Em Linhas Gerais

Donald Trump, sua posse como presidente dos Estados Unidos mexe com o mundo- por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A essência de toda arte bela, de arte grandiosa, é a gratidão.” FRIEDRICH WILHELM NIETSCHE (1844/1900), pensador germânico. Escreveu centenas textos críticos sobre religião, moral, cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo. Seu legado filosófico até hoje não perdeu o poder de inspirar.

 QUE FIQUE BEM CLARO

Uns poucos áulicos ou, melhor dizendo, puxa-sacos contumazes não conseguem entender a obrigação profissional de quem faz jornalismo de verdade, sem obrigação de bajular a quem quer que seja. São estes obtusos de sempre – mas alguns com certa influência por gravitar na orla do poder – que ficam tão desgostosos com abordagens críticas da coluna sobre os atos praticados que espalham como podem (especialmente pelas redes sociais) um suposto rompimento entre esse jornalista e o prefeito Hildon Chaves.

Que fique bem claro: de minha parte não houve nenhum sentimento de vindita, de rompimento com o prefeito em quem votei e ajudei a eleger.

 INDIGNAÇÃO

Apenas procuro lembrar ao nosso prefeito as circunstâncias de sua eleição: o povo – e Hildon deve saber disso – estava tão indignado com os governantes passados que tinham outra alternativa que não fosse acreditar no discurso proferido por Hildon e descarregar nele a montanha de votos registrados nas urnas.

Por isso principalmente, o governo de Hildon Chaves/Edgar do Boi não deveria, sob desculpa nenhuma, ceder espaço da nova gestão a ex-integrantes de governos claramente comprometidos com o esquema de corrupção dos antecessores. Ainda espero definições inquestionáveis de que valeu a pena votar em Hildon, de que ele é mesmo aquele que fará as mudanças éticas em Porto Velho. Esse foi clamor ético dos últimos anos, consubstanciado na eleição do novo prefeito.

 PERIGO NO HORIZONTE

Início da semana. A coluna aproveita para repercutir também o tema da posse do novo presidente americano, como compromisso feito aos leitores na coluna passada.

A posse de Donald Trump, sexta feira, como o novo presidente dos Estados Unidos mexe com o mundo, reflete inclusive em que mora nessas longínquas paragens da Amazônia brasileira. Pelo o discurso do presidente ianque ficou ainda mais claro que estamos diante do surgimento de uma nova era de nacionalismos.

 “OS DONOS” DO MUNDO

Trump junta-se a Vladimir Putin, da Rússia, a Narendra Modi, da Índia, a Xi Jinping, da China, a Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, e a muitos outros líderes nacionalistas espalhados pelo mundo.

E como podemos afirmar que esse novo sentimento das grandes lideranças mundiais balizam um sinal de perigo?

Claro que já houve outras épocas de ressurgimento dos nacionalismos, mas é precisamente por já as termos vivido que sabemos que elas começam quase sempre insufladas de esperança e acabam em lágrimas.

 EROSÃO

Este mundo em que os nacionalismos se reforçam mutuamente é também um mundo em que tanto o poder relativo como a coerência interna do Ocidente sofre uma enorme erosão de ambos os lados do Atlântico.

As relações que envolvem hoje a maioria dos países criaram um tecido de interdependência e uma ordem internacional liberal muito mais densa do que aquela que existia nos anos 30.

A América de Trump deve se tornar mais próxima da Rússia de Putin dando a ideia de que esse nacionalismo de agora é sóbrio. Mas, pela sua própria natureza, os nacionalismos irão entrar em rota de colisão mais cedo ou mais tarde.

 TENSÕES MAIS SÉRIAS

De longe, a mais séria destas potenciais tensões é aquela que pode opor a China aos Estados Unidos. Quando foi ouvido no Senado, o Secretário de Estado de Trump, Rex Tillerson, comparou os planos chineses de construção de ilhas artificiais no Mar do Sul da China à anexação da Crimeia pela Rússia e garantiu que a nova Administração diria a Pequim que “o acesso a essas ilhas não será autorizado”.

Uma parte disto é simplesmente a tradicional dança entre as grandes potências mundiais competindo por influência entre elas próprias e terceiros. Porém, o risco de um confronto naval ou aéreo algures nos mares do sul ou do leste da China não é de todo negligenciável.

 UMA VIAGEM PERIGOSA

E nessa altura a pergunta seria outra: será que Trump e Xi teriam a sabedoria, a visão estadista, os conselhos sólidos e, tão importante quanto isso, o espaço de manobra na política interna para se afastarem do precipício? É numa situação como estas que o carácter irascível e narcisístico de Trump poderia ser um perigo.

