Em Linhas Gerais

Médica descobre que respiradouro mecânico não cura Covid19 mas mata o paciente – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Certamente tem razão aqueles que definem a guerra como estado primitivo e natural. Enquanto o homem for um animal, viverá por meio de luta e à custa dos outros, temerá e odiará o próximo. A vida, portanto, é guerra.” HERMANN HESSE, escritor alemão nascido em julho de 1877 e falecido em agosto de 1962. Ganhou o prêmio Nobel de literatura em 1946.

EDITORIALZIM

É claro que dá medo. Principalmente para quem faz parte do grupo de risco pela idade e por doenças instaladas como o diabetes. E em Rondônia o sofrimento é maior com (a falta) as informações desencontradas e contraditórias. Isso causa medo por não termos um balizamento nos mostrando o norte que nos aguarda. O estado está cercado de notícias negativas não apenas em relação ao número de casos confirmados mas também sobre os crescentes indícios de corrupção praticadas por entes públicos ávidos em ampliar suas riquezas pessoais desviando recursos (por meio de compras superfaturadas) conseguidos com a decretação de calamidade pública com o argumento de combate ao Covid19.

Em Porto Velho, a capital rondoniense, o número diário de casos de contaminação, como afirmou uma fonte do Cemetron (o hospital de referência) onde são analisados testes de todo o estado, chega a aproximadamente 30 casos. É ou não é de dar medo quando os fatos ligados à política, à falta de ética e responsabilidade com o uso do dinheiro público demonstram claramente ser o Covid19 um desafio superior à capacidade dos líderes políticos do estado, nos seus três níveis.

É nesse cenário de incertezas que praticamente tudo voltou a funcionar no comércio da capital e não apenas os comprovadamente ligados às atividades essenciais. Praticamente todas as lojas das grandes redes estão abrindo e recebendo centenas de consumidores. Ainda bem que pelo menos os tais consumidores são obrigados a usar máscara de proteção. E neste mesmo cenário a sensação de desordem institucional é constatada. Até o prefeito da capital rondoniense teve essa percepção e preferiu, como afirmou, não fazer mais decretos objetivando a proteção pelo isolamento. Ele preferiu seguir os decretos do governo estadual para evitar o choque de visão entre município e estado.

Aquilo que o prefeito prometia como abertura gradual provocou um frenesi pondo praticamente por terra o isolamento não só do comércio e chegou até a instituições religiosas com a liberação, por decreto do governador, de pequenos aglomerados para cultos e outras atividades coletivas de fé.

Para quem mora na capital do estado o medo é maior. É aqui afinal que está agora o epicentro da epidemia. É evidente que a fraca autoridade do governo não leva ninguém a acreditar que ele tenha condições de proteger a população, principalmente pela ânsia em usar essa pandemia para obter dividendos políticos e reduzir seu enorme desgaste como chefe do Executivo estadual.

Há generalizadas suspeitas de que compras sem qualquer estudo e planejamento estejam ocorrendo para adquirir equipamentos de proteção, desde a simplória máscara até os tais respiradouros, com preços acima do mercado. E tudo isso aproveitando-se da decretação do estado de calamidade pública, que permite comprar sem a observância da legislação que regula as concorrências públicas. Não dá para afirmar que o governador rondoniense seja corrupto. Afinal o mandatário tem formação militar e cristã. O problema é que o governador – neófito em política – está cercado de um “staff” onde não falta espertalhões capazes de procurar garantir desejos pessoais de riqueza, principalmente para aqueles que consideram o cargo um porto seguro para fugir das pressões imensas contra quem faliu grandes negócios.

O segmento da Saúde Pública mesmo em tempos normais sempre foi repleto de denúncias sobre desperdício de recursos. Muitas ações da PF ocorreram em função delas. Em governos anteriores chegou a se fazer prisões por esse costume maléfico. Certamente a maioria das pessoas já se esqueceu de casos rumorosos como a “máfia das ambulâncias” e da “máfia dos vampiros”. Foram escândalos com repercussão nacional e com efeitos negativos até na política rondoniense, onde um promissor deputado federal e líder político na região de Cacoal enterrou seus projetos e a carreira por ter tido um alto envolvimento.

