Em Linhas Gerais

“O fato é que já passou da hora de se quebrar a blindagem dos corruptos e corruptores de Rondônia” – por Gessi Taborda

 PRESENTE ESPERADO

Qual seria o melhor presente que a população rondoniense poderia receber nesse final de ano das nossas lideranças (incluindo-se, é claro, as do Judiciário) verdadeiramente comprometidas com o futuro do estado?

Não é difícil responder, principalmente nesse cenário de fim de feira, onde é cada vez mais evidente o tamanho da praga da falta de transparência na gestão pública de Rondônia.

O grande presente seria, sem sombra de dúvidas, a faxina necessária afastando das instituições públicas os maus elementos que insistem em não se dar conta do malefício praticado contra o povo.

 CADEIA

O fato é que já passou da hora de se quebrar a blindagem dos corruptos e corruptores desse jovem e (ainda) promissor estado brasileiro. Não basta investigar e sentenciar personagens públicos envolvidos com a prática da corrupção, da esperteza e dos negócios escusos. É preciso colocá-los na cadeia, obriga-los a devolver o fruto do roubo dos cofres públicos. Esta limpeza seria, certamente, o maior presente para as futuras gerações rondonienses.

 PROVAS

As instituições de controle externo e as policiais certamente estão carregadas de provas concretas de quem fez riqueza na atividade política e da gestão pública com o recebimento de propinas e patrocínio de negociatas nos tais contratos superfaturados e no recebimento de “prêmios” pela transformação de instituições do povo em verdadeiros balcões de negócios.

 FORA DAS RUAS

A sociedade não pode continuar vendo pelas ruas os facínoras soltos como se não tivessem uma ficha corrida cheias de crimes.

A nossa Justiça tem agido ultimamente como uma instituição que não aceita mais as pressões para abafar a sujeira desses “intocáveis” que, sem estar pagando na prisão por seus crimes, ainda exercem forte influencia na política, muitas vezes através de filhos, mulheres e parentes que conseguem vitórias eleitorais descarregando dinheiro (de origem suspeita) nas campanhas.

 SIGNIFICADO PEDAGÓGICO

É claro que a privação de liberdade de personagens como o “irmão” Valter, como as dos deputados Natan e Marco Donadon tiveram (e ainda tem) um importante significado pedagógico.

O contrário pode se dizer dos casos de notórios políticos (como Carlão de Oliveira, Roberto Sobrinho, só para citar alguns) denunciados (e até sentenciados) que continuam soltos, flanando por ai, como que se gritassem que “o crime compensa”.

A impunidade é um dos pontos mais delicados no estímulo da prática de corrupção em nosso estado. Muitos nomes conhecidos no meio empresarial e político de Rondônia não se afastam das práticas delituosas, exatamente porque se acham blindados, tendo em vista de terem escapado até agora das punições por seu envolvimento em estrepitosos casos de corrupção do passado recente.

 CAGAÇO

Se as punições não demorassem tanto gente como o eleito deputado Mosquini e o deputado Lindomar Garçom estariam sofrendo um enorme cagaço pelo o que lhes reserva o futuro, diante das denúncias de compra de voto e corrupção na gestão da coisa pública.

Por garantias de fontes qualificadas dos MPs e das polícias judiciárias, acredita-se que há provas concretas para que esses personagens sejam inscritos como réus nas ações capazes de levá-los não só a perda dos mandatos e, consequentemente, à prisão e perdas do direito político.

 CASO CASSOL

Essa conversa do chamado “homem de gelo” está cada vez mais superada. Isso é o que se depreende do mais recente pedido do procurador geral da República, Rodrigo Janot, ao STF. Se atendido, Ivo Cassol pode ser preso a qualquer momento.

E certamente isso vai colocar um ponto final em mais um capitulo dos “Intocáveis de Rondônia”. Se o “homem de gelo” está com um pé na porta do xadrez, imagine o que reserva o futuro daqueles deputados pegos com a boca na botija pelas várias operações policiais, começando pela “Dominó”.

Gente como Zequinha “Dinheiro na Cueca”; Ana da 8 e todos os demais envolvidos em maracutáias devem virar o ano no maior cagaço.

 CAIXA PRETA

Para o próximo ano o que se espera são ações que promovam a abertura das caixas pretas de todas as instituições públicas no âmbito do estado rondoniense. Somente assim conseguiremos tirar Rondônia das páginas de jornais pelo Brasil afora, colocando um ponto final nesse vergonhoso apelido de “Roubônia”.

E no caso do Estado que terá no novo governo o mesmo personagem carimbado em nível do STJ como chefe de quadrilha, o combate à corrupção por parte dos órgãos de controle externo e de investigação judiciária não pode parar.

Senão corremos o risco de novos e periódicos escândalos de corrupção praticados pelos mesmos grupos de poder dispostos a defender sua parte no aparato estatal.

 TETOS DE VIDRO

Em relação ao “rearranjo” do governo para o próximo ano já dá para perceber que pelo menos uma coisa não deverá mudar. A presa como nas vezes anteriores será o povo. O tal rearranjo não está levando em consideração o cenário de crise e a efervescência social crescente.

O que não vai faltar – seja no Executivo e no Legislativo – são tetos de vidro. Os novos e antigos “caciques” deixam isso claro nesse final de ano, quando negociam a formatação da nova mesa diretora da Assembleia, sem esconder a decisão de pagar o preço para que o Legislativo se comporte no próximo ano como mero operador das vontades palacianas.

 DENOMINADOR COMUM

Não tenho motivos para acreditar nas sonhadas mudanças de uma Rondônia transformada em exemplo de boa política em nossa região. Todavia não escondo minha surpresa positiva com a possível escolha de Tomas Correia para chefiar a Casa Civil.

O início de um novo mandato do mesmo governador apenas reforça, para o colunista, a ideia de que a corrupção é intrínseca na jovem estória deste (ainda) promissor estado brasileiro. Confúcio perdeu a majestade do cargo, não tem condições de sequer falar em transparência enquanto estiver no centro das investigações sobre a corrupção praticada no 1º mandato.

O proletariado e massas mais empobrecidas são muito menos oscilantes em política e, como assalariados, preocupam-se com coisas muito mais concretas. Como postos de trabalho e poder de compra. Por instinto de classe percebem, mais realisticamente, que o roubo é denominador comum na politicalha oficial.

ROUBA MAS FAZ

Certamente – assim como o colunista – as pessoas esclarecidas não esperam grandes mudanças. Sabem que essa estória de “ética na política” é, lamentavelmente, conversa para boi dormir.

Mas há um consolo: com esse pensamento mais arraigado, o povão pode marchar para as próximas eleições com um espírito mais justiceiro. E, quem sabe, aprofundar as mudanças, começando por escolher um prefeito de verdade para a capital.

E se o governo repetir o “modus-operandi” da lerdeza do primeiro mandato levará o povo a refletir sobre o erro que foi a reeleição.

Afinal, o pragmatismo do “rouba mas faz”, sentimento inerente ao populismo que marca nossa sociedade, acaba garantindo as bizarras vitórias como a que deu um segundo mandato a Bob Ali Babá de triste lembrança, como a que premiou o governador com mais 4 anos no comando do estado, mesmo completamente encalacrado nas nefandas práticas da quadrilha que operava no seu primeiro governo, desmantelada e desmascarada nas investigações feitas pela Polícia Federal.

Tags

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by