Em Linhas Gerais

Faltou a midia da capital esmiuçar os dados da pesquisa IBOPE – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Nacionalismo é a fome do Poder temperada pela autoenganação.” George Orwell (1903/1950). Escritor britânico.

ALERTA

O resultado da pesquisa do Ibope divulgada na quarta-feira pela TV Rondônia não é determinante para o resultado final. Contudo ela deve ser encarada como um alerta para quem está na disputa como debutante na matéria. Cercar-se de maus assessores não é bom negócio para quem tem de conquistar votos com mais rapidez do que os chamados políticos profissionais da matéria.

LIDERANÇA

O nome do petista que não conseguiu terminar o segundo mandato por no caminho tinha um xilindró aparece na liderança da pesquisa citada acima. Os concorrentes não devem estar preocupados com isso. Ué, ele não está inelegível? Na impugnação de seu nome o MPE diz que Sobrinho está inelegível. Então não vai poder concorrer e se concorrer (com liminar) não terá os votos contados. É o repeteco do que aconteceu no passado recente com Expedito Júnior… É, mas mesmo assim será difícil para grande parte do eleitor entender esse angu de caroço.

TRAGÉDIA

A pesquisa do Ibope coloca Mauro Nazif, candidato a reeleição, em segundo lugar, empatado com Leo Moraes. Isso certamente não é nenhum motivo para comemoração entre os aliados do prefeito. A mesma pesquisa avaliou a gestão do prefeito da capital rondoniense, com 53% do eleitorado considerando ruim e péssima sua gestão. A gestão de Mauro é regular (perto do ruim) para 33%. Só 12% aprova o mandato do prefeito. Para quem sonha em continuar no comando da cidade isso é uma tragédia.

RISADA DA HIENA

No caso do candidato impugnado do PT, Roberto Sobrinho, também não há motivos para seus aliados comemorarem a supostas liderança. A mesma pesquisa mostrou o tamanho da rejeição do petista pelo eleitorado portovelhense: 49%. Se conseguir manter sua candidatura até o fim do processo eleitoral sem baixar radicalmente esse índice, é melhor apostar também na tragédia da nau petista. Até agora (fato muito compreensível) o candidato que deixou a prefeitura apelidado pelo povo de Roberto Ali-Babá tem toda a característica de carta fora do baralho.

INDECISÃO

Certamente o resultado mais importante dessa pesquisa do Ibope foi o colhido na modalidade espontânea. Nesse momento o eleitorado ainda está indeciso sobre os candidatos. O índice dos que não sabem em quem votar chegou a 51%. Se na estimulada Nazif perde para o petista Roberto Sobrinho, na espontânea o prefeito lidera com 8% contra 6% do (ainda) candidato do PT. O petebista Leo Moraes aparece na terceira posição, seguido de perto por Williames Pimentel, do PMDB. Isso reduz o gosto amargo do debutante peemedebista que na pesquisa estimulada só consegue empatar com Ribamar Araujo.

LANTERNAS

No rabo da fila, segurando a lanterna estão empatados o tucano Hildon e o candidato do Psol, Pimenta de Rondônia que, como se sabe, esse ano não vai poder participar dos debates na televisão.

DESTROÇOS

Faltaram na grande mídia rondoniense textos jornalísticos esmiuçando os significados mais importantes da primeira pesquisa realizada pelo Ibope. A imprensa domesticada, como sempre acontece, ficou apenas no trivial para não melindrar seus próprios interesses.

Sem editorialistas e com jornalistas acostumados apenas à planície, essa mídia não se preocupou nem mesmo em demonstrar para os cidadãos-contribuintes-eleitores o que está por trás do resultado da pesquisa. Como a revelação do sentimento coletivo de que Porto Velho é uma capital destroçada.

ABERRAÇÕES

Os índices de desaprovação do prefeito atual e de rejeição ao prefeito petista anterior revelaram que os portovelhenses (em sua maioria), consideraram Nazif e Roberto aberrações políticas, que ficaram demasiado tempo no comando da cidade. Será que a população de Porto Velho vai perder (de novo) a oportunidade de melhorar o desenvolvimento sustentável da capital rondoniense, combatendo com o voto a onde de corrupção que nos últimos tempos não perdoa nem mesmo os gastos com coisas prosaicas como a ornamentação natalina?

TRISTE

A falta de pudor dos políticos donos de altos índices de reprovação e rejeição eleitoral entristece quem fincou raízes em Porto Velho, onde pretende continuar o esforço de criar família. A capital rondoniense não aguenta mais ter no seu comando esses políticos despudorados forjados na política de manipulação dos votos e no domínio do poder e não da política de estado.

CERTEZA

A cidade de Porto Velho merecia melhor sorte na qualidade de seus candidatos, evitando-se o risco de não continuar como terra de ninguém, pela ausência de quem governe para a maioria.

O colunista, lastreado nos números da pesquisa do Ibope divulgados pela TV Rondônia mantém a opinião de que aqueles colocados na frente nas intenções de votos apurados por essa sondagem não tem nenhuma segurança de vitória, se levar em consideração seus índices de rejeição.

Mas é preciso compreender que em política não há verdade definitiva, como ensinava Magalhães Pinto, nos velhos tempos. Assim não dá para espantar se houver um crescimento da campanha dos indigitados diante do amadorismo e inexpressividade dos concorrentes. Na política até elefante pode voar!

FERRADOS

Reeleger qualquer um dos dois nomes apontados pela pesquisa na liderança da corrida será o pior dos mundos para quem sonha ver o desenvolvimento da capital e a melhoria da qualidade de vida de seus moradores. Se essa tragédia acontecer com a complacência do eleitorado e da Justiça (a quem cabe fazer valer a sentença da inelegibilidade) não restará nada mais do que reconhecer: Os portovelhenses estão lascados!

DESGASTANTE

O capitulo final da tragédia de Dilma Roussef começou ontem no Senado. E já começou com os esperados confrontos da tropa de choque petista contra os senadores interessados em acelerar esse capítulo final do impeachment, “para o Brasil voltar a crescer”. Certamente, daqui até o apito final a população estará com suas atenções voltadas para o plenário do Senado e não, como gostariam muitos, para o desenrolar da campanha eleitoral do município.

Mas ontem houve ausência de público na Esplanada que, por motivo de segurança, teve vias fechadas e reforço de agentes. Perda de tempo já que praticamente ninguém compareceu. Para o site “oantagonista.com” um sinal de que “Dilma já é passado”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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