Em Linhas Gerais

Não vale a pena perder tempo com o jornalismo sem credibilidade – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Muitas pessoas são dotadas de razão, muito poucas de bom senso”. GUSTAVE LE BOM, sociólogo, médico, polímata e psicólogo francês. Nasceu em 7 de maio de 1841 e faleceu em 1931, aos 90 anos.

EDITORIALZIM

Até parece estarmos vivendo a tal da “tempestade perfeita”. Temos eleições em novembro; temos a pandemia a perder de vista, temos pilhas de corrupção praticada até por prefeitos da hinterlândia roubando – o que é pior – dinheiro destinado ao combate da Covid19, temos economia em baixa, desemprego em alta. São muitas variáveis num país terceiro-mundista como nosso, conectadas na eleição para certamente alimentar discursos demagógicos e engodos para impedir que o eleitor exerça o tão sonhado voto consciente.

As redes sociais já estão cheias de pré-candidatos interessados em fazer seu nome com a prática nojenta da demagogia, como se constata agora em relação ao município de Porto Velho, capital rondoniense. E ai tome porre de figuras buscando aparece criticando dificuldades óbvias de uma cidade que sempre foi desamada pelos seus prefeitos anteriores.

Hoje dão ênfase à questão da saúde, do saneamento básico, do transporte, da educação e até do desemprego jogando a culpa de tudo isso nas costas do atual prefeito como não entendessem que a causa de tudo o que vivemos no momento é apenas o dilema de uma cidade que viveu a maior parte das décadas de sua vida geridas por prefeitos incompetentes, desonestos e que usaram seus cargos apenas para garantir riquezas aos seus restritos círculos de amizades, aos parentes e a eles próprios. A situação de carência existente no município é fruto das políticas econômicas insanas dos governos anteriores, sobretudo os do petismo, responsáveis pela explosão de atos de corrupção, de desvios até hoje não esclarecidos satisfatoriamente.

É também dos péssimos gestores públicos do passado a responsabilidade por não encontramos hoje numa situação de desemprego explosivo e de falta de projetos para a atração de investimentos. Os interesses são tão fortes e com tantas garras que nem o sistema de transporte erodido pelos prefeitos anteriores é ultrapassado, pois aqueles que fracassaram não querem deixar o osso para nenhuma atividade privada mais capaz, mesmo quando escolhida seguindo os trâmites exigidos pela lei.

Porto Velho começou a reverter, lentamente, o quadro de abandono em que sempre viveu, com a gestão do atual prefeito, especialmente na vergonhosa prática do trambique e da corrupção. Hildon Chaves tem conseguido dar ao município um ciclo virtuoso, especialmente na gestão do tesouro público, estancando as torneiras por onde jorrava o suado dinheiro dos impostos pagos pelos seus habitantes. A cidade pode voltar a crescer de forma positiva. A condução equivocada da macroeconomia pelos prefeitos anteriores virou história. A casa está finalmente arrumada e crescimento portovelhenses poderá ser novamente vigoroso.

Com o monstro da dívida dominado pelo atual prefeito, é perfeitamente possível reverter o cenário de baixos investimentos e de declínio da economia. É claro que isso ainda não é uma tarefa fácil de fazer. É preciso dar ao município um administrador comprometido com a honradez, que saiba lidar com a gestão financeira sem dar espaço para aqueles sempre prontos a avançar sobre o erário para atender interesses pessoais, de grupos, sem levar em conta as verdadeiras necessidades coletivas.

Se o prefeito não disputar a reeleição há uma risco de que o ungido das urnas não mantenha o curso da construção da economia em bases sólidas, como está acontecendo. O eleitor, sem a opção de dar um segundo mandato para quem lidou melhor com a capacidade de implementar uma economia sustentável com bases para crescer, deve levar em consideração que, por conta do coronavírus, ainda estamos cercados de componentes de risco nunca imaginados. Infelizmente ainda estamos longe de poder afirmar qual dos pretensos candidatos está mais capacitado a mostrar um programa de verdadeira recuperação da economia local, gerando emprego e renda para os portovelhenses, superando os impactos que virão em decorrência das dificuldades econômicas do Brasil e do mundo.

CRÔNICA DA QUINTA

A conquista de mais um ano de vida, comemorado no último dia 10 pelas mais caras pessoas da minha vida (filhos, netos, mulher) fez ampliar na minha visão sempre crítica um sentimento inefável, de maravilhamento. De noite, em meu leito e relembrando o filme de minha vida, senti a sensação de estar me transformando ainda mais num homem místico, capaz de entrar numa profunda comunhão com a força suprema que me criou. Agora toda a vida que me resta não tem outro significado senão a de uma ação de graças por tudo que já tive e que ainda poderei ter. Comecei a ter uma facilidade maior – e logo eu que achava isso impossível ou maçante – de falar com minha própria alma. Comecei a listar quem me feriu e me magoou nessa jornada de 69 anos vendo que não guardo por eles nenhum rancor, nenhuma ira.

