Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Porto Velho chega ao seu centenário mais vilipendiada, maltratada e desamada do que nunca- por Gessi Taborda

E SETEMBRO CHEGOU

Porto VelhoConfesso aos leitores que esse repórter (e muito mais colunista) esperava setembro chegar com sinais de renovada esperança de que finalmente estaríamos caminhando para ver nossa cidade em seu primeiro centenário como uma capital de verdade.

E espera setembro com a nostalgia de quem sonha uma cidade que já foi bucólica, festeira e cultural, que tinha na sua política personagens que engendravam um futuro bem mais promissor do que esse que bate na cara de cem anos da tão vilipendiada, maltratada e desamada Porto Velho.

SEM RESPOSTAS
Porto VelhoQue grande momento para essa cidade onde criei filhos, família e que amo tanto, chegar ao seu primeiro centenário. Não que esse colunista tenha, em algum momento de sua vida, botado fé nos últimos administradores da capital rondoniense.
Mas a maior decepção é reconhecer hoje que esses derradeiros burgomestres tomaram assento na prefeitura num momento em que existiam condições excepcionais para a busca do desenvolvimento e da humanização de nossa cidade, dando a ela condições de comemorar o seu primeiro centenário de forma alegre, marcante, numa festa que ficaria na eternidade de sua história.

ENGANADORES

Porto VelhoEra difícil duvidar dos últimos dois (supostos) “administradores” da nossa capital. Como imaginá-los que eles teriam essa obstinação suicida (falando politicamente) de fazer essa política de terra queimada, logo eles que se notabilizaram no passado como com o domínio da austeridade, aparentemente capazes de fazer ecoar por aqui o progresso e desenvolvimento que tantas vezes defendiam em seus discursos.

Nesse setembro não praticamente nada para ser apresentado como um marco do primeiro centenário. Nada verdadeiramente capaz de apagar essa imagem de que gestores do município trabalham há pelo menos uma década em favor da aniquilação das esperanças do povo.

PROSAICO

mauroNão adiantam nesse momento as cantilenas de “empresários” apoiando iniciativas prosaicas desse prefeito, como soem ser essa conversa de inverter o fluxo do trânsito da Sete de Setembro. Isso – digo com certeza – não estimular o crescimento e nem modificar a aparência da cidade ou melhorar a qualidade de vida de seus moradores. O que acontece com o prefeito atual é nada mais do que congeminar mais iniciativas falidas, sem nenhuma capacidade de mudar realmente a vida de quem mora em Porto Velho.

Na verdade, Nazif e gente como seu antecessor se mantém na política (há um, inclusive, disputando uma eleição de deputado federal) porque o ambiente nessa cidade que chega aos cem anos a população vive uma resignação monástica.

AFRONTA

vergonhaAo anunciar a realização de uma “festa” do centenário, a prefeitura comete mais uma afronta a essa população, principalmente àquela parte que teve sua vida desmontada no período da grande cheia do Rio Madeira por culpa da falta de infraestrutura, por culpa da falta de previsibilidade das próprias autoridades locais.

Tá certo que a festa (pelo menos aparentemente) será custeada com o patrocínio e doações de entidades privadas. Mesmo assim seria interessante se fazer atenta a fiscalização de instituições como o Ministério Público e o Tribunal de Contas.

PERSPECTIVAS

Taborda4Ao contrário das cantilenas dos “empresários da Sete”, esse colunista não bota fé na capacidade desse prefeito em prover as demandas cobradas pelos moradores de Porto Velho. Pelo menos a lentidão desses mais de dois anos à frente da Prefeitura é sinalizadora de que ele continua – em termos de gestão – mais perdido que cego em tiroteio.
Pelo visto ele não enxerga que a cidade completará o centenário com milhares de jovens sem emprego, sem perspectivas de chegar um dia pelo menos próximo de uma qualidade de vida que poderia estar garantida agora que a cidade comemora esse importante aniversário.

NAZIF É MUITO RUIM

mauroPessoalmente nunca botei fé em Mauro. Sua militância política sempre foi – na opinião pessoal do colunista – um longo exercício de demagogia e sua capacidade de gestão era quimera diante de seu desleixo com seu próprio patrimônio, caso visível na sua clinica da Vila Tupi.

Na prefeitura, cercado por áulicos e membros da família, Mauro está perdendo novamente a possibilidade de ser “O Prefeito do Centenário”, e suas visões políticas geram um imenso sentimento de desesperançados na sua (vá lá!) gestão.
Exatamente por ser muito ruim quando o assunto é gestão – participativa e transparente – a cidade chega ao seu primeiro centenário dentro de um cenário e modelo escatológico a que todos assistimos.

É uma capital desprovida de uma política de urbanismo; uma cidade que mesmo em plena Amazônia chega ao seu primeiro centenário sem arborização, sem jardins, sem nada capaz de embelezá-la. A situação é essa que todos conhecem.

TROCA MAL FEITA

mauroAinda lembro-me muito bem da reação de Mauro Nazif quando um seu concorrente classificou a cidade como “um enorme favelão”. A indignação de Mauro foi imediata, mas não era e nunca foi sincera. Jogou com sentimento quase fundamentalista de nossa população, incapaz (salvo melhor juízo) de gerar utopias positivas para Porto Velho e Rondônia.
Mauro ainda ficará na prefeitura até o final do próximo ano. Dificilmente conseguirá renovar o mandato. Há um balizamento de sua despedida da vida pública. Enquanto ele estiver ali, mandando nas coisas do município, não há boas previsões para essa cidade centenária.

Na verdade o que há são riscos de mais sangrias, especialmente se as instituições guardiãs da sociedade não acompanhar de lupa sua “gestão”.

PREPARAR-SE
Eleicoes1Estamos em pleno período eleitoral. Aparentemente a eleição para a troca do prefeito e dos vereadores ainda está distante.
Os portovelhenses devem ir se preparando para esse momento que, na verdade começa com as eleições atuais. É preciso botar prá correr esses políticos que se alimentam da desesperança para acenar com um futuro que nunca chega.
Nazif chega ao primeiro centenário de Porto Velho como prova de que combater a desesperança com “mais do mesmo”, apenas faz alastrar-se ainda mais essa realidade de abandono a que Porto Velho chegou nesse primeiro centenario

 

 

 

 

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

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  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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