Em Linhas Gerais

Partidos se esforçam para antecipar o pleito municipal – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Votar é vital para o fortalecimento da musculatura da democracia representativa. É um eficaz antídoto contra a atrofia que cede às tentações autoritárias”. LUIZ EDSON FACHIN, ministro do STF e do TSE.

EDITORIALZIM

O ano é eleitoral. Em outubro vamos escolher os novos prefeitos e vereadores. E nesse momento já estão a postos os avaliadores de como se dará o processo. Boa parte está apostando num pleito de alto índice de abstenção. Pelo menos com índice que vai superar o pleito municipal anterior.

Os que apostam nesse cenário apontam a descrença dos eleitores não apenas nos políticos mas também nos partidos. Ora, até parece que o pluralismo de hoje, com o monte de partidos aptos a disputar o próximo pleito, pelo menos nas proporcionais (que escolherão os vereadores), não é positivo para melhorarmos a democracia no âmbito municipal.

O pluralismo político é um princípio ideológico baseado na diversidade de ideias e na liberdade de expressão. Pelo menos deveria ser assim, com cada partido defendendo um conceito ideológico, uma bandeira própria.

Supunha-se que o pluralismo estava vinculado à liberdade, assegurando a participação dos cidadãos nos assuntos públicos, tais como a constituição e funcionamento dos partidos políticos.

Então os partidos representariam o leque de opções políticas existentes, pela natureza ideológica ou filosófica, permitindo-se formar e manifestar a vontade popular para a participação política.

Não é bem isso que acontece no sistema atual, até pelo fato de não existir tantas ideologias como existem tantos partidos. Muitos desses partidos não passam de siglas formadas para atuar, lucrativamente, no negócio eleitoral. Alguns só continuam existindo para garantir a rica fatia do bolo do bilionário fundo eleitoral, formado com o dinheiro dos pagadores de impostos.

Mesmo assim há quem suponha existir a coexistência de variadas cosmovisões para conquistar o poder político, que defende a convivência dentro de uma mesma comunidade, de uma multiplicidade de culturas e orientações que devem ser aceitas como iguais.

No âmbito social, sua abordagem é uma compreensão de que múltiplas atuam na condução dos negócios públicos, que vão dos indivíduos, das associações civis até as instituições religiosas.

Antigamente, nesses grupos, destacavam-se, obviamente, os partidos políticos. Eles eram os meios mais legítimos para obter o poder. Isso mudou muito. O poder hoje é buscado por pequenos grupos acoplados em siglas de pouco valor rechaçadas em todos os lugares. Essas siglas só existem por imaginarem-se capazes de dar a moldura necessária ao pluralismo. Atualmente o conceito do pluralismo continua sendo objeto de reflexão e controvérsia. Seu significado permanece válido e é necessário perguntar o que significa pluralismo nas sociedades contemporâneas e que tipo de pluralismo é necessário.

O conceito de pluralismo tem percorrido um trajeto histórico muito peculiar e chegou a ser reprovado. Hoje em dia, embora os partidos políticos não tenham grande apreço pela sociedade, o pluralismo é considerado como muito positivo por nossa sociedade, que o considera um componente institucional básico dos governos democráticos.

Os que têm essa visão são aqueles que crêem que uma sociedade deve ter muitos centros de poder que reflitam os interesses e os valores de muitos grupos. Sem dúvida o pluralismo é um instrumento fundamental para a participação política. Quem sabe tenhamos no futuro partidos verdadeiramente ideológicos e não a sopinha de letras que hoje não representam nada, apenas a gula pelo miliardário fundo eleitoral constituído com o dinheiro do sempre sofrido contribuinte.

 

MAIS DE 7 DEZENAS

O Brasil conta hoje com um total de 75 partidos políticos em processo de formação. Isso significa que essas legendas já obtiveram um mínimo de 101 fundadores e comunicaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estão devidamente registradas como pessoa jurídica no cartório de registro civil. O Brasil tem hoje 35 partidos registrados no TSE.

Somente as agremiações que tenham o estatuto registrado no TSE até seis meses antes da data do pleito, bem como o órgão de direção constituído na circunscrição até a data da convenção, podem participar do processo eleitoral.

CORRIDA

Embora haja uma longa estrada pela frente, as movimentações de grupos e partidos se esforçam para antecipar o pleito municipal em Porto Velho. Alguns nomes estão sendo incensados pela mídia, especialmente em sites jornalísticos e blogs. Para a capital rondoniense surgem nomes como o desembargador Walter Waltemberg e até do folclórico Pedro, presidente do Clube dos Cornos. Um claro indício de que haverá uma longa lista de sonhadores em ganhar a cadeira do prefeito nesse ano.