Agora, graças à decretação de emergência na Saúde no Estado e em praticamente todos os municípios as denúncias de corrupção pululam falando de desperdício de recursos com o pagamento de produtos acima do preço de mercado, de propinas, fraudes, e conluios até em municípios minúsculos. E tudo isso assusta o cidadão, especialmente num ano como esse quando haverá eleições para prefeito e vereadores e essa chuva de dinheiro pode servir para irrigar campanhas através do caixa 2.

Denúncias como as surgidas em plena capital do Estado sobre a estranha tentativa do governo em alugar um hospital particular através de um contrato de valor estratosférico mostra como a pandemia do Covid19 tende a agravar um quadro que, mesmo em tempos de “normalidade”, não se constata uma capacidade de investigação pelos órgãos de controle externo. Agora que o risco de corrupção é muito maior com agentes públicos praticando discricionariamente a alocução de recursos estamos, todos os que pagam impostos, vivendo a tempestade perfeita que favorece a corrupção.

Não dá para esquecer que o segmento da Saúde sempre foi um grande campo de atuação dos cartéis de fornecedores em negociações nada republicanas com o poder público. Imagine o que pode (ou está) acontecer quando a dispensa temporária de licitação dá ao gestor público a possibilidade contratar empresas sem a certidão de idoneidade, sem a certidão de regularidade fiscal. O dinheiro público vem sendo entregue a essas empresas que sofrem suspensão de poder contratar com o poder público, especialmente no segmento da mídia. Empresas irregulares com o fisco (que portanto não conseguem a Certidão positiva) estão veiculando a enxurrada de publicidade do governo, avaliada em milhões. Alguém deve estar aproveitando as dificuldades inerentes aos órgãos do controle externo para investigar essas contratações feitas para favorecer entidades particulares. Se não for possível trabalhos de auditoria e de fiscalização imediatas o cidadão-contribuinte-eleitor estará diante de um enorme abismo, de um ralo imenso por onde o dinheiro que deveria ser utilizado no combate à pandemia vai simplesmente desaparecer no favorecimento de “empresas amigas” ou de políticos sequiosos por ampliar suas riquezas pessoais.

RESPIRADOR MATA

A pandemia do Covid 19 gera polêmica em todas as classes, inclusive entre os médicos. Um das menos divulgadas é decorrente do protocolo criado pela dra. Elnara Márcia Negri, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, em relação ao uso dos respiradores mecânicos em pacientes do Covid19. Segundo a pesquisa da médica citada, o uso desse equipamento é um risco à vida. É que ela chegou à conclusão de que o Covi19 ataca os vasos sanguíneos e não o pulmão, como vem sendo divulgado na mídia sobre esse assunto. Com essa descoberta, a dra. Elnara chegou ao mesmo resultado relatados nas “50 autópsias de Bérgamo”, ou seja, de que o Covid19 ataca os vasos e não o pulmão. Segundo a descoberta da médica do HSL o pulmão não consegue jogar o ar onde ele precisa chegar por que os vasos estão entupidos. Nessas condições, a utilização do respirador mecânico só piora as condições do paciente, explicou a médica.

80% DE ÓBITOS

O alerta da médica considera que a utilização desses equipamentos de respiração mecânica é a causa do alto índice de óbito (cerca de 80%) de quem se submete a essa tal de “ventilação mecânica”. O aparelho na verdade provoca o sufocamento do paciente. O método criado pela médica do Hospital Sírio-Libanês foi batizado de “Protocolo Cabo de Guerra”.

Esse protocolo institui o tratamento da Covid19 com eficiência de 100% com base em anti-inflamatórios, antibióticos e anticoagulantes. E enquanto esse protocolo (que não foi e certamente não será divulgado pela Globo) não é levado a sério pelas autoridades, governantes compram os tais respiradouros mecânicos por mais de 180 mil reais que, segundo a pesquisa de Elnara, servem apenas para matar as vítimas dessa pandemia.

