Em Linhas Gerais

Eleitores mais ariscos devem rejeitar chapas de farsantes e oportunistas -por Gessi Taborba

“Se os socialistas entendessem de economia, não seriam socialistas”. FRIEDRICH VON HAYER, nasceu 1899, em Viena, Áustria, e morreu em 1992. Foi importante economista e filósofo, professor da Universidade de Viena e da Universidade de Nova Iorque.

EDITORIAL

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2020, que alterou as datas das eleições, aprovada no dia primeiro de julho, levará às urnas milhões de brasileiros, que elegerão prefeitos e vereadores em 5.568 municípios do país. As datas definidas foram dia 15, para o primeiro turno; e dia 29, para o segundo. Isso tudo no mês de novembro.

Até agora é impossível encontrar algum indício sobre propostas consolidadas e factíveis de partidos ou pré-candidatos para as eleições municipais. E certamente essa afirmação não vale apenas para o município de Porto Velho e sim para todos. Como pode o eleitor ficar motivado a dar seu voto nas eleições adiadas para novembro desse ano diante da total escassez de propostas pelos partidos que lançarão suas chapas na corrida? Assim como os partidos aqueles dispostos a lutar pela indicação de seus nomes em convenções partidárias continuam em total caludez sobre essa questão. Um prova incontestável de que são candidatos sem um real conhecimento da realidade municipal, candidatos sem bagagem para chegar ao cargo de gestores públicos, principalmente nesse clima de economia erodida pela pandemia do vírus chinês.

Até o momento as aparições desses pré-candidatos nas mídias se faz em torno de meras tagarelices, ignorando os decorativos programas partidários que, é bom que se diga, na prática são inexistentes. Na verdade isso nem é coisa nova. Vem de algum tempo permitindo a formação de chapas com candidatos antagônicos a ponto de reunir inimigos políticos. Na capital rondoniense isso aconteceu na última disputa onde a conveniência reuniu Hildon Chaves ao Edgar do Boi, o vice que nunca se entendeu com o prefeito. E um pouco mais atrás foi a mesma idiossincrasia que reuniu o petista Roberto Sobrinho com a Cláudia Carvalho, do PSB, que também não conseguiu conviver com o petralha.

Depois de tantas experiências eleitorais mal sucedidas espera-se que o eleitor esteja mais preparado para não cair no conto do vigário dos oportunistas e farsantes, especialmente aqueles que usam o “social” e o “socialismo” por acreditarem que isso ainda atrai eleitores, mesmo após todos os últimos anos da política desse país ter demonstrado claramente que esses partidos não e nunca foram uma coisa nem outra. Querem votos e só isso!

O eleitor também deve aumentar sua desconfiança com a mídia manipuladora. A imprensa apenas registra que fulano é do partido tal, sem relacionar as características das partes. Às vezes o convívio político é “ecumênico”: há partidos que unem conservadores, “progressistas” e reacionários; outros que agrupam candidatos ligados umbilicalmente ao poder econômico e, naturalmente, os que pegam qualquer carona e desprezam ideologias e ética.

Não sei se os eleitores estão vacinados contra a deletéria ação dos oportunistas de plantão. São eles os personagens dispostos a aceitar qualquer espécie de convívio político na esperança de chegar ao poder. Para esses aríetes da malandragem partidária e política “é assim mesmo” que tem de ser. Tem até candidatos que sabem explorar o marketing digital fazendo esses pré-lançamentos sem levar em consideração qualquer tipo de planejamento. Tenho observado alguns pré-candidatos assumindo como tutores de seus nomes políticos mais sujos do que pau de galinheiro, alguns até com passagem pela cadeia, sem compreender que esses detalhes podem catastróficos para suas aspirações.

