Em Linhas Gerais

E os assobios sumiram das ruas desse tempo triste – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O que o Congresso Nacional simula produzir é mais em função de interesses de grupos e de cobertura eleitoral do que do interesse efetivo da coletividade”. CARLOS LACERDA, nasceu em Vassouras (RJ) em 1914, morrendo em 1977, no Rio. Foi governador da Guanabara, político membro da UDN, jornalista, dono do extinto jornal Tribuna da Imprensa.

EDITORIALZIM

Não poderia ter ganho um presente maior na minha existência do que a família que tenho. E nessa semana dois fatos marcados pelo calendário me permitem registrar o orgulho que tenho dos membros dessa família. Ontem foi o aniversário do meu filho Aldrin Willy Mesquita Taborda, dedicado servidor do Tribunal de Contas do Estado, jornalista, bacharel em direito (aprovado no exame de ordem da OAB) e engenheiro de sistema (informática). Mas isso não é o mais importante. Acima de tudo isso está seu caráter ético com suas ações profissionais, políticas e familiares.

Herdou certamente essas características marcantes de sua mãe, a dra. Conceição Mesquita Taborda, formada em fisioterapia e também em enfermagem pelo Cotil, colégio técnico da Unicamp. Bem, como enfermeira, como professora e em tudo na vida sempre mostrou dedicação, como agora na sua função de servidora pública da União. Por isso vou aproveitar esse gancho de sua formação para também falar de uma efeméride comemorada no último dia 12, registrando essa homenagem a todas as enfermeiras de Porto Velho e do Brasil.

O Brasil celebra em 12 de maio o Dia do Enfermeiro, o profissional que ao lado de médicos e assistentes estão na linha de frente da batalha contra a Covid-19. Não é por outro motivo que os enfermeiros são considerados hoje os novos super-heróis, aplaudidos em muitos países pelo trabalho que realizam em tempos de epidemia. No mundo todo, são os profissionais que enfrentam maior risco devido à proximidade com os pacientes e estão entre as principais vítimas do novo coronavírus. No Brasil, os números são trágicos. Até o dia 6 de maio, 73 profissionais haviam morrido em consequência da doença por contaminação em ambiente de trabalho.

A enfermagem é uma profissão que exige formação de nível superior específica e atrai tradicionalmente mais mulheres. Na cidade elas são 78% da categoria. Há uma unanimidade entre os profissionais sobre o que os levaram a abraçar essa carreira: só faz enfermagem quem tem vocação para cuidar do próximo. A atuação dos enfermeiros tem mostrado uma categoria profissional na linha de frente do combate do coronavírus nos hospitais brasileiros e por isso tantos deles têm adoecido e muitos estão morrendo em uma taxa alarmante.

Os Estados Unidos, que tem o maior número de vítimas da pandemia do planeta — quase 1,4 milhão de casos confirmados e 80 mil mortes –, havia perdido até a semana passada somente 46 profissionais de enfermagem, segundo entidades de classe.

O que ocorre no Brasil, segundo os profissionais, é que eles estão mais expostos. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) corretos não estão disponíveis para todos os profissionais espalhados por todos os Estados da federação. Além de equipamentos não adequados, muitas equipes não receberam treinamento para o uso dos EPIs e acabam por se contaminar pelo uso inadequado ou na hora da retirada dos equipamentos. A falta de profissionais de saúde também tem obrigado a turnos muito longos de trabalho, o que aumenta o risco de contágio.

Embora os enfermeiros sempre neguem que sejam os novos heróis, em vários países europeus médicos e enfermeiros são aplaudidos com frequência em locais públicos pelo trabalho que estão realizando e esse reconhecimento levou muitas pessoas a sugerir que o Prêmio Nobel da Paz deste ano seja dado aos profissionais da saúde que morreram no combate à pandemia. O prêmio, que já foi dado a políticos que nem sempre o mereceram, poderia ser outorgado à memória desses profissionais que estão sendo vítimas de sua devoção ao trabalho e de salvar a vida dos outros. Exemplos de vida e de generosidade.

ELEITORES

Mais de 1 milhão de pessoas buscaram na internet serviços como o de regularização do título de eleitor na Justiça Eleitoral. Por meio da ferramenta Título Net, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a esta e a outras demandas, de forma a evitar que os interessados em participar das eleições municipais de 2020 tenham de se deslocar, aumentando o risco de contaminação pelo novo coronavírus, causador da covid-19. Segundo o TSE há uma previsão de que todas as demandas sejam analisadas pela Corregedoria-Geral Eleitoral (CGE), órgão do TSE, até o dia 3 de junho, data em que está prevista a divulgação do número de eleitores que tiveram a situação cadastral regularizada para participar do pleito que escolherá os prefeitos e vereadores de sua cidade.

DESEMPREGO

Os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada subiram 22,7% em abril, mesmo com a suspensão dos atendimentos presenciais nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine). O levantamento foi divulgado ontem pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. A própria secretaria, no entanto, estima que os dados para o ano podem estar subestimados em até 250 mil pedidos. Isso porque diversos trabalhadores sem acesso à internet não estão conseguindo pedir o benefício nas unidades do Sine, que estão com o atendimento presencial suspenso por causa da pandemia de Covid-19. Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que os dados indicam que muitos trabalhadores continuam aguardando a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos.

OUTRAS DOENÇAS

O Covid19 continuará sendo o grande assunto da mídia por muitos dias. Todavia, há várias outras doenças atacando um número cada vez maior de brasileiros. Algumas das doenças que avançam sobre o País ou têm vacina que garante a prevenção ou podem ser evitadas por conta do comportamento da população. O que assusta é que mesmo uma pandemia amedrontando o mundo e em uma curva ascendente no Brasil, não leva as pessoas a se preocuparem com a limpeza de quintais, terrenos baldios ou mesmo áreas públicas, onde ocorre a proliferação do mosquito.