Como os governantes  gastam uma fortuna na compra desses equipamentos se uma médica brasileira criou esse protocolo provando que o tratamento da Covid19 é possível e muito barato? Será quem está por trás dessa enorme maracutaia? A médica, segundo se informou, está à disposição de qualquer pessoa interessada no “Protocolo Cabo de Guerra”.

ROUBANDO O POVO

O despreparo político do governador coronel Marcos Rocha é enorme. Como um dirigente público decide criar um projeto de lei para perdoar dívidas bilionárias de grandes conglomerados empresariais e também de empresas com falência decretada ou recuperação judicial? É bom destacar que entre as empresas “falidas” beneficiadas pela vontade do governador está a rede de supermercados Gonçalves, umbilicalmente ligada ao chefe da Casa Civil do atual governo, José Gonçalves da Silva Júnior.

Até o deputado Jair Montes, relator desse projeto de anistia fiscal feito pelo governo de Marcos Rocha, mostrou-se escandalizado com a iniciativa: “ Se fizermos (aprovarmos) isso estaremos roubando o povo de Rondônia”. Esse tipo de reação do relator da propositura é compartilhado praticamente por todos os deputados. Isso dá uma certa tranquilidade aos cidadãos rondonienses de que o esbulha não se concretizará. Tudo leva a crer que mais uma vez o governador ficará sozinho na chuva assistindo o aumento de sua impopularidade em todo o estado.

DECISÃO DEMORADA

A iniciativa de perdão aos grandes devedores, com destaque para a Energisa, ainda demorará a chegar ao final. É que o próprio deputado Jair Montes, o relator decidiu conceder mais 60 dias de prazo ao governo, para o fornecimento de explicações mais detalhadas sobre a famigerada iniciativa do Executivo.

Na verdade, da parte de vários deputados esse demora a mais é pura perda de tempo. Boa parte deles são favoráveis ao arquivamento imediato do projeto do governo. É claro que nenhum deputado é ingênuo o bastante para perdoar a dívida de uma empresa como a Energisa, uma das mais odiadas pelos rondonienses devido exatamente a sua prática cruel de cobrança e execução de consumidores de energia no estado.

HIGIENIZAÇÃO

Os trabalhos da prefeitura não param durante essa temporada de quarentena por conta da pandemia em Porto Velho. Na tarde de ontem funcionários lotados na Semusp procederam a higienização da sede da prefeitura (prédio do relógio) para combater a proliferação do Covid19. A prefeitura está cumprindo seu horário de funcionamento para ações internas levando sempre em consideração as orientações de segurança em relação à pandemia.

DIA DAS MÃES

Outra ação da Semusp foi desenvolvida para deixar o cemitério de Santo Antônio em condições de ser visitado no próximo domingo, mantendo-se todas as recomendações de segurança em relação à pandemia, na comemoração do Dia das Mães. A informação foi dada por Rainey Viana, o subsecretário da Semusb.

ESCABROSA

Parece mais um script de disputas em antigos lupanares. Mas certamente o envolvimento do deputado Geraldo da Rondônia com suposto agiota e político de Ariquemes, município próximo a Porto Velho, é hoje um assunto comentadíssimo naquela cidade, principalmente depois que esse relacionamento terminou em vias de fato entre o parlamentar estadual e um vereador conhecido como Renato Padeiro.

Pelo que andou sendo publicado na mídia, o deputado fez um acordo antigo com o tal vereador para dar emprego a parentes do mesmo e cabos eleitorais em seu gabinete na Assembleia. O acordo cumprido inicialmente pelo parlamentar acabou sendo rompido e isso foi o que levou os “antigos camaradas” ao se tornarem desafetos. Ainda, pelo que consta das tais publicações, Geraldo da Rondônia andou assumindo empréstimos com o tal Padeiro que, sempre pelo que consta das publicações da mídia, agia como agiota.

COMISSÃO

Até o momento a Assembleia Legislativa não se pronunciou sobre esse comportamento do parlamentar que, como crê alguns, feriu o código de ética do exo exercício do mandato. A Assembleia tem uma comissão própria para tratar de assuntos ligados a deputados que ferem o decoro parlamentar mas até agora a Casa se mantém fechada em copas.

