Em Linhas Gerais

O debate da Rede Amazônica (Globo) não devera ter muita influencia na decisão do eleitor – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Isto é Congresso eficiente! Ele mesmo rouba, ele mesmo investiga, ele mesmo absolve.” Millôr Fernandes (1923/2012), jornalista, teatrólogo e humorista brasileiro.

 ÚLTIMO DEBATE

A campanha praticamente terminou. Agora só resta ao eleitor encaminhar-se amanhã para a sua sessão eleitoral e escolher os seus candidatos, a prefeito e a vereador. Os eleitos assumirão no início do próximo ano. O “gran finale” dessa corrida foi o debate entre os candidatos realizados pela rede Globo (leia-se TV Rondônia) na noite de 29.

Certamente foi o de maior audiência entre todos os debates realizados durante a disputa, mas nem por isso chegou aos índices capazes de mudar drasticamente as tendências estabelecidas até então. Na a avaliação de quem acompanha milimetricamente o cenário eleitoral de Porto Velho o debate da Globo não deverá influenciar o resultado final das urnas.

BATE-BOCA

Se levarmos em consideração os insossos debates anteriores, quando a maior parte da audiência não conseguiu ficar com a TV ligada até o fim, dessa vez quem se ligou no confronto teve mais estimulo para assistir toda a pugna pela temperatura mais agressiva entre os concorrentes, alimentando grosseiros e dispensáveis bate-bocas definindo o temperamento pouco recomendável da maioria dos pretendentes a assumir o comando da prefeitura de Porto Velho em 2017.

Até o sempre equilibrado candidato Ribamar Araújo acabou sendo vítimas das grosserias distribuídas pelo (ainda) prefeito Mauro Nazif ao fugir da provocação do deputado do PR, sobre se tem ou não vergonha de ter sido apontado como um dos piores prefeitos do Brasil. Com sua expressão de velho dervixe, Nazif disse ter vergonha é de deputados (Araújo está em seu terceiro mandato na Assembleia) que não fazem nada e nada tem para apresentar.

 PREFEITO ARROGANTE

Num debate de clima mais pesado o prefeito que tenta uma reeleição reforçou seu lado arrogante e nem por isso sofreu o combate esperado. Sem responder diretamente os questionamentos sobre sua fraquíssima gestão, preferiu reforçar mais uma vez fatos de sua trajetória política, considerando-se responsável pela lei que acabou com a aposentadoria de deputados estaduais.

Ninguém resolveu por um ponto final nesse argumento do prefeito, lembrando-lhe que o fim da aposentadoria dos deputados estaduais rondonienses foi uma decisão coletiva dos deputados e não pessoal de Mauro. Como deputado, Nazif nunca teve papel relevante de liderança no parlamento estadual e nem no federal.

 ROBERTO X NAZIF

O prefeito foi o alvo mais evidente das críticas proferidas pelos concorrentes nessa corrida que deverá continuar num segundo turno. Até seu antecessor, o petista Roberto Sobrinho, não deixou de atirar pedras em Mauro, destacando até mesmo “a retirada de máquinas” dos distritos que, em suas afirmações, estão abandonados.

E Mauro, o mesmo que ao assumir preferiu não fazer uma auditoria sobre os anos em que a prefeitura ficou na mão do PT, retrucava novamente ter recebido uma prefeitura completamente erodida, uma herança maldita do antecessor petista.

 TIROTEIO PESADO

Os ataques mais pesados aconteceram no confronto entre o candidato noviço dos tucanos, o antigo membro do Ministério Público Estadual e, agora, empresário do setor educacional, Hildon Chaves e o petista Roberto Sobrinho que, mesmo condenado pela Justiça Eleitoral (está irremediavelmente inelegível), participou do último debate e terá seu nome mantido nas urnas.

Mesmo sabendo os votos dados ao 13 só serão conhecidos se for derrubada a decisão do TRE (por 6 a zero) mantendo sua inelegibilidade, o petista revidou o ataque do tucano Hildon Chaves levantando suspeitas sobre a formação do patrimônio milionário de Chaves que, por 22 anos foi servidor público, no cargo de promotor de Justiça no MP estadual.