O diálogo com a minha alma foi completamente repousante. Acordei refeito para novas lidas. Descobri que não se tratou de uma despedida e nem mesmo de uma celebração do tempo. Parece estar reservado para mim mais uma temporada para continuar sentindo, como nunca, o prazer de ter nascido, como seu eu estivesse adquirido um maravilhamento extraordinário, ao ver as esperanças traduzidas nos meus netos mais novos, o Álvaro (de 3 anos) e o Augusto (de 3 meses), resplandecidas nas fotos de família durante o tradicional “parabéns pra você”.

Então ficou provado: o ser humano pode ter a visão, a percepção do inefável mesmo quando o horizonte está pintado nas cores da crise. Não tenho nenhum pudor, portanto, de confessar nessas mal traçadas que, embora estejamos vivendo, como nunca imaginei, num país próximo da ditadura que estraçalha a Constituição; e correndo o risco de voltarmos ao atraso da gestão pública no município onde vivo (Porto Velho) numa eleição bizarra com candidatos bizarros, sinto leveza, como uma sensação de encontro e até de comunhão.

Chegar na borda dos 70 leva a gente a perceber mudanças no que sempre nos pareceu corriqueiro. É que na verdade passamos por mudanças interiores de uma forma inexorável.

Estamos todos nós vivendo os efeitos desse recolhimento obrigatório decretado pelas autoridades, especialmente por governadores. Não se reúnem mais os representantes do povo nos mais variados níveis. A pandemia levou multidões ao recolhimento e isso parecia uma coisa triste, desastrosa. Mas eu, em relação às casas legislativas, já estava recolhido há anos. Aconteceu desde o momento em que descobri não existir relevância nenhuma no parlamento que temos hoje. Não me fez falta e nem fará. Estou devidamente inserido no contexto de hoje, curtindo a experiência de viver o meu tempo, principalmente tendo a música como a grande companheira dos momentos de maior solidão.

Minha humanidade, ao avançar nos anos, me faz ter saudades. Saudades do tempo em que justificava-se ter orgulho da profissão de jornalista, do tempo em que para ser homem não era necessário encher o corpo de tatuagem ou se tornar ladrão para ser político. Então é isso: tenho saudades e recordações. Lembranças de alegrias e tristezas. Mais de alegrias. Ao avançar de forma inexorável para a fase de “setentão”, descobri que nem as inúmeras traições e canalhices feitas contra mim por gente a quem dei a mão na hora de suas angústias não latejam mais esse velho coração. Ele (o coração) não está adormecido, mas está em repouso.

A razão já me pede para descansar enquanto o apaziguamento comigo mesmo me anima a continuar, nem que seja devagarinho. Talvez, quando a Dra. Conceição Mesquita Taborda, a minha mulher, se aposentar de seu serviço, as emoções e os sentimentos de dois idosos os levem a novas e constantes viagens para adoravelmente descobrirmos, de lambuja, novos desejos, sentindo que nossa existência vai muito além do corpo.

SANEAMENTO

A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Velho emitiu uma nota importante sobre o saneamento básico. O Plano Municipal de Saneamento Básico de Porto Velho (PMSB) será tema de audiência pública amanhã (14), das 18h às 22h. Promovido pela prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Integração (Semi), o evento, transmitido ao vivo pelo YouTube, no canal da própria prefeitura, abrirá espaço para a população se manifestar por meio da janela de comentários da ferramenta virtual.Para participar das discussões é preciso se inscrever previamente no link: https://www.sympla.com.br/audiencia-publica-on-line—plano-municipal-de-saneamento-basico-de-porto-velho__933326.

VIRAVA EMBRULHO

Dá pena constatar hoje a decadência do jornalismo quando comparado ao passado recente. A mídia politizada de hoje transformou veículos que no passado preocupavam-se com a qualidade em meros panfletos engajados, especialmente nos dogmas da esquerda. Isso vale para todo o Brasil. Os fatos mais importantes, quando ligados a grupos e pessoas protegidas pelo sistema, simplesmente não aparecem no noticiário.

