Em Linhas Gerais

Não é nada animadora a situação para as empresas privadas de ensino – Por Gessi Taborda

VIVA A POLÍTICA

Estamos cada vez mais próximos da grande oportunidade de mudanças na vida pública de nossas cidades. E hoje há um consenso: a grande parte do povo sonha com a consolidação de mudanças reais na política, para que o Brasil não caia ainda num precipício muito maior. Este é  assunto escolhido para abrir a coluna dessa quarta-feira.

Não há possibilidade de mudanças efetivas em nossa pátria sem a devida organização e envolvimento das pessoas de bem no processo político-partidário.

PRÁTICAS E CONDUTAS

É cada vez maior a sensação de que a política em Rondônia e no Brasil é, cada vez mais, um grande engodo, principalmente se partimos da premissa de que não precisamos de alterações pontuais, mas sim de novas práticas e condutas.

FARINHA DO MESMO SACO

As pessoas estão plenamente convencidas de que os políticos são farinha do mesmo saco e os partidos não têm o menor interesse em representar interesses da população, sendo ferramentas a serviços de caciques. As legendas – ouço isso constantemente – são fábricas intencionadas em alastrar a política mesquinha e oportunista.

É POSSÍVEL MUDAR?

Sejamos práticos em nosso questionamento: existe possibilidade de mudar algo efetivamente em nosso país sem a mudança da classe política? Essa mudança se dá por golpe ou extinção dos partidos? É evidente que não!

PENSE

Vamos a um exercício simples de raciocínio: O transporte público é caro, demorado e ineficiente certo? A saúde e a educação estão longe de serem os ideais para nossa nação correto? E de quem é a culpa de tudo isso? Dos empresários que ganham e lucram com a desorganização do Estado ou do próprio sistema que tautologicamente é incapaz de se organizar por ser essencialmente nesse caos administrativo sua principal fonte de corrupção e desvios? Simples não!

O QUE TEMOS

Participe, viva a política e não adote o discurso irresponsável do afastamento por indiferença. Quando te disserem que política não se discute e que partido político é lugar de vagabundo lembre-se de que no estado democrático de direito é no voto, e exclusivamente nele, que se solidificam as mudanças na administração pública. Ao invés de cobrar soluções de quem não tem condições de entender a administração de uma cidade, vamos escolher quem possa ter essa capacidade. E no mais! Político cansado precisa descansar em casa, vamos ajudar a classe desprezando eles nas urnas.

SEM COLETA

Em todo o país, cerca de 300 profissionais de 52 hospitais do SUS já foram capacitados para a realização de coleta de vestígios em casos de violência sexual, segundo o Ministério da Saúde. Mas em Porto Velho essa inovação ainda deve demorar a chegar. Isso porque a cidade ainda não cadastrou nenhum hospital ou pronto-socorro para receber capacitação para esse tipo de procedimento, segundo fonte do setor hospitalar.

EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

No momento, a coleta de vestígios para a investigação policial em Porto Velho só é feita através do Instituto Médico Legal, com todas as suas deficiências, como a falta de uma equipe médica multiprofissional.

Uma vítima pode até procurar um pronto socorro mas os vestígios retirados e constatados numa unidade de saúde dessas não tem valor para a investigação policial. Atualmente, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, existem 543 serviços de atenção às pessoas em situação de violência sexual no Brasil.

PERDENDO ALUNOS

Não é nada animadora a situação para as empresas privadas de ensino. De acordo com fontes do setor, escolas privadas de Rondônia e especialmente de Porto Velho deverão amargar uma queda de até 15% nas matriculas de alunos para o ano de 2016. Isso é um dos reflexos da crise que econômica responsável pelas dificuldades dos pais para pagar as mensalidades.

INADIMPLÊNCIA CRESCENTE

De acordo com a mesma fonte as instituições particulares de ensino fundamental e médio de Porto Velho sofrem neste momento com índice de inadimplência que cresceu em torno de 27% nos primeiros seis meses desse ano em relação ao ano anterior.

Deve acontecer uma grande migração de alunos das classes C e D que estavam em escolas particulares para escolas do ensino público.

EFEITOS COLATERAIS

Mais uma reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central deve ocorrer no dia de hoje. Não existe para uma nova alta de juros mas em termos de Brasil há sempre apreensão de que o Copom decida pelo aumento da taxa. Na verdade o setor produtivo torce e reclama pelo contrário: a redução da Selic.

É PRECISO REDUZIR

No atual cenário, a manutenção da atual taxa dos juros significa mais um duro golpe e uma verdadeira catástrofe para o já combalido setor produtivo, justamente em um momento que o país necessita de mais e não menos investimentos, para que a economia brasileira possa dar sinais de retomada e evitar um mergulho na recessão, com consequente fechamento de centenas de milhares de postos de trabalho, na opinião de renomados economistas.

Eles enfatizam que há outros mecanismos para combater a inflação, enquanto a atual taxa SELIC, além de não ser o instrumento mais eficaz, traz efeitos colaterais extremamente danosos, e talvez irreversíveis, para o setor produtivo, justamente em um momento que o país tanto necessita dar respostas para não perder as conquistas sociais obtidas ao longo dos últimos anos.

TRAVOU

Apesar do “mar de lama” que está invadindo os Palácios e as residências oficiais, com centenas de casos de corrupção, em que os recursos públicos são surrupiados por Governadores, Senadores, Deputados Federais e Prefeitos pelo Brasil afora, o Congresso não tem demonstrado nenhum interesse em aprovar as propostas do Governo Federal, do Ministério Público Federal e do Juiz Sérgio Moro para dar um basta em toda esta roubalheira. As propostas estão engavetadas! E quais as razões para não votar estas propostas? Provavelmente, ou melhor, com toda a certeza, alguns deles serão atingidos pelas novas medidas, porque como já disse o Lula e hoje se aplica principalmente em relação à aliança que apoia o Governo Dilma, há mais de 300 picaretas no Congresso Nacional!

Gessi Taborda – [email protected]

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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