Em Linhas Gerais

O eleitor precisa se lembrar da importância do voto para vereador -Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“São poucos os políticos que sabem fazer política. Mas, quando um intelectual tenta entrar nesse meio, então é o fim do mundo.” Jorge Borges(1921/1996). Historiador e professor universitário nascido em Lisboa.

 DESINFORMAÇÃO

Há um enorme descompasso no jornalismo televisivo no estado com a obrigação de informar. Por isso na maioria dos canais não há preocupação com a edição profissional e ética, fazendo com que os “jornais” televisivos sejam dispensáveis.

Imagine que na noite de 28 aquela coisa apelidada de Jornal de Rondônia simplesmente desconheceu a decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral que confirmou (por 6 a zero) a inelegibilidade do candidato Roberto Sobrinho do PT.

 RABO PRESO?

O mesmo jornal que gastou um tempo precioso para falar de um baile de idosos e até da agenda do candidato que, com a decisão do Tribunal, não terá computados os votos dados ao petista na eleição de domingo, também não informou os cidadãos sobre, por exemplo, a outra condenação sofrida pelo Senador Ivo Cassol, por crimes praticados no tempo em que foi prefeito. Até para um “foca” não restaria dúvida de que a decisão do TRE foi o fato político mais importante da última quarta feira. Certamente os editores da tal TV não tem o rabo preso com a informação de seus telespectadores.

 ISENÇÃO

Pessoas que se declararem pobres poderão ser isentas do pagamento de taxas para reconhecimento de firma e autenticação de documentos nos cartórios. É o que prevê o Projeto de Lei do Senado (PLS) 144/2016. O texto, do senador Telmário Mota (PDT-RR), está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda a escolha de um relator.

DECLÍNIO

O modelo da campanha eleitoral adotado nesse ano vai tornar mais difícil para o eleitor com segurança os melhores candidatos a vereador. Parece ser o melhor palpite apostar numa Câmara Municipal com declínio crescente do nível dos parlamentares. Esse é um sintoma fácil de aferir diante do quase total desinteresse dos eleitores em relação a eleição proporcional, que será decidida no próximo domingo, ao contrário da eleição de prefeito que terá um segundo turno.

Mas é possível haver uma representação de qualidade mais baixa do que a dessa legislatura que termina no final do ano? A pergunta remete-nos à resposta dada por Ulysses Guimarães a semelhante indagação, sobre a legislatura da Câmara dos Deputados: Esperem para ver a próxima! E seu vaticínio se confirmou. O declínio na representação parlamentar da Câmara dos Deputados tem sido uma constante.

QUALIDADE CHINFRIM

Por mais de duas décadas as legislaturas da Câmara Municipal se tornam mais fracas. Faltam indicadores claros de avaliação sobre a qualidade do Legislativo municipal. Mas outros fatos corroboram essa sensação que se tem de um legislativo completamente dissociado da representação popular e dos interesses da cidade.

Afinal, quem poderia imaginar que foi exatamente nessa legislatura terminal se registraria a prisão de vários vereadores acusados da prática de vários crimes e ilícitos, numa espécie de quadrilha montada para garantir benefícios pessoais e enriquecimento rápido por manobras deploráveis?

ESTILO CAPACHO

A quantidade de projetos apresentados, o número de discursos proferidos e a presença dos edis no plenário não são indicadores claros de avaliação da qualidade da Câmara Municipal, especialmente pelo fato de não haver relevância nesses projetos e muito menos nos discursos proferidos por uma edilidade onde o dom da oratória pouco conta.

Se o critério for a postura frente à Prefeitura, por exemplo, os vereadores, especialmente aqueles que por questões partidárias ou ideológicas deveriam fazer o enfrentamento ao prefeito, não teriam se destacado muito. Praticamente não existe Oposição na Câmara Municipal. O nível de adesão da edilidade portovelhense é muito acima do razoável.

 IDENTIFICAÇÃO

Agora que nos aproximamos da votação do domingo, há uma percepção de que  o eleitor deseja sempre algum de nível de mudança, mantendo na Casa apenas aqueles com cujo trabalho se identifica ou que a permanência na cena política lhe interessa.

Não será dessa vez, pelo visto, que nomes capazes de fortalecer a tribuna parlamentar voltarão a brilhar nas sessões, reinaugurando os grandes debates. De concreto, emerge a percepção de que a era dos grandes tribunos e debatedores que fizeram história na Casa e se projetaram para desafios políticos maiores se foi.

 ESCOLHA IMPORTANTE

No momento em que se aproxima o dia da eleição, não custa nada ao eleitor lembrar da importância do voto para vereador, definindo a escolha como um ato de poder que tanto ajudará no processo de organização da cidade, como dos rumos que deve tomar a partir do próximo ano.

Precisamos aclarar no próximo ano os rumos a ser tomados por Porto Velho para gerar empregos, vencer o retrocesso de gestão, dar qualidade de vida aos moradores da cidade. Um debate sobre o qual a Câmara precisa definitivamente se debruçar. Precisamos de vereadores de qualidade e comprometidos com a representação popular.

Opções há para todos os gostos, mas sem dúvida a melhor delas será aquela que leve em conta a consciência sobre quem se está escolhendo para seu representante na Câmara Municipal.

 SUJEIRA

As restrições impostas para o financiamento das campanhas eleitorais não serviu para um processo político totalmente justo e limpo nesse ano. A sujeira continua. Muitos poderão ser eleitos com as burlas de sempre, com as fraudes que tanto sonhamos em extirpar.

O Ministério Público Eleitoral divulga que mais de 10 mil candidaturas podem ter usado laranjas para burlar a norma que proíbe doações de empresas para os concorrentes. Isso equivale a cerca de 13% dos candidatos em Minas. O veto foi imposto justamente para tentar equilibrar as disputas e evitar que os eleitos devam “favores” a quem financiou as campanhas.

 VELHOS ERROS

Ainda não conseguimos sequer afastar da disputa gente com ficha suja, com condenação na Justiça. Esse é o caso do candidato petista de Porto Velho. Nem a condenação (outra vez) pelo Tribunal Regional Eleitoral tira o sujeito da campanha. Ele é o vídeo-tape da situação enfrentada no passado pelo cacique tucano Expedito Júnior. O eleitor que votar no candidato do PT não terá seu voto computado nas urnas. Ora, como falar de pleito limpo e justo nessas condições?

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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