Em Linhas Gerais

Acir Gurgacz divulga nota com o tom de resposta à denúncia de Ivo Cassol – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Leis são como teias de aranha: boas para capturar mosquitos, mas os insetos maiores rompem sua trama e escapam.” SÓLON (638 a.C/558 a.C), considerado um dos Sete Sábios da Grécia Antiga. Foi estadista, legislador. Teve origem na aristocracia ateniense, onde se dedicou inteiramente à política.

INÓCUA

Passados vários dias em que a denúncia feita pelo senador Ivo Cassol contra o também senador rondoniense Acir Gurgacz, o bambambã do poderoso grupo empresarial Cascavel, saiu na edição de ontem do “Diário da Amazônia”, jornal dos Gurgacz, uma nota com o tom de resposta à denúncia senador (e também fortíssimo empresário) pepista. Uma “nota oficial” inócua, publicada numa 7ª página do jornalão, sem destaque na capa, como se o verdadeiro objetivo fosse o esconder o assunto da opinião público, como algo desimportante.

 MOTIVAÇÃO

A nota não responde diretamente à denúncia de sonegação de impostos pela Eucatur, empresa líder do conglomerado dos Gurgacz, num valor astronômico (mais de um bilhão de reais), de acordo com o denunciante. Faz tergiversações sobre a importância da marca da Eucatur na história do transporte de passageiros e aponta interesses eleitorais (algo possível) de Cassol que, assim como Acir, também está de olho numa candidatura de governador (de novo???) de Rondônia no próximo ano.

A revelação de Ivo Cassol (que foi governador rondoniense por duas vezes) não impressiona ninguém. Mesmo assim deveria merecer do suposto sonegador uma explicação detalhada, um desmentido lastreado em documentos e não no simples blábláblá político, como está na nota. Afinal, para quem sonha ser governador e forte candidato no próximo ano – como é o caso de Acir da Cascavel – seria necessário uma resposta forte, para desmascarar de fato o senador Ivo Cassol, apontando-o apenas como um ardiloso e mentiroso concorrente político-eleitoral.

 NEGATIVA

É público e notório a predileção de políticos rondonienses (incluindo os dos andares de cima, como senadores) por ter de seu lado os áulicos, os puxas-sacos e não profissionais (consultores) de qualidade para assessorá-los até mesmo na elaboração de “notas oficiais” capazes de dirimir dúvidas ou amealhar apoio da população.

Se Ivo Cassol fez de forma mais retumbante a denúncia contra Acir à luz do senso da oportunidade do início da corrida de 2018, a pirotecnia da “nota” publicada na edição de ontem do jornal do senador Gurgacz não serve para reduzir o sentimento de condenação contra ele já existente na opinião pública.

 MÁS INTENÇÕES

A maneira como foi feita a nota pública divulgada na edição de terça (28) do Diário da Amazônia nem sequer mascara as supostas más intenções do senador Gurgacz (do PDT) de fraudar pelo seu conglomerado empresarial – como afirmou Ivo Cassol – o fisco rondoniense. Como alguém pode querer dirigir um governo estadual quando um colega de senado afirma – com todas as letras – que ele está por trás de uma sonegação que ultrapassa o bilhão de reais?

 CONFÚCIO NA RODA

Estamos diante de uma denúncia formulada por um senador da República. Vale dizer que esse borogodó não se esgota com a simples publicação de uma nota publicada numa página interna de um jornal. Por si só, a denúncia vincula ao suposto crime o próprio governante do Estado. Enquanto fizer cara de paisagem, Confúcio é suspeito de prevaricação nesse rumoroso caso.

Quem no governo poderia garantir ao senador denunciado uma blindagem especial para continuar numa zona de conforto onde outros sonegadores não conseguem ficar?

 FIM DA FAMÍLIA

Você já se perguntou o que tem levado a sociedade a esse grau impensável de deterioração moral, de corrupção banalizada com que nos debatemos em todo o país, com reflexos até aqui na nossa terra, onde até recentemente havia a sensação de bucolismo?

Este problema tem aumentado na medida em que entramos – já estamos nela até em Rondônia – na sociedade pós-família. Esta – nem sei se pode ser chamada de sociedade – sociedade é marcada pelo individualismo que faz o funeral da cooperação, das famílias como a conhecíamos. Bom notar que no individualismo e nas utopias dele nascidas, é preciso se deter sobre a valorização da parte sobre o todo.

 VALORES PERDIDOS

Se a família não está desaparecendo, ela tem tomado outra forma. Mas é ela que – em qualquer processo pedagógico que se considere – ainda é responsável pela transmissão de valores. Só bem depois vem a escola, a Igreja e outras instituições. A transmissão de conhecimento, em primeiro lugar, é o que vem da escola.

Quando vemos uma comunidade pequena, como Ariquemes, colocar na parede aqueles quem é contra uma escola partidarizada, pronta a solapar valores tradicionais da família, com a imposição de visão esquerdizante como acontece lá na cultura de gênero, certamente é bom renovar a consciência de que o maior problema de nosso país é o menor, deformando o rosto do futuro para um aspecto de facínora.

 CORRETO

O patrulhamento que se faz hoje em nome do “politicamente correto” transforma hipocrisias em verdades impostas por uma minoria militante. E assim, aquilo que no passado se resolvia de forma natural e sem conflitos pelas famílias, agora são envoltos em ideias que nada têm de libertadoras. O politicamente correto é uma aberração criada para minar usos e costumes, pondo um fim progressivo à família como a base fundamental da sociedade.

 O POVO COBRA

Novamente a coluna recebe manifestação de leitores sobre as providências do Judiciário e da Polícia para fazer cumprir o mandado de prisão contra a ex-deputada Helen Ruth. Esses leitores são unânimes em suspeitar que “há algo estranho por trás de autoridades” que parecem desinteressadas em capturar a foragida.

Queremos – dizem os leitores – a ex-deputada na cadeia, pois na vida pública, sempre seguiu valores distorcidos do verdadeiro amor pela causa pública.

 SEMPRE LEMBRADA

Não levou em consideração valores de dignidade e honestidade, antes de tudo, pensou apenas no dinheiro, que não é tudo na vida das pessoas, especialmente das pessoas que devem representar interesses da coletividade. Helen Ruth, diz uma das mensagens, não será esquecida pelo eleitorado rondoniense. Ela será lembrada sempre como ladra, por seu egoísmo e frieza na hora de, com seus amigos de parlamento, assaltar as finanças públicas de um estado.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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