O eleitor de hoje está mais arisco e não será facilmente atraído para essas chapas de convivência ecumênica, camaleônica. Possivelmente nos demais municípios as alianças não chegam a ser costuradas com o tamanho disparate das que são anunciadas em Porto Velho. Aqui, enquanto não se define verdadeiramente a posição de largada para a prefeitura há verdadeiramente um risco para o futuro próximo da economia e do desenvolvimento social se o próximo prefeito sair desse quadro lamentável onde praticamente todos os pretendentes não passam de “práticos” da velha política dos oportunistas sempre interessados no custo-benefício e dispostos a repetir o costume do passado (especialmente nos anos de domínio da esquerda) recompensando seus comparsas e financistas políticos.

Em Porto Velho tudo parecia consolidado, mas a esperança acabou persistindo quando no último momento o prefeito Hildon Chaves cancelou a anunciada coletiva de imprensa onde – como se dizia – iria anunciar sua desistência de concorrer à reeleição. Quem sabe no último momento Hildon aceita entrar disputa para defender o legado de seu primeiro mandato. Quem sabe ele se convença de que ficar de fora é permitir que o próximo prefeito, venha de onde vier, estabeleça novamente a “normalidade” de quando a corrupção e os apadrinhamentos marcaram as gestões do município da capital rondoniense.

Este será o último ano em que se permitirá a reeleição de prefeitos. Hildon Chaves sempre se posicionou contra a reeleição, entendo que a renovação é o melhor meio de se aperfeiçoar a democracia. O prefeito de Porto Velho é diferente dos políticos profissionais que já assumem pensando na reeleição. Ele pensou primeiramente em cuidar das finanças erodidas do município. Pela primeira vez a capital rondoniense teve um prefeito que não se limitou “a tocar o barco” como foi a praxe até então. Seria realmente uma grande perda para os habitantes de Rondônia ansiosos para ver sua capital conseguir se desenvolver de forma sustentada.

Não sejamos pessimistas. Enquanto o prefeito não fizer um anúncio oficial de desistência ainda há uma vaga oportunidade de que os improvisadores que se nivelam na antiga politicagem do compadrio não voltarão ao comando da prefeitura com a mesma antiga disposição de manipular o povo.

 CRÕNICA DA SEMANA

Tenho perdido o gosto de abordar, como sempre fiz nos mais de 45 anos de prática do jornalismo, temas políticos. Os tempos são sombrios e as incertezas são imensas. A aventura de viver é cada vez mais perigosa, especialmente quando seu mister é de cultivar o bom jornalismo dos tempos antigos, quando a imprensa demonstrava respeito pelo seu público e obedecia os valores éticos estabelecidos. Hoje, quando sou mais espectador, fico apreensível com a hecatombe política que a tal mídia faz de tudo para provocar, assimilando como seu papel a militância partidária a ponto de transformar em escombros morais valores fundamentais de uma sociedade democrática e cristã, herança principal recebida de nossos antepassados!

É claro que me entristece, e muito, esses tempos sombrios, com a corrupção virando rotina até na compra dos tais respiradores ou de hospitais de campanha e tantas outras evidências da decadência moral de nossas autoridades. As perspectivas são realmente funestas para o mundo todo. Eu que estou numa fase de sonho com meus dois netinhos não tenho melhor aspiração do que as hecatombes, os tufões, as enormes incertezas abrindo espaço para o otimismo. Imagino ser este o desejo de todos aqueles que têm netos como eu, um de quase 3 anos e outro de 3 meses.

Essa situação me coloca numa fase de muitas recordações. É isso que me leva a escrever toda semana essa coluna com a convicção de que escrever é sonhar e libertar as lembranças de quando a gente se sentia acima da gente mesma na maior felicidade de observar os pássaros do fundo de nosso quintal, de brincar na rua nas noites de luas com inocentes brincadeiras de esconde-esconde (ou pique), de passar o anel, de canções de roda e admirar, no céu cada estrela que se acendia. Talvez seja por isso que continuo rabiscando essas letras como se ainda houvesse músicas no céu, num mar distante e que mesmo assim sempre me atraiu.

