Em Linhas Gerais

“O Judiciário tem uma responsabilidade muito grande com a apreciação do recurso sobre a cassação”- por Gessi Taborda

ENFRENTANDO A IMPUNIDADE

tre1Esta é a semana onde será possível, mais uma vez, mostrar que a Justiça rondoniense não transige com a ilegalidade, com a esperteza política e com a corrupção. Possivelmente o caso da cassação do mandato de Confúcio e seu vice, Daniel, decidido pela própria Justiça – diante das provas sobre a prática de distribuição de comida para eleitores que se fizeram presente na festa em que o PMDB oficializou a candidatura a reeleição do governador – vai oportunizar nossos homens togados reafirmar para toda a cidadania a decisão de enfrentar a impunidade que vem, nos últimos anos, alimentando a prática da corrupção nas atividades políticas rondonienses.

 É PRECISO RIGOR

tre1Não é pequeno o número de áulicos do governante (cassado) do PMDB apostando alto que a primeira decisão da corte será plenamente derrubada e, ao final, restará aos cidadãos apenas aquela sensação de que estão testemunhando só um jogo de cena que terminará numa enorme pizza.

Há, também, um grande número de cidadãos (entre os quais me incluo) que estão surgindo novos paradigmas no combate à impunidade e aos governantes acostumados a acreditar que “podem tudo”, mesmo quando conhecem o rigor da legislação.

Ao decidir pela cassação do mandato de Confúcio (e de seu vice) no primeiro julgamento, os nossos magistrados simplesmente concordaram que ninguém pode chegar ou renovar sua permanência no Palácio ferindo a legislação, imaginando-se que a lei não é lei, na vã ideia de fazer parte do grupo dos intocáveis.

 RESPONSABILIDADE

tre1A Justiça Eleitoral  tem uma responsabilidade muito grande com a apreciação do recurso sobre a cassação. Uma decisão em favor do rigor no cumprimento desestimulará os homens públicos rondonienses a passar por cima da lei, acreditando sempre que haverá meios de dar um jeitinho e garantir a impunidade.

Afinal, no caso de Confúcio e Daniel não basta que os dois reconheçam o erro como parece ter sido a intenção do vice-governador quando entender que a decisão da corte era feria o resultado das urnas, onde Confúcio obteve a maioria dos votos.

O governador reeleito – antes de falar em bom senso da parte da Justiça – deveria ter agido como uma pessoa sujeita à obediências da leis e não como um potentado para quem ferir os preceitos da lei não significava mais do que alimentar caprichos pessoais.

 GENERALIZADA

tre1Confúcio Moura lamentavelmente não soube cuidar de sua biografia política. O certo é que sua presença na chefia da administração estadual é causador de perturbações de ordem econômica e política, pois se traduz em elemento inibidor de investimentos e de fomento ao chamado desenvolvimento sustentável rondoniense?

Qual investidor seria estimulado a partir de projetos de médio prazo num estado onde o governo está assentado numa incerteza jurídica e não só política.

É visível a falta de bom senso na política rondoniense. Temos um governador cassado e que responde inquérito no STJ pela suposta liderança de organização criminosa investigada pela Polícia Federal. A confirmação da sentença de cassação e o imediato afastamento de Confúcio do comando estadual é, por isso mesmo, uma questão de bom senso.

É fundamental sinalizar para os investidores e para a população que trabalha que a gestão pública não será mais dominada pelo desvario alucinado de políticos crentes de que a impunidade vai continuar.

 PERCEPÇÃO

tre1Será que os membros da corte onde mais uma vez estará em julgamento a sorte de Confúcio Moura percebem a enorme importância de se reafirmar a validade da legislação para quem pretende disputar algum cargo eletivo? Como cidadão e jornalista acredito que sim. Entre a continuidade de um sistema corrompedor e destrutivo como se viu até hoje em nosso estado, certamente nossos magistrados optarão por um estado honesto e progressista.

