Em Linhas Gerais

MPE está convencido de que Sobrinho permanece inelegível -por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“No fim tudo da certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”. Fernando Sabino (1923/2004), jornalista e escritor brasileiro, autor de “O Grande Mentecapto”, uma de suas obras mais conhecidas. É pai da cantora e compositora Verônica Sabino.

AGONIA

O deslizamento de parte da margem do rio Madeira em Porto Velho arrastando dezenas de carretas carregadas de piche para o leito do rio tem estimulado um desfile constante de ativistas em favor da preservação ambiental e do patrimônio histórico e cultural da cidade nas redes sociais (especialmente no Facebook) fazendo denúncias graves da omissão de autoridades na defesa do ecossistema do Madeira e do patrimônio histórico lindeiro da cidade, especialmente no traçado da mítica Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

CALADOS

É inegável que o formoso Rio Madeira está vivendo momentos de agonia. As hidrelétricas construídas ao peso de um enorme desmatamento, a constante presença de dragas na baixada portovelhense, a ocupação ilegal de suas margens por empresas do setor de combustíveis, de navegação e de logística de transporte agem como ferramentas de agressão ambiental. Até agora as autoridades públicas do município e do estado continuam mudas, como se não tivessem nada a ver com isso.

Até esse momento somente os pescadores afogados na desilusão criada pelo represamento do rio e os ribeirinhos é quem grita contra essa agressão absurda. Pena que esses gritos não ecoam nos palácios e nas instituições de vigilância dos interesses da sociedade. Enquanto isso, as agressões vão continuar e o rio continuará secando, sendo assoreado inexoravelmente.

LATRINAS

É verdade que a capital rondoniense figura entre as cidades com menores índices de esgotamento sanitário do país. Também é verdade a completa omissão da prefeitura em executar programas de preservação das áreas lindeiras aos nossos igarapés.

O prefeito sequioso para conquistar um novo mandato, mesmo sendo médico, praticamente fechou os olhos para programas de retificação e igarapés e preservação dos cursos d’água da cidade e assim canais e igarapés de Porto Velho.

Eles vão continuar como verdadeiras latrinas espalhando doenças, criando insetos, aumentando a fedentina e provando, mais uma vez, como as últimas gestões públicas dessa capital pouco se lixa para transformar a péssima qualidade de vida de nosso povo. E mesmo assim na bolsa de apostas não falta torcida para uma vitória do prefeito mequetrefe.

ABANDONO

É difícil não apontar exemplos de abandono da cidade pela prefeitura nos quatro cantos de Porto Velho.

Praças, logradouros públicos que deveriam servir ao lazer são um lixo. Mas se há um tipo de abandono que revolta e ao mesmo tempo envergonha quem tem raízes fincadas na capital rondoniense é aquele que se verifica nos cemitérios públicos.

Agora mesmo noticiou-se a queda (novamente) do muro do Cemitério dos Inocentes. Levando-se em conta a lerdeza com que age a prefeitura, será difícil prever uma data para a recuperação daquele local.

MURCHA

Poderia até ter acontecido um aumento da temperatura da campanha eleitoral de Porto Velho no 21 de agosto, que foi domingo. Mas desde seu início até agora a campanha parece nem existir. Campanha murcha, esquinas frias, candidatos em baixa na vitrine eleitoral, pagando a conta dos desacertos dos governos, das pisadas de bola dos vereadores… O povo continua querendo ver político pelas costas.

E ELES VIBRAM

E nesse cenário de desânimo tem certos coordenadores de campanha vibrando com a vantagem conseguida na distribuição do tempo no rádio e na TV. Esquecem que para certos candidatos tempo demais da TV é como uma estrada cheia de buracos e curvas difíceis. Suas longas aparições terão o efeito de uma tortura para o eleitor que, claro, vai preferir desligar o rádio e a televisão para fugir especialmente daquele tipo de candidato cujo glamour parece mais com uma cabeça de repolho mal fechada. Isso sem falar naquela voz de taquara quebrada.

PULANDO FORA

Ninguém topa ficar num barco à deriva, com risco de ir a pique. Depois dos espetáculos das “comunas” na defesa de Dilma, ampliando a gritaria de “golpe”, até Aldo Rebelo caiu fora do PCdoB. Ele ainda não definiu sua próxima legenda. Também em Porto Velho haverá uma desidratação enorme dos quadros políticos nos partidos vermelhos, especialmente se seus nomes de expressão na Câmara não retornarem na próxima legislatura.

PREVISTO

Como a coluna previu com bastante antecedência, o pretenso candidato do PT, Roberto Sobrinho, sofreu impugnação do Ministério Público Eleitoral. Assim como a coluna antecipou, o MPE está convencido de que Sobrinho permanece inelegível. Ao confirmar sua candidatura, o PT de Porto Velho apenas reafirmou seu desprezo pela legislação, como se petistas não tivessem de cumprir a lei. Mesmo inelegível, não duvido nada se o tal candidato continuar fazendo campanha mesmo com o risco de que lá frente seus votos nem sejam contados. Isso já aconteceu antes na disputa eleitoral rondoniense. Eles nunca acreditam na seriedade da Justiça.

PERPLEXIDADE

É uma coisa que vem de cima. Ao confirmarem o nome daquele sujeito que deixou a prefeitura indo para o xilindró, que pelos métodos adotados em sua (??) gestão motivou que a prefeitura passasse a ser chamada de Caverna do Ali Babá, o PT criou a mesma perplexidade que sempre tivemos com a “esquerda” que ocupou o Planalto central do país nos últimos anos sob o guarda-chuvas do lulopetismo.

Na prefeitura, o agora impugnado candidato petista, demonstrou o enorme abismo entre seus discursos e a prática dos métodos que não só já proporcionou condenações (e inelegibilidade) como ainda acrescenta novas denúncias do Ministério Público ensejando novos processos à fileira que tramita na esfera judicial. Como um sujeito desses ainda tem o despautério de pedir para voltar ao lugar onde nunca deveria ter estado?

NO LIXO

Para o colunista, Porto Velho jogou oito anos de sua vida no lixo com a gestão petista. Ou você, caro leitor, ainda acha natural o gasto de quase 20 milhões de reais na tal praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que, como se vê, continua tão degradada como antes? E o pior é reconhecer como perdidos também os últimos quatro anos da gestão que termina…

Que bem coletivo a gestão petralha deixou para a cidade? A  reforma (rárárárárá) da praça das Caixas D’água? Os botecos do Ginásio de Esportes Cláudio Coutinho ou a própria reforma (milionária) da praça de mesmo nome, fortuna torrada só para benefício de quem participou da farra com o dinheiro público até agora impune?

ESCÂNDALOS

Tomara que nosso eleitorado nesse ano pare de votar em candidatos que, quando chegam à prefeitura, repetem as doses de escândalos dos antecessores, mostram-se despreparados para gerir uma comunidade complexa como a nossa. É triste assistir a cidade de Porto Velho se desmilinguir como aconteceu nas cinco últimas gestões.

Chega de gestões incapazes de gerir quitandas mandando na cidade.

É estarrecedor imaginar o tamanho do caradurismo de alguém legalmente impedido de se candidatar anunciar-se como candidato na esperança de conseguir escapar da certeira decisão da Justiça. Está de parabéns o procurador eleitoral Héverton Aguiar, evitando mais uma farsa capaz de enganar eleitores.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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