Enquanto não houver uma manifestação do parlamento sobre essa suposta agressão ao decoro só será possível saber a extensão do dano caso o MP decida investigar se o deputado Geraldo da Rondônia cometeu algum ilícito distribuindo cargos na Assembleia para cumprir com alguma negociata política durante a campanha eleitoral. Espera-se que o presidente da Assembleia não faça corpo mole em investigar todo esse imbróglio que, claro, também coloca em cheque a própria instituição parlamentar estadual num enredo cheio de suspeição.

PRAGA

No pais do “mensalão” e da “lava-jato” a praga da corrupção se espalhou como se fosse o Covid19. Até nos menores municípios os corruptos estão presentes sempre farejando uma oportunidade de ganhar dinheiro com a aplicação de golpes com a colaboração de políticos. E agora essa prática criminosa não é mais exclusividade de políticos de alto coturno. Hoje é cada vez maior o número de meros vereadores de câmaras municipais de interior envolvidos nestas denúncias.

Foi o que aconteceu nesses dias em Ji-Paraná onde a Polícia Federal investiga um esquema de corrupção no “esquentamento” de uma área urbana preparada para doação a uma mega empresa do varejo, para a construção de uma loja. Na terça feira (5) a Polícia Federal promoveu diligências na cidade, investigando o envolvimento de vereadores e outros políticos suspeitos de participação no esquema. Um vereador que recebeu os “homens de preto” foi Marcelo Lemos, membro da Comissão de Finanças e Orçamento. O vereador se apressou a divulgar uma nota para dizer que se colocou à disposição da PF como colaborador acrescentando que não tem nada a esconder. Ora, até agora o edil é apenas suspeito. E certamente a PF deverá descobrir, com a investigação, o tamanho de seu envolvimento no assunto.

INSEGURANÇA JURÍDICA

O brasileiro não tem o costume de ler a Constituição do seu país. E assim acabam sendo levados a se posicionarem pela opinião de pessoas que, em boa parte, dão pitacos sem também conhecer o que está no documento mais importante da nação. Muitos não conseguem compreender os motivos pelos quais os nossos melhores juristas falam sobre a insegurança jurídica que nos rodeia.

PONTOS FUNDAMENTAIS

Mais do que nunca é preciso que todos os brasileiros, principalmente os cumpridores da lei e da ordem, observe alguns pontos fundamentais de nossa Constituição. Diz ela que “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: A soberania; A cidadania; Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; O pluralismo ideológico. Arrematando, está escrito em nossa Constituição, que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

TIROTEIO

A chegada da pandemia no país motivou uma espécie de salve-se quem puder nas esferas de poder, resultando, na linguagem popular em tiroteio de cegos, com uma superposição competitiva de egos e interesses, nem sempre claros, de governantes, políticos e, pasme-se, até magistrados. A Constituição é clara na definição dos poderes. “Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

O flagrante desrespeito a esse artigo solta aos olhos do mais leigo cidadão tupiniquim. A busca pela prevalência que existe por parte do STF sobre o Legislativo e o Judiciário, ora a favor de um, ora a favor de outro, mas sempre a favor de interesses de seus integrantes, é uma das mais graves violações que se assistiu na história republicana do país.

EXECUTIVO MINADO

Há ainda, também o exercício permanente por parte dos presidentes do Senado e, notadamente, da Câmara dos Deputados, casas que compõem o Congresso Nacional, em prevalecer sobre o Executivo, valendo-se de prerrogativas que fogem ao alcance de suas funções, valendo-se quando julga necessário de apelo ao STF. Sem exceção, ocorre o interesse de cada um deles, Judiciário e Legislativo, mas ambos se unem quando se trata de impedir a plenitude da vigência do artigo 2º, buscando impedir o Executivo de exercer suas funções garantidas na própria Carta.

DELETÉRIO

Surgiu um conceito deletério mas pratico de “governo de coalisão”, onde resultou a entrega da máquina pública aos partidos com assentos no Legislativo e a nomeação de ministros do Supremo de pessoas oriundas do meio jurídico mas com vínculos partidários ou pessoais junto aos governantes indicadores e senadores aprovadores dos nomes, numa espécie de conluio de autoproteção entres todos.