A histórica decisão sobre o desfecho da sorte de Confúcio nessa semana não deve ser como o resultado de um placar de futebol.

O epílogo desse julgamento é de tal transcendência que irá alimentar as manchetes da imprensa nacional e não só local. E certamente vai entrar para os livros de histórias sobre Rondônia. Creio que nossos magistrados estão conscientes da enorme responsabilidade e farão com que a decisão final reafirme que a lei existe e não é de mentirinha. Será, creio, um julgamento de equilíbrio e sem partidarismo.

 MILHÕES

Isso é que deve ser a sorte grande: os três maiores partidos do país (PT, PMDB e PSDB) receberão este ano R$ 304 milhões do Fundo Partidário, agora aumentado. A conta, como não poderia deixar de ser, é bancada pelo cidadão-contribuinte-eleitor.

 CORINGA

BailarinaTem um monte de partido interessado em fazer da “Bailarina da Praça” seu coringa para as eleições do próximo ano. Acham que a folclórica personagem emplacaria fácil, fácil, uma cadeira na Câmara Municipal. Nesse cenário não deixa de existir alguns exagerados: acreditam que no jogo de 2016 a Bailarina pode até ser cacife para compor como vice. Diante dessa possibilidade de cooptação partidária, a moça (??) chegou a ganhar na semana passada o prêmio “Mulher Destaque”, uma láurea inventada por entidades ligadas à prefeitura de Mauro Nazif.

 MALDADES

herminioJosé Hermínio, na direção da Assembleia Legislativa optou por um paradeiro nas decisões de antecessores que suprimiam direitos sociais dos chamados servidores de carreira do legislativo. Se reconheceu direitos sociais esquecidos por seus antecessores no cargo, pensando em obter uma extraordinária vantagem eleitoral, acabou colhendo um resultado pífio. Venceu as eleições sem marcar o gol de placa imaginado.

E agora terá de enfrentar uma nova safra de maldades colhidas, pelo visto, numa seara filosófica adubada pelo sentimento de vingança e ódio.

É bom Hermínio se cuidar. Certamente ele deverá enfrentar nesse ano uma enxurrada cada vez mais forte de ataques diversos. O ex-presidente da Assembleia (que já tinha desempenhado o mesmo cargo quando vereador) tem inimigos que não desistem nunca. Tentarão a todo custo tirar o seu mandato e, se der, vê-lo na lona.

 NADANDO DE BRAÇADA

moreira-mendes2Nesse país macunaímico é difícil compreender os movimentos de aplauso registrado nos potins da mídia local. Li dia desses num desses potins que a situação do nosso ínclito Moreira Mendes estava numa “deprê” das grandes diante do risco de ver uma de suas mais lindas propriedades ir a leilão para garantir dinheiro capaz de cobrir rombo antigo na Assembleia, ainda do tempo do escândalo das passagens.

E agora o que vejo é um Moreira sorridente, recebendo a láurea de Comendador, numa festa VIP em Brasília. Foi agraciado pelo Conselho Federal de Farmácia e estava sorridente na foto. É como se dizia nos velhos tempos do Pasquim: “rico ri a toa”.

 AUDIÊNCIA PÚBLICA

EdwilsonOutra vez edilidade portovelhense promove nesta terça-feira, às 15 horas, uma nova audiência pública para tratar do tema segurança pública.

É uma iniciativa do vereador Edwilson Negreiros que imagina ser possível, após a realização desse evento, a adoção de medidas preventivas e corretivas para melhorar o nível da segurança pública na cidade.

É mais uma das iniciativas estéreis que acabam não dando em nada. Segurança pública aqui é apenas competência do Estado. Afinal, nesse segmento nossa prefeitura optou por um pelotão de “agentes de trânsito” (que parece não fazer outra coisa que não seja multar) e deixou de lado uma guarda municipal metropolitana.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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