Em Linhas Gerais

Pelo menos dois candidatos ao cargo de prefeito de Porto Velho escalarão religiosos para compor suas chapas- por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Os jovens têm aspirações que nunca acontecem e os velhos têm reminiscências do que nunca aconteceu”. Saki (1870/1916), contista da Birmânia.

É O PREÇO

Do interior recebo informe sobre o aumento da prática do abigeato que, como o leitor deve saber, é o nome que se dá ao furto de gado. Consequência, como explicou a fonte, do alto preço da carne. Nesse caso, os gatunos só “trabalham” à noite. A título de curiosidade: logo na primeira legislatura da Assembleia rondoniense houve um deputado acusado publicamente de ser praticante da modalidade do abigeato e nem por isso teve seu mandato interrompido. O gajo já morreu e a história ainda é lembrada lá pelas bandas de Colorado do Oeste, onde começou a formação do clã dos Donadons.

LEMBRE-SE

É só escapismo essa máxima de que cada cidade tem o prefeito que merece. Porto Velho não merece tantos prefeitos ruins como teve desde a emancipação de Rondônia. Agora se lembre: a cidade tem e teve os prefeitos que você escolheu nas urnas. Se não deu certo, você foi o culpado.

SEM RESPOSTA

Um desses leitores permanentemente na vigilância dos fatos pergunta: “Na abertura das Olimpíadas do Rio 2016 o que fazia Regina Casé ao lado de Jorge Ben Jor na hora em que ele cantava o clássico País Tropical?”. Quem tiver a resposta que se manifeste.

DESISTIU

Como se previu num dos comentários da coluna, Odacir Soares acabou não confirmando sua pré-candidatura. Odacir reconheceu as barreiras intransponíveis para seu projeto dar certo. Com alívio justificou sua desistência recitando a passagem bíblica: “Pai, passa de mim esse cálice!”. E em 2018? Teria perguntado alguém próximo do senador do passado: Ai, o cálice será outro, teria respondido o poderoso dono da rede Rondônia de rádio.

Fora da disputa, o senador do passado vai dar a apoio a Leo Moraes, o petebista que tem o médico Amado Rahal, como vice. Se Rahal sempre foi um dos pupilos de Ivo Cassol, o empresário e político Odacir, como se sabe, é suplente do ainda Senador Cassol.

NAS IGREJAS

Pelo menos dois candidatos ao cargo de prefeito de Porto Velho escalarão religiosos para compor suas chapas. Williames Pimentel (PMDB) tem ao seu lado o bispo Severino Ramos (DEM). Já o deputado Ribamar Araújo (PR) entra na disputa tendo na sua chapa o pastor James Melo. Tudo leva a crer que os dois titulares de chapas majoritárias estão buscando ampliar o transito junto às igrejas. Numa eleição em que o apoio de uma instituição forte como a religiosa pode ser um grande diferencial na colheita dos votos, a escolha de pastores pode ser uma cartada positiva. É claro que para candidato sem família constituída nos preceitos conservadores do cristianismo terá mais dificuldade em colocar elementos de valorização da família na doutrinação dos discursos eleitorais.

DE OLHO

Antes das mudanças em vigor para a disputa desse ano a campanha de prefeito tinha muito papel, muita produção de vídeo, áudio e até palanque. Agora, com todas as restrições, não há espaço para campanha opulenta, com vários e enormes trios elétricos e nem muito papel. Quem colocar na rua coisas que são o estereótipo da riqueza vai atrair o olho do Ministério Público, que promete ser rígido.

EVENTO

A data de hoje tem motivos especiais para ser comemorada pela coluna. Um deles, talvez o mais importante, é a homenagem ao nosso decano, Euro Tourinho, o diretor geral do jornal Alto Madeira, próximo de cumprir o seu centenário de existência, assim como o próprio jornalista Euro Tourinho, ainda o grande maestro da orquestra responsável por as edições diárias do AM em todos os municípios rondonienses. O ápice dessa homenagem vai acontecer hoje a noite com o lançamento do livro “Euro Tourinho, a Samauma da Imprensa Amazônica”, da lavra do poeta e doutor em Economia, Silvio Persivo. O local escolhido para o evento é o The Rising Sun Experience, na Avenida Imigrantes 5021, no Bairro Costa e Silva.

MAIS VELHO

Também nesse dia 10 mais um fato de destaque: o resultado da votação no senado favorável à pronúncia de Dilma Roussef que, com isso, fica apenas a um passo de ser definitivamente destituída da presidência da República.

E, por último, a efeméride de mais um ano de vida do colunista, completando agora os seus 65 anos de vida e intensa e em plena atividade no jornalismo, iniciado quando tinha apenas 16 anos, na cidade de Limeira, no estado de São Paulo.

VAI PESAR

Certamente o senador Acir Gurgacz está longe de pretender pendurar as chuteiras de sua participação política. Por isso, embora continue sendo apontado na grande mídia, como um senador disposto a votar na permanência de Dilma, a coluna não acredita nessa sua fidelidade canina. Se Gurgacz não votou a favor de Dilma na primeira rodada como agora, quando o destino da petista estará definitivamente selado, Acir correria o risco de dar um tiro no pé?

TENTARAM

A tropa de choque do PT, mais a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), bem que tentaram suspender o processo da pronúncia de Dilma, ontem, no Senado; mas Lewandowski negou todos os pedidos e questões de ordem. E ninguém gritou com o presidente do Supremo – nem os petistas mais escrachados – afinal sabem como é que é…

AMORIM DISPUTA

Um político histórico de Rondônia e uma referência no cenário das lideranças de Ariquemes, Ernandes Amorim deverá disputar uma vaga para vereador em sua cidade, onde já foi prefeito (por mais de uma vez) deputado estadual e até senador, além de ter feito da própria filha uma sucessora no Executivo da cidade.

A vida de Amorim foi recheada de vitórias políticas e também de tragédias, tendo perdido recentemente um irmão, vítima de assassinato. Nesse ano falou-se muito na suposta candidatura da filha do caudilho para retornar a prefeitura, mas ela desistiu do pleito. Difícil fazer um prognóstico sobre a capacidade de liderança do antigo caudilho nos tempos atuais. Pode ser que Amorim pretenda, com a suposta candidatura de vereador, apenas as condições para o jogo futuro, em 2018.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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