Em Linhas Gerais

Gargalhe, se puder, com as “proposituras” dos vereadores da capital – por Gessi Taborda

MAIS DESEMPREGO

desemprego_tecnologico_3Que empresas vão suportar uma tributação que vai onerar ainda mais a folha de pagamento ? É preciso levantar esta discussão. Previsto para entrar em votação nesta terça, 18/8, o projeto de lei que trata da reoneração da folha de pagamento pode provocar ainda mais desemprego.

Segundo fonte, pelo menos dois senadores rondonienses estão prontos a votar a favor desse projeto de lei. Fiquem atentos sobre como irão comportar os representantes de Rondônia em relação a mais esta ameaça ao aumento do desemprego. O projeto prevê que as alíquotas de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passem de 1 para 2,5 por cento no caso da indústria e de 2 para 4,5 por cento para empresas de serviços.

NA BENÇA

Deputado-Só-na-BençaSe a sorte de Alto do Itaporanga for melhor do que a de cidades como Porto Velho, por exemplo, o distrito pode conseguir seu sistema de saneamento básico. Porto Velho nas últimas décadas não conseguiu resolver esta questão, pois a Caerd deixou de ser há muitos anos uma estatal viável e capaz de cumprir seu papel. Mas, quem sabe no distrito citado o empenho de deputado Só na Bença (é assim mesmo que se grafa o nome do parlamentar) acabe dando certo? Na capital a espera por uma ação abençoada do governo (leia-se Caerd) continua, dessa vez com torcida maior para a efetiva implantação da rede de esgoto, promessa já iniciada em governos passados que – como é praxe no estado – nunca chegou a termo, por denúncias de desvios, corrupção e falta de projetos sérios.

EXECUTIVOS?

ADELINO-FOLLADORNos tempos atuais, quando tudo nesse país parece estar virado pelo avesso, dois deputados cada vez mais fazem o papel de “garantidores de obras”. Adelino Follador, que já foi prefeito dá garantias de que dessa vez a coisa vai. Depois de almoçar com alunos e professores da Escola Municipal Roberto Turbay, em Ariquemes, onde o assunto foi a construção de um parque infantil, Adelino foi taxativo: “Só depende da prefeitura me encaminhar a solicitação para a garantia dos recursos”.

Outro parlamentar com destaque na semana por ações que muitas vezes nem o Executivo faz: Luizinho Goebel. Sobre ele diz a nota do legislativo: repassou recursos até para a manutenção da Secretaria de Obras de Alvorada do Oeste, onde também entregou equipamentos e implementos agrícolas para pequenos agricultores. Isso sem contar sua “participação direta” nas obras de asfaltamento naquela cidade.

NO MOLHADO

Fiero_logoA Federação das Indústrias do Estado de Rondônia mudou de direção depois de um período conturbado. Mas ainda não reconquistou o protagonismo de seus tempos de glória, quando teve força para eleger deputados (William Cury, estadual, e até Miguel de Souza que foi federal, vice-governador, mesmo sem nenhum carisma) e não será com o anúncio de uma “pauta” de investimentos para “alavancar a economia do estado” (sic) feita perante o apagado chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos do acabado governo Dilma Roussef, Roberto Mangabeira Unger, que a nova diretoria da Fiero vai empolgar investidores.

GARGALO

Fiero_logoAliás, é bom não esquecer: Mangabeira foi um dos beneficiários das benesses custeadas pelo governo estadual, no tempo em que precisou conviver com as vacas magras. Não é nome influente para alavancar investimentos para nenhum dos itens da pauta que, a grosso modo, não inova nada e nem cria expectativa de que sairá do papel.

Os ingredientes da “pauta da Fiero” são coisas antigas, como a “Hidrovia do Madeira”, com balizamento e dragagem permanente (rárárárá!) do portentoso rio; a construção do gasoduto de Urucu (AM) a Porto Velho (mantra utilizado por políticos como Raupp ao longo dos anos em que se mantém no Senado) e (rárárárá) reabertura imediata da BR 319.

DEDO NA FERIDA

Fiero_logoMuito mais do que tais aspirações, a “pauta da Fiero” não colocou em destaque nenhum aspecto da crise institucional e política rondoniense, como a existência de um personagem cassado pela Justiça Eleitoral que ocupa o governo estadual sem, até por isso mesmo, não ter a necessária credibilidade para atrair investimentos ao estado numa época de crise como a que vivemos. Está mais do que claro que a Fiero não parece ter o menor interesse em ser protagonista da retomada do desenvolvimento rondoniense, principalmente na questão da incipiente industrialização rondoniense.

GARGALHE, SE PUDER

tv2E assim eles continuam surfando na maionese. É o que se pode depreender da ordem do dia da Câmara Municipal, divulgada ontem sobre projetos de lei dos edis que entraram em discussão: “Regulamenta a troca de plantões na área da Saúde” (Ué, então para serve o Secretário Municipal da Saúde os dirigentes das unidades de saúde do município, se precisam de lei para definir plantões?), do vereador Sid Orleans; “Programas de Ensino de Coleta Seletiva de Lixo” nas escolas públicas (ainda bem que a medida, proposta por Ellis Regina, não vai atingir as particulares e nem as do estado).

TODO GOSTO

tv2Tem projeto para todo gosto: esse de Márcio Pacele dispõe sobre as condições sanitárias e de conforto nos terminais (Quantos? Onde?) de transporte coletivo, isso numa cidade onde praticamente não existe transporte coletivo que se preze. Também há o criado por Macário Barros, impedindo o trânsito de caminhões nas ruas de tráfego intenso (??) da capital. Então os caminhões ficarão impedidos de circular na capital? Du-vi-de-ó-dó!

TEM MAIS

tv2Ainda não apareceu projeto de lei revogando, por exemplo, a lei da gravidade, mas não faltam hilários como o que dispõe sobre a “obrigatoriedade do treinamento em primeiros socorros dos funcionários de casas (Onde? Quantas existem?) de festas infantis” (e por que não em casas de festas de adultos?), proposto por Carlos Alberto Lucas. O que não pensar sobre o vago projeto de Ana Negreiros, instituindo a “campanha dos igarapés urbanos limpos”.

VOCE PAGA

tv2E pensar que esse pessoal todo é sustentado pelo bolso dos contribuintes. Talvez seja a falta de simancol que estimula gente como Delson a legislar sobre uma coisa que já tem lei específica, como “a obrigação de hospitais públicos (então os particulares estão fora do alcance da lei?) notificarem as ocorrências de bebidas alcoólicas ou entorpecentes por crianças e adolescentes”. É algo do baralho.

ENTERRO DO PT

PTTApesar do sol a pino das 14 horas, gente de todas as idades e até famílias inteiras estiveram na aglomeração que protestaram contra o lulopetismo, engrossando em Rondônia as manifestações pelo impeachment de Dilma e o apoio ao combate da corrupção no país.

Também em Rondônia as manifestações foram como um termômetro de que o enterro do PT nas próximas disputas eleitorais é irreversível, principalmente se o partido confirmar o lançamento de candidaturas dos petistas carimbados como personagens de destaque na prática da corrupção em prefeituras importantes como as de Porto Velho e Cacoal.

VISÍVEL

PTTUma multidão de mais 5 mil pessoas em Porto Velho participou do movimento “Fora Dilma”. O descontentamento em relação ao governo federal e ao PT foi visível do início ao fim do ato convocado pelas redes sociais. E tudo aconteceu sem incidentes. Aqui também o Juiz Sérgio Moro, os integrantes do MP e até da Polícia Federal foram chamados de “heróis” pelo constante combate da corrupção

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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