do forte nicho eleitoral do segmento da Segurança. O sonho de voltar (ou, se preferir, continuar) ao domínio do poder estadual corre o sério risco de não acontecer em 2018.

 CADÊ OS NOMES

O governador Confúcio Moura tem a obrigação moral de nominar os políticos que incentivam o crime ambiental no estado e não ficar apenas em afirmações genéricas feitas no seu blog pessoal. Se ficar calado em relação a isso pode ser tido como conivente. Aliás, na qualidade de chefe da administração estadual, o governador tem obrigação de tomar providências contra os tais incentivadores desse crime nefasto.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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