Eu sei pelas experiências da vida que as mais difíceis consequências desses vendavais criados por homens interessados em tirar proveito político das turbulências virão de forma inexorável. Estamos próximos do grande desafio de construir sobre os escombros espaços para o otimismo que está definhante. A responsabilidade de escolhermos para onde ir quando a pandemia passar é grave. E isso dá para sentir já diante das eleições que estão à porta. Que escolha farão os partidos políticos? Que escolha farão os eleitores? Será que agora, depois de toda essa crise da pandemia, seguiremos modelos anteriores, superados e malfadados?

O prefeito que vai assumir em 1º de janeiro de 2021 terá a missão e a responsabilidade de entender os novos tempos, de estar à altura deles. Existe um balizamento a seguir para não errarmos profundamente na hora de escolher. O novo Legislativo não poderá mais ater-se a mezinhas supérfluas. Um dos eternos ensinamentos de Ruy Barbosa, no longínquo 1910, parece-nos indicar o caminho: “Uns plantam a semente da couve para o prato de amanhã; outros, a semente do carvalho para o abrigo ao futuro. Aqueles cavam para si mesmos. Estes lavram para o seu país.”

Eu tenho minhas preocupações com o que virá por ai. As urnas, aprendi isso com um dos mais importantes políticos do Brasil, nem sempre produzem os melhores frutos. Eu bem gostaria de ver na disputa desse ano o prefeito Hildon. Conheci todos os antecessores de seu cargo desde que Porto Velho começou a ter prefeitos escolhidos pelo voto. Não vi ninguém mais adequado para esse nosso querido município que Hildon, não só pelo que fez mas pelo que pode fazer sem a necessidade de conchavos e de negociatas.

Tenho, para mim, que um novo prefeito precisará, ao mesmo tempo, plantar as sementes da couve e do carvalho. Milhares de famílias estarão em dificuldades penosas, muitas delas passando fome. Milhares de jovens não enxergarão luz na escuridão. A coragem de ser honesto e lúcido obrigará os próximos dirigentes a uma união sólida, independentemente de partidos, que estes já perderam a importância. Os partidos precisam apresentar líderes, sim, mas que estejam acompanhados de conselheiros administrativos especializados. Que, com os candidatos, surjam conselheiros sociólogos, filósofos, antropólogos, ao lado da máquina administrativa. Sem estudar o que virá, não haverá como governar. Se não plantar couve, não haverá quem se abrigue sob o carvalho.

FACILIDADES BANCÁRIAS

Na forma de parecer do relator deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 18, a Medida Provisória 958/20, que dispensa os bancos públicos de exigir dos clientes, sejam empresas ou pessoas físicas, alguns documentos fiscais na hora da contratar ou renegociar empréstimos. A MP segue para o Senado. Serão dispensados: certidões negativas de tributos federais e de inscrição em dívida ativa da União, certidão de quitação eleitoral, comprovação do recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida muda de 30 de setembro para 31 de dezembro de 2020 a data limite dessa dispensa ou até quando durar o estado de calamidade pública decorrente da Covid-19. Micro e pequenas empresas contarão com prazo estendido de mais 180 dias além deste.

QUESTÃO DOS COLETIVOS

Finalmente chega ao fim a novela do transporte coletivo de Porto Velho. Agora não tem mais trololó: a empresa JTP Transportes, que venceu a concorrência realizada pela prefeitura de Porto Velho, deverá assumir o serviço que vinha sendo feito de forma precaríssima desde que, ainda no governo petista, as empresas que operavam tradicionalmente o sistema foram exterminadas. A crise durou até o fim da gestão do PT na prefeitura e atravessou o governo do PSB, de Mauro Nazif. Com a falta de competência para a solução do caos a gestão do PSB inventou uma “solução emergencial” que batizou de “SIM” e piorou como nunca se tinha visto o atendimento aos usuários do serviço.