 O TROCO

Ao dar o troco imediato nas provocações do petista Hildon lamentou o anacronismo da Justiça que permite “a um sujeito com uma enorme folha corrida” participar de um debate eleitoral mesmo estando inelegível e garantiu que estava “com nojo” de estar perto do petista.

Quem acompanhou todo o escarcéu entre o tucano e o petista não conseguiu compreender qual a justificativa da tática utilizada.

 DESNECESSÁRIA

Hildon vinha se firmando como a melhor opção para o eleitor cansado de votar em políticos tradicionais. Ele próprio, conhecedor dos meandros da Justiça certamente tinha dados para avaliar como praticamente impossível uma “vitória” do condenadíssimo Sobrinho, um autêntico colecionador de outras ações judiciais em curso.

A agressividade contra o candidato do partido de Lula e Dilma não parece ter justificativa pois se o objetivo de Hildon mirava sua chegada ao segundo turno, seus concorrentes mais diretos, além do próprio prefeito, seriam Pimentel e Leo Moraes, que não entraram na alça de mira de Hildon.

 SEM FUZILARIA

Salvo melhor juízo, quem mais se aproveitou do último debate para carimbar o passaporte rumo ao segundo turno foi mesmo Leo Moraes. Confiante de uma posição consolidada na disputa, Leo preferiu trocar confortáveis perguntas com Ribamar e Pimentel, sem estabelecer um confronto direto com qualquer concorrente.

Ele falou tanto de combate à corrupção quanto seu colega de parlamento, Ribamar Araujo, que usa a personificação de “pai da ética” como bandeira pessoal, caso venha a ser eleito.

Agindo assim, o candidato do PTB que tem como vice o médico Amado Rahall acabou escapando da fuzilaria enfrentada por Mauro Nazif, Williames Pimentel e o descartável Roberto Sobrinho.

 POUCA INFLUÊNCIA

Certamente o debate foi o mais agressivo de todos e mesmo assim serviu para alguns participantes externarem sua solidariedade ao folclórico Pimenta de Rondônia, candidato do Psol, barrado pelas regras estabelecidas entre as coligações a emissora de TV.

Dependendo do ângulo em que for feita a análise, a sensação é de que o maior perdedor da disputa foi o próprio prefeito Mauro Nazif por não modificar a imagem (reforçada pelos concorrentes) de que é um político de ideias ultrapassadas, incapaz de promover a modernidade da gestão.

 MEDIANO

O desempenho de Pimentel (de quem se esperava uma espécie de virada) não saiu do nível mediano. Usou e abusou de seu mais querido cacoete, fez elogios rasgados ao governador Confúcio (dando ideia de que numa suposta gestão dele, tudo vai depender do governo do estado) e voltou a se escorar no antigo pensamento do “filho da terra”, como condição e garantia de se realizar uma gestão de qualidade.

Mas teve a seu favor – logo ele apontado tantas vezes como um gestor nada diplomático no relacionamento com os subalternos – uma demonstração de controle ao não se irritar com aqueles que fizeram perguntas mais indiscretas.

No final de tudo, quem soube deixar o recado claro que a cidade precisa de um cuidador capaz de propor e fazer coisas com eficiência foi Hildon Chaves, sempre destacando sua capacidade de gestor no mundo empresarial.

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Gomes Oliveira

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  • AGUARDAR. SÓ ESPERAMOS QUE O POVO DE PVH SAIBA ESCOLHER, E NÄO DEIXE CONTINUAR QUEM LHES ENGANOU POR TRÊS ANOS SEM FAZER NADA NA CAPITAL, DEIXANDO PARA MOSTRAR SERVIÇO SÓ AGORA, COM DESCULPAS DA CHEIA, MAS TUDO NÃO PASSA DE ESPERTEZA PARA CONTINUAR NO PODER. O VERDADEIRO SERVIDOR PÚBLICO TAMBEM DEVE FICAR ATENTO, E NÃO QUERER AGRADAR CANDIDATO DO GOVERNO, POIS O COITADO DO BARNABÉ MUITO TEM SOFRIDO SEM AUMENTO NO SEU SALÁRIO. FORA JACARÉ.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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