Em Linhas Gerais

O anunciado apoio dos grandes (e derrotados no 1º turno) partidos, com seus caciques, tira de Léo Moraes a marca de “Renovação”

FILOSOFANDO

“As sociedades são conduzidas por agitadores de sentimento e não por agitadores de ideias. Nenhum filósofo fez caminho senão porque serviu, em todo ou em parte, a uma religião, uma política ou a outro qualquer modo social do sentimento.” FERNANDO PESSOA (1888/1935), poeta de Portugal.

 CONFIANÇA

Não posso afirmar se a maioria dos eleitores reage como esse colunista diante da campanha eleitoral, especialmente dos programas eleitorais e dos debates na TV. No meu caso estou avaliando não as bravatas e as agressões pessoais (exagerada, a meu ver, nessa campanha de segundo turno) que desqualificam a disputa.

Quero estar certo de que meu voto irá para aquele que demonstrar melhor capacidade administrativa e capacidade de gestão. Estou cansado de ver a prefeitura de Porto Velho ser colocada nas mãos de políticos responsáveis nos últimos anos pelos desastres administrativos da nossa querida capital rondoniense.

 COMUNICAÇÃO DESCALIBRADA

A constante tendência do deputado que disputa esse pleito – talvez como pelo DNA político – de levar a disputa para os insultos no confronto com seu oponente (que nunca foi político) tem dificultado (pelo menos para este escriba) avalia-lo no quesito capacidade de gestão.

Enquanto o jovem petebista não calibrar sua comunicação descolando-a dessa tática do ataque e da agressão, suas promessas exaltadas, para um simples eleitor como é o caso do colunista, não transmitirão a confiança necessária.

CASCATICE

Não pretende dar conselhos ao jovem político, mas não posso de deixar de registrar essa observação: com essa comunicação que se afasta do eixo condutor de propostas factíveis e inovadoras, ele corre o sério risco de ver o feitiço virar contra o feiticeiro. Até agora estamos vendo um desfile de promessas vãs, sem o invólucro da confiança e da credibilidade. Como essa conversa de colocar a Estrada de Ferro Madeira – Mamoré funcionando de novo, um conversa no estilo do truque de madame, pois não diz como fará acontecer essa mágica num momento em que o Brasil não consegue investimentos para setores muito mais prioritários e capazes de gerar retorno do investimento.

 COISA SÉRIA

Por que ao contrário de ficar imaginando o concorrente como a “Geni” para ser o alvo de suas m*, ele não faz uma referência clara, responsável, sobre a área das finanças do município?

Seu opositor, de maneira diferente, já garantiu pelo menos uma providência responsável: uma auditoria, ou tomada de contas especial, para ver o tamanho dos desvios, das maracutaias e a responsabilização de quem tratou o dinheiro público como propriedade particular.

 CAMPANHA MEDÍOCRE

Basta andar pelos pontos de concentração popular, com bares, para constatar a aversão do eleitor da capital rondoniense com esta campanha eleitoral medíocre de segundo turno, principalmente pelo uso e abuso das táticas grotescas da agressão entre os concorrentes e também pela utilização da chamada rede social da Internet na difusão de boatos, “fakes” e toda sorte de maledicências destinadas a desconstruir quem está nessa disputa final.

 MAIS ABSTENÇÕES

Assim não será surpresa se crescer o número de abstenções e votos nulos e brancos na apuração final. Há uma decrescente apresentação de ideias para recuperar o dinamismo da economia municipal, para tirar Porto Velho de sua pior colocação no ranking nacional como uma capital de estado.

As propostas requentadas daquele mais tarimbado na disputa eleitoral, são muitas impraticáveis; e a rejeição de ideias mais sérias (como o compromisso de se fazer por aqui um Ceasa), desnuda o domínio da mediocridade de quem ainda tem coragem de se considerar uma coisa nova nessa disputa. A expectativa no comparecimento do eleitorado diante desse cenário é sofrível.

 ÚNICA TRINCHEIRA

É difícil convencer o eleitor da importância de seu comparecimento às urnas no próximo dia 30. Todavia é bom relembra mais uma vez essa verdade: as eleições são a única trincheira disponível para lutarmos pelo reencontro com o respeito, com a dignidade, com os verdadeiros propósitos de darmos à cidade um administrador capaz, diferente desses últimos que travaram o desenvolvimento real de Porto Velho.

 NÃO DESISTAM

É com o voto de que dispomos que poderemos ter no comando da prefeitura um prefeito capaz de exercer seu mandato com isenção, com inteligência, executando obras e serviços em favor do interesse coletivo e não de companheiros de aliança eleitoral, de companheiros de partidos, dos grupos que financiaram a campanha. Tomara que os indecisos não desistam de comparecer às urnas e votar, valorizando essa oportunidade de transformar Porto Velho.

 CONTROLE

O anunciado apoio dos grandes (e derrotados no 1º turno) partidos, com seus caciques, à candidatura do jovem petebista, como afirmaram próceres do PT e PMDB, coloca numa suposta gestão de Leo Moraes a indelével marca do governismo.

Aliás, essa marca fica ainda mais reforçada quando se afirma em boa parte do noticiário político que até o time do prefeito derrotado estará ao lado do filho do saudoso ex-deputado Paulo Moraes. Com tanto apoio, se o representante do PTB (que já tinha o apoio do clã Cassol)

 chegar à prefeitura não terá como fazer uma gestão independente e nem ser crítico das mazelas do passado recente.

 DUELO

Então o clima de duelo desenvolvido pelo jovem parlamentar contra o debutante político que disputa pelo PSDB pode ter sido uma saída previamente pensada para tentar esconder as possibilidades do continuísmo, levando a campanha para um confronto entre pessoas ou atributos pessoais.

Que o eleitor não seja traído pelo canto da sereia. Candidato que nunca geriu nem um boteco, que nunca enfrentou uma vida de restrições econômicas, certamente não tem capacidade para gerir contas milionárias e quase sempre insuficientes às reais necessidades de uma cidade complexa como Porto Velho.

 

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Gomes Oliveira

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  • LEO MORAES JA DEU PROVAS DE SER CIDADÃO HONESTO,BATALHADOR,CONHECE VERDADEIRAMENTE NOSSA CAPITAL, E PRINCIPALMENTE SEUS PROBLEMAS PRIORITÁRIOS. SERA SEM DÚVIDA ALGUMA A MELHOR OPÇÃO PARA CONDUZIR PORTO VELHO A UM PORTO SEGURO. NÃO EXISTE ESSE BLA BLA BLA DE CONTINUISMO. QUANTAS VEZES LEO MORAES FOI PREFEITO DA CAPITAL? VAMOS DAR UMA OPORTUNIDADE A ESSE BRILHANTE JOVEM PARA DEPOIS FALAR E COBRAR.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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