CONSÓRCIO MALUCO

É claro que o tal consórcio “SIM” inventado pela gestão anterior não teria mesmo como dar certo. De princípio ele foi integrado por uma empresário local sem qualquer experiência no ramo do transporte urbano aliado a uma empresa do Amapá, estado também sem nenhuma tradição nesse segmento. Aquilo que era emergencial “acabou duradouro demais”, como comentou certa vez um político que já atuou nesse serviço.

O consórcio maluco certamente não deu prejuízo apenas aos usuários do transporte mas também, com certeza, à economia da prefeitura submetida aos interesses políticos dos empresários ávidos de ficar com a “cereja do bolo”. Foi – e ninguém pode negar – os dos enormes abacaxis que caíram no colo do prefeito Hildon Chaves assim que assumiu o cargo.

LIÇÕES

Certamente nem toda a mídia vai reconhecer o esforço hercúleo do prefeito Hildon Chaves para chegar finalmente a vitória, ao momento de virar a página do fatídico “SIM” pelo caminho legal, com um processo que enfrentou todo tipo de sabotagem. Esse episódio mostra bem como a oposição em Rondônia, ou mais precisamente em Porto Velho, age no sentido deletério de ser contra o povo, fazendo oposição simplesmente por oposição, sem contribuir para o avanço do município.

A crítica formulada ao prefeito nesse caso do transporte urbano em nenhum momento contribuiu para a solução desse histórico problema da cidade. E certamente foi por isso que encontrou eco no meio judiciário onde esse processo tramitou por um período de tempo maior que o necessário e quase terminou em uma nova tragédia na última tentativa de impedir que a solução proposta pela gestão municipal chegasse a termo. Ficou claro depois de tudo isso a existência de oposição corrosiva, que não consegue esconder seus objetivos políticos torpes.

Se não fosse isso, a solução desse imenso caos do transporte público deixado exatamente pelos gestores que antecederam Hildon, todos de partidos da esquerda, teria acontecido com rapidez. A decisão do STJ em favor da prefeitura, cassando de vez as ações que impediam as a JTP Transporte de assumir a exploração do serviço coletivo urbano de Porto Velho nasceu da impetração de uma empresa que sequer participou da concorrência pública. Com o fato finalmente esclarecido, traduzido em mais uma vitória para a gestão de Hildon Chaves, o povo mais uma vez terá motivos para ficar do lado de Chaves contra seus detratores, inclusive a mídia patropi alijada das verbas publicitárias incapaz até mesmo de armar seus aríetes sem a consideração da presunção de inocência.

É DO BARALHO

Alguma coisa muito ruim deve estar acontecendo nesse nosso Brasil. Eu, do alto dos meus 69 anos completados, não imaginaria que um dia um Ministro da Suprema Corte poderia inventar uma coisa (uma lei?) de “abuso de poder religioso”. Mas foi o que aconteceu. A proposta macunaímica de Edson Fachin, o ministro declaradamente a favor do Lula e do PT não vingou por ter sido derrotada no STE pelo placar de 6 a 1. O objetivo de Fachin era impedir que líderes religiosos peçam votos para candidatos e partidos. O julgamento do Tribunal Superior Eleitoral foi considerado uma vitória do direito do cidadão, religioso ou não, à Liberdade de Expressão.

HÃHAM!

Edson Fachin negou a intenção de qualquer tipo de discriminação, mas políticos e juristas viram tentativa do ministro de impedir apoio evangélico a Bolsonaro, em 2022. Com a derrota aplicada em Fachin, a questão está encerrada. Mas não deve escapar do crivo do eleitorado em relação aos integrantes dos legislativos.

Em Rondônia nenhum parlamentar (incluindo deputado estadual) se manifestou sobre essa aberração. Como sempre se fecharam em copas preferindo encher a caixa postal dos jornalistas com a famigeradas notícias de emendas orçamentárias, reclamações de falta de água Jarú (deputado brincando de vereador) e outras futilidades semelhantes.

