Em Linhas Gerais

Hildon Chaves tem que explicar nomeação de membro da turma do Quibe na SEMAD altamente repudiada pela população – por Gessi Taborda

Será que entre apoiadores responsáveis pela vitória de Hildon não existia ninguém capaz de gerir os negócios da Semad?

FILOSOFANDO

“Do novo prefeito, por acreditar naquilo que ele defendeu durante a campanha, espero uma mudança para por um ponto final na desintegração da cidade, uma mudança espetacular da luz dissipando os anos de escuridão provocados pelos seus medíocres e desonestos antecessores.” Gessi Taborda (1951), jornalista político cada vez mais cético com os políticos da terrinha.

 SEM CHANCES

É uma espécie de choro sem sentido, motivado por um saudosismo inexplicável. Não há a menor chance de vermos a lendária EFMM ressuscitada. Ficar resmungando, se descabelando e achando que isso é uma prioridade é infantilismo.

Equilibrado, portanto, o desabafo de Antônio Lourenço, o Buiu. “A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré só nos conta tristezas, tipo maior corrupção da época. Prova de que falam até hoje que os valores gastos no catastrófico empreendimento dariam para que a EFMM fosse cunhada (Sic) a ouro. Infelizmente até hoje só traz desgraça, cultivar uma estória de insucesso, de carnificina, de uma coisa obsoleta e que em nada de positivo pode apresentar. É um carma desgraçado para todos os portovelhenses que se apegam nesse lado negro do passado que nada de bom tem para se contar.”  Com essa opinião Lourenço mostra ser muito mais do que um grande “Chef” da cozinha local.

 GATUNAGEM

A gatunagem verificada em várias secretarias municipais deixou de ser apenas uma “desconfiança” da qual sempre se falou. Com Hildon Chaves os larápios passam a enfrentar uma vigilância constante. O primeiro resultado foi a prisão de um “servidor” público no exato momento em que roubava uma peça de um caminhão da frota municipal e a vendia no mercado negro a preço irrisório. Certamente isso é um dos reflexos da falta de controle da enorme frota municipal, especialmente de veículos destinados ao setor de obras.

 FOI SÓ UMA TÁTICA?

Longe de mim acreditar que o discurso usado por Hildon Chaves na campanha para se eleger prefeito da capital rondoniense foi apenas uma tática política para conquistar corações e mentes da maioria do eleitorado – sequioso por mudanças de fato – e não um compromisso verdadeiro em promover uma transformação radical na gestão do município e nos relacionamentos políticos marcados pelas nebulosas condutas reprováveis que têm mantido a cidade nesse inexpugnável atraso cultural, político, econômico e social.

 É NOVO? COMO?

Daí a esperança que o novo prefeito consiga explicar – e convencer o eleitorado – as justificativas para mais uma nomeação bizarra de secretário municipal, dessa vez dando o cargo para quem participou a gestão “Turma do Quibe”, altamente repudiada pela população de Porto Velho. Será que entre apoiadores responsáveis pela vitória de Hildon não existia ninguém capaz de gerir os negócios da Semad?

A pergunta que me faço diante desses fatos é como o prefeito que simbolizou “as profundas mudanças” desejadas pelo povo vai conseguir fazer isso se a nesga de novidade ainda existente na sua debutação política cada vez mais vai sendo apagada por símbolos (e pessoas) antigos, alguns com forte (e indesmentível) ligação até com os tempos petralha quando a prefeitura passou a ser conhecida como a mítica “Caverna do Ali-Babá”.

 ENTERRO

Rezo para não ter de enterrar de vez as minhas esperanças de que não haverá possibilidades de promover as mudanças necessárias de nossa sociedade com a ação de políticos, sejam eles quais forem. Compreendo o descontentamento sincero daqueles que com uma utopia de novos tempos, de mudanças profundas no sistema temem não poder, daqui a pouco, fazer maiores distinções entre o que se elegeu como símbolo de transformação, de independência das máquinas partidárias e dos barões da economia com aqueles que saíram escorraçados, após anos de enganação.

 ESPERANÇA ACESA

Ainda estou na torcida para ver atos capazes de comprovar que o novo prefeito se submete ao controle do povo para suprimir os males sociais e da politicalha a que sempre subjugou Porto Velho. Aparentemente, diante das nomeações bizarras, fica mais difícil ver concretizadas as propostas eloquentemente defendidas na campanha. Mas ainda devemos manter as esperanças de que o novo se engaja em ações que visem as mudanças radicais que rechearam o seu discurso de candidato.

 CIDADE VIÁVEL

Ontem o fraquíssimo jornalismo da TV Rondônia conseguiu marcar um ponto positivo ao mostrar o caos existente na rede de saúde pública, especialmente da municipal, sentido por quem precisa buscar socorro até mesmo numa simples marcação de consulta ou exame.

Quem assistiu as reclamações e as cenas do péssimo atendimento não deve ter ficado surpreso diante da lamentável constatação de que isso é mais um problema, entre tantos, que parece insolúvel em Porto Velho. Mas a cidade é viável.

 PREGUIÇOSOS

Realmente a capital rondoniense vive uma realidade soturna, graças aos anos de gestores públicos preguiçosos, de visão mesquinha, sem coragem para propor e tocar projetos de envergadura já que sempre estiveram mais preocupados em atender interesses paroquiais, além da frenética busca pelo enriquecimento rápido pessoal ou de áulicos. Dessa vez Porto Velho tem uma grande chance. Seu novo prefeito já demonstrou nesses dias de janeiro que é um pernambucano irrequieto, avesso a ficar preso ao gabinete.

E nisso está sendo ajudado também pelo seu vice, o Edgar Tonial, também mais afeito ao papel de um capataz de obras, mais fácil de ser encontrado nas secretarias municipais do que em seu gabinete.

 FRENTES

Não precisa ser nenhum gênio do empreendedorismo ou expertise em gestão para entender que existem várias saídas em favor da viabilização da cidade nos seus múltiplos aspectos. Mas é preciso ter coragem de romper com os vícios das gestões anteriores que alimentavam a paralisia do sistema.

O próprio Hildon, nessa questão de Saúde, se comprometeu a usar a informática para agilizar atendimentos (consultas e exames marcados pela internet) na saúde e até na racionalização dos entraves burocráticos hoje existentes, inibidores do incremento da economia e da viabilização de investimentos e negócios.

Ficar sentado na cadeira do paço municipal não ajuda a melhorar o desempenho da administração. Mas também não basta fazer um tour diário pelas pastas municipais se o foco exposto na campanha não for mantido.

 DE JEITO NENHUM

Ninguém duvida que o Juiz Sérgio Moro tem saber jurídico para integrar o STF. Mas a campanha nacional em torno de seu nome é infrutífera. É natural essa reação nas redes sociais pedindo Sérgio Moro para o STF. Mas não há a menor chance do presidente Michel Temer indicá-lo, e muito menos dos senadores aprovarem seu nome, afinal muitos deles estão encrencados na Lava Jato.

 SEM TRUMP

A coluna termina sem dedicar nenhuma linha à posse de Donald Trump. É assunto, claro, pautado em todo mundo. Mas possíveis comentários ficarão para outras edições. É preferível encerrar com mais uma dessas declarações estapafúrdias do governador rondoniense destacando sua disposição para descumprir leis que instituem feriados (como duvidar do ocupante do Palácio (vá lá!) Rio Madeira se ele deixa de cumprir muitas outras leis mais importantes?) em nome da (quaquaquaquaqua) produtividade (???) administrativa.

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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