SEM VACINA

Não existe vacina contra a dengue, mas sabemos que se eliminarmos os focos do Aedes Aegypti interrompemos a propagação da doença. Mesmo assim, pela falta de colaboração dos moradores o número de criadouros do mosquito nas cidades estão crescendo, especialmente pela temporada de chuvas.

Além da dengue, o sarampo avança no Brasil. O País havia recebido da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) em 2016 o certificado de erradicação da doença, mas dois anos depois ela voltou a fazer vítimas nos Estados do norte do país e depois se espalhou por quase toda a federação. Hoje temos a transmissão ativa do sarampo em 19 Estados. O sarampo é altamente contagioso. Enquanto na Covid uma pessoa infecta de duas a cinco pessoas, o sarampo vai de 16 a 18. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 2.805 casos confirmados da doença, um crescimento de 18% em apenas uma semana. Existe vacina eficaz contra o sarampo, o problema e que muitos pais têm deixado de levar seus filhos para vacinar, o que abre uma janela para a expansão da doença.

GRIPE

Consegui vacinar anteontem contra a gripe H1N1 no posto de saúde próximo do comando da PM, na avenida Tiradentes. Tinha bastante pessoas na fila. Há uma exigência burocrática que quase me levou a desistir. É necessário a apresentação do cartão do SUS para conseguir a vacina. Eu não tinha. Algo que pode ser resolvido no próprio posto mas nem sempre a funcionária demonstra boa vontade para isso. A vacinação contra a gripe, que é destinada a alguns grupos de risco, está sendo bem aceita pela população, que entendeu ao apelo das autoridades da área da Saúde.

A vacinação vai até o dia 5 de junho. A vacinação contra a gripe deixa imunes boa parte das pessoas que pertencem ao grupo de risco e elimina a necessidade de internações por problemas respiratórios, deixando os leitos para os enfermos com Covid-19. Seguir as orientações das autoridades da área da Saúde continua sendo uma maneira mais segura de evitar não só a Covid-19 como outras doenças que ainda não conseguimos eliminar.

RECEITA

As receitas do município já sentem a crise econômica em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Com apenas as atividades essenciais em funcionamento no comércio, as receitas de Porto Velho tiveram, segundo fonte bem informada, uma queda de quase 30 por cento em ICMS. Com o prolongamento da quarentena a previsão é de uma queda ainda maior. A queda é esperada. Quanto menor a atividade econômica, menor geração de renda e, consequentemente, menos impostos gerados.

CRÔNICA

É claro que o tempo não para e nem retorna. E dá para perceber seu inexorável avanço numa rota que nada me agrada. E olha que percebi isso muito antes de alguém imaginar essa coisa horrenda do Covid19. Lembro-me de ter comentado com meus filhos e amigos diletos de que a população estava se emudecendo, esquecendo das coisas mais sensíveis. É, será que vocês notaram que as pessoas não assobiam mais, especialmente nas ruas? Antigamente, quando ninguém enchia o corpo de tatuagem e nem pendurava argolas no nariz, nas ruas, em seus caminhares calmosos, as pessoas assobiavam. Um assobio aqui, outro acolá – e eis que se formava uma sinfonia cotidiana.

Havia – especialmente entre os jovens – um desafio musical. Perguntava-se, um a outro: “Que música você tem agora na cabeça?” Pois as pessoas tinham, em qualquer momento, música na cabeça. E, sem que o percebam, acho que ainda têm. Eu, por exemplo, estou escrevendo agora essa coluna ouvindo boa música (Jorge Veiga, Ângela Maria, Zilá Fonseca). A música é parte essencial da vida, do mundo: a brisa canta baixinho, o temporal é o grande tenor ao lado de trovões e raios que estalam. Passarinhos, grilos, cigarras, cantam. E o homem também. Antes, ele cantava livremente. Agora, no silêncio de si mesmo. Em sua angústia, em seu desespero. Um quase “réquiem”.

Pensei estivesse, minha alma, imune a grandes angústias, tantas já as conhecera ao longo da existência. Foi pretensão, excesso de confiança. Mesmo que nada houvesse mudado em minha realidade digamos que ambiental – o mesmo isolamento, as mesmas condições de serenidade – a vida espiritual fora-me atingida. Machucada. O vírus, a dor planetária, o absurdo da situação brasileira, essa mediocridade assustadora – tudo me contaminara. Noites inquietas, sono interrompido e pesado, ansiedade, a incerteza diante do que não compreendemos, a dúvida entre saber dos acontecimentos ou evitá-los, na louca vontade de, evitando-os, acreditar não mais existissem.

Hoje eu acordei feliz para trocar ideias com o meu filho aniversariante. Todavia, confesso que em outros dias tenho acordado com a alma pesada, com o sabor da tristeza, a vontade de continuar dormindo para não saber de todo esse ataque virótico, do coronavírus e de Brasília. E só continuo por repetir o verdadeiro cerimonial de ouvir a algazarra dos pássaros no meu café da manhã. O céu inteiramente límpido, uma explosão de flores e de cores nas árvores, a passarinhada voando e garrulando cria impacto reprovando a minha desesperança, a minha tristeza com o que estão tentando fazer com esse nosso lindo país. E aí digo para a minha mulher que ainda não se aposentou: “Vamos continuar o trabalho e mandar tudo o mais para o inferno?”, como na música que alegrou nosso namoro. O inferno na verdade são os outros, políticos, mercantilistas da mídia, exploradores de desgraças e exterminadores de esperanças…

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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