No caso rondoniense essa constatação pode ser conferida agora mesmo. Praticamente nenhum dos chamados sites de notícia que se auto proclamam independentes deu qualquer informação sobre a prisão, em Brasília, do professor Moises de Oliveira, que estava foragido há anos, irmão do também foragido ex-presidente da Assembleia Legislativa rondoniense. Foi como se a ação policial não tivesse existido.

E nem estamos falando da imprensa feita em papel. Ela praticamente desapareceu com o fechamento do centenário Alto Madeira. Sobrou o Diário da Amazônia, propriedade do senador condenado Acir Gurgacz, diário praticamente sem leitores e sem nenhuma credibilidade. E esse jornalão também não deu o menor destaque a esse acontecimento da prisão do professor Moises. O jornalão é impresso como os antigos, mas nem a serventia secundária dos tempos idos ele tem, que é servir para embrulho de compras.

NÃO PERCA TEMPO

Para essa quinta (13) está marcada uma coletiva de imprensa pelo prefeito de Porto Velho, quando Hildon Chaves vai anunciar oficialmente sua decisão sobre participar ou não das eleições desse ano. Os jornalistas mais bem informados apostam que o prefeito não disputará a reeleição. E agora alguns tentam passar a ideia de que foram os primeiros a descobrir que o desfecho seria esse. Ainda no princípio desse ano, essa coluna já falava dessa possibilidade.

Com certeza será pura perda de tempo para o eleitorado e munícipes de Porto Velho procurar o assunto de reeleição tratado com análises sérias e informações relevantes na mídia estado. Certamente o que vai aparecer nessa mídia local (na maioria das vezes editadas amadoristicamente) serão malcheirosos lero-leros ou blá-blá-blá! Lixo discurseiro de ativistas disfarçados de jornalistas contorcionistas da realidade. Alguns desses sites nem conseguem esconder a tentativa malograda de enganar os leitores incautos que chegam até eles. Alguns deles vivem de baixar o sarrafo no prefeito atual, comportamento que nunca tiveram em relação aos prefeitos que roubaram descaradamente o erário municipal no passado recente.

MAU-CARATISMO

Na mídia nacional algo parecido acontece. Quem ainda tem coragem de ficar colado nas grandes redes vê em todos os momentos a arrogante tentativa de doutrinação das estrelas do jornalismo profissional objetivando desconstruir a imagem pública do presidente da República, legitimamente eleito sem utilizar a mídia poderosa. É puro mau-caratismo. E em relação à Rede Globo (batizada nas redes sociais de Globolixo) não dá para entender é como os herdeiros de Dr. Roberto deixam seus jornalistas destruírem a credibilidade do maior grupo de comunicação do país, que seu pai levou a vida inteira para construir.

CREDIBILIDADE ZERO

Certamente a grande maioria dos “jornalistas” rondonienses sairá da tal entrevista coletiva com o mesmo ar arrogante dos enganadores escrevendo asneirices e perdendo ainda mais credibilidade diante da opinião pública. Esses “jornalistas” não passam na verdade membros das guildas e compõem o establishment que parasita e mama nas tetas do estado com empregos fantasmas e outras benesses, dadas pelos maus políticos que dominam por décadas nossas instituições.

Como deve ser na maioria dos estados, aqui também existe uma chusma desses personagens que adoram láureas dadas por instituições como ALE e Fiero pelo seu alinhamento a empresários corruptos, bancadas parlamentares assaltantes do tesouro, alta burocracia estatal com suas acintosas “privilegiaturas”, ambientalistas e ativistas de direitos “dos manos”, esquerdistas aboletados em cátedras universitárias, rentistas parasitas da dívida pública, ativistas do abortismo, da destruição da família e das minorias de gênero.

FALTA RECONHECIMENTO

Esses “jornalistas” unidos para garantir aos negócios de seus patrões o rojo do dinheiro público estão unidos no propósito de encobrir o essencial pelo acessório. Por isso não publicam que Hildon Chaves está terminando o seu mandato sem os corriqueiros roubos do passado. Aliás, exatamente pelo alto nível da corrupção dos últimos prefeitos, a cidade não solucionou o seu saneamento  básico ou até mesmo a questão do transporte público onde o ponto verdadeiro do estrangulamento está nas urdiduras dos poderosos interesses que agem nas sombras.

Du-vi-de-ó-dó que a farsa, o ataque pessoal, a troca do todo pela parte (principalmente quando a parte é “verdinha”) não será a tônica desse pessoal travestido de jornalista. Mais uma vez o que se verá nessa mídia sustentada por um establishment que não tem nenhum apreço pela maioria dos cidadãos, tal como esses tais escribas.

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS
  • A opinião dos colunistas necessariamente não reflete a posição do Jornal Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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