Ah, engraçado: o ministro vermelho não esboçou qualquer restrição à influência de líderes sindicais, artistas e até professores, que fazem pregação eleitoral durante as campanhas.

LULA NÃO PODE

O ministro Edson Fachin precisa reconhecer que tem um pé no PT, partido pelo qual fez campanha antes da indicação para o Supremo, em 2015. Por acha que sem Lula na eleição de 2022 o processo estará “comprometido”. Ficou claro que Fachin continua adepto do petismo e contra Bolsonaro. Com essa declaração, o ministro mostra ser um personagem de “Duas Caras”, parecido com Lula e com a maioria dos políticos brasileiros. Lula não pode ser candidato devido a Lei da Ficha Limpa, que ele mesmo sancionou em 2010.

ABSURDO

A inflação calculada pelo IBGE para o período julho de 2019 a julho de 2020 foi de 2,3%, entretanto os planos de saúde estão reajustando em até 20%, portanto, quase dez vezes mais. As operadoras alegam que perderam 400 mil associados este ano, entre março e junho. No entanto, tiveram lucros que variam no semestre de 200 milhões a 400 milhões de reais.

PASSOU

Não sei o leitor, mas esse colunista ficou furioso quando o governo decidiu impedir o estacionamento normal em supermercados, como uma ação de combate à pandemia. É claro que a medida não foi só arbitrário mas também burra. As vagas foram eliminadas com tapumes. Parece que os gênios do governo estavam imaginando uma enorme contágio do Covid19 entre os automóveis. Não tiveram, de início, a mesma ideia para motos. A coluna fez críticas constantes ao “brilhantismo” desses gênios do governo. Parece que o nosso sarcasmo venceu. Os tapumes sumiram e o estacionamentos nos supermercados voltou a ser normalizado.

A pobreza intelectual dos integrantes da cúpula do governo rondoniense é constrangedora. Tomam decisões sem pé nem cabeça, sem nenhum respaldo na ciência ou na doutrina e princípios jurídicos.

ESTUPRO

Para não dizer que a coluna preferiu ignorar esse assunto. Segundo se informa o estuprador foi preso em Vitória, no Espírito Santo. Tomara que o patife, canalha e covarde estuprador da menina de 10 anos apodreça na cadeia. Lá, pagará, como merece, pela atrocidade. Própria dos monstros que não deveriam ter nascido.

PORNOGRAFIA

Informação divulgada ontem dá conta de que um médico contratado pelo município de Porto Velho está sendo investigado por uma operação da Polícia Federal de combate à pornografia infantil. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Velho em uma residência no bairro Areal e em um condomínio de luxo no bairro Rio Madeira. isso com um dos mais importantes políticos do Brasil, nem sempre produzem os melhores frutos. Eu bem gostaria de ver na disputa desse ano o prefeito Hildon. Conheci todos os antecessores de seu cargo desde que Porto Velho começou a ter prefeitos escolhidos pelo voto. Não vi ninguém mais adequado para esse nosso querido município que Hildon, não só pelo que fez mas pelo que pode fazer sem a necessidade de conchavos e de negociatas.

Tenho, para mim, que um novo prefeito precisará, ao mesmo tempo, plantar as sementes da couve e do carvalho. Milhares de famílias estarão em dificuldades penosas, muitas delas passando fome. Milhares de jovens não enxergarão luz na escuridão. A coragem de ser honesto e lúcido obrigará os próximos dirigentes a uma união sólida, independentemente de partidos, que estes já perderam a importância. Os partidos precisam apresentar líderes, sim, mas que estejam acompanhados de conselheiros administrativos especializados. Que, com os candidatos, surjam conselheiros sociólogos, filósofos, antropólogos, ao lado da máquina administrativa. Sem estudar o que virá, não haverá como governar. Se não plantar couve, não haverá quem se abrigue sob o carvalho.

