Em Linhas Gerais

A aposta nas redes sociais tem se destacado como preferência de alguns candidatos – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Não posso, através de uma lei, fazer com que uma pessoa me ame; mas posso impedir que ela me linche”. Martin Luther King (1929/1968), negro e líder antirracista nos Estados Unidos.

FRAGMENTOU

O cenário político da capital rondoniense, agora em plena disputa pela sucessão municipal, está como nunca se imaginou no passado recente: incomum. São sete os candidatos na disputa pelo comando da prefeitura da capital mais escrota do país e mesmo assim não existe clima de confronto (ainda), embora já seja possível identificar uma candidatura fadada ao aborto, sem votos, sem discurso, sem militância. Só podia ser de um partido sem futuro algum, como só em ser a sigla inventada por Luiza Helena, a alagoana que já está em outra há muito tempo.

Só uma coisa é certa no teatro eleitoral desse ano: a fragmentação como regra, o que impede as disputas entre nítidos blocos de poder.

DESCONHECIDO

A pouca ou quase nenhuma movimentação política do primeiro final de semana em que a propaganda foi liberada para acontecer nas ruas mostrou que os candidatos posto do maior Executivo municipal do estado ainda não descobriram como superar os obstáculos da campanha mais curta, com mais restrições à propaganda eleitoral e às doações financeiras.

Acostumados a pedir votos com a ajuda do marketing e dos grandes veículos da mídia, dos orçamentos vultosos das campanhas, com a profusão da parafernália dos carros de som (trios elétricos), enormes carreatas e muitos outros instrumentos que o dinheiro pode pagar, até esse momento os candidatos à prefeitura de Porto Velho ainda agem diante do desconhecido. Por isso nenhuma campanha decolou de verdade.

REDES SOCIAIS

A aposta nas redes sociais tem se destacado como preferência de alguns candidatos, sobretudo por meio de vídeos de curta duração. É preciso notar, entretanto, a ausência de importantes nomes na utilização desse expediente, o que indica que sua escolha não é consenso. E até os vídeos veiculados são de baixa qualidade, assim como as mensagens enviadas pelas redes sociais aos eleitores. O desafio de se alcançar o eleitor, o mais tradicional da democracia, persiste.

NO COMÉRCIO

Somente uma em cada quatro empresas entende que mídias sociais colaboram para o desempenho da empresa como um todo.  Os dados são da pesquisa CMO Survey, realizada duas vezes por ano desde 2008 pela Universidade Fuqua School of Business, Associação Americana de Marketing (AMA) e Deloitte. Numa das questões, o estudo perguntou aos entrevistados “em que medida o uso de mídias sociais contribui para o desempenho da sua empresa?”. As empresas responderam numa escala de 1 (nem um pouco) até 7 (contribuiu muito). A soma entre os que atribuíram 5, 6 ou 7 pontos é de 25,1%.

OS JOVENS

O horário eleitoral gratuito começa nesta sexta-feira (26). Além de investir na produção de conteúdo para TV e rádio, muitos candidatos irão apostar na internet. Não estão errados.

De acordo com o Estudo Geral de Meios (EGM), da Ipsos, a TV e a internet aparecem quase empatados quando o assunto é influenciar a opinião pública. Entre os entrevistados, 77% reconheceram o poder da TV e 76%, o da internet. Na sequência, aparece o jornal (66%) e o rádio (61%). Revista vem como a última opção, com 48%. Para o público jovem (18 a 24 anos), o meio perde para a internet.

SUPEROU

É certo o evento das Olimpíadas desse ano no Rio, mostrou a capacidade dos brasileiros em realizar eventos de caráter mundial. As cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas Rio 2016 foram quase impecáveis, superando as melhores expectativas dos brasileiros. O evento nada deixou a dever às anteriores em relação aos resultados, com novos recordes mundiais e olímpicos, qualidade da competição, da disciplina e das arbitragens.

OUTRO LADO

Mas é preciso ver o outro lado da moeda, a do impacto esportivo da gestão do COB onde reina o sr, Nuzman por décadas. E desse lado da moeda o resultado, para não se utilizar a palavra fracasso, foi no mínimo pífio. O Brasil ficou no mesmo patamar alcançado em Londres, ou 19 medalhas. O grande objetivo do COB era estar no TOP 10. O Brasil ficou em 13º lugar. Com os recursos do COB, através da Lei Piva (244 milhões em 2015), dos patrocínios de empresas estatais, é inevitável responsabilizá-lo pelo fracasso esportivo.

DISTANTE

A realização das Olimpíadas no Brasil custou bilhões de reais e boa parte disso foi dinheiro público, com a participação de empresas privadas na modalidade de patrocínio. Como registrou Ancelmo Góis, em  O Globo, só em 2015, segundo dados da Secretaria do Tesouro, os governos federal, estaduais e municipais gastaram com “desporto e lazer” R$ 7,2 bilhões em 2015. E mesmo assim o país está longe de ser uma potência olímpica.

FALTOU DESTAQUE

Excetuando-se o quase centenário Alto Madeira, os demais veículos da mídia impressa não deram o destaque merecido à nova denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, através do Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) contra o ex-prefeito Roberto Sobrinho (PT) e sua mulher Lucilene Peixoto dos Reis, pela prática de crimes contra a lei de licitações e também por falsidade ideológica no Escândalo do Papai Noel como foi chamado o “Projeto Natal de Todos” que a gestão do petista inventou com a desculpa de ornamentar a cidade no período de natal.

OUTRAS AÇÕES

Além de Sobrinho, também foram denunciados pelo MP ex-secretários da gestão do petista, bem como empresários e outros funcionários públicos. A denúncia praticamente chegou à Justiça no exato momento em que o MPE decidiu pedir a impugnação da candidatura de Sobrinho, considerando que ele ainda cumpre sentença de inelegibilidade.

No caso do ex-prefeito, ao seu calvário se soma algumas condenações em grau de recurso enquanto outros feitos judiciais estão em plena tramitação. Apostar num final feliz para essa liderança petralha é jogar fichas num palpite infeliz.

INEVITÁVEL

O mês de agosto está chegando ao fim, com o acontecimento de fatos históricos. E um deles, que não será esquecido pela história brasileira é ponto final da carreira política de Dilma Roussef, o “poste” inventado por Lula.

Eleita por 54,5 milhões de brasileiros, a “presidenta” deixará o cargo por vontade de cerca de 60 dos 81 senadores e das multidões que foram às ruas pedir melhores condições para manterem emprego, renda e inflação sob controle.

CHORO

Dilma cairá porque não soube negociar, não ouviu nem mesmo aliados e tomou decisões erradas que provocaram a depressão econômica. Utilizou de artifícios que não se encaixavam nas regras contábeis.

No discurso que fará no próximo dia 29 certamente irá se emocionar. Não porque isso foi discutido com assessores, mas a situação delicada em que se encontra poderá lavá-la às lágrimas. No meio político o afastamento é dado como certo. Até mesmo o ex-presidente Lula aventa a possibilidade.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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