Em Linhas Gerais

A possibilidade de Expedito Júnior disputar o governo rondoniense não é coisa do passado – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O rio não zomba da montanha por esta não poder se mover; nem a montanha zomba do rio por este correr a seus pés.” PROVÉRBIO SUL-COREANO.

SINAL VERDE

A decisão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça garantindo ao município de Rolim de Moura a realização da licitação para a contratação de empresa, na modalidade de uma Parceria Público Privada, capaz de dotar a cidade do serviço de água tratada e esgotamento sanitário em 100% daquela cidade foi recebida com otimismo pela cúpula da gestão de Porto Velho, chefiada pelo prefeito Hildon Chaves.

Certamente a decisão funcionou como um sinal verdade para o projeto de privatização desse serviço possa acontecer também em favor da população portovelhense.

SEM CAERD

O prefeito da capital rondoniense tem, finalmente, o balizamento para cumprir sua principal promessa da campanha eleitoral, universalizando a rede de esgoto e de água tratada para toda a população. E poderá fazer isso sem os riscos dos projetos anteriores (que não avançaram), esperando financiamento público. Certamente o próprio Hildon deverá, nos próximos dias, fazer um pronunciamento sobre os passos a seguir para mudar o quadro caótico do saneamento de Porto Velho, consequência dos longos anos de malogro da estatal Caerd.

SURREAL

É uma situação incomum. O diretor do Hospital de Base rondoniense protagonizou mais uma situação bizarra, demonstrando, no mínimo, desapreço pelos tais “representantes do povo” com assento no parlamento estadual. A notícia de que um deputado estadual teve acesso barrado ao principal hospital da rede pública do estado alimentava inflamados comentários. Não se sabe quais medidas serão tomadas pelo parlamento para responder e contrapor à demonstração de que em certas áreas do Executivo os deputados não têm o menor significado. Engraçado, com prestígio tão em baixa, como deputados cumprirão seu papel de fiscalizar o governo estadual.

RISCO

Se os deputados estaduais decidirem averiguar a conduta de José Hermínio à luz do Regimento, o parlamentar do PDT corre sério risco. É característica de Hermínio não medir palavras e nem se ater à linguagem parlamentar para defender sua posição, especialmente quando objetiva destacar seu perfil de “homem de oposição”. É claro que agindo dessa maneira ele sempre gravita nas perigosas cercanias onde o decoro parlamentar é atropelado. Ferir o decoro pode motivar até uma cassação de mandato.

LINGUAGEM CIVILIZADA

O deputado que teve sua origem política no sindicalismo petista já é alvo de uma ação penal, patrocinada pelo governador Confúcio Moura, tramitando no Tribunal de Justiça. Isso não impede a articulação em andamento na Assembléia para a abertura de um processo visando a punição do parlamentar por supostamente ferir o decoro. Hermínio sempre cai nessa esparrela por resistir à uso da linguagem civilizada dos parlamentos para fazer críticas.

CHARADA

Quem seria a rainha dessa “abundância” política rondoniense? O mistério está registrado na coluna do mais importante nome do jornalismo político do Diário da Amazônia, na edição de quarta feira (29), com o viés de charada jornalística (??). O leitor ficará sabendo que um importante político rondoniense andou pagando pelo “peito e bumbum” (sic) de sua “amante” (alguma cirurgia plástica custeada com dinheiro do erário) que – continua o colunista do DA – vai ter lançamento de candidatura para deputada estadual.

O potin político aprofunda o “informe”. Essa misteriosa “rainha do bumbum” (supostamente aboletada na ALE) que “ganhou uma caminhonete de presente no seu último aniversário”, vai ter “mídia grátis” por conta de uma agência de publicidade. Supõe-se que tal agência seja “dona” de um desses gordos contratos que funcionam como ralos para escoar dinheiro público.  Conta mais cara-pálida.

SUJEIRA

Há uma enorme esperança de que dessa vez o munícipio tomará de verdade, e com rapidez, a iniciativa de terminar com a concentração de vendedores ambulantes, ligados ao contrabando e à pirataria, nas praças (??) públicas do centro e nas calçadas dos locais de maior movimento.

O domínio desse tipo de comércio clandestino é responsável pela confusão, sujeira e insegurança nesses logradouros públicos por várias décadas.

Os prefeitos anteriores preferiam a omissão. E por isso, em vários pontos da área metropolitana formam-se pequenos aglomerados de “marreteiros”, vendendo de móveis a artigos de decoração, usando as calçadas como vitrines. Eles não foram retirados desses locais com o batido e falacioso argumento da questão social.

PRECISA DESENHAR

Ainda não há nenhuma demonstração de que os chamados órgãos do controle externo, fundamentais na defesa do dinheiro arrancado dos contribuintes, tenham demonstrado interesse em ver o que acontece com os gastos públicos na enxurrada de publicidade paga pelo contribuinte.

É claro que as autoridades dessas instituições sabem – de cor e salteado – que as normas legais e Constitucionais, como o Princípio da Moralidade entre outros, só admitem o gasto com propaganda publicitária pública, quando o assunto é de EXCLUSIVO INTERESSE DA POPULAÇÃO, e não de mera propaganda institucionais. Quem torce para tudo continuar assim são essas “agências” criadas – pelo visto – para sugar dinheiro do erário e nada mais.

EXPERIÊNCIA

A possibilidade de Expedito Júnior voltar a ocupar a posição principal na disputa pelo governo rondoniense não é coisa do passado. Erra feio quem continuar preso a ideia de que Expedito, o presidente regional do PSDB, tenha perdido – com os longos anos fora das disputas – o bonde das grandes corridas eleitorais.

Diante dos fatos atuais envolvendo os caciques partidários como Ivo Cassol, Valdir Raupp e Acir Gurgacz em episódios desgastantes, empurrando-os ladeira abaixo na disputa sucessória, Expedito Júnior pode se apresentar aos eleitores do estado como aquele que acumulou experiências, com capacidade de formular um pensamento político-administrativo para dar a Rondônia condições de enfrentar os desafios de superar a crise.

OBSERVANDO

No momento o presidente do diretório regional do PSDB evita comentar sobre qual será seu papel no cenário eleitoral do próximo ano. Prefere observar o que vai ocorrendo no campo político e administrativo do estado, com os grandes caciques vivendo horas difíceis em relação a acusações que vão da sonegação até as práticas de corrupção.

O líder dos tucanos rondonienses tem uma capacidade de articulação reconhecida. Será um dos poucos políticos com experiência livre dos petardos do cenário de guerra de guerra que solapa nesse momento as reputações dos políticos tradicionais e com mandatos conseguidos nas últimas eleições. Expedito pode ser beneficiado por esse eleitorado que não perdoa a falta de transparência dos velhos caciques.

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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