Em Linhas Gerais

O silêncio de Confúcio diante das denúncias envolvendo seu nome e de familiares, “é constrangedor para o Estado de Rondônia”- por Gessi Taborda

MOTIVOS DE ADELINO

ADELINO-FOLLADORAdelino Follador, deputado estadual reeleito com uma das mais expressivas votações, tem uma explicação fácil para justificar sua decisão de caminhar nesse segundo turno com a candidatura de Expedito Júnior ao governo estadual. Adelino foi correligionário de Confúcio. Chegou a ser secretário municipal e Ariquemes, numa gestão de Confúcio.

Extremamente preocupado em se manter eticamente íntegro, Adelino afirmou: Interpreto o resultado das urnas como um sinal nítido de vontade de mudança de projetos, métodos e conceitos de gestão. Em obediência às urnas, não podia me aliar a quem representa o continuísmo do governo. Expedito “é quem representa o novo”, explicou.

MESMA LINHA

herminioNa mesma linha foi a manifestação do presidente da Assembleia (e deputado reeleito), José Hermínio que ainda nessa semana passou a promover reuniões de correligionários com o Expedito Júnior: “eu estou defendendo o apoio ao Expedito porque acredito que ele é o único representante de um novo momento e uma nova política em Rondônia. Diante do risco de continuísmo com o Confúcio Moura e sua republiqueta, não tenho como não marchar com Expedito, pelos projetos que ele defende no sentido de acelerar o desenvolvimento do estado e combater a corrupção”, comentou Hermínio.

NAZIF GANHA PRAZO

mauroAparentemente o risco da cidade de Porto Velho se tornar ainda mais suja diante da suspensão da iniciativa da prefeitura em homologar a contratação emergencial de uma empresa (que ninguém sabe e ninguém viu) para promover a coleta do lixo não existe mais.

Ontem foi firmado um acordo (na vara da Fazenda Pública) em que se estendeu por mais 6 meses a atuação da Marquise na coleta de lixo de nossa capital. A Marquise decidiu sair desse negócio em Porto Velho depois de denunciar a enorme dívida da prefeitura, acumulada por um longo período em que não estava pagando os serviços de coleta do lixo urbano.

PARCELAMENTO

mauroO acordo firmado na presença do Juiz Edenir Sebastião dá um fôlego à (???) gestão de Nazif, que a partir de agora terá mais 6 meses para fazer a licitação de forma transparente.

Segundo consta,  foi o parcelamento da enorme dívida da prefeitura que acabou sensibilizando a Marquise a continuar por mais seis meses coletando o lixo da cidade.

DELAÇÃO

ConfucioO governador Confúcio, membros de sua família e gente da base de sua governança foram apontados como integrantes do escândalo que acabou levando para a cadeia o José Batista da Silva, ex-secretário adjunto da Saúde no início da gestão do governo que chega ao fim. Certamente os efeitos dessa denúncia ultrapassarão o período eleitoral. O governador que usa sempre a conversa das “10 mil demissões” contra seu oponente  Expedito Junior, deveria explicar porque deu um cargo tão importante a José Batista, personagem central da demissão dos 10 mil no governo Bianco.

Será que nossa população tem atitude permissiva e aceita a corrupção como uma coisa natural? Como nós podemos digerir isso? Fazendo de conta que não sabemos igual ao atual governo? Ou fazendo o dever de casa dando uma resposta nas urnas? Rondonienses, a decisão está nas nossas mãos.

GOVERNADOR DEVE EXPLICAÇÕES

ConfucioAssim como o povo, o senador Odacir Soares ficou esperando explicações do governo Confúcio Moura para as denúncias feitas pelo seu ex-secretário adjunto da Saúde, José Batista da Silva, na delação premiada prestada ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.

O silêncio de Confúcio diante das denúncias envolvendo seu próprio nome e de familiares, “é constrangedor para o Estado de Rondônia e inoportuno”, salienta Odacir. Na opinião do senador é “dever do governador se justificar pelo interesse público”. Odacir cobra também manifestação do PMDB, “pois é um absurdo imaginar que o estado foi transformado num empreendimento familiar, cheio de falcatruas”. Não dá para que os dirigentes do estado e do partido do governador simplesmente se calem diante dessas denúncias, acentuou o senador.

JOGUINHOS ELEITORAIS

DEBATENão dá para tratar nessa coluna do que foi o debate na noite de ontem entre os candidatos. Preparei-me para assistir o enfrentamento com a esperança de que não se repetira ali, sobretudo pelo candidato que tenta conseguir mais quatro anos (o que é um longo período, se for marcado por erros e indecisões) à frente de Rondônia.

Mas se tudo não passou de joguinhos eleitorais com a prevalência do descuido com os temas que afligem o dia a dia as pessoas que vivem por aqui, só poderei fazer esse tipo de análise na próxima coluna.

Enquanto a população está pedindo nas ruas decência, melhores serviços públicos, mais saúde e educação, os políticos, especialmente aqueles que ainda estão no poder, oferecem joguinhos, pegadinhas, dando relevância a questões que não têm o menor significado para se estabelecer competências em gerir a coisa pública com respeito à ética e a transparência na aplicação dos recursos públicos.

 

PIROTECNIA

Porto VelhoConheço bem Rondônia e conheço melhor ainda Porto Velho. E em Porto Velho, por onde se anda e se olha, é  visível a bagunça do orçamento, a crise de gestão, a incapacidade de que permanecemos longe dos novos tempos exigidos pela sociedade em suas mais ruidosas manifestações.

A cidade continua carente de tudo. Não tem nada do que se orgulhar. E na propaganda eleitoral são anunciados pacotes de obras que não passam de pirotecnia que simplesmente servem para desequilibrar ainda mais as contas públicas.

Nos últimos debates tive de fazer esforço para assistir todo o conteúdo. Da parte do governante que busca a reeleição fiquei ainda mais decepcionado com esforço pela fulanização da política, contribuindo pelo embaçamento da nobreza da atividade, permitindo que o debate de propostas e projetos fosse relegado ao segundo plano.

 

DIFÍCIL AGUENTAR

Transito-sinalEsse pessoal pago com o dinheiro do contribuinte para fiscalizar o trânsito não resolve nada, principalmente porque preferem passar o tempo todo multando sem fiscalizar outros aspectos da política de mobilidade urbana. Esse pessoal da prefeitura não faz nada contra os “flanelinhas” que atuam sem nenhuma restrição em pontos como os do mercadinho Central e o mercadinho do Um, certos da impunidade.

Conduzindo diariamente meu veículo pelas ruas de Porto Velho, tenho observado os absurdos cometidos pelos motoqueiros que nada respeitam. A legislação de trânsito não existe para eles. Costurando perigosamente, sempre em velocidade alta, mesmo com o fluxo de veículos parado, podendo atropelar pedestres. O pior é quando carregam, ensanduichados, até crianças de colo e passam perto dos tais “Agentes de Trânsito” da prefeitura e eles simplesmente fecham os olhos para essa gravíssima situação. Com essa fiscalização, nosso trânsito que já uma J* em termos de sinalização vai continuar na mesma e produzindo tragédias diárias.

HORÁRIO DE VERÃO

Olho vivoComeça a zero hora do domingo (19) o horário de verão. Os estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e o Distrito Federal adiantarão os relógios em uma hora. O estado de Rondônia não faz parte do horário de verão. Dessa vez, o horário de verão terá uma semana a mais em relação aos demais anos, para evitar que o fim da medida aconteça no carnaval. O horário de verão terminará no dia 22 de fevereiro e a expectativa do governo é economizar R$ 278 milhões.

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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