Em Linhas Gerais

Em Ouro Preto há desconfiança sobre a decisão anunciada por Alex Testoni de deixar a vida pública- Por Gessi Taborda

ÚNICO CAMINHO

“Se não brilha mais, não insista. Lâmpada queimada não se arruma. Se troca”. Fernando Sabino (1923/2004), jornalista brasileiro.

VÁCUO MAL PREENCHIDO

pmdbEntão o PMDB, certamente um dos partidos de maior legado também na história política rondoniense ainda vivo, procura expor uma imagem de exultação por já ter, como imaginam os mais crentes, um candidato à disputa da prefeitura da capital rondoniense no próximo ano.

O lançamento do nome de Williames Pimentel pela cúpula do diretório municipal portovelhense é, numa análise desapaixonada, apenas a comprovação de que o partido do cacique Valdir Raupp vive uma fase em que não consegue mais preencher seu vácuo político, principalmente em Porto Velho onde a carência de nomes com liderança real é indiscutível.

FRAGILIDADE

pmdbBem que os concorrentes à disputa pela prefeitura de Porto Velho estão na torcida para que essa “candidatura” inventada pelos caciques peemedebistas sobreviva até o momento da definição final. Ela confirmaria que o PMDB de hoje, apesar de ter senador e representantes na Câmara dos Deputados, vive um processo de decadência e fragilidade.

Só por isso o pupilo de Valdir Raupp consegue sair ungido pela direção partidária, apesar de não ter a menor expressão eleitoral e nem apoio popular, como o escolhido para enfrentar a sucessão de Mauro Nazif.

RISO DOS CONCORRENTES

pmdbPolíticos como Odacir, Edgar Tonial e até a bela tucana Mariana Carvalho devem estar rindo com satisfação. Primeiro eles sabem que Raupp não é nenhum político com cacife para, como Lula fez, eleger postes. Segundo, por conhecerem de perto, limitações explosivas de Williames, decorrentes de sua folha corrida em investigações de combate à corrupção. Não foi o zelo ético que levou o pupilo de Valdir Raupp a conhecer o xilindró no pleno exercício do cargo público de Secretário de Saúde.

TURBULÊNCIA

Williames_PimentelA saúde do estado, hoje comandada por Williames, não deixou de viver seu clima de turbulência. Prova incontestável de que a capacidade de gestão desse protegido de Raupp é só falácia é a comprovação, através de documento fotográfico publicado na imprensa, de que o cenário do Hospital João Paulo II é semelhante a um campo de concentração de refugiados de guerra, clamando por uma intervenção de instituições como o Ministério Público, para no mínimo salvaguardar a dignidade de pacientes largados ao relento do pátio daquela unidade hospital estadual.

NO PORÃO

Williames_PimentelO lançamento pela cúpula do PMDB do nome de Williames tem o efeito de um blefe. Dificilmente ele será sustentado pelo partido quando ficar claro que tal tática que a manutenção desse nome simplesmente pode trazer do porão a perda de identidade do partido, que não conseguiu se renovar e funcionar melhor. O partido mesmo estando na chefia do governo estadual não conseguiu se conectar com a maioria da população.

ELE NÃO CONSEGUE

Williames_PimentelImaginar que Williames Pimentel tem capacidade para estabelecer um diálogo positivo com a sociedade portovelhense e com lideranças políticas mais respeitáveis é falta de raciocínio. Ele não consegue. Daí a fuzilaria nas redes sociais contra esse personagem sempre escalado pela cúpula peemedebista para cargos de secretário, pelo simples “lançamento” de seu nome como provável candidato.

FERRO FRIO

efmm_gjmRecebo por e-mail o informe de que a Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré protocolaram na Presidência da República documento solicitando recursos de R$ 15 milhões para ser utilizado na revitalização do “complexo turístico” (??) da EFMM. Isso é, salvo melhor juízo, malhar ferro frio.

Ora, chamar de “complexo turístico” aquela área degradada e abandonada pelas autoridades de Porto Velho (e do estado) há muitos anos é puro eufemismo. Segundo, a informação não diz se a tal entidade junto algum tipo de projeto ao pedido protocolado junto à presidência da república, em Brasília.

DINHEIRO ENTERRADO

efmm_gjmNum momento em que o governo federal não tem recursos nem para pagar a parcela do 13º de agostos aos aposentados, é ingenuidade imaginar que tal solicitação seria atendida pelo governo de Dilma. E tem mais: se alguém pretende inserir Porto Velho na relação de destinos de turismo no Brasil, precisa reivindicar muito mais do que arrumar aquela espécie de muquifo onde na gestão passada enterrou-se praticamente R$ 20 milhões (compensação das Usinas) sem qualquer efeito positivo para a cidade e seu povo.

ERRO DE CÁLCULO

odacir-soaresQue o Brasil é um país bizarro, ninguém duvida. Ivo Cassol, ex-governador rondoniense, ex-prefeito de Rolim é um exemplo claro disso. Com condenação judicial prevendo sua prisão, ele continua agindo como se fosse um dos “intocáveis” de Rondônia. E assim, continuando seu papel no Senado, o “condenado” Cassol procura influir de perto na disputa eleitoral desse ano, até promovendo o lançamento de nomes para a disputa.

Em Porto Velho, o senador (??) simplesmente apareceu para dar as bênçãos ao nome de Odacir que, como se sabe, estava procurando um partido novo para se descolar de Cassol. Parece que Odacir não levou em consideração o perigoso erro de cálculo de se manter colado ao ex-governador e (ainda) senador condenado.

JUSTIÇA DESDENHADA

ivo-cassolO “intocável” Cassol desdenha da condenação sofrida demonstrando não acreditar que a Justiça irá fazê-lo cumprir a sentença.

Por isso anunciou que seu partido deverá ter candidato para enfrentar a sucessão de Jesualdo (PSN), na pessoa do filho dos ex-deputados do passado, Edson e Ini Fidélis.

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DOENTE

GILSON2Gilson Nazif, irmão do prefeito Mauro, não está em São Paulo tratando de assuntos ligados à empresa anunciada como aquela que vai cuidar do transporte urbano na capital rondoniense. Segundo se comenta, o irmão do prefeito está na verdade fazendo um rigoroso tratamento de saúde na capital paulista.

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RENÚNCIA

Alex TestoniEm Ouro Preto há desconfiança sobre a decisão anunciada por Alex Testoni de deixar a vida pública, atendendo pedido da família, ainda muito abalada com sua prisão e afastamento da prefeitura. É que até o momento Testoni não decidiu renunciar ao cargo de prefeito, preferindo negociar com a edilidade mais uma temporada de afastamento. Alex, que na Assembleia gostava de cultivar a imagem de um político incorruptível, acabou preso em operação policial que comprovou superfaturamento e outros atos de corrupção na “obra do Espaço Alternativo” na capital.

DEFESA DO PT

PTTAinda há dúvidas se a militância do PT em Rondônia atenderá a convocação do partido, em nível nacional, para as manifestações de hoje em defesa do governo Dilma. Os petistas mais apaixonados fazem questão de afirmar que as manifestações “são contra o golpe da direita e em defesa da democracia”. Quem acreditará nisso

Por Gessi Taborda

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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