MOTIVO

Um fator por trás desse ritmo acelerado na agenda política da Capital: o fim das coligações proporcionais, que obriga as legendas a ter um postulante majoritário e assim ampliar chances de eleger vereadores. Como ninguém quer se surpreender, cada legenda procura escalar com antecedência os nomes com potencial para entrar na corrida pela sucessão do prefeito Hildon Chaves.

EXCESSOS

O Ministério Público do Estado tem obrigação de olhar com lupa a empolgação de alguns gestores rondonienses, onde se destacam o governo e o legislativo, na divulgação dos “seus feitos”. Os excessos (ou seriam ilegalidades?) são claros nessas divulgações. A propaganda do governo do estado não se limita às mídias tradicionais. Ela chega até às telas dos cinemas.

A LEI

A Constituição Federal determina, em seu artigo 37, que a “publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

Os marqueteiros dessas instituições parecem desconhecer essa parte da Constituição Federal. A propaganda que se vê nas redes sociais e nas outras mídias só tem um objetivo: tapar o sol com a peneira.

ENXURRADA

Por trás dessa enxurrada publicitária que certamente queima milhões dos cofres públicos (aliás, ninguém sabe exatamente quanto gastam governo e legislativo nessas campanhas) estão profissionais de designer, gestores de redes sociais, jornalistas, publicitários, fotógrafos, enfim, uma equipe custeada pelos cofres públicos, porém a serviço de gestores que, em muitos casos, pensam em sair candidato a alguma coisa lá na frente.

Segundo uma fonte, a Promotoria que cuida dessa área no Ministério Público está avaliando a eventual instauração de procedimento para apuração de possível ato de improbidade administrativa. Os personagens responsáveis pela torra do dinheiro público nessas ações estão sujeitos a ressarcir essas despesas.

CARNAVAL

Porto Velho terá uma nova versão do Baile Municipal, evento que abre oficialmente o carnaval da capital rondoniense, nesse ano. É praticamente um resgate em alto nível de uma tradição que estava se perdendo. Isso graças ao esforço do prefeito Hildon Chaves.

Nesse ano, o Baile Municipal vai ser realizado no Mercado Cultural, reinaugurado recentemente como espaço destinado a fomentar espetáculos dos grupos culturais do município. Com a reforma, o Mercado Cultural se transformou num espaço climatizado.

O Baile Municipal vai acontecer no próximo dia 14, a partir das 20 horas, e será aberto ao público. Duas bandas locais vão tocar as tradicionais marchinhas de carnaval em ritmo de samba e frevo. Na ocasião, a Corte de Momo será apresentada ao público e o Rei receberá as chaves da cidade das mãos do prefeito.

RISCO

A Prefeitura divulgou o primeiro Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti que é realizado quatro vezes ao ano, desenvolvido para atender a necessidade dos gestores profissionais que operacionalizam o Programa de Controle de Febre Amarela e Dengue.

O levantamento realizado mostrou que Porto Velho está em situação de risco, conforme parâmetros do Ministério da Saúde com possibilidade da ocorrência de surtos de dengue, chikungunya e zica vírus. A Secretaria Municipal de Saúde pede a colaboração da população para evitar criadouros do mosquito, onde não há água parada, não há criadouro do Aedes aegypti.

RECAPEAMENTO

Nunca os serviços de recuperação de ruas esburacadas pelas chuvas foi tão intenso. Antes os gestores municipais só faziam o tapa buraco depois do período chuvoso, quando as ruas da Porto Velho ficavam parecendo o solo lunar. Agora esse trabalho é diário. Ontem, por exemplo, os serviços de recapeamento ocorreram na rua Afonso Pena, sentido avenida Marechal Deodoro, no centro. Os serviços continuam durante a parte da noite com outra frente de serviços no Centro, desta vez dando início aos trabalhos de tapa buracos na rua Dom Pedro II entre avenida Getúlio Vargas e avenida Salgado filho; avenida Nações Unidas em frente a Caixa Econômica Federal e rua José Bonifácio da avenida Calama até a avenida Pinheiro Machado.

ORDEM JUDICIAL

Ambulantes localizados nas proximidades do Shopping Rio Madeira não foram  retirados daquele local, como maldosamente se afirmou na rede social, pelo prefeito. A decisão de retirar camelôs e vendedores ambulantes daquela área foi do Judiciário. O prefeito apenas cumpriu uma determinação da Justiça.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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