Em Linhas Gerais

A inclusão do nome do senador Raupp na lista do Procurador Janot, não surpreendeu ninguém em Rondônia – por Gessi Taborda

O FIM DA BAGUNÇA

mauraoAinda é desconhecido o caminho que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maurão de Carvalho. Seguirá para cumprir decisão do Judiciário rondoniense, firmada em sentença do Juiz Edenir Sebastião Albuquerque da Rosa, publicada em edição recente do Diário Oficial da Justiça, que acaba com a verdadeira barafunda na nomeação de cargos comissionados e de chefia do Legislativo, sem levar em conta a proporcionalidade nas nomeações com o número de servidores de carreira da instituição.

Em sua sentença o magistrado da 2ª Vara da Fazenda Pública deu instrumento para que se acabe com a praxe usada ao longo dos últimos anos, que transformou a Assembleia num verdadeiro cabide de empregos atendendo interesses paroquiais dos próprios parlamentares.

Sem observar o princípio da moralidade, impessoalidade e legalidade no preenchimento dos cargos de maior relevância da casa a prática desaguou em escândalos e corrupção, com notórios casos de listas paralelas pelas quais vários (ex) parlamentares ainda respondem processo na Justiça.

SEM DISFARCE

mauraoAté agora, o maior número dos ocupantes desses cargos e das funções gratificadas são pessoas sem nenhuma ligação com o serviço público. Esse desrespeito aos postulados da própria Constituição acontece descaradamente. Cabe agora ao novo presidente Maurão eliminar esse sistema de castas, seguindo a sentença Judicial, na destinação da porcentagem mínima aos servidores de carreira ou – o mais aconselhável – adotar o sistema de concurso público de uma vez.

A inexistência de concurso público ao longo da existência do Poder Legislativo de Rondônia deixa essa situação muito clara, sem disfarces.

Há, pelo visto, muitos entraves para o estabelecimento de concurso público nas contratações do legislativo estadual. Essa chegou a ser uma bandeira empunhada pelo último presidente, Hermínio Coelho, que acabou não sendo hasteada.

DECISÃO JUDICIAL

mauraoÉ de se acreditar que agora acontecerá a mudança de rumos, pelo menos dentro daquilo que consta da decisão do magistrado da Fazenda Pública. Afinal, o novo presidente demonstra interesse em ser legalista e não parece ser do tipo que afronta decisões da Justiça.

Então precisará se ater a garantir um porcentual mínimo de 50% das nomeações de cargos de direção para servidores do quadro permanente e, ainda de acordo com a sentença judicial, reservar o mínimo de 20% das funções gratificadas para os servidores de carreira.

APADRINHAMENTO

mauraoA presente sentença vai contribuir para agilizar a realização de Concurso Público nas próximas contratações do Legislativo.Se observada pelo novo presidente, reduzirá o peso do apadrinhamento que transforma empregos públicos numa espécie de moeda de troca eleitoreira, proporcionando casos escabrosos como as conhecidas “folhas paralelas”, escândalos no qual se envolveram vários deputados no passado recente; alguns ainda não julgados por tais crimes de desvio e corrupção.

NÃO EXPLICOU

mauraoA coluna bem que tentou conseguir mais detalhes desse assunto com o próprio presidente que acabou não dando retorno antes de sua edição.

Também o Sindler – sindicato que representa os trabalhadores do legislativo – não soube explicar se fará algum tipo de atuação para fiscalizar a aplicação dessa sentença judicial e se, em função dela, haverá exonerações dos cargos em comissão indevidamente ocupados em detrimentos de funcionários de carreira.

ÍNDOLE

DanielEm se tratando do vice-governador Daniel Pereira, a reação desancando os magistrados que contribuíram com seus votos para a sentença que cassou o governador Confúcio Moura e ele próprio da chefia do governo rondoniense não é de causar estranheza. Daniel continua o mesmo político arrogante dos tempos de PT, quando foi deputado estadual. Daniel já deixou claro um estilo de protagonista nesse governo. O vice começou a aparecer na linha de frente assim que as derrotas confucianas, ganharam destaque com o avanço do Inquérito que está em tramitação final o STJ, onde ele é suspeito de participar e comandar uma organização criminosa que atuou fortemente na sua primeira gestão.

SEM XURUMELAS

DanielFalando como é seu costume, sem levar em conta as filigranas do Poder e desancando sensíveis homens da toga será difícil apostar numa reorganização da corte do filósofo de Ariquemes.O vice pode tugir e mugir (e até ver a cassação acabar sendo revista em corte superior) mas – verdade seja dita – não vai convencer ninguém de que distribuir brindes, comidas e outros objetos de barganha eleitoral são atos lícitos. Essa conduta enseja sim, a cassação de mandatos.

ESPERANÇA CURTA

STRESSUm empresário do ramo gráfico da capital está vibrando com a decisão do judiciário que cassou o mandato de Confúcio. O empresário (leia-se Graffnorte) passou a alimentar esperanças de recuperar um prejuízo de mais 2 milhões na prestação de serviços à candidatura de Expedito Júnior. Sem resultados, o está apelando à Procuradoria Regional Eleitoral para escapar do prejuízo milionário. Se Expedito acabar governador, certamente essa dívida poderá ser resgatada sem maiores desgastes.

MAIS PROBLEMAS

Confucio MouraQuem anda imaginando que o governador Confúcio Moura vai iniciar uma fase de céu de brigadeiro se – como crê vários atores da política – e conseguir escapar da sentença de cassação do mandado pode guardar suas fichas. Além da série de problemas na esfera do judiciário (inclusive com o quase certo processo criminal), enfrentará também uma greve geral de servidores nos próximos dias, alem pelo menos uma CPI (como acredita piamente o deputado José Hermínio) para investigar setores importantes de sua administração.

 UNHAS

Ora, se tá tudo dominando, como dizem os lambe-botas do governo, com essa história da cassação, por que ontem era possível ver nomes importantes da órbita governista roendo as unhas?

 SIMPLES ASSIM

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Não adianta nada essas conversas de que o país tem de enfrentar os ajustes que irão machucar principalmente a classe assalariada e os barnabés para, lá na frente, voltar a ter desenvolvimento. Ora, se o povo brasileiro não escorraçar aqueles que e estão levando o país para o abismo não vai mudar e nem melhorar nada. Não é possível mudar nada enquanto quem enganou o povo com todas as demagogias escape agora, ilesos.

Eles permanecem no bem bom enquanto nós, os pagadores de impostos, somos obrigados a ir para o sacrifício real. Simples assim: com esse time da Dilma e tantos petralhas não tem saída e muito menos esperanças de dias melhores.

 A LISTA

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A inclusão do nome do senador Valdir Raupp na lista do Janot como um dos políticos a ser imediatamente investigado pela suposta participação no Petrolão não surpreendeu ninguém de Rondônia. Surpresa foi a inclusão do nome de Carlos Magno, o ex-deputado federal e notório “político de ouro” do erodido sistema de Cassol. Outros nomes do mundo político local ainda poderão engrossar a relação de políticos nas próximas listas extraídas de outras denúncias da Lava Jato.

Fonte: Gessi Taborda

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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