FACILIDADES BANCÁRIAS

Na forma de parecer do relator deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 18, a Medida Provisória 958/20, que dispensa os bancos públicos de exigir dos clientes, sejam empresas ou pessoas físicas, alguns documentos fiscais na hora da contratar ou renegociar empréstimos. A MP segue para o Senado. Serão dispensados: certidões negativas de tributos federais e de inscrição em dívida ativa da União, certidão de quitação eleitoral, comprovação do recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida muda de 30 de setembro para 31 de dezembro de 2020 a data limite dessa dispensa ou até quando durar o estado de calamidade pública decorrente da Covid-19. Micro e pequenas empresas contarão com prazo estendido de mais 180 dias além deste.

QUESTÃO DOS COLETIVOS

Finalmente chega ao fim a novela do transporte coletivo de Porto Velho. Agora não tem mais trololó: a empresa JTP Transportes, que venceu a concorrência realizada pela prefeitura de Porto Velho, deverá assumir o serviço que vinha sendo feito de forma precaríssima desde que, ainda no governo petista, as empresas que operavam tradicionalmente o sistema foram exterminadas. A crise durou até o fim da gestão do PT na prefeitura e atravessou o governo do PSB, de Mauro Nazif. Com a falta de competência para a solução do caos a gestão do PSB inventou uma “solução emergencial” que batizou de “SIM” e piorou como nunca se tinha visto o atendimento aos usuários do serviço.

CONSÓRCIO MALUCO

É claro que o tal consórcio “SIM” inventado pela gestão anterior não teria mesmo como dar certo. De princípio ele foi integrado por uma empresário local sem qualquer experiência no ramo do transporte urbano aliado a uma empresa do Amapá, estado também sem nenhuma tradição nesse segmento. Aquilo que era emergencial “acabou duradouro demais”, como comentou certa vez um político que já atuou nesse serviço.

O consórcio maluco certamente não deu prejuízo apenas aos usuários do transporte mas também, com certeza, à economia da prefeitura submetida aos interesses políticos dos empresários ávidos de ficar com a “cereja do bolo”. Foi – e ninguém pode negar – os dos enormes abacaxis que caíram no colo do prefeito Hildon Chaves assim que assumiu o cargo.

LIÇÕES

Certamente nem toda a mídia vai reconhecer o esforço hercúleo do prefeito Hildon Chaves para chegar finalmente a vitória, ao momento de virar a página do fatídico “SIM” pelo caminho legal, com um processo que enfrentou todo tipo de sabotagem. Esse episódio mostra bem como a oposição em Rondônia, ou mais precisamente em Porto Velho, age no sentido deletério de ser contra o povo, fazendo oposição simplesmente por oposição, sem contribuir para o avanço do município.

A crítica formulada ao prefeito nesse caso do transporte urbano em nenhum momento contribuiu para a solução desse histórico problema da cidade. E certamente foi por isso que encontrou eco no meio judiciário onde esse processo tramitou por um período de tempo maior que o necessário e quase terminou em uma nova tragédia na última tentativa de impedir que a solução proposta pela gestão municipal chegasse a termo. Ficou claro depois de tudo isso a existência de oposição corrosiva, que não consegue esconder seus objetivos políticos torpes.

Se não fosse isso, a solução desse imenso caos do transporte público deixado exatamente pelos gestores que antecederam Hildon, todos de partidos da esquerda, teria acontecido com rapidez. A decisão do STJ em favor da prefeitura, cassando de vez as ações que impediam as a JTP Transporte de assumir a exploração do serviço coletivo urbano de Porto Velho nasceu da impetração de uma empresa que sequer participou da concorrência pública. Com o fato finalmente esclarecido, traduzido em mais uma vitória para a gestão de Hildon Chaves, o povo mais uma vez terá motivos para ficar do lado de Chaves contra seus detratores, inclusive a mídia patropi alijada das verbas publicitárias incapaz até mesmo de armar seus aríetes sem a consideração da presunção de inocência.

