Em Linhas Gerais

Confucio e sua gang não imaginava ver a boca livre na convenção publicada por um jornalista – por Gessi Taborda

CASSAÇÃO CONFIRMADA

cassado   Pelo menos aquela parte da imprensa mais comprometida com os reais interesses da população deve sair nesta sexta-feira anunciando em manchetes a histórica cassação de Confúcio Moura e seu vice, Daniel Pereira, do governo rondoniense. Essa é a primeira vez que o Tribunal Regional Eleitoral rondoniense decide pela cassação de um governador do estado. A sentença anunciada ontem é decorrente do julgamento de uma ação dos tucanos, partido pelo qual concorreu Expedito Júnior. Com essa decisão, o presidente do PSDB rondoniense deverá ser chamado para ocupar o governo do estado, mesmo não tendo vencido no segundo turno.

ESPERADA

gomes   A coluna, como registrou várias vezes e especialmente nas publicadas nessa semana, sempre acreditou nessa decisão independente da Justiça rondoniense, especialmente em função das provas acostadas aos autos, colhidas pelo jornalista Gomes de Oliveira, da Folha Rondoniense.

É uma pena que nem todos jornais produzirão manchetes altissonantes nessa sexta-feira sobre a decisão judicial. Ficarão, quando muito, com os meros registros burocráticos, desconhecendo o papel desempenhado pelos colunistas e mídia alternativa nesse desfecho trágico para Confúcio e seu grupo.

SÓ FINGIMENTO

cassado  Essa sentença judicial deve provocar um alívio no batalha em prol da recuperação de uma política mais ética e republicana no estado, ajudando especialmente na desarticulação de todas as artimanhas mafiosas que estavam colocando a gestão pública rondoniense na crônica policial em rede nacional. Quem se imaginou, até agora, fora dos tentáculos da Justiça e do imenso inquérito que roteiriza, no âmbito do STJ, a organização criminosa comandada – segundo esse mesmo inquérito – pela autoridade máxima rondoniense tem, a partir de hoje, motivos para colocar de verdade as “barbas de molho”.

Para o colunista, a cassação aprovada pelo Judiciário é motivo de decepção. Lá se foi toda aquela imagem que tive de Confúcio enquanto o mesmo foi um parlamentar respeitável na Câmara dos Deputados. Não é nada alegre ver o político respeitável de então transformado hoje num vilão, jogando sua história passada de paladino da moral e da ética no ralo das ambições de um processo fruto da indecência de quem achou que podia tudo sem medo das consequências da lei.

SEMELHANÇAS

BandeiraO jovem estado rondoniense tem sofrido muito pela má qualidade de vários personagens de sua política, sequiosos por poder e riqueza a ponto de sacrificar todos os códigos éticos em nome do acúmulo de bens.

Confúcio está no mesmo caminho de outros “poderosos” do passado recente. Gente como os foragidos Natanel Silva e Mário Calixto, ou como outros vivendo no xilindró (irmão Valter) ou dele se aproximando. E agora, com essa sentença, lá vai o filósofo de Ariquemes para a mais dramática transformação, em mais um “santo do pau oco”.

EMPÁFIA

convenção   Há entre esses personagens soturnos da política local a mesma empáfia de se imaginar acima de qualquer julgamento, de qualquer obrigação legal.

Provavelmente Confúcio e sua gang não imaginava ver a boca-livre patrocinada no dia da convenção de seu lançamento como candidato, documentada e publicada num simples site de jornalismo eletrônico. Ora, o regabofe ilegal foi promovido abertamente, com todo tipo de gente testemunhando a ilegalidade. Não havia como apagar os arquivos eletrônicos e nem tentar escamotear a verdade simplesmente com o argumento de que tais provas foram produzidas por um humilde jornalista do mundo virtual.

NINGUÉM SE ENGANE

cassadoAté o fechamento dessa coluna no dia de ontem ninguém – nem do governo e ou de seus aliados – produziu qualquer tipo de explicação sobre a cassação e seus possíveis desfechos.

Falou-se sobre o recurso a ser interposto no Tribunal Superior Eleitoral. Isso é uma consequência natural, é do direito. Mas ninguém se engane achando que esse recurso haverá de garantir a reforma da decisão do Tribunal rondoniense.

Confúcio merece a punição exemplar, principalmente por ter mantido como verdade em seu currículo por tanto tempo o enredo de paladino da ética e da seriedade, que tanto lhe serviu para ganhar dois mandatos de governador de Rondônia.

ATRATIVO MENOR

eXPEDITOAinda ontem advogados que defendem os interesses do PSDB e de Expedito Júnior afirmava estar pronto para pedir na justiça a imediata posse do ex-senador tucano para o lugar de Confúcio.

Mas nem imaginem que a decisão cobria de felicidades do clã de Expedito. Uma fonte ligada ao jovem político não escondia existir, nesse momento, um certo descontentamento no ninho tucano, como se assumir o governo nessas circunstâncias fosse “algo com um atrativo menor”.

IMAGEM

eXPEDITOPara Expedito, a cassação de Confúcio não melhora a imagem da classe política rondoniense e muito menos a do governo. É certo que a fachada hipócrita de governo comprometido com os valores democráticos e da ética foi definitivamente por terra. Mais do que os motivos levados em consideração para a Justiça decidir pela cassação de Confúcio, é preciso que as investigações sobre a colocação de seu mandato político (na primeira gestão de governador) a serviço do crime organizado sejam concluídas.

ALERTA

TSEEsse desfecho trágico da primeira cassação de mandato de um governador rondoniense pela Justiça deve servir de alerta para outros chefes políticos que, quando assumem cargos de proeminência, acabam procurando esconder seus próprios rabos, muitas vezes com fantasias moralistas que não se sustentam.

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PARLAMENTO

ale3Os novos deputados rondonienses não demonstraram ainda interesse em modificar a ação do legislativo estadual. Os esforços continuam pontuais. Esse assunto da cassação, por exemplo, não motivou sequer um pronunciamento de peso no plenário da casa.

Ninguém demonstrou interesse no assunto. Preferiram como sempre os temas pontuais e de menor polêmica doméstica. Em sua maioria procurando ficar do lado que a vaca deita. E assim a coluna chegou a vaticinar que não haveria instalação de CPI nenhuma na Casa, muito menos para  investigar Detran e DER.

Agora é esperar para ver como será o comportamento dos deputados na próxima semana. Tudo o que os deputados demonstraram era o desejo de abafar esse episódio que só teve fôlego na mídia independente. A tarefa ficou com a Justiça que decidiu a favor do interesse do estado e das provas contidas no processo.

fonte: Gessi Taborda

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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