APARELHAMENTO

Ocorreu, então, durante um período sustentado na era lulopetista (a coalisão vinha desde Sarney, tendo sido arrombada ilimitadamente pelos governos do PT) a consolidação de sistema. Um alicerçado aparelhamento do Estado e do governo, onde, aí sim, mais como cúmplices do que como “harmônicos entre si”, os três poderes direcionaram os interesses nacionais para se encolherem diante dos seus, de dominação da vida brasileira, e viviam felizes da vida.  A raiz desse sistema, baseado na coalisão, não de boa governança, mas de interesses corporativos, partidários, grupais, ideológicos por afinidade aprofundou suas raízes após o comando de Lula no poder brasileiro.

LOTEAMENTO

O lulopetismo então extrapolou e com a aliança de seus partidinhos satélites e a banda podre do empresariado, lotearam o tesouro nacional promovendo assaltos inimagináveis que por pouco não destruíram o país. Surgiram os capítulos do “mensalão” e da “lava jato”. No bojo do descontentamento popular com as revelações surgiram condenações e sentimento antissistema.

BOLSONARO

O então deputado federal Jair Bolsonaro, incorporou em sua pessoa o sentimento que a maioria dos brasileiros de bem começou a revelar, de rejeição profunda à forma de condução do país, sem perceberem ainda, naquele momento, que se tratava de um sistema orquestrado entre os três poderes da República. Com um discurso no sentido contrário da pregação oficial então dominante, atraiu a atenção e, principalmente, os votos e ganhou a eleição presidencial, tirando do comando do governo federal (e dos cofres públicos da União) os adeptos do sistema instalados no Palácio do Planalto.

MANCO

Como consequência, e hoje o Brasil começa a enxergar com nitidez, ao aplicar as promessas de campanha de enfrentar a corrupção, a doutrina de esquerda e recolocar os valores da família brasileira de volta na pauta de sua gestão, e ,ainda, fechando os cofres oficias para patrocínios sem limites da   grande mídia, o Executivo abriu a caixa de Pandora dos interesses ocultos do sistema. Como consequência, e hoje o Brasil começa a enxergar com nitidez, ao aplicar as promessas de campanha de enfrentar a corrupção, a doutrina de esquerda e recolocar os valores da família brasileira de volta na pauta de sua gestão, e, ainda, fechando os cofres oficias para patrocínios sem limites da   grande mídia, o Executivo abriu a caixa de Pandora dos interesses ocultos do sistema.

Em poucos meses viu-se que o tripé (Executivo, Legislativo e Judiciário) que sustentava o sistema dominante ficou manco. O Executivo ousou fugir do figurino de harmonia entre os três poderes, na divisão do butim da pátria. Não só o de dinheiro, mesmo, mas também o de prestígio, corporativismo, fisiologismo, influência, mordomias, verbas abundantes, fora o fruto da corrupção. Ao deixar o sistema manco, todos os males do mundo da caixa de Pandora serviram de catálise para os outros dois poderes mais a mídia e derrotados de toda ordem nas urnas, se unirem num maléfico plano de busca de derrubada do chefe do Executivo, na esperança de retornar o sistema ao mar de rosas anterior para seus integrantes, o inferno de Dante na Terra para os brasileiros comuns.

PARTE PODRE

Políticos populistas, governantes despeitados e ambiciosos, parte podre da sociedade civil e empresarial, partidos, magistrados com interesses próprios que viviam escondidos e na bonança, artistas, a mídia depauperada pela falta de dinheiro público, enfim, toda sorte de prejudicados por ter o sistema ficado manco, declararam uma guerra nada santa contra o governante que desarticulou o uso da coisa pública brasileira em favor de grupos privilegiados. Em torno disso gira todo o resto, seus adereços, penduricalhos, paetês, vaidades e maldades. Todo mundo quer na insegurança que essa guerra provocou, tirar sua casquinha. Até quem provocou toda a crise quer tentar se oferecer como solução. Um pandemônio na pandemia.  Dá, agora, para entender todo esse pandemônio?

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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