Em Linhas Gerais

Os órgãos de controle deveriam focar nos gastos de publicidade dos governos estadual e do município -por Gessi Taborda

 MUITO PROVÁVEL

EleicoesPerguntado pela coluna se acreditava que o governador reeleito de Rondônia, Confúcio Moura, corre o risco de perder o segundo mandato conquistado nas urnas neste ano, um septuagenário advogado que atuou em muitos casos rumorosos de políticos encalacrados na Justiça por (vá lá) participar de maus feitos na gestão pública abriu um largo sorriso e vaticinou: “é muito provável que sua permanência no novo mandato não dure nem os próximos seis meses do novo ano”.

Para esse experiente jurista, Confúcio toma posse (há muito pouco espaço para uma decisão da Justiça Eleitoral contra o governador eleito), mas vai continuar sofrendo a probabilidade de ir até parar na cadeia diante dos desfechos dessas operações de combate à corrupção na gestão pública rondoniense.

 NO FOCO

Olho vivoOs órgãos de controle deveriam focar sua atenção nos gastos de publicidade dos governos estadual e do município (de Porto Velho) para descobrir como é alimentada (e muito bem) a chamada mídia amestrada em detrimento do estrangulamento econômico da mídia independente. Enquanto vai se revelando – através das investigações policiais com suas sucessivas operações – que parece não existir licitações sem propina em Rondônia; uma devassa nas contas de publicidade de ambos os governos revelaria um imenso gasto desnecessário, além de um ralo para garantir o enriquecimento rápido da máfia midiática existente para dar suporte e proteção às mazelas de gestores nada confiáveis.

 SEM NOVIDADES

gritoMilitantes do campesinato rondoniense querem por que querem saber em que pé está a investigação (se é que foi iniciada) da segurança pública do estado para descobrir o paradeiro do camponês Luiz Carlos da Silva, que teria sofrido um sequestro no último dia 29 de novembro, no município de Monte Negro, localizado na grande região de Ariquemes. Luiz Carlos é uma das lideranças camponesa no Estado que, segundo se afirma, vinha recebendo ameaças de supostos grileiros.

 NO MURO

mariana222Não é má vontade, posso garantir. Na verdade gostei de ver a avalanche de votos conseguidos por Mariana Carvalho nas eleições passadas, principalmente por destronar de seu posto a (lamentavelmente) mais uma vez reeleita Marinha Raupp.

Isso pelo fato de, até hoje, a mulher do senador Raupp não ter me convencido de que foi ou será essa brastemp toda da política do estado. Não conheço nada palpável feito no estado em virtude da ação política dessa deputada de Rolim, mesmo estando careca de ouvir essa ladainha da “destinação” de emendas para isso ou para aquilo.

Bem, pondo os pontos nos “is”, quero deixar claro que não votei em Mariana. Mas gostei de vê-la eleita. Sua equidistância dos acontecimentos do estado nesse momento me deixa, confesso – desiludido com sua atuação.

 MANIA TUCANA

Nmariana222unca acreditei que essa linda e privilegiada moça tivesse um conteúdo político de verdade. Ora, mas não precisava revelar já, depois de receber dezenas de milhares de votos, a tendência de ficar em cima do muro.

Até parece que esse combate à roubalheira no governo rondoniense não chama sua atenção.

Pelo que li na mídia, está mais preocupada em defender um “programa para a Juventude”, coisa que certamente não vai distingui-la em Brasília.

Enquanto as próprias lideranças nacionais do partido tucano buscam firma a imagem de que agora o PSDB se engaja numa Oposição verdadeira, a linda (nova) parlamentar rondoniense sinaliza que prefere ficar no ninho. É uma pena essa decisão de ficar em cima do muro, lugar preferido dos tucanos ao longo dos anos.

 ARROCHADO

ZequinhaSe antes das eleições o deputado estadual Zequinha Araujo costumava comentar que as denúncias contra o uso de servidores públicos na sua Associação Beneficente Zequinha Araujo (algo como sofisticado curral eleitoral) não chegavam a fazer nem “cosquinha” na sua carreira política, agora poderá chorar com a prática do assistencialismo.

Sem mandato e respondendo denúncias pela prática de corrupção, Zequinha (que ficou conhecido por sua predileção em esconder dinheiro na cueca) também pode ter de ressarcir os cofres públicos pelo uso ilegal de servidores públicos para o funcionamento de sua Associação. Isso sem falar da possível responsabilização criminal.

Sem o apoio recebido “de Executivos” amigos, Zequinha deve extinguir a Associação que tanto lhe ajudou nas eleições.

 AINDA NÃO

mauraoO deputado Maurão de Carvalho ainda não desistiu de concorrer à presidência da Assembleia. A disputa de 2015 vai ser uma “luta de leão”. Maurão foi reeleito deputado estadual num grupo de oposição a Confúcio. Mesmo assim é apontado como o candidato da preferência do governador reeleito. Ele desconversa, mas não nega. Com o governador no centro do furacão ativado pelas operações policiais de combate à corrupção, certamente esse tipo de apoio vai virar anátema para quem, como Maurão, é pastor evangélico.

 ESCLARECIMENTO? ONDE?

cassolA nota de esclarecimento publicada pela assessoria do (ainda) senador Ivo Cassol é uma tentativa de escapismo inócuo. Quem manja do riscado jurídico não aposta nem uma pataca no mandato de Ivo. Ele não só está destinado à perda do mandato como, também, à perda (ou restrição) da liberdade e direitos políticos. Não adianta querer se enganar: Cassol está condenado. E não há como mudar isso.

Foi abatido em pleno voo por uma assessoria incapaz e por não gostar de ouvir conselhos.

 PERSEGUIDOR

PoliticoLi a nota do deputado Jaques Testoni, tentando livrar a cara do irmão (prefeito de Ouro Preto) preso na Operação Ludus. Ora, até parece que o MP anda pedindo a prisão de inocentes. Isso é simples truque de madame.

Na Assembleia, onde Jaques termina seu mandato, o que ouvi foi uma explosão de alegria. É que Alex patrocinou uma dura perseguição aos servidores estatutários da Casa, quando comandou a 1ª Secretaria.  Ele criou uma espécie de “gestapo do ponto”, contra servidores estatutários. Aliás, Alex Testoni humilhou até os demais deputados, que foram obrigados a tolerar o seu bonezinho.

 COISA NENHUMA

valterValter Araujo não foi solto, como informou parte da imprensa de Porto Velho no dia de ontem. Na verdade a Justiça apenas mudou seu regime de prisão, diante de sua saúde precária. Agora o ex-presidente da Assembleia está em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, mesmo durante o período de internação hospitalar. E dessa vez com monitoração especial. Assim, não poderá repetir a façanha de Mário Calixto, que fugiu do hospital e está hoje como refugiado na Bolívia.

 DECISÃO ACERTADA

mpe roDeve merecer aplausos a decisão do Ministério Público de recorrer da sentença que condenou Gilvan Cordeiro Ferro, ex-secretário da Justiça rondoniense, pela prática do crime de lavagem de dinheiro, com uma sentença de apenas 3 anos. Precisamos torcer para que Rondônia adote a “tolerância zero” contra os corruptos existentes na administração pública. Um homem que fica milionário recebendo propinas e negociando favores com apenados do sistema carcerário não deve ser um exemplo de que o crime compensa.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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