Em Linhas Gerais

Iluminação Natalina: a denúncia de que o prefeito está gastando mais de 2 milhões de reais para “alugar”, precisa ser apurada pelo TCE/RO e o MP – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O sucesso normalmente vem para quem está ocupado demais para procurar por ele”. Henry David Thoreau (1817/1862), Escritor norte-americano.

UM PALCO ABSURDO

vergonhaSão situações surpreendentes para quem não acredita que o corporativismo político sobrevive, quase intacto, na proteção daqueles repudiados pela vontade do eleitor. É difícil saber quais caminhos sinuosos foram percorridos para que figuras derrotadas nas eleições recentes, como Jose de Abreu Bianco e Dedé de Melo, estão mais uma vez escalados para figurar na passarela do poder legislativo, driblando a vontade popular.

FORA DA LÓGICA

vergonhaEm termos de lógica comum é praticamente impossível explicar como alguém tendo na sua biografia (além do próprio cargo de deputado) um cargo de senador e de governador assume uma função de mero assessor (contratado pelo sistema de livre provimento) parlamentar. É como se FHC ou o próprio Lula fosse cavar uma boquinha no terceiro escalão do parlamento federal ou em qualquer nível do Executivo.

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SURPREENDENTES

vergonhaSão essas situações surpreendentes que comprova o nível em que se encontra, ainda, a política rondoniense. Aqui o imprevisto supera o previsto. Bianco, Dedé de Melo, Luiz Gonzaga (todos ex-deputados) entre outros políticos apeados da vida pública pela vontade popular conseguiram voltar ao lugar de onde saíram numa espécie de lance mágico do forte corporativismo.

Por trás desse enredo possivelmente existe um roteiro de filme de mistério. Afinal, a mágica é o maior antônimo da lógica.

ARMADILHA

vergonhaNão faz sentido para uma deputada experimentada e bem posicionada na base de seu eleitorado, como é o caso (só para citar um exemplo) de Lúcia Tereza, dar o cargo mais importante de seu gabinete para Dedé de Melo, como se estivesse repetindo o ficcionista John Le Carré, na retirada do frio de seu mais querido espião.

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PRAZO VENCIDO

vergonhaCertamente, esses aprendizes das manobras de John Le Carré podem estar agindo assim acreditando na hipótese de que, circundado pelos personagens com prazo vencido decretado pelas urnas, conseguirão subir novos degraus e verão aumentar o número de seus eleitores.

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ARMADILHA

vergonhaMas tudo pode se revelar como uma péssima armadilha para quem justifica tudo na base da velha e batida informação de que isso são coisas da política.

O que esses “artistas” e prestidigitadores da vontade do eleitor ainda não compreenderam é que a vida não imita (como tantos acreditam) a arte. Tampouco a arte imita a vida.

TÁ DIFICIL

vergonhaSão reis, rainhas e valetes em todos os poderes e não se sabe quem manda mais. A rainha entra no lugar do rei, o valete no da rainha, e é uma confusão generalizada. Só falta mesmo o Az, de preferência o de paus, para colocar os poderes em seus diversos lugares.  Do jeito que as coisas vão indo vai ser difícil desembaralhar o Brasil.

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PÉSSIMO EXEMPLO

natal2Mas do que nunca não há como negar: Mauro Nazif, apesar de tudo, só pensa em conseguir um novo mandato na eleição de 2016. Ele está disposto a fazer tudo para amenizar o tamanho do índice de desaprovação. E como não tem capacidade para colocar em execução obras estruturais e capazes de garantir a retomada do crescimento sustentado da economia da capital rondoniense, parte para a execução de projetos mais visíveis, sem se importar com os péssimos exemplos de gestão do dinheiro público, até por estar convencido de possuir blindagem especial contra eventuais investigações e ações dos chamados órgãos do controle externo.

Nesse momento o péssimo exemplo é praticamente um repeteco do final do ano anterior, dessa vez com relação à chamada decoração natalina.

DENÚNCIA GRAVE

natal2Feita pelo deputado estadual Leo Moraes, a denúncia de que o prefeito está gastando mais de 2 milhões de reais para “alugar” (pasmem, leitores!) a iluminação natalina, não pode ser jogada para debaixo do tapete pelas instituições responsáveis em defender os recursos públicos, como soem ser o Tribuna de Contas e o Ministério Público.

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TORRANDO DINHEIRO

natal2É claro que os reflexos da crise vão deteriorar ainda mais as finanças da prefeitura, com queda de arrecadação. Só Nazif parece não acreditar nisso.

Gestores públicos têm obrigação de fazer ajustes para uma transição menos traumática nesse cenário de crise econômica e recessão. É acintoso torrar dinheiro público (sem a obedecer a lei da concorrência pública) em supérfluos nesse momento.

OLHO NO LANCE

natal2Nessa questão, segundo a denúncia, há um aspecto ainda pior: a prefeitura supostamente já liberou (muito antes da conclusão do projeto) quase um milhão de reais ao “feliz contratado”. Como? É o que deve perguntar ao gestor público os paladinos da lisura, ou seja: Ministério Público e Tribunal de Contas. Se a coisa correr frouxa, teremos mais um lamentável replay do que ocorreu no ano passado, com o tal Natal dos Pneumáticos do “prefeito 40”.

DESFAÇATEZ

Camara2Eles agem sempre como se nunca soubessem de nada ou como se tudo fosse perfeitamente normal. Estou falando da lamentável classe política cada vez mais escarnecida pelo eleitorado, diante dos abusos constantemente veiculados na mídia.

Veja o caso dos vereadores de Porto Velho. Só nesse ano já gastaram com a tal “verba indenizatória” algo próximo do 1,5 milhão em pagamento de combustível e despesas pessoais de vereadores, como as relativas à manutenção de seus veículos particulares.

DESTINO TURÍSTICO

Camara2A desfaçatez é enorme. E graças a esse costume de não respeitar o dinheiro arrancado do contribuinte, a Câmara banca gastos absurdos com diárias para vereadores cumprirem agendas totalmente dispensáveis em paraísos turísticos, como ocorreu recentemente em benefício da vereadora do PT, mandada a Salvador, na Bahia. O presidente da casa, o petista Bengala, não se manifesta, possivelmente considerando os eleitores como um bando de idiotas incapazes de reagir contra essa camarilha perfeitamente dispensável.

Camara2SACRIFÍCIO

A vereadora precisou fazer um intervalo em seu período de luto para cumprir a “relevante missão” de se fazer presente num congresso de vereadores que, claro, não significa nada para a sociedade de Porto Velho. Será que os órgãos de controle continuarão de olhos vendados para tanta desfaçatez, deixando tudo correr de maneira frouxa?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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