É DO BARALHO

Alguma coisa muito ruim deve estar acontecendo nesse nosso Brasil. Eu, do alto dos meus 69 anos completados, não imaginaria que um dia um Ministro da Suprema Corte poderia inventar uma coisa (uma lei?) de “abuso de poder religioso”. Mas foi o que aconteceu. A proposta macunaímica de Edson Fachin, o ministro declaradamente a favor do Lula e do PT não vingou por ter sido derrotada no STE pelo placar de 6 a 1. O objetivo de Fachin era impedir que líderes religiosos peçam votos para candidatos e partidos. O julgamento do Tribunal Superior Eleitoral foi considerado uma vitória do direito do cidadão, religioso ou não, à Liberdade de Expressão.

HÃHAM!

Edson Fachin negou a intenção de qualquer tipo de discriminação, mas políticos e juristas viram tentativa do ministro de impedir apoio evangélico a Bolsonaro, em 2022. Com a derrota aplicada em Fachin, a questão está encerrada. Mas não deve escapar do crivo do eleitorado em relação aos integrantes dos legislativos.

Em Rondônia nenhum parlamentar (incluindo deputado estadual) se manifestou sobre essa aberração. Como sempre se fecharam em copas preferindo encher a caixa postal dos jornalistas com a famigeradas notícias de emendas orçamentárias, reclamações de falta de água Jarú (deputado brincando de vereador) e outras futilidades semelhantes.

Ah, engraçado: o ministro vermelho não esboçou qualquer restrição à influência de líderes sindicais, artistas e até professores, que fazem pregação eleitoral durante as campanhas.

LULA NÃO PODE

O ministro Edson Fachin precisa reconhecer que tem um pé no PT, partido pelo qual fez campanha antes da indicação para o Supremo, em 2015. Por acha que sem Lula na eleição de 2022 o processo estará “comprometido”. Ficou claro que Fachin continua adepto do petismo e contra Bolsonaro. Com essa declaração, o ministro mostra ser um personagem de “Duas Caras”, parecido com Lula e com a maioria dos políticos brasileiros. Lula não pode ser candidato devido a Lei da Ficha Limpa, que ele mesmo sancionou em 2010.

ABSURDO

A inflação calculada pelo IBGE para o período julho de 2019 a julho de 2020 foi de 2,3%, entretanto os planos de saúde estão reajustando em até 20%, portanto, quase dez vezes mais. As operadoras alegam que perderam 400 mil associados este ano, entre março e junho. No entanto, tiveram lucros que variam no semestre de 200 milhões a 400 milhões de reais.

PASSOU

Não sei o leitor, mas esse colunista ficou furioso quando o governo decidiu impedir o estacionamento normal em supermercados, como uma ação de combate à pandemia. É claro que a medida não foi só arbitrário mas também burra. As vagas foram eliminadas com tapumes. Parece que os gênios do governo estavam imaginando uma enorme contágio do Covid19 entre os automóveis. Não tiveram, de início, a mesma ideia para motos. A coluna fez críticas constantes ao “brilhantismo” desses gênios do governo. Parece que o nosso sarcasmo venceu. Os tapumes sumiram e o estacionamentos nos supermercados voltou a ser normalizado.

A pobreza intelectual dos integrantes da cúpula do governo rondoniense é constrangedora. Tomam decisões sem pé nem cabeça, sem nenhum respaldo na ciência ou na doutrina e princípios jurídicos.

ESTUPRO

Para não dizer que a coluna preferiu ignorar esse assunto. Segundo se informa o estuprador foi preso em Vitória, no Espírito Santo. Tomara que o patife, canalha e covarde estuprador da menina de 10 anos apodreça na cadeia. Lá, pagará, como merece, pela atrocidade. Própria dos monstros que não deveriam ter nascido.

PORNOGRAFIA

Informação divulgada ontem dá conta de que um médico contratado pelo município de Porto Velho está sendo investigado por uma operação da Polícia Federal de combate à pornografia infantil. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Velho em uma residência no bairro Areal e em um condomínio de luxo no bairro Rio Madeira.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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