Em Linhas Gerais

Não há favas contadas mas Expedito está na pole-position – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Todos os homens morrem, mas nem todos vivem.” WILLIAM WALLACE (1270/1305), foi um guerreiro escocês que vencer o exército inglês de Eduardo I. Teve participação fundamental na Guerra da Independência Escocesa. Wallace tinha cultura exemplar, dominando os idiomas francês e latim.

 É CLARO QUE NÃO

Aos poucos começam surgir as opiniões sobre quem tem ou não tem chances de se tornar governador de Rondônia. São opiniões – como dizem – lastreadas em resultados de pesquisas feitas no momento para consumo interno de políticos ou partidos, e até mesmo de instituições de caráter privado.

Para a coluna tudo não passa nesse momento de meras especulações. Não dá para apontar favorito incontornável a 15 meses das eleições — um ano e cinco meses. É preciso esperar várias coisas — uma delas o lançamento dos candidatos, que ainda não estão 100% definidos. Depois, com a apresentação dos postulantes, é preciso verificar as campanhas e como os eleitores, que estão desconsolados com os políticos — todos eles —, vão se posicionar.

 NÃO HÁ FAVAS CONTADAS

O colunista viu uma dessas “pesquisas” internas onde o provável postulante Expedito Júnior aparece em primeiro lugar. Está eleito? Pergunta um militante. Claro que não. O próprio Expedito, que é um político astuto, pode até ficar alegre com o resultado, mas sabe que as favas não estão contadas. O jogo político-eleitoral está abertíssimo.

Quem tem experiência política no estado sabe que por aqui os eleitores costumam surpreender os institutos de pesquisas de opinião. Nossos eleitores costumam demorar a discutir eleições e, sobretudo, a definir seu voto.

 VAI COMEÇAR

Porto Velho terá o início da elaboração de uma nova versão do Plano Diretor nos próximos meses, com sua revisão, estabelecida pela legislação municipal. Diante disso, prevê-se disputas intensas na Câmara, levando-se em conta os interesses envolvidos e a já conhecida pressão do setor imobiliário.

Até agora a prefeitura ainda não anunciou a abertura dos debates (audiências públicas) sobre o assunto. No âmbito geral, a revisão do Plano Diretor visa dar um direcionamento para que o município elabore seu futuro com uma orientação mais voltada às políticas públicas do que ao simples cumprimento de uma etapa burocrática cuja não execução inviabilizaria obtenção de verbas e convênios.

 CRISE FEIA

A especulação em torno de um acordo político entre o PDT de Acir Gurgacz e o PMDB de Valdir Raupp é um sinal claro das previsíveis dificuldades que o barbudo senador, um dos políticos mais conhecidos de Rondônia, terá para se reeleger no próximo ano. A citação de Valdir Raupp nas delações da Lava Jato e aceitação das denúncias contra ele (por recebimento de propinas) pelo Supremo Tribunal Federal representou uma pedrada em seu projeto político. Raupp já tinha desistido de concorrer ao governo. Sabe da importância de deter o mandato de senador para garantir maiores chances de enfrentar os processos em tramitação no Supremo.

 ABALOS ELEITORAIS

Valdir Raupp o cacique maior do PMDB rondoniense sempre foi arquirival dos Gurgacz com quem pode se aliar agora, numa composição estranha em que seria candidato à reeleição tendo no mesmo espaço a candidatura ao Senado de Confúcio Moura (ainda no governo) e também a do prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires.

Todos compromissados com a suposta candidatura de Acir Gurgacz ao governo rondoniense. Com a perseguição desse tipo de arranjo está evidenciado os abalos eleitorais que o PMDB pode ter no pleito do próximo ano.

 ULTIMO FOLEGO

O acordo até agora admitido só pelo próprio Acir Gurgacz é um claro aviso que o derradeiro fôlego que mantinha viva a pretensão de Maurão de Carvalho de chegar ao governo do estado vai receber, outra vez, uma pá de cal, repetindo aquilo que viveu quando engrossava as hostes de Ivo Cassol.

 LADO HUMANO

Não deixa de merecer aplausos a capacidade do prefeito Hildon Chaves de revelar seu lado mais humano, capaz de se condoer com as dificuldades alheias. Deve ser por isso que o prefeito acabou recuando na sua determinação de desocupar os espaços públicos de Porto Velho, tomados pelos camelôs e vendedores de tudo.

 CRISE

Não há dúvidas de que a crise econômica está atingindo com mais força as camadas mais pobres da população e que estas têm de se virar como podem para garantir sua sobrevivência. Nessas circunstâncias, a cidade representa a salvação para essas pessoas.

Desde que a crise se acirrou, o hipercentro de Porto Velho e outras áreas da cidade vêm sendo tomados, gradativamente, por pessoas que tentam vender algum produto. Aos poucos, em determinadas regiões, a cidade virou um “mercado persa”.

 OS ABATIDOS

Até hoje ninguém sabe o número de pessoas diretamente ligadas às vendas clandestinas dos camelôs em nossos logradouros públicos. Muitos estão nessas atividades por tempo demais, mais do que suficiente para terem tido oportunidade de se legalizar, de montar negócios verdadeiros, etc, etc.

Entretanto, parte dos vendedores informais é formada por gente que tinha, até há pouco tempo, carteira de trabalho assinada, mas que agora foi abatida pelo desemprego em crescimento.

 É DE TODOS

Vivemos hoje uma situação de anormalidade social. Mas isso não pode ser desculpa para esquecer-se de outro ponto fundamental: A cidade pertence aos cidadãos, que têm direito a ela para fins de se proteger, conviver, usufruir, manifestar-se, de andar por suas ruas, por suas praças e calçadas.

Então não dá para continuar por muito mais tempo com a ditadura dos camelôs, ampliada após o fracasso do antigo shopping popular.

 DESORGANIZAÇÃO

É o que temos na capital. Tal desorganização urbana contribui para deteriorar o patrimônio público. Em várias áreas da cidade, o equipamento arquitetônico vem sendo vandalizado. Quando mais este se degrada, mais essa população se sente à vontade para tomar posse dele e destruí-lo. Provas existem às carradas mas fiquemos apenas num só exemplo, a Praça dos Engraxates, tal e qual a Jonathas Pedrosa.

Não se trata de reprimir esses cidadãos, mas fazê-los perceber que a cidade tem regras. O caos não prospera num ambiente de limpeza e organização, onde haja iluminação pública, os bens públicos sejam conservados e os cidadãos se sintam em segurança.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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