Em Linhas Gerais

Na delação premiada, o senador Delcídio entregou Dilma e Lula numa bandeja – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Dizei-me com que andas e eu te direi se vou contigo”. Barão de Itararé, título pelo qual ficou conhecido o gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1985/1971), jornalista e pioneiro no humorismo político brasileiro.

TARA DA SEMTRAN

Difícil saber quem tem tara maior por semáforos nesta bizarra capital de Porto Velho. Mas que a tara existe ninguém pode negar. Só isso justifica a colocação de dois sinais luminosos na esquina da Abunã com a Rafael Vaz e Silva, onde fica o colégio 21 de Abril.

Os dois cumprindo uma única função.

MINA DE OURO

Certamente quem programa e determina a instalação desses semáforos deve acreditar ter encontrado uma nova “mina de ouro”.max4 Tá na cara que é maracutaia com o dinheiro público. Possivelmente o empresário que fatura com “sinalização viária” paga pela prefeitura não imagina risco que corre de ver o sol nascer quadrado caso instituições como MP e TCE decidam investigar esse esquema.

COLEGUINHAS

Mais de 60 jornalistas se credenciaram para a cobertura da visita que o vice Michel Temer fará ao Piauí no dia de hoje. A entrevista vai acontecer na sede do PMDB daquele estado. Ou há um número exagerado de jornalistas em Teresina ou Temer está longe de ser carta fora do baralho na política do país.

PREVIDÊNCIA

O Governo faz ‘terrorismo’ sobre o caixa da Previdência Social, garantem entidades de classe dos servidores. Duas provas disso: a União paga os aposentados em dia, e no Orçamento deste ano vai redirecionar R$ 69,7 bilhões de receitas destinados à Previdência para outros programas.

PAUTA DE ABRIL

Deve ir para a apreciação do plenário da Câmara em abril o novo Código Comercial do País. O vigente é do século 19. “O Brasil vivencia ambiente econômico fragilizado, de insegurança em termos de legislação, com quebra de contratos, o que espanta potenciais investidores”, diz o presidente da comissão, deputado Laécio Oliveira (SD-SE).

FRAQUEZA

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já admite a parlamentares próximos que será “difícil suportar a pressão”, após o STF ter aceitado a denúncia contra ele.

ÉTICA

Finalmente foi criada a Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de Rondônia. Os membros do Conselho não chegam a ser uma garantia de que o parlamento ficou livre os vexames antigos, causados por atos antiéticos de seus membros e por escândalos de corrupção. Na próxima semana eles deverão escolher quem presidirá o conselho. Nos bastidores circulou comentário dando conta de que o cargo poderá cair no colo do líder do governo, Luizinho Goebel.

ELA EXISTE

O governo Confúcio Moura, graças aos seus áulicos, vai conseguindo mimetizar a realidade da economia em Rondônia, dando a impressão de que o estado tem uma blindagem contra a crise. E até o senador que preside seu partido, o PMDB, tem alardeado essa conversa para boi dormir, falando de “investimentos” novos para Rondônia, o que não passa de uma falácia.

Estamos na iminência de ver a marolinha transformar-se numa tempestade. E se não fosse por isso o próprio governador não exigiria de seu secretariado uma economia de pelo menos 30% nas despesas para não comprometer o pagamento dos servidores do estado.

PARALISADO

Há um grande esforço para manter em sigilo os verdadeiros indicadores sociais e econômicos de Rondônia. Se o governo adotasse a transparência, a população iria saber que o governo de Confúcio continua paralisado, sem nenhuma obra capaz de impactar crescimento econômico. Os indicadores econômicos e sociais, afirmam economistas mais confiáveis, vem caindo mês após mês. Mas os políticos da base governista agem como se a crise não existisse.

PREVENÇÃO

Uma pergunta que não quer calar: Será que o MP e o TCE permitirão ao prefeito de Porto Velho queimar mais uma montanha de dinheiro público com a prometida realização do carnaval em pleno mês de março???

Se pelo menos houvesse uma tradição em torno desse evento na atração de turistas, vá lá. Mas, pelo que se sabe, essa é uma despesa sem nenhum retorno social para a cidade. Afinal a data do carnaval passou e agora já se pensa em páscoa e outras efemérides.

Assim como só no Brasil existe jabuticaba, prefeito com um descaramento desses com os gastos públicos parece existir apenas por aqui. E bate o bumbo…

ENQUANTO ISSO

Bastou uma curta chuva na noite de ontem para os alagamentos de áreas conhecidas como a Vieira Cahula fossem verificados. E olha que na via citada o atual prefeito ficou praticamente todo esse período de mandato com “obras” que, como se viu ontem, em nada corrigiu as muitas besteiras feitas pelos seus antecessores.

Gente como o ex-prefeito Ali Babá, que derramou milhões naquela via, com superfaturamento e contratos direcionados, além de outras mazelas que deveriam ter resultado em cadeia para esses gestores mequetrefes do dinheiro do contribuinte.

DE BANDEIJA

O senador Delcídio fez a delação premiada que tanto negou ter feito. Ele entregou Dilma e Lula numa bandeja. Dilma teria tentado abafar a Lava Jato e Lula teria mandado pagar mesada a Nestor Cerveró. O conteúdo é bombástico. Em Brasília o mundo político entrou em polvorosa. Diante desse cenário, o novo Ministro da Justiça vai ter dificuldade para trocar o diretor-geral da Polícia Federal. O atual será mantido no mínimo até agosto desse ano.

PERDENDO

De acordo com os números da última pesquisa Datafolha divulgada nesta semana Lula perdeu prestígio dentro de sua base (dos 33% que sempre votaram nele, um terço agora o rejeita); 49% dos eleitores dizem que não votarão nele de jeito nenhum. Já o Governo Dilma é considerado ruim ou péssimo por 64% dos eleitores pesquisados. E só 11% o consideram ótimo ou bom.

Taborda

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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