Não alimentemos ilusões. Anthony Scarammuci, o suave porta-voz de Trump em Davos, tentou convencer-nos que tudo vai correr bem. Disse que “o caminho para a globalização no mundo é através do trabalhador americano” (tentem entender isto, se conseguirem) e que o caminho “disruptivo” de Trump vai ser “uma coisa boa nas nossas vidas”. Não se deixem enganar. Estamos às portas de uma viagem muito perigosa, que se prolongará pelos próximos anos, e temos que nos preparar para ela.

 ANIVERSÁRIO DE PORTO VELHO

A capital rondoniense comemora na terça feira (24) seu 102° aniversário de fundação. Um megaevento vai acontecer na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, às margens do rio, para marcar a data fugindo da praxe antiga de deixar tudo passar mais ou menos desapercebido no âmbito do governo municipal. Se a “festa do centenário” tentada no período em que a gestão estava nas mãos da “Turma do Quibe” quase nem chamou a atenção da própria população local, dessa vez o evento deve se converter num fato marcante, corroborando a ideia de que agora a cidade está nas mãos de um gestor comprometido com transformações e mudanças de rumo na vida da capital.

 VELHOS PROBLEMAS

Porto Velho – no momento em que o antigo território ganhava autonomia com a transformação em estado – teve uma economia muito animada. A cidade atraiu milhares de migrantes de todos os estados brasileiros não só pela época do garimpo fervilhante, mas também pelas oportunidades de se “fazer a vida” em todas os demais segmentos da economia.

Apesar dos tempos áureos, a cidade chega aos seus 102 anos com sérios problemas advindos de sucessivas gestões mequetrefes que nunca se empenharam de verdade em saná-los. A capital, principalmente nessa fase contemporânea, acabou acostumando-se a conviver com o noticiário que a expôs ridiculamente no nível local e também nacional.

No aniversário a ser comemorado na terça feira há pelo menos esperança de que essa situação vai efetivamente mudar em função do novo prefeito, Hildon Chaves, do PSDB, um ex-membro do Ministério Público Estadual e atual empresário (de sucesso) do segmento do ensino privado, eleito numa campanha independente dos “donos do poder econômico” ou das “máquinas partidárias”.

 RAINHA DA SUCATA

Pela completa visão obtusa de seus primeiros prefeitos (ainda do tempo das nomeações) e dos mais recentes, eleitos pelos partidos de esquerda (argh!) como PT e PSDB, a cidade poderia muito ser confundida hoje – malgrado seu enorme crescimento populacional – como a Rainha da Sucata, já que ainda vive sob o crescente domínio da violência urbana, da degradação da saúde pública, do domínio do lixo e dos terrenos urbanos, da dengue, da falta de praças públicas decentes e vai por ai afora.

 BUCOLISMO SACRIFICADO

A cidade ainda está longe de ser transformada numa metrópole mas perdeu pelos longos anos de desmandos seu aspecto bucólico vivido até recentemente. Dai a fundamental necessidade do novo prefeito não cair no canto da sereia, abrigando no seu ninho as figuras responsáveis pelo sucateamento da qualidade de vida dos portovelhenses. Será muito frustrante num futuro próximo se o novo prefeito insistir em “buscar novas soluções”, baseado no esforço de gente como Sebastião Assef Valadares, o primeiro prefeito da Capital após a transformação do território rondoniense em Estado. O papel principal de Hildon Chaves é livrar a cidade da herança maldita do passado.

 BOA ESCOLHA

Na eleição do ano passado o povo dessa capital de 102 anos escolheu bem. E portanto não poderá ser culpado de um possível novo naufrágio. O povo votou em Hildon Chaves mostrando cansaço pelos seus antecessores na prefeitura que mandaram e desmandaram, sucateando áreas essenciais para o bem estar da população portovelhense.

A Saúde é um exemplo claro para sustentar essa afirmação. O esgoto sanitário é outro problema grave.

Nesse momento de comemoração do aniversário por que não perguntar de novo ao prefeito quais são as dificuldades que o impedem de revitalizar a própria gestão com gente nova e bem formada, livre dos vícios das gestões incompetentes e até desonestas do passado?

 PROBLEMAS ETERNIZADOS

Manter integrantes das gestões que erodiram essa cidade é quase uma confissão de que não teremos mudanças de verdade no caótico sistema do trânsito ou até mesmo no famigerado transporte urbano de Porto Velho.

Existem centenas de problemas desafiando o novo prefeito, esperando soluções definitivas. Em 102 anos a cidade não conseguiu sequer (em plena Amazônia) dotar sua área urbana de arborização. É claro que não dá para acreditar que todos esses problemas serão eternizados.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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