Em Linhas Gerais

Na deformada república brasileira políticos roubam naturalmente – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Falam que o tempo apaga tudo. Tempo não apaga, tempo adormece.” RACHEL DE QUEIROZ (1910/2003), foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras. Foi também jornalista, romancista, cronista, tradutora e teatróloga. O presidente da República, Jânio Quadros, a convidou para ocupar o cargo de Ministra da Educação, que foi recusado.

TEMAS ESPECIAIS

Para essa coluna de sábado convido os leitores a conhecer o pensamento de um dos mais importantes jornalistas do país, festejado por décadas como o analista mais independente que a mídia brasileira já teve. Estou falando do grande Hélio Fernandes, a quem abro hoje o espaço da Em Linhas Gerais. Comecemos com as análises do mestre apontando Michel Temer como um grande mentiroso.

MENTINDO AO PAÍS

O mais comum e habitual no vice que assaltou a presidência, é o retrocesso. Toma decisões impensadas e sem debate ou profundidade, tem que voltar atrás, o que faz  sem o menor constrangimento. Acabou de completar 18 meses da conspiração parlamentar, falastrão irresponsável e insuperável, não acerta uma.

No inicio da semana, com os deputados liberados de comparecerem de segunda a sexta, (com salários e penduricalhos garantidos, e com passagens aéreas para seus estados, pagas escandalosamente pelo contribuinte), aproveitou a ausência para anunciar reforma ministerial que será (seria) feita com deputados.

DE LONGE

Sabendo que não haveria ninguém para contestá-lo, revelou pela TV: “Nos próximos dias, mudarei  17 ministros”. Comentei o obvio: “Ele não tem 17 nomes ministeriáveis”. Impossível deixar de lembrar a afirmação dele, 48 horas antes da posse: “Assumirei com um ministério de NOTAVEIS”. No mesmo dia, há 18 meses, escrevi: “Temer só conhece NOTAVEIS, de longe”.

Isso foi confirmado pela mediocridade dos nomeados, alguns demitidos com 6 dias da posse. Não existe um ministro que tenha resistido esses 18 meses. Perdão, permaneceram Eliseu Padilha e Moreira Franco, que não são ministros e sim áulicos. E sabem demais.

DESMENTINDO

Aproveitando o feriado (injusto e indevido, essa republica não merece), desmentiu tudo o que revelara na véspera. Os 17 continuarão no cargo, apoiados pelo centrão e evangélicos. Só um ministro será demitido: Antonio Imbassahy, suposto coordenador político. Não sairá por ser do partido espaventado e espadanado que é o PSDB. Temer disse ao presidente da Câmara, “Imbassahy está desgastado”. Aloizio Nunes finge de chanceler, mas o ministério do Exterior vive no mais completo silencio, num momento de agitação mundial. Apesar disso e de pertencer ao mesmo PSDB, recebeu a comunicação: será mantido no cargo.

PS

Na véspera do feriado, Temer falou na intimidade: “Agora que acabei de derrotar o Supremo duas vezes, lembro que houve um momento em que estive para renunciar”.

Quem vai gostar da confissão de Temer é o senador Cassio Cunha Lima, líder do PSDB. Ha 6 meses afirmou publicamente: “Dentro de 15 dias  o país terá outro presidente, Temer vai renunciar”.

 Foi muito criticado. Mas sabia das coisas. Os fatos é que se recusaram  a acontecer.

CRIMINOSOS DO LEGISLATIVO

Satisfação para a comunidade, aplausos para os 5 desembargadores do TRF2. Por unanimidade determinaram a prisão dos criminosos do legislativo do Estado do Rio. E expediram os mandados de prisão de todos.

ABRIU MÃO

Quando o mais alto tribunal, numa sessão vergonhosa e lamentável, contraditória e inconstitucionalmente, abriu mão dos seus poderes, decidindo, “parlamentares só podem ser cassados ou afastados, pelas suas próprias casas”, fiquei envergonhado, constrangido, considerando a insensatez do ato e do fato.

A decisão era e é insustentável, principalmente da forma premeditada como aconteceu. Carmen Lúcia, tão respeita e elogiada antes do seu voto de minerva, teve uma participação vexatória. Física e juridicamente, indefensável e insustentável.

FAVORECENDO CORRUPTOS

Tudo isso para favorecer parlamentares como Aécio e outros. Contrariando decisões do STF e do próprio Senado, que cassaram e afastaram, por UNANMIDADE, um senador em pleno exercício do mandato. Carmen Lucia tinha um voto escrito de 23 paginas, não sabia o que fazer. Manuseava as paginas, de trás para frente ou de forma inversa. Desorientada, desencontrada, quase descabelada, ESTRAÇALHOU sua BIOGRAFIA, como escrevi na época.

REPÚBLICA

No Brasil ela nasceu militar, militarista e militarizada. A belíssima e histórica geração de civis, se empenhou em duas extraordinárias campanhas. Os “abolicionistas” e os “Propagandistas da Republica”. Foram todos superados.

Os dois marechais que vieram brigados (como coronéis) da estranha e extravagante “Guerra do Paraguai”, se reconciliaram e se apossaram do poder.

Deodoro ficou como presidente que não mandava nada. Floriano como vice imponente, reforçado pelo cargo de Ministro da Guerra, que utilizou com seu estilo autoritário e draconiano. Foram nomeados em 25 de fevereiro de 1891, numa escolha sem povo e sem voto. Basta lembrar como foram recepcionados depois da nomeação.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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