Em Linhas Gerais

Mauro Nazif deve explicações sobre várias promessas não cumpridas – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Os tolos dizem que aprendem com seus próprios erros; eu prefiro aprender com os erros dos outros”. Otto Von Bismarck (1815/1898), diplomata prussiano.

DEVENDO

Mauro Nazif, prefeito de Porto Velho, é médico. Vai terminar seu mandato neste ano devendo explicações sobre vários entraves que não conseguiu remover para melhorar o Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH) da cidade que, após 4 anos continua entre os piores do país. Está devendo explicações sobre obras prometidas (muitas nem saíram do papel) e não concluídas, pouca transparência da gestão pública, péssimos indicadores de saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana, transporte coletivo, indícios de desvios (até nos gastos com efemérides e festas populares) e nos demais itens que compõem o IDH municipal.

OUSADO

Por se tratar de uma cidade da Amazônia, capital de um estado jovem como é Rondônia, desamada (até agora) por praticamente todos os prefeitos das últimas décadas, Porto Velho está à espera de um político capaz de entendê-la como maior clareza e, a partir disso, capaz de avançar no projeto de modernizá-la. A impressão é que a maioria de seus políticos, especialmente aqueles que já ocuparam a chefia do Executivo portovelhense estiveram (e estão) muito aquém da cidade e do que ela precisa para se tornar melhor para todos.

FALTOU

Até hoje a faltou a Porto Velho um gestor ousado, com competência técnica e coragem para administrá-la. O gabinete da prefeitura foi ocupado nos últimos anos por políticos com falta de equilíbrio e bom senso. A gestão atual – não tem como negar – é a mais desastrosa, responsável por mais quatro anos perdidos, difíceis de ser recuperados em apenas mais uma gestão.

TRESLOUCADO

Diante dessa gestão que será lembrada principalmente pela implantação da aberração visual na sinalização semafórica de Porto Velho os eleitores poderão optar nesse ano, quem sabe, por um político tresloucado, cujo o maior mérito até agora foi o de desempenhar o papel de alpinista típico e conseguir assim os cargos mais rentáveis através da mera indicação dos caciques partidários.

Se mais uma vez essa escolha eleitoral acontecer, mais uma vez a cidade estará convivendo com a ameaça real de conluio entre políticos e empresários e (Deus nos livre disso!) a corrupção será novamente um fato impedindo a melhoria da qualidade de vida dos habitantes portovelhenses.

FALTA DE VISÃO

Os exemplos de que a gestão da capital rondoniense é determinada por um político com falta de visão estão por todos os lados. Como acreditar em desenvolvimento quando o crescimento urbano de Porto Velho continua desordenado e à mercê da especulação imobiliária, ocorrendo sem a preocupação com os problemas variados, como a água, o transporte, o trânsito.

MÃOS INSANAS

Precisamos de um prefeito que enxergue o futuro; de uma cidade com trânsito menos concentrado, com ruas mais largas, com calçadas decentes para pedestres, com pontos de ônibus respeitosos, com transporte coletivo adequado (menos lotado e mais frequente, com segurança para seus usuários), com praças de convivência limpas e atraentes, com cursos de água despoluídos e fartos.

Essa Porto Velho só surgirá se a administração da cidade escapar das mãos insanas dos políticos de hoje, mais preocupados em garantir o enriquecimento rápido de seus familiares e do pequeno grupo de áulicos colocados nos cargos mais importantes para promover a roubalheira generalizada.

O PERFIL

Porto Velho precisa de um prefeito que a reponha nos eixos, que tenha coragem de enfrentar certos poderes, que se julgam acima das leis — diga-se que, eventualmente, até fabricam-nas. No momento, em termos eleitorais, há pelo menos dois postulantes aparentemente com essa ousadia.

Hildon Chaves e Leo Moraes ainda estão ilesos do circo insano da política. Mas ainda não caíram nas graças do eleitorado. Precisam para isso detalhar mais seus projetos, suas propostas.

O que Porto Velho não precisa mais é do que ai está: gestores incapazes de fazer uma administração criativa, com ousadia e exemplar.

Não precisamos mais de prefeito que a despeito do aumento exagerado em sinalização semafórica não organizou o trânsito e nem promoveu a reordenação do espaço urbano.

FINALMENTE

A decisão do Senado com o resultado da votação colhida na sessão que só terminou na madrugada de ontem transformou a petista Dilma Roussef (ainda presidente afastada) em ré no processo de impeachment. A cassação da petista se aproxima da hora final, quando o plenário do Senado decidirá pelo seu afastamento definitivo ou não da Presidência da República.

A votação só acontecerá no plenário após o dia 25. Enquanto isso, o país permanece em suspenso, sob um governo interino, que é tolhido em suas decisões, embora seja obrigado a atender às mais diferentes pressões, para não criar grandes impasses.

AJUSTE FISCAL

Essa situação tem reflexos especialmente na política econômica, cujos executores não conseguem fechar a torneira dos gastos, colocando em risco o ajuste fiscal que o governo pretende implantar. A votação do impeachment é decisiva para encerrar essa provisoriedade do poder, dando efetividade a projetos como a renegociação da dívida dos Estados, o teto dos gastos e a reforma da Previdência. O Brasil aspira por superar essa fase para que possa se preparar para as eleições de 2018, quando projetos deverão surgir, depurados dos vícios de modelos anacrônicos.

FUMACÊ

Os dados do Programa de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais registram aumento de 65% no número de incêndios no país em 2016 em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o Inpe, a temporada de queimadas no Brasil ainda está no início, com pico previsto para setembro.

MAURÃO

Registro e agradeço à manifestação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maurão de Carvalho, com as felicitações pelo meu aniversário, ocorrido ontem.

PESAR

Ainda estou consternado com a morte prematura do jornalista Carlos Neves, ocorrida no dia ontem. Foi o acontecimento destoante do dia do meu natalício, quando também participei da justa homenagem ao nosso decano Euro Tourinho, personagem vivo do livro de Silvio Persivo, com a presença de importantes artistas rondonienses.

Tudo estaria perfeito se não fosse a partida precoce do meu amigo Carlinhos, um dos mais experientes profissionais da imprensa rondoniense.

Vou lembrar sempre de seu jeito manso de falar, de sua inteligência ímpar ao elaborar seus textos com olhar crítico das questões da política estadual, ao longo de sua atividade no Departamento de Comunicação da Assembleia Legislativa.

Esse colunista sente-se orgulho de ter convivido com Carlinhos Neves por tantos anos. Aos amigos, à sua esposa e demais familiares do jornalista que nos deixou ontem, o meu mais profundo pesar e a minha total solidariedade.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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